INCLUSÃO NA ESCOLA
INTRODUÇÃO
O presente trabalho tem como objetivo analisar sobre a Inclusão na Escola. Nesse sentido, esta reflexão apresenta a visão dos educadores e a valorização das diversidades dos alunos portadores de necessidades especiais, suas dificuldades em ingressar no ensino regular. Visa também os esforços de alguns educadores que tentam fazer a inclusão de maneira adequada.
Expõe o preconceito ainda presente nas escolas, e a maneira de vencer esse grande erro que e o olhar da diferença. Mostra a importância de Trabalhar a conscientização, para criar um bom ambiente escolar para todos os alunos seja qual for a necessidade especial que ele apresente. Serão tratadas também experiências de escolas que fazem inclusão, suas dificuldades e como superá-las?
QUAIS OS TIPOS DE EXCLUSÃO QUE PODEM EXISTIR NA ESCOLA E COMO ELAS SE CARACTERIZAM
Conhecer as dificuldades de pessoas que sofrem com a exclusão é um passo importante para extinguir este fato. A exclusão acontece em várias etapas do ensino regular, porém, com características diferentes de etapa para etapa. É fato que há no Brasil uma grande demanda em pré-escolas, que as instituições não conseguem suprir de forma adequada. Fazendo com que muitas crianças fiquem sem estudar.
No ensino fundamental o problema é outro, a escassa acessibilidade e a falta de planejamento de integrar esses jovens a escola. Faz com que muitos se atrasem, e conforme eles avançam as etapas, estes alunos sejam vistos como incapazes.
Em escolas do campo a situação é muito complicada, além de depender de um transporte que é escasso para chegar à escola. Há também a falta de equipamentos e matérias didáticos adequados para os alunos.
"Quem está fora da escola são crianças com deficiência, que vivem em comunidades rurais isoladas, pobres ou em conflito com a lei", além disso, é nessa etapa que os problemas de dentro da escola começam a impactar as taxas de frequência. Como consequência de experiências de repetência, baixo desempenho, atraso e discriminação, o abandono escolar cresce à medida que as séries avançam. [1]
Dados mostram que pessoas com deficiência estão em uma situação preocupante. A maioria das escolas não está preparada para receber essas pessoas, isso é visto com mais frequência em escolas públicas, por falta de uma estrutura adequada esses alunos não conseguem aprender ou optam por não estudar.
As escolas que tem estrutura para receber esses alunos tem que fazer um bom trabalho de conscientização. Para que não haja discriminação da parte dos demais alunos, fato que ocorre com frequência em muitas escolas e faz com que os alunos com algum tipo de necessidade especial se sintam oprimidas. Como consequência, esses alunos não se sentem capazes de aprender, por se julgarem diferentes.
Considerando que alunos com necessidades educacionais especiais necessitam de um atendimento especializado e individualizado, em muitos casos a discriminação e o preconceito acabam ocorrendo, ofertar um ensino de qualidade não é o suficiente, é necessária a mudança de atitudes e o combate à discriminação, a fim de que a criança seja acolhida pela comunidade escolar (BRASIL, 2006 apud, VAGULA, VEDOATO, 2014, p.92).
QUAIS SÃO AS FORMAS DE SE SUPERAR ESTAS EXCLUSÕES E SE TER UMA ESCOLA QUE SEJA INCLUSIVA
Não lidar com as diferenças é não perceber a diversidade que nos cerca, nem os muitos aspectos em que somos diferentes uns dos outros e transmitir, implícita ou explicitamente, que as diferenças devem ser ocultadas, tratadas à parte. Essa maneira de agir remete, entre outras formas de discriminação, à necessidade de separar alunos com dificuldades em escolas e classes especiais, à busca da "pseudo-homogeneidade" (a busca da igualdade do corpo seja qual parte ela for) as salas de aula para o ensino ser bem sucedido, remete, enfim, à dificuldade que temos de conviver com pessoas que se desviam um pouco mais da média das diferenças, conduzindo-as ao isolamento, à exclusão, dentro e fora das escolas.
Os alunos, em sua totalidade, passam por momentos difíceis em sua trajetória escolar, um obstáculo, uma dificuldade nas aprendizagens acadêmicas. As razões pelas quais os alunos fracassam em algumas situações escolares são complexas e não devem recair inteiramente no que é inerente ao aprendiz. Grande parte dessas dificuldades é devida à própria escola. Nesse sentido, podemos afirmar que o número de pessoas com problemas de aprendizagem em uma escola está relacionado com a qualidade da educação nela oferecida.
Da mesma forma, todos os alunos devem se beneficiar do apoio escolar e de suportes individualizados quando estão passando por situações que os impedem de conseguir sucesso nas atividades escolares. A pretensão dessas escolas é a superação de todos os obstáculos que as impedem de avançar no sentido de garantir um ensino de qualidade, preocupado em desenvolver os talentos, as tendências naturais, as habilidades de cada aluno para esta ou aquela especialidade.
A Declaração de Salamanca trata de uma educação que atenda todos, crianças com necessidades educacionais especiais, os que apresentam altas habilidades/superdotados, que pertençam a minorias enticas ou culturais e crianças de grupo desfavorecidos, ou seja, a todos que necessitem permanentemente ou temporariamente de um atendimento diferenciado. (VAGULA,VEDOATO,2014, p.29)
E importante que toda a escola reflita sobre essa questão e construa novas atitudes para com o outro, devem buscar praticas inclusivas, combatendo a descriminação, com o apoio dos políticos e do governo.
