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SUICÍDIO NA ESCOLA: A EXPERIÊNCIA DE UMA INTERVENÇÃO DE URGÊNCIA DOS ALUNOS DE PSICOLOGIA DA UNIDERP NA ESCOLA ESTADUAL JOAQUIM MURTINHO

Psicologia

Escutas analíticas e dinâmicas com a professora Psicóloga responsável Sra. Ângela Maria Moura Viana e atividades com alunos do ensino médio.

RESUMO

Este artigo relata uma experiência obtida no estágio obrigatório do curso superior de Psicologia da Universidade Uniderp, denominado ESCOLAR I, onde foram realizadas escutas analíticas e dinâmicas com a professora Psicóloga responsável Sra. Ângela Maria Moura Viana. Foram desenvolvidas atividades com alunos do ensino médio da escola Estadual Joaquim Murtinho.

Palavras–chave: Estágio; escuta terapêutica; suicídio; escola.

ABSTRACT

This article reports on the experience gained from the mandatory stage of degree in Psychology at the University Uniderp called SCHOOL I, where it is carried out analytical and dynamic tapping with the responsible teacher Psychologist Ms. Angela Vieira . It was conducted activities with high school students of state Joaquim Murtinho school.

Keywords: Internship; therapeutic listening; suicide; school.

INTRODUÇÃO

O estágio desenvolvido na Escola Estadual Joaquim Murtinho consiste na interação de ensino, serviços e comunidade. No primeiro semestre deste ano, os alunos do curso de Psicologia do sexto semestre entraram em contato com a realidade da instituição e, a partir deste momento, compareceram dois dias da semana na escola em questão, no intuito de compreender o funcionamento da instituição de ensino, bem como realizar um trabalho com as duas classes envolvidas diretamente no caso do suicídio de um aluno: a classe onde este estudava e outra classe com amigos mais próximos e sua ex-namorada. No segundo semestre, o alunos participantes do projeto de orientação profissional, desenvolvido pela Universidade, tomaram conhecimento sobre o caso e foram convidados a participar de um novo projeto que envolveria a escuta e o atendimento dos jovens abalados psicologicamente devidos aos acontecimentos. Houve aplicação de dinâmicas e, sempre após as atividades, os mesmos reuniam-se com o psicólogo responsável para discussão das ações ocorridas.

Atualmente o estagio está sendo realizando na referida escola, às segundas e quartas-feiras, todas as semanas. O espaço da escola consiste em um prédio amplo com três andares e salas para a realização das supervisões com o professor responsável e demais atendimentos. No centro da escola, no pátio, há um refeitório e duas quadras poliesportivas, cozinha e salas de leitura e nesta os estagiários (neste projeto são dois) são orientados por uma professora psicóloga que acompanha as atividades realizadas durante o estagio, organizam e coordenam as ações como dinâmicas e conversas sempre relacionadas ao bem estar psíquico dos alunos, como estão se sentindo diante do ocorrido e também questões sobre o fortalecimento do Ego e personalidade, um processo de fala e escuta e, logo após a realização destas, os três envolvidos neste projeto, alunos e professor se reúnem em uma sala onde há orientação sobre os casos, os alunos, conceitos da psicologia em geral e a definição das novas atividades a serem realizadas.

A inserção do aluno/estagiário de Psicologia nessa situação é imprescindível para que ele tenha uma ótica realista do seu ambiente escolar de sua região e para que ele se capacite de forma adequada e profissionalmente.

Segundo Pichon-Rivière (1991) em relação ao grupo operativo, a questão se assemelha a mesma dinâmica de um grupo familiar como também propõe Zimerman (2004) e pode ser definida como um “conjunto de pessoas reunidas por constantes de tempo e espaço, articuladas por sua mútua representação interna, que se propõe, implícita ou explicitamente, uma tarefa que constitui sua finalidade” (p.384. Apud). Conforme ainda este autor, um dos intuitos da técnica dos grupos operativos é o de auxiliar na minimização dos medos básicos, muito comuns nesses casos de morte, violência e traumas, como também favorecer o rompimento dos estereótipos que funcionam como barreira à mudança e à superação. Um grupo funciona como uma galeria de espelhos, onde cada um se reflete e é refletido pelos demais. O campo grupal expõe assim com mais nitidez os conteúdos psíquicos presentes nos processos de identificações projetivas e introjetivas que ocorrem no grupo escolhido.  

Segundo o Compêndio de Psiquiatria (2003), o suicídio se perfaz pela ideação, gestos e tentativas de suicídio que frequentemente estão associados com transtornos depressivos e esses fenômenos suicidas, particularmente na adolescência, são um problema crescente na área da saúde mental. O método mais comum de suicídio consumado em crianças e adolescentes ocorre pelo uso de armas de fogo que respondem por cerca de dois terços de todos os suicídios em meninos e pela metade dos suicídios em meninas.

Quanto ao fator etiológico, os aspectos universais em adolescentes suicidas são demonstrados por uma incapacidade de sintetizar soluções para seus conflitos e sua falta de visão mais ampla e mais abstrata para lidar com estressores ocorridos nesta fase da vida.

