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Como conseguir colocar na mesma equação quantidade e qualidade

Administração

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Como conseguir colocar na mesma equação quantidade e qualidade

As empresas do segundo setor* que gerenciam recursos privados para fins privados é o setor que representa o ícone da eficiência. Este setor lida muito bem com questões como a relação custo-benefício e obedece à lógica da eficiência em tudo o que faz. Esta regra é dita pela Presidente do Instituto Ayrton Senna*, Viviane Senna, que resume o problema do País, na incapacidade de colocar na mesma equação, quantidade e qualidade em escala de prioridade.

O desenvolvimento de pessoas em larga escala, é o grande desafio do Brasil para se conseguir ampliar a base de consumidores e reverter um modelo de negócio já esgotado. Para isso tem que atuar no atacado e não no varejo, não se limitando a fazer projetos, tem que “fazer - fazer” para fortalecer com eficiência a parceria com as empresas privadas – as que visam lucro e resultados - sendo esta atuação, uma questão de inteligência de negócios. Os empresários atentos ao mercado dos negócios, sabem disto.

As empresas do segundo setor não gerenciam a pobreza que, infelizmente, sempre foi atribuição da igreja, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro. Isso faz com que, por muito tempo, coisas como a educação e saúde não fossem vistas como direitos, e sim, como caridade. Isto permaneceu 430 anos de caridade contra cerca de 70 anos de direitos. A não exigência de eficiência de resultados faz com que, em uma relação baseada na benemerência, ter dado algo a alguém já é suficiente, não importa se isso atende ou não à necessidade desse alguém.

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As empresas não devem focar seus objetivos em boas intenções, mas em resultados, com a identificação detalhada da situação atual do problema que se quer mudar e definindo claramente aonde se quer chegar o que deve ser traduzido em metas e indicadores mensuráveis a serem alcançados.

As pesquisas mostram que o Brasil tem uma cobertura quantitativa quase universal em educação fundamental, equiparável à de um país dito de primeiro mundo. O Brasil já fez a metade da tarefa: colocar quase todo o mundo na escola, mas falta a outra metade, que é fazer isso com qualidade.

Uma das questões primordiais para que uma parte seja feita e a outra não, é o fato de não termos priorizado até o momento, o ensino fundamental. No Brasil, priorizamos a universidade, enquanto os países desenvolvidos não priorizam a universidade. Todos, sem exceção, começam a estruturar a educação pelo ensino fundamental.

E por que priorizamos a universidade no Brasil? Quem define as políticas em nosso país é uma elite política, econômica e social. Define essas políticas em cima das próprias necessidades. Enquanto os filhos da elite estavam dentro das escolas públicas, essa escola permaneceu boa. Mas, no momento em que entrou a quantidade pela porta da frente, saiu a qualidade pela porta dos fundos.



1º Setor: (governo) gerenciam recursos públicos para fins públicos;
*2º Setor: (empresas) gerenciam recursos privados para fins privados;
*3º Setor: (Ongs, etc) gerenciam recursos privados para fins públicos.


Amazildo de Medeiros – Analista Organizacional
(Fonte: HSM Management novembro e dezembro -2006)


Publicado por: Amazildo de Medeiros

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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