Topo
pesquisar

AS MEDALHAS, por uma mãe negra

Poemas e Poesias

Os cuidados de uma mãe negra.

A dor,

Desliguei da cabeça o tálamo

Para isentar-me da dor,

Assim ainda vivo

Como a abertura da flor.

Eis lá os meus gametas - aqueles de tez preta.

Por favor - vejam-lhes o riso, a garra, a alegria,

A crença, o vervor,

A vontade de superar o cansaço.

Na inocência da vitória:

A larguesa do abraço,

O gingado, a magia.

Vejam o riso - pros que olham,

O respeito - com os que oram!

 

O alimento,

Conservo o seio sempre cheio,

De leite - para os meus;

De deleite - para os teus.

Se a vida bate-me à porta,

a raça.... - não importa!

 

A lágrima,

Pedaços de diamantes,

Nas faces negras dos infantes

Matizando-se no sol incandescente,

Tal as cores da Pátria inclemente.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

 

A medalha,

Tirar do peito as medalhas,

E ofertar a Palmares,

Para servir de mortalha

Aos que o podium é negado.

 

O choro,

Choram filhos - dão-me mil beijos,

Lambuzam o meu rosto com a lágrima da glória.

Choram filhas... tua mãe? - sô teus desejos.

Choram filhos!.... choram filhas:

SÓ CHORA QUEM TEM HISTÓRIA!!!!!!!!!

 

Do autor.

André Pessego, é como assina André Pessego de Oliveira. Natural do sertão do Piauí, Gilbués, extremo sul. Gilbués fica na trempe de ligação do Piauí com os Estados do Maranhão, Tocantins e Bahia. Filho, com mais cinco irmãos, de Domingos e Luisa Pessego de Oliveira.

Hoje com duas filhas, pauta seu comportamento social, pelos seguintes versos

"TENHO MEUS FILHINHOS

QUE AJUDAM A CARREGAR O MEU VIVER."

cantadores repentistas.


Publicado por: andré pessego

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
  • SIGA O BRASIL ESCOLA
MeuArtigo Brasil Escola