Em cada sala de aula há alunos com talentos que se misturam entre as histórias de vidas deles, as experiências individuais e coletivas, nesse ambiente e com essa oportunidade que deveria existir a elaboração interdisciplinar das ideais, da compreensão do mundo. Fazer com que eles somem esses talentos a diferença do pensar, do falar, do agir, e olhar, para compreender melhor as noções acadêmicas.
EXPERIÊNCIAS DE ESCOLAS QUE FAZEM A INCLUSÃO
Mesmo sendo poucas as escolas que fazem a inclusão, há algumas que podem ser consideradas modelos de escola inclusiva. Como o colégio estadual Coronel Pilar, em Santa Maria (RS), que desde 1993 vem fazendo um ótimo trabalho nessa área e vem aumentando o número de alunos integrados ano a ano.
O colégio não só faz a inclusão, como também se preocupa em manter os alunos com deficiência estudando. Colocando na carga horária desses alunos a possibilidade do atendimento com um professor do Atendimento Especial Especializado-AEE, que ajuda esses alunos a compreender as dinâmicas em sala de aula. Esse acompanhamento é efetuado com conversas, estabelecendo vínculos com o aluno, essa relação ajuda no processo pedagógico.
A flexibilização é um fator importante para a motivação e permanência desses alunos, que tem como possibilidade serem atendidos individualmente ou em grupos. A flexibilização é importante também para os alunos que precisam fazem ajustes em sua carga horária, e em alguns casos é possível realizar avaliações individuais.
Para que a inclusão escolar se efetive nos espaços educativos, é necessário criar uma cultura inclusiva, criando redes de apoio formadas por um grupo de pessoas que assumam esse desafio, contando com a liderança pedagógica que reconheça a sua responsabilidade e possa delinear objetivos e oferecer a tomada de decisões e trabalhar de forma flexível, para que possa ensinar alunos que apresentam diferentes níveis de desempenho escolar. (VAGULA, VEDOATO, 2014, p. 95).
Apesar de ser uma referência de escola inclusiva, o colégio coronel pilar enfrenta vários desafios. Um dos principais é garantir a conclusão dos alunos com deficiência nos primeiros anos do ensino fundamental, sendo na passagem do quinto para o sexto ano, que se concentra o maior índice de evasão. A professora ressalta um dos motivos “É nessa passagem que o número de aulas e de professores aumenta e os conteúdos passam a ser mais fragmentados em áreas”.
Os desafios fazem com que o colégio se mostre capaz e continue ano após ano efetuando a inclusão. Formando vários alunos e ainda afirma que muitos dos seus alunos com deficiência cursam e concluem o ensino superior.
Outra escola que mostra ser um exemplo é a E B E PSG Prof. Antônio Firmino de Proença, após a instalação de um serviço de apoio pedagógico o (SAPE), na área da deficiência auditiva, a inserção ocorreu de forma tranquila. Como consequência a procura pelo colégio vem aumentando ano após ano.
A escola teve que se adaptar para receber esses alunos como, por exemplo, mudando a postura do professor na sala de aula, tais mudanças tornaram a escola mais adaptada para qualidade de ensino desses alunos.
Há um forte trabalho de conscientização, para que não haja problemas de descriminação na escola. É oferecido aos demais alunos e funcionários aulas da língua de sinais, que se mostram interessados em aprender
Pensar em uma sociedade inclusiva envolve a aceitação das diferenças, respeito e compromisso com a mudança. Vencer o preconceito implica quebrar paradigmas. Sendo o preconceito uma barreira atitudinal, existem vários caminhos para modificar essa situação, como investir na formação inicial e continuada dos professores, resgatar a ética no relacionamento humano, verificando a importância de compreender as necessidades dos nossos educandos. (VAGULA,VEDOATO, 2014, p. 92).
As escolas citadas anteriormente são consideradas modelos de escolas inclusivas, e só continuam sedo por estar em constante mudança. Se adequando as necessidades de seus alunos e oferecendo não só estrutura de qualidade, como também um bom ambiente escolar para todos os alunos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos concluir que a exclusão ainda é a realidade em muitas escolas do ensino regular, porém, esse fato vem mudando por meio da inclusão realizada por escolas que se comprometem em promover a igualdade para todos os alunos.
Vimos que fazer a inclusão é apenas o começo de um trabalho árduo, que é manter esses alunos estudando com qualidade. Isso só é possível, com constante atualização de recursos e a adequação dos profissionais responsáveis.
Por tanto cabe a todos nós, enquanto futuros educadores apropriarmos dessas diferenças para construirmos nossa prática pedagógica, considerando os indivíduos dentro das suas singularidades, porém é dever da escola adaptar-se as necessidades dos educandos e não os educandos ás necessidades da escola, uma vez que o foco deve ser a aprendizagem dos portadores de necessidades educacionais especiais.
REFERÊNCIAS
VAGULA, edilaine. VEDOATO, Sandra Cristina malzinoti, Educação inclusiva e Língua brasileira de sinais, LONDRINA: UNOPAR, 2014.
http://revistaescolapublica.com.br/textos/41/exclusao-escolar-330274-1.asp. Acessado em: 10.05.2025
[1] http://revistaescolapublica.com.br/textos/41/exclusao-escolar-330274-1.asp