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Paradoxo

Saúde

Paradoxo, o avanço tecnológico vivido pelas últimas gerações, a tecnologia e a vida terrestre, o inimigo da natureza, estudo científico e tecnologia, o homem como dominador do mundo.

O ser humano, de todos os tempos, tem vivido mais e melhor do que as últimas gerações.
Muitas doenças que há décadas dizimavam nossa espécie, hoje estão erradicadas ou sob controle, mesmo com algumas nos pregando um grande susto, mas logo desaparecem, e o susto passa.

Poderíamos dizer: “Que ótimo! Vivemos muitos anos!”. E é verdade. Ninguém de nós gostaria de viver apenas 40 ou 50 anos, como nossos ancestrais que não podiam desfrutar de toda a tecnologia que a área da saúde nos oferece atualmente. Mas daí vem uma pergunta incômoda: “Que preço é pago e quem paga por isso?”. Esse “preço” nada tem a ver com o nosso plano de saúde, seja lá qual for, mas sim com a triste realidade que o uso inadequado da tecnologia (ou tecnologias) vem trazer ao nosso mundo, e ao de toda vida terrestre.

Ao mesmo tempo em que temos o privilégio de viver confortavelmente e com poucos problemas de saúde (salvo exceções), se comparado às décadas passadas, graças em grande parte, aos avanços técnico-científicos da modernidade e pós-modernidade, por outro lado, nosso meio ambiente (TODO o planeta) é quem paga o preço, incluindo os seres que mais destroem seu ambiente: nós.

É esse o paradoxo que temos em mãos, onde devemos refletir e lutar por situações que não sejam catastróficas para nada e para ninguém. Essa é uma luta que o homem batalhou: não há inimigos estrangeiros, nem um governo ditatorial, nem guerras mundiais. O inimigo com o qual devemos lutar somos nós mesmos, cada ser humano que destrói um pouco a natureza, ao desperdiçar água, não reciclar seu lixo, etc., deve ter a consciência e o respeito pelo mundo (humano ou não), para que possa fazer algo em seu cotidiano que ajude a modificar a atual situação terrível, assim como para evitar um futuro negro demais para se imaginar.

Não sou contra o estudo científico e a tecnologia, pelo contrário, para mim a ciência é a magia dos não-magos. Sou contra o seu uso inadequado, sem pensar nas conseqüências.

Tantos são os benefícios diretos e indiretos, tanto na saúde, educação, quanto na comunicação, que a grande parcela da humanidade pode usufruir (mesmo que em poucas e insuficientes quantidades).

É isso que deveríamos não só pensar, mas também agir. Esse é o grande desafio do homem: encontrar um equilíbrio adequado entre o que fazer em prazer próprio da espécie, e o que causamos para uma natureza que é o berço de tudo, até de nós, que costumamos a pensarmos não como apenas um mamífero, mas também um ser que é o dominador de um mundo que, na verdade, não tem dono, é de todos que nele habitam.


Publicado por: eduardo Cadore

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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