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Avaliando minhas atitudes para me tornar uma boa consumidora

Educação

Maneiras e dicar para se tornar uma boa consumidora.

Mulher virtuosa quem a achará, ela se assemelha a o que? Nós mulheres somos acusadas sempre de consumirmos demais. De comprarmos o que não precisamos. Quando alguém abre o nosso guarda-roupa sempre nos perguntam pra que tantos sapatos se você só tem dois pés? A vontade é de responder que se o homem usar uma calça dois dias ninguém comenta nada, até pode o chamar de econômico, mas se nós mulheres usarmos a mesma calça duas vezes, somos desleixadas, e até porcas. Então amigas o negócio é aprender a gastar de forma que não desperdiçamos dinheiro nem acumulamos roupas e sapatos no armário que provavelmente alguns poucos serão usados e outros provavelmente nunca.

Eu devo confessar que detesto tudo que se intitulam dez dicas, doze passos. Dá uma preguiça de ler, pois parece receita de casamento para durar a vida toda sem levar em conta as dificuldades do mesmo. Então nada de idéias mirabolantes, mas umas dicas práticas e até divertidas para colocarmos em prática em tempos modernos e onde não podemos nos dar ao luxo de comprar as coisas e entulharmos em casa.

Eu conversava sobre isso com uma mulher e ela me disse, como? Não entendo nada de finanças, só sei gastar. Nem sei o que se compra em casa, daí perguntei quem faz compra, a reposta foi rápida, a empregada ora. E a lista quem faz, não tem lista ela olha o que precisa e compra, com dinheiro? Não, dou o cartão que só é para compra. Então falamos sobre o assunto e ficamos pensando juntas no prejuízo que ela já deve ter tomado com isso e a brecha para passos em falso que ela está dando para sua empregada.

Uma das práticas que devemos adotar como donas de casa (não briguem comigo mulheres profissionais) é que precisamos entender que quando assumimos o papel de esposa ou decidimos morar só nos tornamos a dona da casa, então o papel de organizá-la de forma a não dar prejuízo é nosso.

Dentro desta organização precisamos pensar no cardápio, para não comprarmos verduras e elas se perderem, mesmo que algumas delas como as de folhas têm um preço com aparência de barato. A lista também nos orienta a não comprarmos com compulsão pelos doces, as chamadas bobagens. Isso é importante também para quem vai casar ou morar só.

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Uma outra avaliação que não fazemos ao comprar é o impacto ao meio ambiente, não pensamos nisso quando optamos por produtos baratos, que quebram fácil e não dissolvem na natureza. Isso precisamos pensar também. Até para o descarte isso deve ser levado em conta na compra. Ainda não aprendemos ou temos preguiça de aprender sobre o lixo, mas é importante pararmos para pensar nele. O lixo não deve ser misturado, nós até não reciclamos, mas devemos pensar em quem o faça.

Precisamos pensar bem antes de gastarmos, não é porque ganhamos o nosso dinheiro que vamos fazer mau uso dele. Ele é um instrumento de ensino a nós mulheres que pouco refletimos ao comprar. Tornamos-nos consumistas em certos momentos inconscientes, mas isso a cada dia está mudando, pois em algumas situações a mulher está tendo que assumir o papel financeiro dos lares.

Durante alguns cursos de noivos e para casais o que mais ouvimos é o desperdiço de roupas em máquinas, ou seja, roupas finas que são jogadas de qualquer forma na máquina e com roupas coloridas e as perdem. É um consumo sem pensar, sem avaliar o prejuízo, não podemos ter esse tipo de comportamento.

Precisamos constantemente nos avaliar, vermos onde precisamos melhorar avaliar nossas posturas de consumidoras e aprender sempre mais para podermos poupar mais e termos mais quando precisarmos parar de trabalhar, é sempre bom pensar que a segurança não está no nosso trabalho hoje somente, mas no que estamos construindo para o amanhã.

Até porque somos quem passa valores para nossos filhos, somos seus espelhos, um espelho quebrado a imagem não é perfeita, um espelho limpo e inteiro servirá bem a quem o utiliza. Precisamos pensar que pessoas estamos deixando para a próxima geração, novos consumidores, ou consumidores desperdiçadores de dinheiro e recursos.

Até a próxima...


Publicado por: silvia leticia carrijo de azevedo sá

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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