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Carta aos deserdados

Atualidades

Você já ouviu falar dos deserdados? Clique e saiba o que se refere.

Neste texto resolvi ousar, decidi por usar este espaço para abordar sobre uma sociedade que precisa urgentemente de um processo de humanização. Resolvi usar da “pena” para rememorar milênios de exploração do homem pelo homem. Pretensão minha? Eu sei que sim, porém a necessidade de escrever foi maior que as minhas próprias limitações de análise. Certamente não conseguirei delinear os diferentes processos de espoliação que pequenas parcelas de pessoas desenvolveram para se aproveitar da maioria da população. Sendo assim me atreverei a abordar a questão de uma das mais cruéis formas de crueldade que o ser humano desenvolveu para deslegitimar a existência de outros seres humanos, muitas vezes negando a própria definição e humanidade que acredito ser imprescindível para a nossa existência e principalmente, para o processo de emancipação e tomada de consciência.

Vivemos em um mundo que tenta nos padronizar e que faz de tudo para moldar as pessoas de acordo com o tipo de comportamento considerado ideal. Atualmente percebemos que os diferentes fundamentalismos estão ganhando uma força absurda, o que mais me preocupa é que não se tratam de movimentos isolados e sim de diferentes ideologias que crescem em diferentes regiões do mundo. Estas práticas se materializam como sendo a concretude máxima do combate à diversidade e àquilo que estes grupos consideram como fora de sua absurda e detestável normalidade.

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Resolvi escrever, em primeira pessoa, esta carta aos deserdados. Tendo a hercúlea pretensão de dar um alento para todos aqueles que sentem “deserdados” no mundo de hoje. Quando falo em deserdados me refiro a todos que de uma forma ou outra já se sentiram fora de algum dos tantos padrões estabelecidos por uma sociedade estéril. Continuem sendo vocês e não se deixem levar por uma sociedade que esmaga os sonhos e que tenta roubar-nos a humanidade. Sei que lutar contra algo que dilacera corações e mentes não é fácil, mas não permitam que roubem a sua essência. Só assim, com mais gente exercendo a sua humanidade é que mudaremos o mundo.

Georg Lukács – Foi a leitura sobre a trajetória do célebre intelectual húngaro que me inspirou para utilizar a “palavra” como arma para a luta pela transformação social. Quando os nazistas invadiram a Hungria um oficial alemão determinou que Lukács entregasse alguma arma que portasse. O professor sabedor do perigosíssimo potencial da única arma que carregava, entregou calmamente a sua caneta, sem dúvida a maior de todas as armas.

Georg Lukács (en húngaro: György Lukács (Budapest, 13 de abril de 1885 – 4 de junio de 1971)


Publicado por: Marcelo Noriega Pires

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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