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Autoridade na educação

Educação

Você sabia que a autoridade dos professores é um diferencial para melhores índices de educação? Saiba mais!

Os leitores certamente já viram diversas reportagens vinculadas em diferentes veículos de comunicação onde estudantes e seus responsáveis agridem trabalhadores em educação ou destroem deliberadamente escolas, muitas vezes em protesto inconsequentes por terem recebido justas punições por comportamentos inadequados. O que mais choca é que, muitas vezes, os responsáveis em vez de se preocuparem em educar as suas crianças para que futuramente ele não cometam erros muito piores optam por culpabilizar a escola e os professores.

Se analisarmos os países que atingem os melhores índices de educação percebemos que uma característica é comum a todos: a autoridade dos professores. Assunto que foi debatido por diversos célebres pensadores, desde Platão que disse: “a orientação inicial que alguém recebe da educação também marca a sua conduta ulterior”, chegando até Paulo Freire, por exemplo, escreveu que o educador deveria ter autoridade para poder ensinar e auxiliar o educando no processo de emancipação cidadã.

No Brasil impera uma visão equivocada onde os professores não são vistos como profissionais que dedicam muito de seu tempo para a qualificação e que tentam exercer a sua função mesmo com péssimas condições de trabalho e histórica desvalorização por parte dos governantes. Infelizmente ainda se espera que os professores supram a ausência da família no processo educacional

A educação brasileira deveria ser federalizada, só assim poderíamos equacionar as sérias desigualdades sociais regionais que presenciamos, por exemplo, em exames nacionais como o ENEM e ofertar a mesma educação para todos os cidadãos brasileiros. A grande maioria dos países que conseguem os melhores índices de educação a educação é vista como política pública de importância nacional. Não se pode mais negar o acesso à educação de qualidade para todos os cidadãos brasileiros, só assim se pode construir uma nação melhor onde o “ser” seja mais valorizado que o “ter”.

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Precisamos urgentemente deixar de colocar a culpa na situação caótica de nossa educação apenas “nas costas” dos professores, que nada mais são do que vítimas de uma realidade extremamente cruel e desumana. Falando mais precisamente em soluções, acredito que estas não sejam soluções mágicas para problemas que já se constituem como questões estruturais. Todavia acredito na necessidade de se ter as responsabilidades divididas e não em se retirar direitos de categorias que já se encontram em situação de vulnerabilidade. Segundo o site todos pela educação o professor brasileiro trabalha seis horas a mais por semana do que o educador de países como Finlândia, Coreia, Estados Unidos, México e Cingapura, nãoacaso países como índices de qualidade de educação muito melhores que os pagos aos educadores brasileiros.

Marcelo Noriega Pires – Professor de História


Publicado por: Marcelo Noriega Pires

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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