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GESTÃO HOSPITALAR: BRASIL E ESTADOS UNIDOS, UMA BREVE ANÁLISE COMPARATIVA

Administração

Análise comparativa sobre gestão hospitalar no Brasil e Estados Unidos.

Em estudo comparado, observando os administradores hospitalares estadunidenses, tem-se que tais profissionais tradicionalmente supervisionam o lado organizacional dos serviços de saúde. Trabalhando em equipe ou de forma independente, eles garantem que a instalação médica esteja empregando práticas eficazes e eficientes que ofereçam o melhor atendimento possível. Podemos afirmar, grosso modo, que o que um médico é para um paciente, um administrador de hospital é para uma instalação médica. E manter uma grande organização saudável requer um conjunto de habilidades robusta e multidimensional.

Com base nas estatísticas mais recentes, existem mais de 350.000 pessoas trabalhando na gestão de serviços médicos e de saúde nos EUA atualmente. Infere-se que um terço dessas pessoas trabalham em hospitais como administradores e gerentes. Os salários médios, para profissionais da área, nos EUA, giram na casa dos R$568.000 mil reais por ano. Em paralelo, dados não oficiais veiculados em sítios especializados dão conta que as cifras podem ultrapassar a casa de 1 milhão de reais ao ano.

A despeito da realidade social, cultural e econômica díspar em relação ao Brasil, nota-se o verdadeiro abismo quando se calcula que em nosso país, o valor médio de remuneração do profissional estima-se em R$60.000 mil por ano.

Nos EUA, comumente, um diploma de bacharel em área com afinidade é o mínimo de educação necessária para ser um administrador hospitalar. No entanto, a maioria dos referidos gestores tem pós-graduação, o que fornece o conhecimento técnico avançado e sedimenta as habilidades de liderança necessárias para administrar uma organização de saúde grande e multifacetada.

No Brasil, com a recente democratização das especializações por intermédio da tecnologia de Ensino à Distância, é cada vez maior o número de profissionais especializados em gestão, administração e auditoria hospitalar. Eventos acadêmicos não são mais tão raros, existindo fóruns, simpósios e congressos sobre o tema. Também existem tradicionais organizações dos profissionais deste nicho (desde os anos 1970), não se pode ignorar.

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Contudo, impacto relevante para o mercado brasileiro foi o advento do curso específico de Gestão Hospitalar (ao contrário dos tradicionais administradores ou profissionais de saúde especializados) na modalidade de Tecnólogo, o que permitiu formação superior célere e incremento de jovens profissionais na área. Ainda existem os técnicos, indubitavelmente, muito necessários para uma qualificação de todo o setor.

Entende-se que aqui ou lá (nos EUA ou Brasil), o gestor hospitalar, independente da formação, precisa ser competente em diversas habilidades, tais como organização, capacidade de análise, de comunicação e com certeza da manutenção de relacionamentos colaborativos. Sem olvidar que essas competências devem ser baseadas em um forte conhecimento técnico e uma abordagem orientada para os detalhes que pode lidar com as nuances da área de forma eficaz.

Por derradeiro, fundamental é concluir que a despeito das diferenças entre as duas realidades apresentadas, o material humano e sua formação acadêmica e empírica é pedra de toque da gestão hospitalar que almeja a excelência.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GRIFFITH, John. WHITE, Kenneth. The Well-Managed Healthcare Organization. Hap Book. 9ª edição, 2019

SELTMAN, Kent. BERRY, Leonard. Management Lessons from Mayo Clinic. McGraw-Hill Education; 1ª edição, 2017.


Ricardo Ferreira de Oliveira Granja - Mestre em Direito Público e Evolução Social (UNESA). Especialista em Gestão Pública e Hospitalar (FIJ/INTERVALE). Bacharel em Administração (INTERVALE) e em Direito (UFRJ). Advogado, administrador e pesquisador na área de Gestão e Direito Público.


Publicado por: RICARDO FERREIRA DE OLIVEIRA GRANJA

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