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Metáforas da globalização em Octavio Ianni

Filosofia

Metáforas da globalização em Octavio Ianni, A globalização, aldeia global, fábrica global, shopping global, sistema mundo, bi e multilateralismo, o fenômeno da globalização.

CENESCH – Centro de Estudos do Comportamento Humano

Saulo Maurício Silva Lobo – 1º ano de Filosofia

“Metáforas da Globalização” – Octavio Ianni


Octavio Ianni em seu texto vai discorrer sobre a Globalização a partir de metáforas comumente usadas para designar o fenômeno. Termos já legitimados por grandes autores e pensadores e correntemente utilizados em suas obras, tais quais aldeia global, fábrica global, shopping center global, sistema mundo etc.

Ao fim do século XX, o mundo passa por grandes mudanças, pois o própria homem as está sofrendo. Já não há mais uma concepção de que o globo seja meramente a soma de estados-nações relativamente interdependentes. Já não é mais colonialismo, imperialismo, bi e multilateralismo. Desde o século XIX o homem vem progressivamente mudando sua maneira de enxergar a si e a esse mesmo mundo, através da influência das obras de Copérnico, Darwin, Freud, Adam Smith, David Ricardo etc.

Nesse clima de reflexão e imaginação, se multiplicam as metáforas. Mesmo em obras teóricas elas são utilizadas com abundância para tentar explicar o fenômeno da globalização. Talvez por uma carência das próprias Ciências Sociais. O fato é que a questão da Globalização tal qual ela se apresenta configurada na atualidade pode realmente ser colocada de modo inovador. Talvez disso advenha essa carência.

A própria Globalização se utiliza bastante de imagens na era da mídia, som-imagem, eletrônica e informática em que nos encontramos. Nada mais natural do que se utilizar desses próprios recursos para a tentativa de explicação do fenômeno. Entretanto, o autor ao abordar a questão, salienta, que mais do que simplesmente uma imagem, as metáforas são utilizadas em forma de parábolas e alegorias, reflexo das próprias mudanças sofridas pelo homem e sua maneira de pensar e fabular.

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Essas metáforas, com aquilo que sugerem, contribuem para uma melhor contribuição do que vem a ser globalização. Assim, o autor discorre um pouco sobre cada uma das metáforas por ele assinaladas, mostrando assim o que cada uma ajuda a elucidar, e que aspecto cada uma ressalta.

Aldeia Global dá a idéia de comunidade global, com toda a abertura trazida pela eletrônica e as facilidades da informática. Sugere assim, uma harmonização e homogeneização progressivas no que se refere á organização, funcionamento e mudanças da vida social.
Fábrica global destaca o quão fácil é movimentar a produção de mercadorias no mundo capitalista, mudando mais rapidamente a produção para locais que ofereçam melhores condições e mais facilidades e estímulos. Aliás, desde o princípio o capitalismo teve esse caráter multinacional, transnacional, mundial em sua produção, pois logo buscou se expandir além-fronteiras.

A nave espacial traz consigo a idéia da aventura, o desconhecido e o incógnito; uma travessia que pode ser impossível. É um tanto pessimista, poderia bem ser o emblema da modernidade desenvolvida no século XX prenunciando o XXI.

Essa mesma metáfora esconde ainda outra, que até a agrava: a da Torre de Babel, que salienta o caráter de caos e desordem que pode se esconder sob o disfarce de harmonia e integração tão difundido pelos defensores do fenômeno.

Ianni conclui o texto delineando o caráter utópico-nostálgico, tão bem expresso nas metáforas (e pelo simples fato de a elas se recorrer) que perpassa o tema da globalização.


Publicado por: Saulo Maurício Silva Lobo

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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