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TRANSPLANTE DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOÉTICAS EM PACIENTES PEDIÁTRICOS

Análise sobre qual o benefício e os avanços científicos do tratamento TCTH na pediatria.

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor . Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: https://www.brasilescola.com.

RESUMO

Justificativa: Verificar a predominância de Transplante de Células-Tronco Hematopoiéticas (TCTH) em pacientes pediátricos, bem como seus benefícios e malefícios. Objetivo: Mostrar qual o benefício e os avanços científicos do tratamento TCTH na pediatria. Métodos: Trata-se de uma fundamentação teórica, feita através de análises de literaturas publicadas, referentes ao grau de riscos e benefícios da TCTH em pacientes pediátricos, bem como seus avanços tecnológicos e científicos, que discorrem dos anos 1960 aos dias atuais. Foram utilizados artigos científicos já publicados dos anos 2009 até 2022. Resultados: Espera-se um melhor entendimento dos benefícios e malefícios, e as problemáticas encontradas no decorrer do processo do tratamento. Conclusões: Há uma necessidade de melhores estudos, e preparação da equipe multidisciplinar para o cuidado adequado para as crianças que tiveram TCTH .

Palavras-chave: Células; Hematopoéticas; Pediatria;Transplante de células - tronco; TCTH .

SUMMARY

Justification: To verify the predominance of Hematopoietic Stem Cell Transplantation (HSCT) in pediatric patients, as well as its benefits and harms. Objective: To show the benefit and scientific advances of HSCT treatment in pediatrics. Methods: This is a theoretical foundation, made through analysis of published literature, referring to the degree of risks and benefits of HSCT in pediatric patients, as well as their technological and scientific advances, which run from the 1960s to the present day. Scientific articles already published from 2009 to 2022 were used. Results: A better understanding of the benefits and harms, and the problems encountered during the treatment process, is expected. Conclusions: There is a need for better studies and preparation of the multidisciplinary team for adequate care for children who have had HSCT.

Keywords: Cells; Hematopoietics; Pediatrics; Stem cell transplantation; HSCT .

1 INTRODUÇÃO

O avanço da ciência é iminente. Esses avanços tecnológicos e científicos que decorreram décadas desde os anos 1960, até os dias atuais é evidente. Com isso, o uso de transplante de Células-tronco Hematopoéticas (TCTH), estão a cada dia mais presentes como opção terapêutica nos tratamentos de doenças hematológicas malignas e não malignas na pediatria como alternativa de cura para pacientes acometidos. O tratamento é realizado apenas em pacientes em estado menos crítico, inclusive é utilizado para o tratamento de neoplasias hematológicas. Mesmo com um risco consideravelmente alto decorrente das problemáticas do tratamento, ele oferece a possibilidade iminente de cura, muitas vezes é usado como primeira linha no tratamento para doenças hematológicas . O tratamento não tem uma indicação predefinida, é usado mediante à inúmeras doenças hematológicas existentes. (SEBER, 2009, Hematologia, Hemoterapia, p. 1).

O primeiro TMO com sucesso foi realizado em 1968 em uma criança com imunodeficiência combinada, na universidade de Minnesota, Estados Unidos da América, sob a direção do médico Robert Good. No ano seguinte, em março de 1969, E. Donnal Thomas e seu grupo conseguiram realizar um TMO em Seattle, também nos Estados Unidos, utilizando a radioterapia como alternativa em um paciente com leucemia, que recebeu altas doses de irradiação corporal total, seguida de infusão da medula óssea do seu irmão. (CORGOZINHO et al., 2012, v. 12, Bioética, p. 36)

A inovação, os estudos e as tecnologias têm sido uma grande ferramenta, na busca de métodos fidedignos e seguros na TCTH na pediatria. Objetivar de que forma tais ferramentas estão ajudando a comunidade científica no TCTH na pediatria, com métodos eficazes, dando alusão a novos estudos e criação de protocolos cooperativos em busca de melhores resultados nos transplantes de células-tronco hematopoéticas em pacientes pediátricos, onde toda a equipe multiprofissional esteja preparada para receber, e dar o cuidado necessário a pacientes pediátricos com doença hematológicas, bem como incentivar uma maior adesão a doadores. (SEBER, 2009, Hematologia, Hemoterapia, p. 1).

