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“A intolerância as diferenças e o colapso social”

Atualidades

O Brasil é um país laico, é assegurado a todos, a livre manifestação religiosa e cultural. Lamentavelmente, em nosso cotidiano, nos deparamos com situações que contrariam a liberdade de expressão, podemos dar ênfase a questões relacionadas à intolerância religiosa.

O Brasil é um país plúrimo. É perceptível a vasta riqueza cultural que abrangem desde questões relacionadas à linguagem, espaço geográfico e os costumes. Neste viés, destaca-se que a nossa cultura é muito ligada a religiosidade. São várias formas de manifestar a fé, cada um com a sua crença. Dentre elas podemos citar; africanas, mulçumanas, islâmicas, judaicas, católicas, protestante, dentre outras, e até mesmo vários tipos de dogmas. Há também em que se falar as manifestações típicas regionais, cada um com sua particularidade.

No entanto, por se tratar de um país laico, é assegurado a todos, a livre manifestação religiosa e cultural. Lamentavelmente, em nosso cotidiano, nos deparamos com situações que contrariam a liberdade de expressão e são consideradas contraditórias aos princípios de um pais, cujo seu lema é a democracia. Dentre as violações, podemos dar ênfase a questões relacionadas à intolerância religiosa.

Chegamos ao extremo. A intolerância antes manifestada forma verbal ou por segregação, atualmente, também dá lugar para agressões físicas, verbais e psicológicas, tudo isso, de forma explicita e aos olhos da sociedade. Isso nos remete a pensar que estamos vivendo um retrocesso e instalando novamente a inquisição, período sangrento que nos deixou grandes sequelas.

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Um grito de mudança ecoa com tom de lamento. Noticiado recentemente na mídia, onde uma criança foi covardemente agredida por pedras, simplesmente por usar paramentos de uma religião afro brasileira. Um ato de tamanha gravidade revela a que ponto chegamos. Necessitamos urgentemente de uma reflexão profunda sobre nossos atos e como estamos lidando com os nossos semelhantes.      

Ressalta se a necessidade de uma intervenção estatal, promovendo juntamente com a coletividade, políticas de conscientização da população, enfatizando uma convivência pacifica e de aceitação das diferenças. Devemos respeitar gêneros, raças, cores e opção religiosa, pois só assim, podemos exercer verdadeiramente nossa identidade que é a democracia.

A Ação deve envolver a todos; dentro dos lares, nas escolas, na sociedade como um todo. O respeito não deve ficar adstrito somente pelo dever de cumprir a lei, mas, também, se trata um ato de solidariedade e amor ao próximo. Se faz necessário combater tamanha intolerância que gera conflitos, pois só assim, será possível conviver em harmonia. Compreendo que a diversidade é o que compõe o mundo.  Deixo como reflexão uma linda frase do Namastê. “O Deus que habita em mim, saúda o Deus que habita em você.”


Publicado por: LEANDRO ROBERTO DA SILVA

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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