Topo
pesquisar

A utilização das competências na aprendizagem

Pedagogia

Ao longo da vida, utilizamos uma série de competências, essenciais para o desenvolvimento de novos saberes. Clique e veja suas classificações!

Em nosso processo de aprendizagem, que corresponde á capacidade de colocar em prática o conhecimento que adquirimos ao longo da vida, utilizamos uma série de competências, essenciais para o desenvolvimento de novos saberes, que podem ser classificadas em:

  • Competências cognitivas: são aquelas relacionadas aos conteúdos acadêmicos, adquiridas no âmbito escolar;
  • Competências técnicas: relacionadas ás habilidades, ou seja, capacidade de fazer algo muito bem, que nos destaca dentre os demais. Ex: tocar algum instrumento, redigir textos ou documentos, liderar, desenhar, cantar, falar em público.
  • Competências relacionais: estão atreladas á facilidade de interação e comunicação com as pessoas e grupos sociais, seja na escola, na família, no trabalho ou na comunidade.
  • Competências emocionais: ligadas á capacidade de lidar positivamente com conflitos, situações ou emoções. Está vinculada á resiliência (maneira em como superamos um desafio ou dificuldade), gestão das emoções (forma de lidar com os próprios sentimentos e com as emoções do outro), empatia (se colocar no lugar de outra pessoa, compreendendo-a, sem julgá-la).

Nossas emoções, sentimentos e pensamentos, são responsáveis pela nossa forma de ser e de agir, de buscar novos conhecimentos, tomar decisões, nos relacionar com os outros e consigo mesmo. Desta forma, as competências emocionais, se bem administradas, podem trazer grandes benefícios em nossa carreira, nos impulsionando a buscar e desenvolver o que há de melhor em nosso potencial, gerando benefícios para a vida acadêmica, pessoal e profissional.

Cada competência apresenta seu modo particular de aprendizado. Entretanto, as principais estruturas nervosas, responsáveis pelo desenvolvimento do conhecimento em nosso cérebro, são: o hipocampo, e o córtex pré-frontal.

No hipocampo residem nossas experiências, emoções e conhecimentos. Desta forma, se uma pessoa sofre algum dano nesta área, pode se torna incapaz de adquirir novas aprendizagens.

O conhecimento técnico e o aprimoramento de novas habilidades são criados e aperfeiçoados na memória procedimental, área do cérebro responsável pela aquisição de diferentes ações e práticas em nosso dia a dia.

A parte neural que comanda as atividades motoras, não depende necessariamente do hipocampo para funcionar, uma vez que, um indivíduo pode apresentar a capacidade de desenvolver habilidades técnicas, sem a lembrança de tê-la aprendido um dia.

O aprendizado das competências sociais humanas pode ser observado através da comunicação e do desenvolvimento da linguagem (verbal e não verbal), bem como mediante o reconhecimento de rostos familiares. Já a inteligência emocional tem o seu funcionamento nas regiões denominadas: amígdala e córtex pré-frontal.

As emoções são essenciais para: tomar decisões, aprender com os erros e/ou tirar boas lições da vida, visto que, não é só por meio da lógica e do raciocínio que somos capazes de aprender. O processo de aprendizagem envolve mudanças no comportamento e nas atitudes, e estas mudanças somente ocorrem quando temos a capacidade não só de conhecer, mas também de sentir.

Se bem utilizadas em sala de aula, as emoções podem ser de grande valia. No entanto, a maioria dos professores na rotina escolar não se apropria desta técnica. Isto é constatado quando os conteúdos de ensino são ministrados pelo educador, de acordo com o método que ele aprendeu a aplicar, e não do modo como ele, efetivamente apreendeu.

Normalmente, no cotidiano escolar, o professor, ao observar em seus alunos alguma dificuldade de aprendizado, passa a questionar as competências técnicas e cognitivas, sendo quase raro, o levantamento acerca das competências emocionais do aluno, e suas possíveis interferências na aquisição da linguagem, no desenvolvimento lógico-matemático ou demais áreas do conhecimento.

O que pouco se observa, é que o aprendizado de conteúdos e novas habilidades, não pode ser racionalizado, pois isto requer do aprendiz competências como: atenção, concentração, memorização e tomada de atitudes. Estas atitudes requerem do estudante boas condições de saúde e equilíbrio emocional.

O que define um real aprendizado não é o número de questões obtidas em um exame escolar, nem tampouco o nível de conhecimento técnico de um estudante em uma determinada área do conhecimento. A aquisição de um novo conteúdo ou conhecimento de fato ocorre, quando o aprendiz consegue aplica-lo á reais situações do dia a dia, em meio á desafios, erros, dificuldades, frustrações e superações. O real sentido de um aprendizado está em senti-lo, ou seja, transformar o conceito apreendido nos bancos da escola, em situações vivenciais para a vida, seja no trabalho, na escola, na sociedade ou na família.


Publicado por: Daniela Silva dos Santos

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
  • SIGA O BRASIL ESCOLA
MeuArtigo Brasil Escola