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Cotas: construindo um país desigual

Atualidades

Cotas, contra as cotas, história dos afrodescendentes no Brasil, Martin Luther King, sistema de cotas, discriminação.

O racismo iniciou-se no Ocidente, vinculado a concepções sobre a natureza humana que justificavam a discriminação de seres humanos, tendo em vista a sua exploração.

No Brasil, os primeiros a serem discriminados foram os índios, explorados pelos portugueses. No início não eram de fato obrigados a trabalhar, havia o escambo (serviços indígenas em troca de bugigangas) que acabou gerando um fascínio nos nativos e quando deram por si, já era tarde demais – hoje o índio perdeu o que era seu por direito, seu espaço, seu respeito e suas raízes. Com os negros foi diferente. Arrancados de suas casas, de suas famílias, obrigados a deixar suas vidas, foram explorados como animais nas minas, lavouras e engenhos – hoje, mesmo após 121 anos desde a abolição da escravatura em 1888, eles continuam sendo tratados com indiferença.

As cotas surgiram para tentar ingressar negros e índios no mercado de trabalho, facilitando-lhes sua entrada em universidades e concursos públicos. Mas será o mérito ou a cor da pele o determinante para formar um bom profissional? E a desigualdade, estaria realmente sendo contida ou pior, tornando nosso país cada vez mais desunido?

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Estamos de fato, tapando o sol com a peneira. O próprio sistema de cotas é preconceituoso, pois supõe que somos diferentes ao presumir que os brancos têm mais capacidade de adentrar-se numa faculdade pública que os negros ou índios, quando pela Constituição Brasileira somos todos iguais. Inclusive, pouco durou nos Estados Unidos por ter aumentado a discriminação racial e a desigualdade republicana.

Uma vez, com palavras sábias, Martin Luther King disse ter um sonho, de que um dia seus filhos vivessem em uma nação onde não fossem julgados pela cor da pele, mas pelo seu caráter. Ao invés de criarem-se cotas para compensar ou favorecer pessoas com pouca educação e sem condições de financiarem estudos em instituições particulares, deveria-se investir na educação em escolas públicas, de forma a garantir que estas possam competir no mesmo nível e sejam tão capazes quanto às das particulares.


Publicado por: Jennifer Duarte

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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