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Abrir os olhos para essa realidade

Atualidades

Confira sobre o grupo de Justiceiros instalado no Rio de Janeiro.

Os episódios de Justiceiros ocorridos em janeiro de 2014, no Rio de Janeiro (RJ), sinalizaram um importante alerta para a sociedade carioca. Apesar de não se tratar de um fenômeno novo na cidade, em que milícias, chacinas, grupos de extermínios e outras formas de fazer justiça com as próprias mãos sejam parte da realidade de todo o território brasileiro. Um dos casos que virou assunto por semanas na mídia foi o caso do adolescente de 15 anos que roubou uma bicicleta na praça do bairro do flamengo e foi acorrentado no ‘’poste’’ por um grupo de Justiceiros.

Entretanto, o fato é que a partir do momento que um cidadão vira um justiceiro, ou seja, realiza a justiça com as próprias mãos, ele também se torna um criminoso perante a lei. Ademais, quem apoia esse ato, pode ser punido por incitação e apologia ao crime.  Realmente, a crescente onda de violência, a falta de políticas públicas, fragilidade do sistema penal e ineficiência do sistema carcerário tem deixado a sociedade com a sensação de estar nas “mãos dos criminosos”.

Contudo, isso não justifica o cidadão, realizar a justiça com as próprias mãos. Assim, cabe somente ao poder judiciário julgar e punir o indivíduo que venha a cometer crimes.  Porém, caberia ao governo melhorar o sistema carcerário e judiciário, e o serviço de segurança pública, além de garantir os direitos humanos e uma educação de qualidade.

Portanto, para impedir a continuidade dessa situação de justiceiros, é imprescindível a intervenção governamental por meio de fiscalização de políticas públicas; bem como a realização de denúncias ao serviço ineficaz e melhoria no poder judiciário. Abrir os olhos para essa realidade querendo enxergá-la _ é tão fundamental_ quanto a segurança da população brasileira e a impunidade.


Publicado por: Amanda Bandeira

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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