Este projeto, referente ao suicídio que ocorreu na escola supra citada, trata de uma ação especifica, bem como de todo o acompanhamento aos alunos durante o segundo semestre do ano de dois mil e dezesseis, caracterizando-se pela atenção especializada desses alunos, isso é, sua escuta, colocando em prática os princípios da psicologia psicanalítica e da Gestalt-Terapia.

Atualmente se enfrentam, como já há muito tempo, várias dificuldades na abordagem deste tema na esfera escolar, como nos demais setores de nossa sociedade, sendo este um dos grandes desafios da política nacional de saúde pública no país. Um dos maiores obstáculos nesse sentido é justamente a falta de atendimento psicológico integral nas escolas, que envolveriam a saúde mental em um modelo de atenção diária. Porém, esse fenômeno vem se alastrando principalmente em nossa região, sendo considerado, pelas estatísticas do Mapa da Violência, do autor Julio Jacobo Waiselfis (2014), como o terceiro lugar em suicídios e na nossa capital Campo Grande, em quarto lugar no índice de suicídios entre adolescentes.  Por estes motivos se justifica tanto a realização deste projeto como a existência deste artigo. Aos poucos se estrutura uma nova mentalidade diante da importância de um enfoque adequado a esta alarmante situação, sendo cada vez mais clara a necessidade de se debater na nossa sociedade ações e políticas públicas que possam interferir para mudar este cenário.

DESENVOLVIMENTO

O estágio realizado no curso de Psicologia do sexto semestre da faculdade Uniderp - Matriz, Campo Grande, MS, na matéria de Psicologia Escolar, é a principal motivação deste trabalho, de forma que, a partir de então, serão relatadas as suas respectivas atividades e percepções.

A instituição de ensino médio, pertencente ao sistema estadual de educação pública frequentada pelos estagiários em apreço, é uma escola de grande porte na região central da capital. O prédio correspondente é bem iluminado e arejado, com corredores entre os blocos, com quadras poliesportivas e sala de leitura, com um setor da administração, banheiros separados, sala de computação, salas para atividades grupais, espaço de convivência com bancos de cimento para refeição, uma copa,  corredor interno  e um espaço lateral para o estacionamento dos carros dos seus funcionários.

Durante os meses em que se realizou o projeto, foi observada a necessidade de se entender melhor o que envolve as pessoas em relação ao fenômeno do suicídio, suas possíveis patologias e comorbidades, bem como todo o processo de devastação e superação que envolve o ambiente onde aconteceu o fato, como os demais que se relacionavam ou conviviam com a vítima. As intervenções que se realizaram através de atendimentos dos alunos envolvidos em separado com os estagiários, não eram o objetivo principal, nem tão pouco a realização da psicoterapia neste ambiente. Porém, quando por algumas vezes solicitado por alguns alunos.  Esses atendimentos, dependendo da necessidade e da gravidade do caso, foram encaminhados à uma avaliação por psicólogo competente..

Nesse processo (estágio), os alunos envolvidos passaram por períodos de descontrole, tristeza, até desespero, isto é, períodos de crise, pois, no caso do suicídio de um colega, é comum que seus colegas deixem de seguir o comportamento usual na escola, além do que estes adolescentes estão constantemente expostos também, em um ambiente fora do escolar, ao fácil acesso à bebida e outras drogas, o que se torna um fator muito preocupante que cria obstáculos à saudável superação do episódio, como também o entendimento da situação. Assim, por muitas vezes nestas ações, há  resistência por parte desses alunos, principalmente dos que eram mais próximos ao suicida, como melhores amigos e/ou namorados. Dessa forma, estes indivíduos por vezes demoram a se expressar verbalmente nas escutas, ou não participam por estar afastados do ambiente escolar devido a cuidados médicos. Entretanto, os estagiários deste projeto acompanham os casos com empenho, procurando da forma mais eficaz ajudar esses pacientes em seu bem estar psíquico.

Percebe-se que nestas ocasiões os alunos se afastam da família e a convivência familiar fica muito prejudicada e, por vezes, até inexistente, como também muitos pais têm dificuldades de lidar com o fato de um colega de seus filhos ter cometido suicídio. O medo envolve todas as esferas da família, surgem inseguranças e julgamentos. Isso, com certeza, é um fator negativo ao processo de superação e, principalmente, da ação/prevenção para se evitar novos suicídios, o que, por muitas vezes, é citado nas escutas analíticas como o maior medo destes jovens desta escola. É sabido que, nas situações a que se refere este artigo, o afeto e a atenção da família auxilia muito no controle emocional desses adolescentes, ajudando na superação de seus medos e angústias, porém, em alguns casos, foi constatado que há uma presente negligência ou falta de interesse da família em acolhe-los e apoia-los nesta hora tão crítica e que, muitas vezes, tratar deste assunto em casa gera discussões e mais afastamento do problema.

