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A hermenêutica e o valor agregado do aluno

Educação

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Aprender e ensinar são palavras básicas em qualquer discurso sobre educação. E é sabido que eles estão presentes em qualquer sociedade, cultura, desde tempos remotos, quando nem se quer havia sistema que os possibilitasse. A palavra de ordem dos chamados homens das cavernas era ‘aprender a sobreviver’. E conseguiram.

Hoje, o que precisamos aprender? Com certeza continuamos aprendendo a sobreviver. Mas chega a certa idade que passamos para um grau mais elevado nessa epopéia do aprender: vamos para a escola. Nela vamos entender a funcionalidade do mundo cultural dos homens, sua dinâmica, sua organização, bem como o mundo natural.

 À medida que vai se assimilando os conceitos, tanto de um mundo como do outro, o que se passa então na mente de quem está assimilando? O mundo, de uma forma geral, vai ganhando significação. Essa significação é a hermenêutica do aluno. Cada conceito, cada descoberta, vai se agregando, deixando a sua impressão somática na mente do aprendiz, de forma a exigir um significado geral para o que lhe é apresentado. Ele passa psicologicamente a ser exigido por uma força natural de sua mente para dar significação à realidade que o cerca. Cada realidade, cada conceito é transformado em um signo, que traz consigo uma força que ativam processos que resultam no significado do signo, que o leva então a realizar a hermenêutica, a interpretação do signo e do significado. A esse fim do processo chamo de valor agregado. É o resultado final que culmina na consciência individual, como cada um apreendeu. O valor agregado diz como se está “encarando a realidade”.

Todos nós temos nosso valor agregado: quem já terminou seus estudos, quem ainda estuda, quem nem se quer começou a estudar. Mas nos primeiros anos de vida o nosso valor agregado está maturando, se forma de forma “instintiva”, que com o passar dos anos mais signos, significados vão sendo apreendidos, e o valor agregado vai se modificando. E a escola, ou de uma forma geral, o ambiente institucional responsável pelo ensino/aprendizagem provoca essa hermenêutica do aluno para resultar no valor agregado. O ambiente escolar é responsável por monitorar essa hermenêutica e o valor agregado. Não deve esconder contrastes, incógnitas, dogmas etc., já que ele também é signo cultural.

O sistema de ensino que não trabalha nessa perspectiva trabalha o aprendiz como um objeto pré - fabricado, como uma matéria prima ao qual damos a forma que queremos. O correto é incluir essa perspectiva no projeto político pedagógico sem excluir sua adesão teórica de ensino, deixando no final o aluno decidir como agir de acordo com o seu valor agregado. A escola fará então em cada fase do ensino o diagnóstico do valor agregado que cada discente possui. Dessa forma terá cumprido então a sua missão institucional. Se nós já estamos fora do ambiente acadêmico, escolar, analisemos como fomos trabalhados nossa hermenêutica, nosso valor agregado pelas instituições.

Se temos filhos, alguém tutelado por nós, procuremos saber como está a hermenêutica e o valor agregado deles, para então decidimos se o processo de ensino e aprendizagem está funcionando ou não de acordo com nossa hermenêutica e valor agregado que temos hoje desse mundo tão hermenêutico e de valores agregados conflitantes.

Valmir Felipe da Silva
Pedagogo(UVA/Ce), formado em Letras (UVA/Ce),
estudante de Ciências Agrárias(UFPB).


Publicado por: Valmir Felipe da Silva

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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