A concorrência que traz prejuízos para a educação

Breve análise sobre como a concorrência gerada pelo IDEB, Índice que mede a qualidade da educação brasileira, traz prejuízos para a educação.

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O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: https://www.brasilescola.com

Criado em 2007, por meio do Decreto nº 6.094/2007, o IDEB, é o Índice que mede a qualidade da educação brasileira, ele é medido a cada dois anos e são contados como referências:  a) o fluxo escolar, baseado na taxa de aprovação e evasão escolar; b) e o desempenho de aprendizagem, com base nas médias de notas das disciplinas de língua Portuguesa e Matemática. Não há dúvidas que é fundamental haver um processo de avaliação no contexto educacional, que serve inclusive para aplicação de políticas públicas, ou seja, se uma determinada cidade tiver um índice muito baixo no IDEB, carece de mais investimentos para melhorar a qualidade do ensino naquele município, contudo o que se instalou o Brasil foi uma verdadeira COMPETIÇÃO ENTRE REDES E ESCOLAS para ver que obtêm maior nota no IDEB e isso tem causado transtornos irreparáveis à educação que afeta não só os alunos, mas os docentes.

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Na medida em que há uma com petição por resultados, é lógico que irão existir táticas para se chegar ao topo, é ai onde mora o perigo. Muitas escolas não querem ter seus nomes listados nas últimas posições do ranking do IDEB e com isso estipulam quantidades limitadas de alunos que devem ficar retidos. No fim de cada ano letivo as escolas reúnem-se para formar o conselho de classe, que é composto pelos docentes da unidade de ensino, neste conselho são tratados os casos dos alunos que não tiveram aproveitamento necessário para passarem de ano, ocorre que a autonomia do conselho, por conta dos dados do IDEB, fica limitada, pois é comum que a coordenação pedagógica da escola já tenha previamente em mãos, antes da realização do conselho, a quantidade de alunos que deve ser retidos e, praticamente, é imposto aos docentes que não ultrapassem aquele limite para que a escola não caia de posição no IDEB ou que fique atrás da escola “concorrente”.

O que se criou foi uma verdadeira concorrência entre escolas e redes de ensino e isso é prejudicial ao sistema educacional, pois premia-se alunos que passam o ano inteiro tendo notas baixas, faltando excessivamente, não entregando as atividades escolares, queixas essas comuns entre os docentes no Brasil.  Na medida em que um aluno, mesmo tendo excessivas faltas e notas baixíssimas por seu desinteresse na escola, passa de ano, após ser submetido a um conselho de classe, este aluno entende que mesmo diante de todo seu desinteresse, mau comportamento e falta de assiduidade ele completará facilmente todas as séries, sem que precise estudar, bastando estar matriculado.

Outro prejuízo que pode ocasionar por conta desta concorrência por melhores lugares no IDEB é o aumento da violência contra docentes no ambiente escolar, pois o aluno que mesmo tendo mau comportamento e baixo rendimento, passa de ano, zombará do professor no ano seguinte e repetirá as mesmas atitudes, pois está ciente que nem reprovado poderá ficar, já o professor, é obrigado a premiar o aluno que zomba da sua cara, passando –o de ano, pois não tem autonomia para decidir pela aprovação ou reprovação de um aluno, pois tal decisão lhe foi tirada pelo sistema de concorrência por melhores lugares no IDEB.

Referências

BRASIL. Casa Civil. Decreto 6.094 de 254 de abril de 2007. Disponível em:  https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/d6094.htm. Acesso em 05 Ago de 2026.

Publicado por
Marcus Periks Barbosa Krause

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