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De quem é a culpa?

História

De quem é a culpa?, o continente africano, a visão da vida africana segundo a Charles Darwin, a herança africana trazida para a América, a evolução do homem, a construção e os inventos produzidos pelo homem, realizações feitas pelo homem.

Para iniciar as nossas aulas em relação ao Continente africano, devemos nos perguntar: de quem é a culpa da África ser assim? É sua, é minha ou é nossa?

Tomando como base para este discurso a visão judaico-cristã em que Deus cria “os céus e as terras”, podemos também adaptá-la e afirmar que, cientificamente, para a vida humana o principio é a África.

Segundo a Charles Darwin, lá na África, nós os seres humanos, descemos das árvores e evoluímos, cremos hoje que somos uma espécie de “mutantes” do mundo animal.

Pois bem, passaram-se séculos de evolução. Saímos da África e tomamos todas as cores e etnias imagináveis. Fomos para a Ásia e ficamos amarelos com os olhos puxados (chineses, japoneses, coreanos...), ficamos vermelhos na América (os índios), ficamos brancos na Europa e continuamos negros na mãe África. Como ironia do destino, voltamos cada “vez mais evoluídos” ao berço da humanidade e escravizamos nossos irmãos na terra natal do planeta homem.

Como uma subespécie humana, trouxemos para a América e os tratamos como seres sem sentimentos, desprovidos de religiosidades ou que sua religiosidade era fruto do demônio, ou coisa parecida. Este massacre contra os filhos da África, os nossos irmãos, durou do século XVI até o século XIX. Não satisfeitos com o massacre promovido por séculos de escravidão, nós, homens evoluídos, inventamos um novo modo de dominação: a era dos imperialismos.

Neste século o massacre não era em nome da construção de um novo mundo chamado América, e nem mesmo em nome de Deus, sim da industrialização européia. Promovemos massacres de toda ordem, provocamos brigas entre tribos e, como brancos europeus, achamos mais vez que éramos superiores.

No decorrer do século XX, não podendo continuamente subestimá-los, deixamos a própria sorte. Evoluímos mais e mais e inventamos armas de destruição em massa, testamos duas grandes no Japão, vimos que era evolução demais e nos contentamos com pequenas armas letais. Evoluídos, demos inicio a produção em massa desses pequenos brinquedos mortais, até pensamos que poderíamos ser uma espécie de deus. Só que tirando a vida em troca de dinheiro.

Veio a Guerra Fria e precisávamos descarregar todo um arsenal bélico em algum lugar e encontramos mais uma vez a Mãe África.

Bestializados ficamos hoje ao ver que 53 paises da terra natal da humanidade só representam 1.8% da economia mundial contra 25% dos Estados Unidos.

Aterrorizados vimos nos meios de comunicação crianças africanas matando sem mesmo saber o motivo.

Deixamos, por causa da nossa evolução, uma marca de ódio, violência e pobreza na África.

Perplexos ficamos ao ver a onda de AIDS e diversas doenças varrer o continente. Alem de ver a fome assolar a porta de cada irmão africano.

Encantados observamos nomes como Nelson Mandela, Stive Biko, Desmond Tutu, lutar por um pedaço de África mais humano. Mas não fizemos nada para melhorar.

Sabemos que o Continente Africano tem umas das maiores biodiversidades, é riquíssima no seu quadro natural, que alias, encanta milhões de visitantes, porem, do perfil humano e um dos mais pobres.

As pequenas guerras tribais africanas são incontáveis e incontroláveis. E, do alto da nossa petulância evolutiva, achamos que eles se matam por que querem.

Temos hoje na África uma massa desprovida de perspectivas futuras, com fome, desesperada e doente.

Evoluídos fomos à lua, viajamos pelo espaço, descobrimos as curas para diversas doenças, até mesmo tentamos brincar de Deus quando fizemos a clonagem, mas não temos a coragem, a hombridade, a obrigação de voltarmos à África e cuidar daquilo que há anos estamos destruindo em nome da evolução.

Aquela terra que há alguns milhares de anos gerou a humanidade, hoje pede socorro, justiça e paz.

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Publicado por: jefferson dantas

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.