A chance de compatibilidade de irmãos gêmeos é de 25%, já de outros membros da família é de 5%, no entanto se houver um número maior de doadores, e mais informações sobre o procedimento, a chance do paciente pediátrico acometido de uma doença Hematológica vier a ser transplantado por células-tronco hematopoiéticas aumenta, contribuindo para um maior índice de cura desse paciente . (MORANDO et al. 2010, p. 350)

2 MATERIAIS E MÉTODOS

Metodologia de revisão narrativa bibliográfica a respeito do transplante de células- tronco hematopoéticas em pacientes pediátricos. Com base em revisão de literaturas já publicadas, foram descartados materiais que descrevem apenas o transplante de células-tronco sem distinção de idade. Utilizou-se as plataformas digitais, Pubmed, Web of Knowledge, Scielo, BVS e pesquisas acadêmicas do Google.

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

A toxicidade da medula óssea é a grande limitação encontrada nos transplantes de células-tronco hematopoéticas, (TCTH) para o tratamento contra o câncer. Com a administração de TCTH, permite que altas dosagens de quimioterápicos sejam administrados em pacientes acometidos de patógenos hematológicos. Já foi constatado que animais irradiados com alta dosagens letais de quimioterápicos, teve a reconstituição do sistema hematopoético através da proteção gerada pela medula óssea. (BRODSKY, eat, JONES, Aplastic anaemia. Lancet, 2005).

Somente após os anos 1960, com a evolução da prática clínica de TCTH, foi possível realizar o processo com sucesso. Nessa época uma quantidade pequena de crianças foram submetidas à transplante de células-troncos hematopoéticas, após vários insucessos, foi realizado o transplante de doadores da mesma família das crianças. O tratamento foi uma forma desesperada utilizada na época em pacientes crianças que não respondiam aos tratamentos convencionais utilizados. Porém com os avanços, cuidados e o conhecimento, a TCTH, tem se tornado cada dia mais uma alternativa terapêutica, cada dia mais utilizada, no entanto para que o transplante seja bem sucedido o doador precisa necessariamente ser saudável e compatível o que é altamente raro, os tipos de doadores aceitáveis são: Singênico que são irmãos gêmeos, alogênicos, relacionado ou não aparentados, pode ser da família ou do Registro Brasileiro de Doadores Voluntário de Medula Óssea (Redome), ou autólogo/alogênico, que é a medula óssea do próprio paciente com ou sem tratamento in vitro. A melhor opção ainda é o TCTH, do cordão umbilical, ou doador de irmão que tenha 10% de compatibilidade. (BRODSKY, eat, JONES, Aplastic anaemia. Lancet, 2005).

Quando trata-se de crianças, tudo é mais cuidadoso, minucioso, e as complicações são inúmeras, a TCTH em crianças tem sido usada como alternativa de tratamento em doenças hematopoéticas, no entanto uma triagem cuidadosa precisa ser realizada, e apenas crianças em estado menos crítico, principalmente em leucemias agudas que são neoplasias mais frequentes na fase pediátrica. Os empecilhos são muitos, um dos maiores é que apesar de ter se tornado uma alternativa para o tratamento de doenças hematológicas existem poucos estudos e pesquisas a respeito do resultado do TCTH em crianças no Brasil. Existem no entanto outras problemáticas relacionadas a TCTH em pacientes pediátricos para que o tratamento seja iniciado, deve haver uma remissão da doença, deve realizar análises se há ou não neutropenia, toxicidade da medula óssea, toxicidade hematopoiética relacionado à reações adversas e a compatibilidade de doadores, onde há 25% de compatibilidade entre irmãos e 5% em outros membros da família, sem mencionar o risco da rejeição. (AMEO, 2016).

Os riscos em pacientes pediátricos começam desde a procura de um doador compatível. Não existe possibilidade de haver transplante sem que haja antes um tratamento por exemplo com radioterapia, o que deixa o sistema imune fragilizado, o que não é uma surpresa pois, a fragilidade da criança por si só já é exacerbada, os tratamentos longos com antibióticos, deixam ainda mais sequelas. Havendo compatibilidade existe o risco da rejeição, passando por esse longo processo de adaptação existe a adaptação no processo de transplante que são cruciais para a cura do doente,logo após ser realizado o transplante, a medula transplantada começa a produzir linfócitos, que em seguida passam a reconhecer o organismo do paciente como estranho, com isso surge uma resposta imune, que consequentemente vai agredindo e destruindo as células de alguns tecidos e órgãos do paciente. A dificuldade na adaptação da criança e da família no processo deve-se levar em consideração, pois o estilo de vida socioeconômico e psicológico deve ser considerado a longo prazo porque esse paciente necessitará de acompanhamento contínuo.

