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Nos desertos da vida

Religião

Falar, ouvir, religião, Deus, Cristo, bíblia, Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá.

Estamos correndo o tempo todo, porém não chegamos a lugar algum, nossa vida pode ser facilmente descrita, mas compreendida jamais. Não podemos parar para ouvir ninguém em conseguencia ninguém nos ouve. E quando se faz necessário ouvir se paga um profissional para nos escutar já que ele não vai intrometer na minha vida, apenas ouvir e me deixar encontrar a resposta.

Queremos ser reconhecidos a todo custo, mostrando corpos, destruindo vidas, pichando muros e vendendo nossas vidas a realites shows onde o que importa é o ibope e não a mensagem a ser transmitida, queremos é ser conhecidos e reconhecidos. Queremos a bala e não desembrulhá-la para depois degustar. Queremos o mais fácil, queremos a conquista e não conquistar.

Temos a vida mais sem sabor de todos os séculos, estamos em meio a maior tecnologia já vista e vivemos sós, sem graça eternamente cansada e enfadada a solidão. Criamos nosso próprio mundo com a tv, internet e estamos sempre exaustos, vista cansada e sem alegria.

Estamos vivendo a farça da felicidade e da realidade. O sexo sem prazer e de fácil acesso, drogas como fuga de uma ferida não curada. Estudo sem vontade de vencer. Conhecimento sem crescimento interior.

Comercializamos a nós mesmos na expectativa de ganhar algo como paz, felicidade e liberdade. Defendemos tudo que não agrada a Deus como se assim estivéssemos dizendo a todos que somos libertos de preconceitos e nem sabemos bem o que a palavra significa. Queremos aparecer e existir. Sermos alguém em meio ao deserto de palavras bem ditas e de amores vividos de forma irreal e ilusória, onde quando estamos longe sentimos saudade e perto não suportamos viver juntos.

Estamos na era da razão, tudo tem que ter uma explicação, mas a solidão humana ninguém consegue explicar. Do deserto pessoal ninguém consegue sair. A razão deixou o coração e entrou na fria realidade do tudo pronto e imediato. O coração se esfriou dando lugar a uma rocha. É terra onde não deixamos ninguém pisar por medo de feridas. Então ficamos com outras pessoas enquanto elas nos fazem aparente bem. “Enquanto sentimos borboletas no estômago”, não para podermos dividir esperanças e alegrias e na dificuldade termos alguém com quem passar pelo deserto.

Tudo é numérico, pessoas, doenças, expectativas de realização do sonho de uma casa, uma geladeira, uma vida melhor, a saúde cuidada. Somos apenas números. Não sabemos nomes nem filiação. Ninguém tem alma nem coração.

Preferimos uma vida de pensamentos ao invés de uma vida de sensações. Não sentimos o computador sente por nós. A realidade é vista através de carinhas expressas na tela ao invés de estamos juntos compartilhando alegrias e tristezas, realizações e frustrações. Somos ausentes com aparente presença tecnológica.

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Vivemos desconfiados até da sombra, temos medo até do cão, já que é modificado pela tecnologia genética. Não confiamos no filho, marido amigo são meus inimigos em potencial. Estou e não estou tento estar, mas tenho medo de me ferir. Vivo a solidão em meio à multidão.

Silencio meu coração no meu profissionalismo, não me deixo envolver, quero só o relativo. Nada de entregas. Isso só gerou em nós desamor e violência. Não sentimos nada por ninguém, não queremos nada com ninguém a menos que tenha algo que me interesse neste momento.

Estamos nos desertos da vida, procurando um pouco de água para molhar a garganta, algo que não sabemos o que é. Desejamos tudo e nada nos satisfaz. Queremos alguém, mas não sabemos até quando.

Se você não tem intimidade com seu filho amigos que são humanos como conhecerá Cristo que é necessário entrega, fé, verdade de sentimento, coração quebrantado, vida aberta.

Com Cristo um pai ausente pode se tornar presente, uma mãe viciada pode se curar. Um filho rebelde pode voltar aos braços do pai como filho amado. Há um oásis neste deserto. Deus não se amoldará a sua vida, você é quem se molda a Ele. A fortaleza que nos acolhe, a água que falta no nosso deserto. Você vai estar no deserto, não tenha dúvida, mas precisa sair dele, ele não é para sempre na sua vida. Encha seu coração de vontade sua mente de coragem, abra o peito encha os pulmões de ar e grite alto, grito por socorro a Jesus Cristo. Ele não está surdo nem mudo. Te escuta e te responde já. Não está oculto em teclas do computador nem o encontrará nos orkut nem em sites de relacionamento, mas o encontrará no céu olhando para você esperando que o veja no íntimo da sua esperança – o coração.

A chave para sair do deserto é esta. Entrega os teus caminhos ao Senhor, confia nele e o mais Ele fará. Vamos nessa!!! Tudo terá mais graça, paz e felicidade, não esta felicidade aparente devido à bebida, droga, libertinagem que vem e passa. Mas a felicidade mesmo em lutas, mesmo em problemas. Vamos, espero por você e Jesus também espera por você desde sua morte e ressurreição, não demore, o tempo de sua vinda está chegando.

Até a próxima...

Silvia Letícia Carrijo de Azevedo Sá
Letíciacarrijo@oi.com.br


Publicado por: silvia leticia carrijo de azevedo sá

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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