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Relacionamentos Familiares e Sociais

Sociologia

Entenda como os relacionamentos familiares e sociais modificam as perspectivas individuais do individuo adulto.

Resumo

O artigo presente  enfatizar que, os  relacionamentos familiares e sociais modificam  as perspectivas individuais do individuo adulto. A importância do contexto histórico-social para analise psicológica do comportamento.  E que uma estrutura social bem orientada, cidadania, com o devido apoio governamental, pode proporcionar realização e comunhão psicossocial.

A integração da Teoria do Plano de Vida de Erikson se entrelaça nesta estrutura, durante o ciclo vital ,construiríamos o que ele denomina plano de vida, um curso, um roteiro segundo o qual as crises do ego vão se desenrolar de certa maneira, que parece ter sido determinada de acordo com o que foi aprendido da 1ª infância até a adolescência.

Palavra – Chave: Relacionamentos social, ego, plano de vida. 

Abstract

The present article emphasize that family and social relationships change individual perspectives of the adult individual. The importance of historical and social context for psychological analysis of behavior. And that a well targeted social structure, citizenship, with due government support, can provide psychosocial development and fellowship.

The integration of the Theory of Life Plan Erikson intertwines this structure during its life cycle, would build what he calls a life plan, a course, a roadmap whereby crises ego will unfold in a way that seems have been determined in accordance with what has been learned from childhood to adolescence 1st.

Word - Key: social relationships, ego, life plan.

Introdução

O presente artigo consiste em analisar a cognição social e como ela é responsável pela construção do Ego do individuo.

Verificando assim, o processo de ensino-aprendizagem do “ser “ a  importância do elo materno na formação de sentimentos como a esperança e as fases que vão desde as limitações até a inclusão nos grupos sociais.

 Enfatizar, que o má formação nas respectivas fases de formação do ego pode gerar desde um individuo bem resolvido  até um com diversas crises patológicas.

E como a gestão governamental pode alterar este quadro, com atitudes transformadoras tanto em nível de politicas publicas como incentivando as empresas privadas a fazerem o mesmo.

A importância dos relacionamentos familiares

A família é um grupo social ativo, base primaria da sociedade desde a antiguidade montada de pais, filhos, avos, tios, primos, etc.. Sendo que neste grupo cada elemento tem uma determinada  função, quando uma família é bem estruturada esta  é bem distinta. No entanto, existem situações na qual as funções podem ser: substituídas, suprimidas ou acumuladas.

As relações familiares principalmente nas fases da infância, direcionam a estrutura psicossocial do individuo, em relação a si mesmo e aos outros: as suas esperanças, expectativas, seus objetivos, suas metas, suas satisfações e limitações, ao ponto que estes podem viver num mundo de realidades, de impotências ou de sonhos, satisfeitos ou frustrados.

Para alguns estudiosos, no campo de psicologia social, a família se divide em três funções básicas: biológica, refere às condições que torna possível a existência dos seres humanos; psicológica, funciona como ponto de referencia comportamental perante a vida; e finalmente social, refere ao processo de socialização do individuo(citado por  Santos, 2008). Segundo Durkheim, (1977), a família é um corpo social ligado pela solidariedade, seus componentes se dividem por idades e tarefas as mesmas podem estar ou não ligadas ao sexo do individuo.

Durkheim, usa a expressão  família “sadia”, ou seja  predomina uma atmosfera  harmoniosa, cada membro tem a sua função e sendo respeitadas suas considerações. Fora desta ideologia seriam famílias problemas acumulada com a falta de respeito mutuo.

A definição de família “sadia” no entanto, foi questionada por Good (1963,1969), para ele não há crise na família, sendo defensor da interligação entre a família e a sociedade e que a primeira influência diretamente a segunda. Seu posicionamento é a conclusão extraída de vários estudos realizados em diversas sociedades, chegando a conclusão que a família ideal nunca existiu, e que o grupo familiar tem variáveis independentes, susceptível  que explica  um conjunto variado de praticas e atitudes. (citado por  Torres, 2010). Para ele quando o individuo deixa de cumprir suas obrigações para com a família, a sociedade se corrompe (citado por  Santos, 2008).                

Para se aprofundar melhor no assunto veremos o que fala a teoria da atribuição interpessoal.

A teoria da atribuição interpessoal

Em cima do contexto demográfico e econômico não se tem conteúdo literário suficiente que aborde este assunto. Sendo os países precursores na abordagem os Estados Unidos e a Europa.

Esta teoria, também chamada de teoria da causa, se caracteriza pela percepção do seu próprio comportamento e o comportamento do outro, determinando as causas que o individuo atribui que lhe afasta ou aproxima de alcançar um determinado objetivo.

Este relacionamento pode trazer frustrações quando o individuo compara seu empenho com o do outro. No entanto ha grupos em que a pessoa pode buscar um equilíbrio, objetivando minimizar a pressão do cotidiano, seriam na familiar e no trabalho.

