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A família e a escola, principais alvos.

Educação

A família e a escola são umas das poucas instituições capazes de alterar para melhor a nossa sociedade que está carente de equilíbrio e boa vontade.

A família e a escola são umas das poucas instituições capazes de alterar para melhor a nossa sociedade que está carente de equilíbrio e boa vontade.

No decorrer dos tempos essas duas entidades sofreram drásticas mudanças, muitas delas invectivas e que se perpetuaram sem que percebêssemos, as conseqüências são absolutamente impactantes.

O aumento alarmante no número de divórcios, de prisões por falta de pagamento de pensões alimentícias, o número de crianças em orfanatos nunca foram tão expressivos como agora, são provas mais que suficiente que há algo de errado conosco. E com a mesma velocidade que lares são desfeitos, aumenta-se o número de jovens envolvidos com a criminalidade.

Erradamente delegamos à escola o dever de formar cidadãos, e a escola sozinha, sem a participação das famílias tornou-se alvo das mudanças negativas de um mundo caótico e desestruturado e assim formam-se uma quantidade de pessoas sem referências de valores éticos, bom-senso, serenidade e conhecimento do que é certo e errado.

Temos muitas respostas e cada uma com seu grau de veracidade, para mim começamos a errar quando deixamos o TER dominar o SER.

Erramos no momento em que o não dos pais tornou-se ofensivo aos ouvidos dos filhos, mesmo que sem querer corrompemos as nossas crianças e adolescentes com afirmações de compra e venda de resultados:

“-Se você passar de ano vou lhe dar um presente bem legal”.

Neste momento nos tornamos corruptores e a criança irá crescer com a idéia de “troca” de “é dando que se recebe” (conseguimos até mesmo transformar a expressão maravilhosa de Francisco De Assis em absoluta afirmação de corrupção).

Há pessoas que dentro da família têm seu pior inimigo.

Pai que não aceito o brinco do filho, filho que usa brinco como forma de atingir o pai.

Mães que não aceitam que as filhas tenham amizades com meninas “diferentes” do seu meio econômico/social, mas, aceitam com absolutamente normalidade as mensagens recebidas de determinados programas de TV os quais assistem religiosamente.

Existe em nós a síndrome de “O Pássaro Pintado” (obra maravilhosa de Jerzy Kozinski) o livro relata a história do personagem que viveu na Polônia na época da segunda guerra mundial, por ter a pele mais escura foi rejeitado por muitos, inclusive familiares, e assim fazendo um livre paralelo entre nós e o herói da obra, chego à conclusão que: Estamos sendo escravizados pela moda, pelos ítens da vez, pelo ter, e pela incrível capacidade de não contestação. Pois se não temos o que a “moda exige” somos excluídos, por sermos “diferentes” e nesse sentido família reunida à mesa, pais com mais tempos para os filhos, filhos mais ouvintes do que contestadores, tudo isso se tornou fora da moda, ultrapassado, quase que patético.

Você já parou para pensar que queremos um mundo melhor para nossos filhos, mas não estamos fazendo quase nada para deixarmos filhos melhores para o mundo. 

A vida agitada do cotidiano, os compromissos profissionais, a busca incessante por melhoria material, nos deixa poucas opções para cuidarmos dos nossos, conseqüentemente, outra pessoa terá que assumir essa função.

A estrutura familiar modificou-se nas últimas décadas, perdemos boa parte da afetividade e do diálogo entre pais e filhos cada vez mais raro e caro, até onde iremos assim?

Ou mudamos a nossa forma de ver o mundo ou seremos para sempre reféns do TER.

Francisco Alves é criador do blog http://www.voceiravencer.blogspot.com


Publicado por: FRANCISCO ALVES

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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