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Manhã ensolarada

Poemas e Poesias

Confira um relato acerca do sentimento de um rapaz pela morte de sua avó.

É estranho quando você sente aquela triste sensação de perda, de vazio, de que aquela pessoa que você viu há dias atrás você não vai mais ver. Um dos piores momentos é quando você cai na real e percebe que aquela pessoa não está mais entre nós.  Este foi o enterro da minha querida vó.

Quando cheguei ao cemitério eu ainda estava com um peso no coração e triste pelo falecimento de minha vó. Porém quando entrei na porta do cemitério luterano, que no qual nunca tinha ido antes, eu comecei a observar o lugar e ver o silêncio que pairava por lá. A manhã estava muito linda, temperatura agradável, céu limpo, leves raios de sol e uma suave brisa que estava no ambiente. Quando parei pra fitar tudo isso e parei de pensar no sepultamento, eu comecei a pensar no ciclo da vida e lembrei-me da passagem de João 11.25-26 “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em mim, ainda que morra, viverá;
e quem vive e crê em mim, não morrerá eternamente”. Todos nós iremos morrer algum dia e todos nossos antepassados morreram também, porém a vida continua. “Do pó viestes e para o pó retornarás”. Quando uma pessoa morre outra pessoa nasce, e assim sucessivamente. A nossa dor pela perda de um ente querido é tomada pela alegria e amor da vida que continua o seu ciclo.

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Depois que tive este instante de reflexão a minha dor foi confortada, e não mais aflito como antes, passei a encarar esta situação como uma fase da vida, e não mais como uma perda. Tudo que vivemos em nossas vidas são fases, e devemos aprender a encara-las com firmeza e coragem.

Após o pastor terminar a cerimônia e a oração final, eu abracei meus familiares e conhecidos e fiquei muito feliz por rever cada um deles e percebi o valor que a vida tem que devemos viver nossa vida com a pureza das primeiras coisas e amar cada um de nossos amigos e parentes, pois isso é o nosso maior tesouro aqui na terra.


Publicado por: Matheus Ariel Bohrer

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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