É bom lembrar que toda situação gera uma causa, na Inter pessoalidade denominada de “função locus” – estabilidade e controlabilidade, que basicamente é controle,  ou seja ação direta do comportamento e seu resultado. Sendo assim, está função dependo muito do cognitivo social do individuo suas crenças, seus valores, a necessidade de subsistência, sua obediência as normas sociais e o resultado esta em até que ponto, suas atitudes foi devidamente motivadas. Nesta função, uma compreensão racional objetiva, direciona em opções melhores na escolha de seu papel na sociedade e no mundo.

Muitos autores alegam que há uma diferença entre a atribuição de interpessoal e a causa , sendo esta última usada para detectar a responsabilidade do outro, ou seja de terceiros.

Relações sociais

Segundo Zimerman, (2000), o homem por sua característica durante seu desenvolvimento, passa por diferentes grupos: família, amigos, escola e trabalho. Com este convívio social o individuo se indentifica com o grupo que tenha o perfil mais parecido com o seu. A convivência do grupo só prevalece se houver a troca de segurança, apoio, etc., e tenha o mesmo objetivo fim.

No decorrer do tempo o grupo social pode se transformar aumentar ou diminuir o numero de membros e ate almejar outro objetivo no entanto, mantendo o elo emocional.

Quando um membro do grupo se afasta dificilmente consegue retornar ao mesmo devido a alteração de seus propósitos em comum.

Teoria do Plano de Vida

Segundo Erikson(1987), no decorrer da vida humana, o qual ele chama de ciclo vital, construiríamos nosso plano de vida. Neste curso o ego passa por varias crises.

No período da infância começam as primeiras que vão montar a identidade do individuo como a construção da confiança básica, aprender seus limites, a iniciativa e o aprendizado ao ingressar em seu segundo grupo social o escolar.

Assim começa a se montar o plano de vida seus objetivos, sua profissão, como será a composição de sua família, etc..

Na adolescência o individuo se aliam ou formam grupos de acordo com a sua conveniência e bem estar. Nesta fase é que podem surgir linhas de pensamentos negativos, como o narcisismo, o racismo, a violência contra outros grupos e contra a sociedade, casualmente chamados de fase da rebeldia.

Se o individuo não tiver a sua primeira fase bem estruturada ele pode se perder na fase da adolescência.

Continuando o plano de vida dentro de uma estrutura sadia, o individuo se projeta em alcançar suas metas.

Todavia, quando se chega a fase adulta, e o individuo não tem para quem passar seu aprendizado, ou seja não formou família, não tem um grupo familiar ou social com quem possa interagir, ele pode chegar a uma crise de insatisfação, achando que tudo que fez não valeu para nada, porque não teve um proposito final, seus pensamentos morreram em si mesmo.

Por tanto, Erikson alerta que a importância de a psicologia e a psicanalise analisar o contexto histórico e cultural do individuo para ter uma visão perfeita de sua formação emocional. Assim, utilizando estas informações, para verificar os indicativos, que influenciaram na formação de sua identidade,  que é construída e mantida pela sociedade, que Erikson chama de “ego grupal” (1987).

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Finalizando, a falta de integração das Ciências Sociais ao analisar a subjetividade humana, torna os estudos pisco, a quem , fora da objetividade de identificar e ajudar o individuo, a ter uma qualidade de vida satisfatória, dentro de uma sociedade que vive em constante mudança.

Conclusão

Concluindo, a partir dos anos 60 o contexto global, se direcionou a área social para explicar a variedade de comportamento. Olhar o individuo como um “ser” isolado não cabe no novo conceito de psicologia e psicanalise. As diferenças nos processos cognitivos e culturais levam a os pesquisadores a ver a Lei da Troca, como uma das conexões, que mantem as redes sociais, e como para o individuo é difícil viver dentro dos padrões impostos pela sociedade.

É certo, que o modelo de comportamento ideal, independente do grupo social é delimitado, mesmo se este esta ou não enquadrado dentro do aceitável.

Para saber mais:

Existem varias visões de pesquisa dentro da psicologia social tentando superar alguns problemas, como obter informação confiável, sob condições controladas, evitando assim a influencia do meio externo. Tambem é importante facilitar a colaboração do individuo dentro de um quadro psicótico, identificando, assim, os traços de sua personalidade ou habilidades mentais. No entanto, é imprescindível saber o passado da pessoa, este favorece descobrir as origens de uma anomalia.

Referência Bibliográfica

Durkheim , Émile. As regras do método sociológico. São Paulo: Editora Nacional, 1977.

ERIKSON, E. H.Infância e Sociedade.2ª ed. Rio de Janeiro: Zahar editores, 1987.

Goode, W. (1963). Revolução Mundial e Padrões de Família. São Paulo. Companhia Editora Nacional.

Goode, W. (1969), Revolução Mundial e Padrões de Família, São Paulo. Companhia Editora Nacional.

Santos.R.B.(2008/2011). Família e o desafio de um novo tempo. Recanto de Letras, Bahia.

Torres, C.V. , Neiva, E.R. & Mauro, T.G. (2010).- Atitudes e Mudança de Atitudes .São Paulo. 

Zimerman, G.I. (2000). Velhice: aspectos biopsicossociais. Porto Alegre.  acedido em 23 de agosto de 2011.


Publicado por: ROSANE BATISTA DA SILVA

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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