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O cavaloe e a palmeira

Literatura

Clique aqui e confira o texto O cavaloe e a palmeira de Robert Lima.

Um dia bem à tarde, no meio da mata fechada, aparece um cavalo cansado com a pata machucada. E lá no alto alguém percebeu o que estava acontecendo e resolveu ajudar. — Ei! cavalo manco! Precisa de ajuda? O cavalo olhou, olhou e olhou, e não encontrou o dono da voz. 
— Ei! aqui em cima, olhe! — E o cavalo olhou pra cima, era tão alto, que quase perdia a força de tanto espichar o pescoço pra ver. Era uma palmeira imensa, e lá de cima ele olhava o sofrimento do cavalo machucado. 
— Precisa de ajuda? — Sim palmeira, preciso descansar, estou com sede, andei muito tempo e me perdi na mata, não acho o caminho de volta. Mas como poderia me ajudar? Você é uma palmeira, não pode sair do lugar. 
 Você está com sede cavalo, tome cuidado pra não se machucar, lá vaiiii!
— A palmeira lançou um coco chão abaixo, e o cavalo cansado, quebrou o coco com os dentes e bebeu toda água.
— Obrigado palmeira pela água, estava precisando, mas preciso descansar.
— Seu cavalo, venha, se encoste no meu tronco, as minhas folhas vão te proteger do sol e refrescar seu lombo.
_E o cavalo se recostou na palmeira, se coçou, até que pegou no sono. Foram horas dormindo. Quando ele acordou já era noite, e agora? como voltaria pra casa? 
O cavalo e a palmeira passaram a noite conversando, cada um contava suas histórias de vida e riam muito juntos...

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O dia amanhece, e a mata é coberta pelo clarão do sol. 
Seu cavalo dormiu bem? — Sim palmeira, e você como passou a noite? A palmeira riu nós palmeiras não dormimos nunca, de dia produzimos oxigênio e a noite exalamos gás carbônico, não podemos dormir, a vida na terra é nossa responsabilidade.
O cavalo não entendeu muito, afinal, os cavalos só pastam, relicham e dormem. Mas eles se deram muito bem, a noite que passaram conversando, descobriram que tem muitas coisas em comum. E agora? já é dia, preciso ir — relinchou o cavalo. Calma meu amigo, estou vendo aqui de cima uma manada dos seus amigos se aproximando. E lá do alto a palmeira foi guiando o cavalo, ele se afastava e ela gritava — tá quase! mais um pouco! pra esquerda...
— Até que uma hora, o cavalo conseguiu sair da mata fechada e encontrar sua família.
— Até logo palmeira! muito obrigado pela ajuda, virei visitá-lo sempre que puder!!!
— Sim meu amigo, eu te espero, e até lá estarei aqui, sempre te olhando do alto, orrevuá!!!

É...as diferenças sempre vão existir, a distância também, mas o amor pelo próximo não impede de fazer aquilo que tem que ser feito. Nem sempre quem vive perto, está próximo de você. As vezes encontramos amigos nos lugares mais distantes e das maneiras mais improváveis...


Publicado por: Robert Lima

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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