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O que um lider tem em comum com um contador de histórias?

Administração

A relação entre líderes e contadores de histórias, a impotância de ser um líder e de ser um narrador, empresas.

Um líder é um indivíduo que influencia significativamente o pensamento, os sentimentos ou a maneira de ser dos demais. Existem dois tipos de líderes: diretos e indiretos. A maioria dos líderes que a sociedade reconhece é de líderes diretos, porque se relacionam “cara a cara” com seus interlocutores. Os líderes indiretos são os que exercem influência sobre os demais pelas obras ou trabalhos que realizam.

O que há de comum a todos eles é a capacidade de elaborarem narrativas e, particularmente, histórias voltadas para a formação da identidade de seus seguidores. É importante que um líder seja narrador, capaz de personificar ou tornar emblemática a história que estiver contando. Um narrador para que seja eficiente em seu objetivo, deve se aprofundar no tema e saber definir bem o grupo, se sofisticado – que trilhe caminhos diferente, ou heterogêneo – em que existem diferentes níveis de entendimento, neste caso, sua história deve ser simples, para que seja compreendida por todos.

O Sistema de valores de qualquer sociedade se fundamenta no poder que uma narrativa tem de cativar os corações e mentes daqueles que a ouvem e, ao mesmo tempo, de sua capacidade de estabelecer parâmetros e diretrizes morais. Todos os mitos que fundam e constituem a “alma” de um país, assim como os da vasta maioria das religiões são, no fundo, histórias que encerram valores morais, nas quais, a sociedade encontra coesão necessária para alcançar objetivos comuns.

Isso também se aplica ao mundo das empresas. Sempre há histórias às quais um líder pode recorrer para convencer e inspirar seus empregados. Esse fenômeno foi profundamente pesquisado por Howard Gardner, professor titular da Faculdade de Medicina da University of Boston e autor de diversos livros sobre os fenômenos da liderança e da inteligência. Para ele, a arte de contar histórias é característica que define todos os grandes líderes, dentro e fora do âmbito empresarial.

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Há um conto da escritora chilena Isabel Allende que relata a história de Belisa. Uma bela jovem que, para sair da pobreza, vendia palavras. Por cinco centavos, versos de amor; por sete, carta de amor completas e, por 12, insultos capazes de fazer chorar durante vários dias os inimigos mais duros e frios.

Certo dia, Belisa deparou-se com o Coronel – político que mandou seqüestrá-la ao perceber o poder de suas palavras. Enquanto seus homens a intimidavam, o Coronel revelava a ela seus desejos de se tornar presidente. E, como precisaria de um discurso capaz de conquistar o voto popular, ele a obrigou a lhe vender as palavras necessárias. A jovem fez isso e ele ganhou as eleições, graças à forma simples, inspiradora e universal da linguagem que utilizou para articular seu discurso.

O Coronel já era um líder, mas de natureza restrita, pois havia se acostumado a falar para públicos especializados em guerra. Dessa forma, diante de suas tropas, era indiscutivelmente um líder. No entanto, ao sentir a necessidade de se dirigir a um público mais amplo, notou que deveria mudar a forma como se expressava, contando outro tipo de história que usa a razão e a emoção, o que determinou no alcance de seus objetivos.


Amazildo de Medeiros – Analista Organizacional

Matéria Técnica Análise – Resumo/Resenha

Fonte: HSM Management 61 março-abril 2007


Publicado por: Amazildo de Medeiros

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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