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A batalha da Educação Popular

Educação

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Considerando a própria história da educação pública no mundo perceberemos que ela sempre esteve atrelada aos interesses dos grandes capitalistas. Foi por isso que houve a “universalização” do ensino na Inglaterra do Século XVIII, a crescente indústria necessitava de cada vez mais de trabalhadores qualificados e principalmente de mercado de reserva.

Com o advento do neoliberalismo, que fora teorizado no final da década de 1930, e posto em prática na década de 1980 na América Latina. Há um aprofundamento destas desigualdades. Cada vez mais as pessoas são consideradas “descartáveis”, ficou cada vez mais comum ouvir: Você é velho demais para este serviço! Ou então: Você não possui experiência! Você não possui o nível de “estudo” necessário para ocupar esta vaga!

Projetos de educação popular existem nos mais diversos níveis de ensino: desde a alfabetização até a preparação para o vestibular. Porém estes projetos necessitam de serem vistos não como um viés assistencialista, mas sim como a oportunidade de se questionar a sociedade atual. Se a educação é um direito universal, assegurado em nossa carta magna, por que é necessário que existam projetos de educação popular? Acredito que os projetos de educação popular atuam no sentido de tentar sanar as lacunas que o próprio sistema capitalista concretiza.

A educação deve atuar no sentido de tentar promover uma sociedade mais justa, livre e igualitária. Só que não podemos esquecer que o sistema educacional institucionalizado atua nas próprias limitações do sistema. Estudando a questão sociológica dos sistemas percebemos que nenhum sistema construirá os meios para acabar consigo mesmo.

Minha intenção com este debate é o de possibilitar ao leitor uma possibilidade de interação e contato com a Educação Popular, para quem resolver ter mais informações recomendo a leitura da pedagogia freireana. Percebemos que a Educação Popular bebe muito da fonte daquilo que Paulo Freire escreveu. Particularmente, considero que Freire foi muito feliz nas suas elaborações sobre a questão da necessidade de se construir uma educação voltada para o processo de emancipação do ser humano. Emancipação esta que não será produto das benesses dos donos do capitalismo e sim produto das lutas dos oprimidos por autonomia e emancipação.

Acredito que a Educação Popular pode também contribuir para criar espaços de enfrentamento com a educação tradicional, que ainda é hegemônica em nosso país. Mesmo que o tradicionalismo na educação não consiga mais dar o resultado esperado, nada mais compreensível para um sistema elaborado para uma realidade muito diferente da atual. Por isso a construção de projeto educacionais que estejam em acordo com os anseios dos trabalhadores é mais do que uma possibilidade, se constitui em uma necessidade mais do que urgente. Com este artigo espero ter, ao menos, possibilitado que o leitor tivesse algum contato com aquilo que a Educação Popular pretende ser. Vale lembrar que a Educação Popula não se constitui em um projeto uno e pronto e sim em um conjunto de iniciativas que visa superar a falida lógica educacional hegemônica.


Publicado por: Marcelo Noriega Pires

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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