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Escândalo pedofilia na Igreja Católica - Esclarecendo os fatos

Religião

Casos de pedofilia aflingindo a igreja católica.

Recentemente relatos de casos de pedofilia vêem afligindo a Igreja Católica e fazendo dessa uma instituição cada vez menos respeitada.E consequentemente,o atual Papa Bento XVl,que em meio aos caos vivido pela Igreja Católica se encontra também mais envolvido do que nunca com o escândalo.

E' lógico e evidente a gravidade do assunto,mas não menos lógico e evidente é também o modo cuja é repassado pela midia os fatos.Os relatos de casos de pedofilia praticados por membros da Igreja Católica vêem sendo noticiados diariamente e quase que com exaustão pela midia,não só nacional quanto internacional.

Mesmo sendo um caso de extrema delicadeza,parece que no entanto a forma como o assunto está sendo tratado é um tanto quanto exagerada e desproporcionada.O fato é que
está a dar-se um destaque desmesurado a esta questão.Uma abordagem midiatica deve,sim retratar os fatos como eles são,mas não ao ponto de transformar isso em um espontâneo interesse em desprestigiar a Igreja Catolica como instituição,e o próprio Papa.

Mas deixemos o caso midia de lado e passemos a analise dos fatos concretos do tema e o seu contexto.

Esses fatos que agora são noticia e que vêem causando grande polémica remontam aos anos 80 - mais precisamente 1985 - ,quando o até então Arcebispo da Arquidiocese de Munique,na Baviera,o atual papa Bento XVl,em uma carta resiste a um pedido de afastamento do padre americano Sphen Kiesle,envolvido em um escândalo de pedofilia.

No ano seguinte,em 1986, o caso foi levado ao tribunal e julgado.Na ocasião foi estabelecido que a decisão da colocação do sacerdote responsável pelos atos de pedofilia na diocese não tinha sido tomada pelo Cardeal Ratzinger,nem era sequer do seu conhecimento,circunstância que não é de estranhar numa diocese grande com uma burocracia complexa.

Para esclarecer melhor esta questão,do porque o assunto voltou a luz depois de 24 anos, é oportuno recordar a recente onda de novas denuncias sobre supostos abusos cometidos por sacerdotes; A divulgação do caso do padre Lawrence Murphy,que segundo acusação teria abusado sexualmente de cerca 200 crianças de instituto para deficientes auditivos nos Estados Unidos,provocou duras criticas e questionamentos sobre a conduta da Igreja Católica.

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Diante dos casos de abusos sexuais envolvendo padres da Igreja Católica em diversas partes do mundo muitos chegaram até a pedir a renúncia do papa.Outros ainda,mais radicais,como os dois renomados intelectuais britânicos Richard Dawkins e Christopher Hitchens expressaram a intenção de processar o papa Bento 16.

Nesse caso,o papa Bento XVl receberia voz de prisão no decorrer da já marcada visita do às cidades de Glasgow e Cantuária,em Setembro próximo.

O argumento usado pelos dois é que,do ponto de vista jurídico,o papa não tem o direito de proteção oferecida a outros soberanos em visita a Gra Bretanha,uma vez que a estada papal é classificada como estatal e o papa não é um chefe de estado reconhecido pelas Nações Unidas.Trata-se do mesmo raciocínio e princípio legal que levou o ex-ditador chileno Augusto Pinochet a ser preso quando de passagem pelo Reino Unido em 1998.

E se como não bastasse só os casos de pedofilia envolvendo a Igreja,se adiciona a lista a recente e muito polémica declaração do cardeal Tarcisio Bertone,que a poucos dias disse que a causa por trás dos casos de pedofilia na Igreja seria o homossexualismo, e não o celibato.Depois de tal declaração,Ativistas de direitos dos homossexuais criticaram duramente o cardeal afirmando que isso é extremamente surpreendente,que os homossexuais "ainda tenham que lidar com um mito tão ofensivo", que deveria ter desaparecido junto com a Inquisição espanhola no século 19.

O papa,no entanto, diante dessa delicada situação se faz diplomático e convida pacificamente os cristãos a fazer penitência em meio aos ataques que a Igreja Católica tem enfrentado.


Publicado por: Murillo Fiore

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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