4 CONCLUSÃO

A TCTH em pacientes pediátricos é importante como tratamento de primeira linha, tornando o transplante do cordão umbilical o mais eficiente, pois a compatibilidade é de 25% e a chance de rejeição é quase nula. É realizada principalmente em crianças que têm doenças hematológicas incuráveis para outros tratamentos. Esse cuidado terapêutico evolui gradativamente através de pesquisas científicas e o iminente avanço tecnológico. Porém existe a necessidade de investigar os malefícios, principalmente em crianças, se faz necessário um amplo apoios econômicos, sociais e psicólogos longo prazo tanto da criança transplantada bem como da família que será o principal suporte, durante a fase de adaptação para verificar se há ou não a rejeição, levando em consideração a fragilidade do sistema imunológico da criança, e a sua condição terapêutica, é essencial o acompanhamento multidisciplinar da criança e de sua família, para que haja uma melhor qualidade de vida possível. Mais estudos e pesquisas se fazem necessárias, para que possa haver cada vez mais TCTH, com riscos mínimos tanto para os doadores, quanto para os transplantados.

REFERÊNCIAS

AMEO (Brasil). Associação de Medula Óssea. Compatibilidade HLA. MEDULA ÓSSEA, SÃO PAULO - SP, 26 nov. 2016. Disponível em: https://ameo.org.br/compatibilidade-hla/. Acesso em: 23 jan. 2023.

BRODSKY. R. A.; JONES. R. J. Aplastic anaemia. Lancet, 2005,9471:1647-56.

Barlogie B, Kyle RA, Anderson KC, Greipp PR, Lazarus HM, Hurd DD, et al. Standard chemotherapy compared with high-dose chemoradiotherapy for multiple myeloma: final results of phase III US Intergroup Trial S9321. J Clin Oncol 2006; 24(6):929-36

CORGOZINHO, Marcelo Moreira et al. Transplantes de Medula Óssea no Brasil:: Dimensão Bioética. Revista Latinoamericana de Bioética, São Paulo - Brasil, ano 1, v. 12, n. 22, 1 jan. 2012.Bioética,p. 36-45. Disponível em: http://www.scielo.org.co/pdf/rlb/v12n1/v12n1a04.pdf. Acesso em: 21 jan. 2023.

Fermand JP, Ravaud P, Chevret S, Divine M, Leblond V, Belanger C, et al. High-dose therapy and autologous peripheral blood stem cell transplantation in multiple myeloma: up-front or rescue treatment? Results of a multicenter sequential randomized clinical trial. Blood. 1998;92(9):3131-6.

Garban F, Attal M, Michallet M, Hulin C, Bourhis JH, Yakoub-Agha I, et al. Prospective comparison of autologous stem cell transplantation Maiolino A et al Rev. Bras. Hematol. Hemoter.2010;32 (Supl. 1):115-124 124 Recebido: 22/09/2009 Aceito: 23/11/2009 followed by dose-reduced allograft (IFM99-03 trial) with tandem autologous stem cell transplantation (IFM99-04 trial) in high-risk de novo multiple myeloma. Blood. 2006; 107(9):3474-80

MORANDO, JULIANE et al .Trasplante de células - tronco hematopoiéticas em crianças e adolescentes com leucemia aguda. Experiência em duas instituições brasileiras. REVISTA BRASILEIRA DE HEMATOLOGIA E HEMOTERAPIA .[ S. l.], p. 350-357, 1 maio 2010.

SEBER, Adriana. O transplante de células-tronco hematopoéticas na infância : situação atual e perspectivas. Res. Brasil. Hematol. Hemoter., São Paulo - Brasil, 2 fev. 2009. Hematologia, Hemoterapia, p. 1-9.

 

Arenice Lucas Ramires - Autora, graduanda finalista do Curso de Biomedicina do Centro Universitário do Norte – UNINORTE - 2023


Publicado por: Arenice Lucas Ramires

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