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Comportamento é decisivo em novo perfil profissional

Administração

O novo perfil profissional de executivos exige personalidade, esforço e atitude.

70% do que é levado em conta na hora da escolha se refere a questões pessoais e de comportamento; apenas 30% inclui formação e experiência

A área de gestão de pessoas aponta que o novo perfil profissional de executivos exige personalidade, esforço e atitude, mais do que um currículo cheio de bagagem técnica. A avaliação é de que nas posições executivas, a grande parte do que é considerado nos perfis profissionais diz respeito a fatores comportamentais, ou seja, ao que a pessoa é: se é comprometida, se sabe trabalhar em equipe, relaciona-se bem com chefias e colegas, se termina o que começa, entre outras atribuições. A outra parte do que é considerado se refere a informações técnicas, como experiência anterior, conhecimento, habilidade, entre outros. “Não significa que o profissional não precisa ser bom no que faz, pelo contrário. O candidato precisa ser muito bom profissional e melhor ainda como pessoa, ou seja, uma pessoa que evolui (técnica e intelectualmente) constantemente, que gera valor á empresa e que estabelece fortes vínculos de credibilidade em sua organização”, comenta o diretor da regional Sul da Business Partners Consulting, Carlos Contar.

Ele acrescenta que em todo o ambiente da vida contemporânea há um crescimento constante na velocidade das informações e na disseminação do conhecimento. No mundo corporativo, isso é cada vez mais latente. “Questões como bom relacionamento, disponibilidade para viagens, conhecimento do produto e do mercado, são básicas. As maiores dificuldades estão na adaptação do profissional à filosofia de trabalho da empresa, e mesmo à função de gestor”, diz.

Já os gestores estão preocupados em criar um ambiente motivacional e que contemple o desenvolvimento constante dos colaboradores. “Muitos colaboradores empregados não estão interessados em se preparar pra evoluir profissionalmente, embora anseie por promoções e maiores salários. Isso acaba exigindo que as empresas busquem profissionais no mercado de trabalho que tenham essa postura”, diz Contar.

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Ele sugere que o profissional valorize sua posição tendo em vista um planejamento de carreira dentro da organização, não somente através de cursos de desenvolvimento, mas estando conectado ao volume de informações que a empresa promove constantemente. “Atualmente, temos um cenário onde empresa e os colaboradores criam sinergias e expectativas de desenvolvimento mútuo, com base no valor agregado do profissional para com a empresa e vice-versa”, analisa o executivo.

Ele conclui que o profissional deve obter um entendimento cada vez mais apurado de suas funções, tendências e novas práticas para a sua atividade, bem como um entendimento completo do mercado no qual ele e ou sua organização atua. “Isso deve ser feito através de cursos relacionados, conexões com outros profissionais de mercado, muita leitura de material pertinente e por meio do próprio desenvolvimento contínuo de suas funções no dia-a-dia”.

Tecnologia

Posições mais técnicas exigem conhecimentos específicos e tecnologias. Mas, de um modo geral, a inserção no modelo tecnológico de comunicação está cada vez mais forte e evidente. Saber lidar com questões tecnológicas cada vez mais velozes, mais assertivas, é imprescindível. “O profissional precisa, cada vez mais, estar ligado a vários lugares ao mesmo tempo, até para garantir tomadas de decisão na hora certa. Para isso ele precisa se valer dessas ferramentas”, comenta o consultor Contar.


Publicado por: Cristiane Dubena

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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