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Animais? Nós?

Atualidades

Quem são os verdadeiros animais selvagens irracionais?

O costume de objetificar e venerar artefatos não humanos provém de eras passadas, do inicio das grandes civilizações. Por exemplo, dias antes do recebimento das Tábuas da Lei, da célebre Revelação, quando o povo hebreu havia criado uma estátua na forma de animal a fim de venerá-la.

Atualmente a representação dos bichinhos tornou-se algo já banalizado: seja em roupas, bolsas, fantasias, estampas e principalmente em marcas e slogans, como a célebre Kipling, mais conhecida pelo seu original “chaveiro de macaquinho”, eles estão presentes. Parece até que os bichanos é que querem conquistar um espaço em nossa rotina. Quando na verdade quem está se intrometendo na vida deles somos nós.

Ir ao zoológico e apreciar os exóticos animais silvestres é uma atividade normal. Agora, arrastá-los de seu habitat natural para a comercialização é outra totalmente diferente. Para chegarem às mãos de seus futuros donos são transportados nas piores condições possíveis. Sendo que em média, a cada dez animais capturados, nove morrem no decorrer do percurso. Acredita-se que o comércio ilegal de animais movimenta cerca de dez bilhões de dólares por ano em todo o mundo. Perdendo apenas para o tráfico de drogas e armas.

Alguns traficantes costumam mutilar os animais para que se tornem menos agressivos: cegam, arrancam os dentes e cortam as asas de pássaros – como uma das aves mais vendidas no Brasil e no exterior, os papagaios – para que não possam atingir e escapar de seus donos.

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De acordo com a Lei de Crimes Ambientais número 9 605/98, a qual impede a perseguição, utilização e caça de animais silvestres, os responsáveis por tais crimes devem ser punidos sob pena de seis meses a um ano, além de levarem multa. Todavia são poucos os casos em que isso acontece.

Diferença entre o homem e o animal: o animal não raciocina. Engraçado. Os fatos apontam o contrário. E o significado da frase “não faça com os outros o que não gostaria que fizessem com você” não vale mais nada?

Se quisermos que peças de vestuário feitas à base de couro de cobra virem relíquias em um museu, e que “Os Três Porquinhos” tornem-se fictícios no mundo da imaginação de nossos filhos, estamos trilhando o caminho certo.

Qual a necessidade de ajudarmos um país quase todo devastado por um terremoto, e não ajudarmos a reconstruir o que restou da “casa” dos ursos polares, ameaçados de extinção, por um aquecimento global causado por nós mesmos? Sempre houve uma desconfiança em relação às teorias dos cientistas, mas nessa eles erraram feio, pois parece que nós é que somos os animais selvagens e irracionais.


Publicado por: Fernanda

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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