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Uma Reflexão A partir do Documentário: O Buraco Branco no Tempo

Filosofia

Quando refletimos a respeito do universo, percebemos sua grandeza, onde temos como exemplo o nosso sol em meio a bilhões de estrelas existentes no espaço.

Quando refletimos a respeito do universo, percebemos sua grandeza, onde temos como exemplo o nosso sol em meio a bilhões de estrelas existentes no espaço, e nessa imensidão, somos apenas uma pequena partícula.

Estima-se que o universo existe por mais de um bilhão de vezes que qualquer ser humano. Apresentando-se como uma espécie significante o homem é capaz de realizar mudanças grandes mudanças no mundo, desde as novas tecnologias que facilitam a comunicação e a facilidade nos cálculos e demais resoluções cientificas, mudanças que ocorrem de forma rápida.

Nos bilhões de anos da evolução das espécies temos inicialmente as células vivas e nessa sequencia as células mais complexas, os organismos multicelulares, os peixes, os dinossauros e mamíferos. A partir dai temos o homem erectus e junto a ele a sua evolução cultural com o aparecimento da linguagem e das ferramentas há 50.000 anos, as primeiras civilizações em 5.000 anos, a Renascenças e a Revolução Industrial em 5.000 anos, e a Revolução Informática nos últimos 50 anos. A Idade moderna apresenta-se cheia de mudanças que acontecem de forma muito rápida. No entanto, fica a indagação de qual será o futuro da humanidade. Será o futuro feito de evoluções tecnológicas e cientificas nunca pensadas, ou por mudanças ambientais e biológicas?

Quando pensamos em tudo isso, nos vem à reflexão interna acerca do nosso pensamento. Sabemos que o DNA, que consiste num banco de dados dos mais complexos, é capaz de armazenar 6.000 páginas com as informações contidas em si. A partir dai inicia-se a ideia da reflexão sobre o cérebro humano, esse órgão que nos levou a criar possibilidades de trocar informações através da linguagem simbólica. No processamento de nossas informações a escrita surgiu como ponto fundamental na comunicação a partir deste momento veio o telefone, o rádio, a televisão, os computadores e satélites que permitem a conexão com pessoas de qualquer lugar do mundo através das redes. Percebemos que a linguagem foi crucial no aprendizado, nos questionamentos, nas trocas de ideias, permitindo maiores conhecimentos, trocas de ideias, necessários a nossa expansão da consciência, do buscar respostas para os questionamentos da origem humana, do futuro, do funcionamento da natureza e do mundo.

O Worldwatch Institute, através de pesquisas chegou à conclusão de que para resolver os problemas relacionados a humanidade deve-se reduzir os danos aos solos, realizar um maior aproveitamento de energia e reflorestamento da terra, reduzir o crescimento populacional, e a redução da divida dos chamados países de terceiro mundo, e que para isso o valor gasto não seria tão grande se comparado aos gastos anuais com equipamentos bélicos, ou seja, com armas para destruição do próprio homem.

Através das mãos humanas, os homens conseguiram com a sua criatividade saber agir com o solo (agricultura), criaram cavernas mais confortáveis, dominaram o fogo, criaram a rodas, os transportes, gerando a possibilidade de chegar até a lua. No entanto, com a evolução da medicina, a explosão populacional, trouxe junto consigo graves problemas desde espaços para moradia, distribuição de renda, poluição, entre outros.

O crescimento e evolução Industrial é um dos exemplos de ação que bombardeia com sua diversidade de produtos, aumentando gradativamente o consumo por bens materiais, aumentando o consumo de recursos naturais e a produção de lixo. A preocupação com a qualidade de vida foi sendo deixada para trás em prol do consumo exacerbado, da busca incessante de saciar os desejos pueris.

O pensamento humano a partir do domínio de várias áreas, tem se sentido muito autossuficiente, buscando como satisfação apenas o apego material, o dinheiro. Acontece que esse mesmo dinheiro não irá sanar os verdadeiros desejos, não conseguirá pagar pela felicidade e paz da humanidade. Vive-se uma avassaladora onda de violência, intempéries, deixando marcas terríveis de devastação, incompreensões várias quando a criatura aspira por uma convivência pacífica, mas vive em meio a estresses contínuos.

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A indústria e muitos de seus aplicativos tecnológicos têm contribuído para destruir cada vez mais a natureza e dar suporte ao artificialismo: sempre terão algum impacto ambiental. A ciência e tecnologia estão se tornando poluente da vida e da consciência, criando dramas existenciais nas sociedades.

De um modo geral, a criatura humana não está satisfeita com o que tem, e a sua primeira atitude é reclamar O dinheiro que é apenas um pedaço de papel consegue como atrativo a saciedade de muitos desejos efêmeros, e as impessoalidades geradoras de egoísmos. As guerras por posse de territórios, pelo petróleo e por outros recursos naturais como a água é o exemplo disso.

Essas reflexões nos permite um questionamento: onde fica a paz de consciência, a satisfação plena do ser humano? E, em função disso, este mesmo homem, por uma necessidade pautada na existência tranquila com o meio, encontra-se em constante inquietação, buscando ao longo de sua história, mudar, sofisticar, civilizar o meio que o rodeia.

O ser humano é capaz de gastar mais de um trilhão de dólares por ano com armas de destruição em massa, mas não reverte todo esse dinheiro em prol de resolver os problemas mundiais. Percebe-se que é um dinheiro gasto para a imposição de poder, de geração de armas e forças capazes de destruir muitos seres humanos, ocasionando uma contradição.

O que se propõe é que se deva romper abruptamente com esse modelo de sociedade falida e de voltar o foco para o homem. É preciso que a humanidade de espaço para conhecer a mente humana melhor. A crise real, então, consiste na crise de consciência, o homem sabe pouco sobre seus pensamentos, sobre o nosso ser interior. A mente humana é a mais complexa e tida como inatingível, eis ai o maior dos questionamentos.

Assim, a evolução poderia ocorrer de forma bem mais rápida, desde que o homem se colocasse ao dispor da busca de conhecimento interior, pois as respostas já não estão mais no lado externo, nas criações e sim no autoconhecimento, na própria consciência capaz de levar a uma nova percepção de mundo.

O paleontologista francês Pierre Teilhard de Chardin, afirma que a evolução humana tem sim um ponto final, que é quando todas as consciências percebam que a humanidade, é um só ser, o ponto ômega onde está todo conhecimento da essência da criação. E que só pode ser encontrado num estudo interno, da mente humana, de seus desejos e problemas, esse é o cume da evolução humana. A felicidade do homem não se encontra nos bens exteriores, nem nos bens do corpo, e sim em seu conhecimento.

O homem deve se desprender de seus egoísmos, retirar crenças e métodos ultrapassados, se voltar a seus sentimentos mais sublimes, percebendo o porquê que a humanidade está passando por tantos problemas que só vem agravando ao longo dos anos.

O fato de repensar o modo de viver, quais devem ser os verdadeiros anseios, de como agir com os seres da natureza, o respeitar ao máximo o mio ambiente seus elos cheios de perfeições.

O salto da humanidade ocorrerá quando de fato o homem conhecer o que é melhor para si, e para isso é necessário o conhecimento interno, o conhecimento da mente humana, para assim darmos valor aos anseios verdadeiros. Devemos acreditar que o ideal de autoconhecimento, e de sustentabilidade é uma preciosa meta, estimulante para os seres humanos, cansados de uma época esbanjadora e destrutiva.


Publicado por: Renata Cristina Barreto

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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