Topo
pesquisar

Lugar de lixo é no lixo

Atualidades

Alguns começam guardando sacolas de supermercado, nós deixamos aquilo debaixo do colchão da pessoa até o dia em não dá mais como e jogamos fora comprando a maior briga. É como se nossos olhos estivessem fechados para a situação. Logo esquecemos do assunto e lá vem outra mania de guardar lixo.

Não vamos entrar no mérito de reciclagem, o que quero é retratar o lixo como lixo, não como produto a ser trocado por serviços e finanças.

Passo sempre em frente uma casa, lá parece mais um lixão que uma residência. Mas sei que moram pessoas ali. O cheiro já incomoda, e de longe se vê tanta coisa que não serve absolutamente para nada ali entulhado no terreiro. Quando chove a água que escorre é negra, tem de tudo lá para a água levar para a beira do rio.

Em sequência você já deve estar imaginando como é a pessoa, claro como não poderia deixar de ser suja também. E muito, não é pouca. Sempre que passamos por lá um comentário alguém tece sobre o caso, só que nunca paramos para pedir ajuda ao senhor que ali reside e nenhum órgão foi lá para resolver o problema. Ficamos apenas falando e comentando, tapando o nariz quando passamos por lá.

Estas situações parecem tão longe de nossas casas, mas não estão. Convivendo com uma pessoa que guarda o que não é necessário fui descobrindo que tem pessoas que não dão conta de exterminar de dentro de si coisas, sejam papeis de bala dado por alguém especial, a mamadeira velha do filho que já tem 40 anos. A primeira roupa que o enteado usou no hospital e em alguns casos há dificuldades até de deixar o primeiro carro que comprou sendo ele de mil e lá vai gente para trás e sem manutenção, ali parado no fundo da casa juntando mosquito da dengue e sem nenhuma expectativa daquilo sair do lugar.

Parece que a alma da pessoa se junta àquela situação. Conheci um outro que junta jornal, a esposa um dia desses resolveu retirar tudo e colocar fogo. Foi uma reclamação total, ele brigou, falou que ela tinha jogado os jornais novinhos fora. A esposa guardou o mais novo para poder provar sua reclamação. O jornal mais novo era mais velho que eu (mais de 30 anos). Para ele aquilo tinha um valor inestimável.

Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

Só que nós não prestamos atenção quando isso começa acontecer. Alguns começam guardando sacolas de supermercado, nós deixamos aquilo debaixo do colchão da pessoa até o dia em não dá mais como e jogamos fora comprando a maior briga. É como se nossos olhos estivessem fechados para a situação. Logo esquecemos do assunto e lá vem outra mania de guardar lixo. Quando se abre as gavetas, as peças íntimas velhas que você havia colocado no lixo estão todas guardadas na gaveta novamente.

O que mais se costuma fazer quando é criança é bater, falar muito, mas não adianta. Quando a pessoa é velha dizemos que é mal da idade, mas também não é. Precisamos estar atentos a estas manias que aparecem muito cedo e detonam com a convivência adulta e juvenil.

Corremos muito, eu sei, mas nos cabe estar de olho na nossa casa para vermos comportamentos estranhos e poder resolver antes que vire situação irreversível.

Não adianta ficar gritando que a casa está um lixo, que fulano é porco que é louco. Isso não resolve, criticas pioram o comportamento. Quando se é idoso devemos observar a solidão, a saudades para que não caiam em manias como esta. Se mais novos procurar um médico antes que a casa vire um lixão em quatro paredes.

Observação ainda trás muita solução....

Até a próxima... 


Publicado por: silvia leticia carrijo de azevedo sá

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
  • SIGA O BRASIL ESCOLA
MeuArtigo Brasil Escola