O transtorno mental mais comum e observado nos casos de suicídio é a esquizofrenia, transtorno depressivo maior e transtorno bipolar I segundo Kaplan e Sadock (2003) no manual Compêndio de Psiquiatria, Ciências do Comportamento e Psiquiatria Clínica e o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM-5 (2014). São considerados sua classe diagnóstica em termos de sintomatologia entre os transtornos do espectro de esquizofrenia e outros transtornos psicóticos e transtornos depressivos e no diagnóstico não há necessidade de haver a exigência de psicose ou experiência de vida de um episodio depressivo menor. O uso de substancias de forma abusiva, como por exemplo, os medicamentos prescritos ao aluno suicida em tela, no caso, de ordem psiquiátrica e também drogas ilícitas, são condições médicas que geralmente estão associadas ao fenômeno do suicídio.

O risco de suicídio é muito maior nos parentes de indivíduos com transtornos de humor do que em parentes de pessoas com esquizofrenia. O álcool e outras substancias psicoativas podem abaixar os níveis de serotonina, e assim aumentam a vulnerabilidade de um indivíduo  predisposto ao suicídio. Entretanto, não há informações sobre o uso destas substâncias pelo aluno que se suicidou. Todavia, este apresentava em sua rede social postagens sobre morte e o alívio que esta poderia lhe trazer, como também um dia antes do fato ser consumado este conversou com suas colegas nobre nó de corda usado em suicídios e, mostrando uma corda, perguntou se ela possivelmente o aguentaria o peso de seu corpo no caso de suicídio. Ele não se suicidou com uma corda. Na verdade, foi apenas um “pedido de socorro” não percebido. Ele suicidou-se com a arma de fogo de sua mãe que é policial. Aparentemente, a vítima demonstrava um humor depressivo e inconstante, traços de depressão possivelmente não diagnosticada e não percebida ou não levada em consideração, uma vez que este aluno era um dos mais alegres de sua turma quando na presença dos demais, sempre brincando e falando de músicas alegres.

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Quanto ao risco de suicídio referente a estes transtornos, é estimado que a ocorrência seja de pelo menos quinze vezes maior que a população em geral, referindo-se esta a um quarto de todos os suicídios.

O Compêndio de Psiquiatria, Ciências do Comportamento e Psiquiatria Clínica (2003) cita que, dentre acontecimentos vitais e questões de conflitos familiares, há observações clinicas que associam estes aos primeiros episódios de transtornos de humor aos episódios subsequentes. Uma teoria seria que o estresse que acompanha o primeiro episódio resultaria em alterações duradouras na estrutura biológica do cérebro mudando os estados funcionais de vários sistemas neurotransmissores e sinalizadores intraneuronais. Além disso, como os estudos relacionam o fato ao funcionamento familiar e ao início dos transtornos, é de suma importância nesses casos avaliar a vida familiar e os estresses relacionados a ela.

Sendo pertinente ao caso em tela, faz-se necessário trazer a lume que não há muitos estudos e pesquisas sobre o tema. O suicídio ainda é um tabu, tanto na sociedade como na saúde pública e no meio científico, principalmente o suicídio dos mais jovens, assustando a todos que, por vezes, não estão preparados para lidar com o rompimento tão abrupto da vida nesta fase específica, onde há o mito da eternidade e da juventude tão desejadas por todos.

O caso observado neste artigo trata de um aluno do sexo masculino, de dezesseis anos de idade que se apresentava por ter uma voz grossa como um “locutor de rádio”, que gostava de uma banda de pagode chamada “Molejo” e sempre se apresentava bem vestido, com uma higiene adequada, fazendo uso de drogas lícitas prescritas por um médico psiquiatra nos últimos meses de sua vida. Demonstrava uma relação bastante afetuosa com os amigos e com sua namorada que rompeu o relacionamento nos últimos dias antes de seu suicídio. Houve, contudo, informações de que sua relação com a família era conflituosa, uma vez que não tinha contato com o pai, embora tenha estado com ele no último Dia dos Pais, como um fato atípico. O jovem também vivia distante de sua mãe e tinha passado sua primeira infância praticamente aos cuidados de sua avó materna.

A questão que fica diante do caso para todos, para as autoridades, para os profissionais da educação, psicólogos, estagiários e principalmente para os alunos é o que poderia ter sido feito? Poderia ter sido percebida a gravidade deste caso, mesmo que o aluno suicida ter demonstrado, quase o tempo todo e diante de seus colegas, ser uma pessoa extrovertida e com angústias normais nesta fase da adolescência? Como se pode agir e perceber em uma fase tão complexa como esta o fator patológico nesses alunos, ainda mais com a normal síndrome da adolescência? O que a sociedade, na nossa região, pode fazer, uma vez que se trata de um problema nacional e endêmico? Não é o caso de sintoma social que se cura e regride com uma só ação de um setor isolado e, sendo cada vez mais comuns os casos de suicídios em nossos jovens, fica evidente a necessidade de fazer um acompanhamento permanente e a escuta desses adolescentes no ambiente escolar, sobretudo para entender o contexto psicológico do sofrimento dessas pessoas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Diante do enfoque tratado neste artigo, fica evidente que este projeto surgiu para esta escola como uma inovadora e muito bem sucedida estratégia de atenção a esses alunos, mesmo sendo tardio diante do fato consumado, elevando aos “olhos” do sistema de ensino de nosso Estado a necessidade urgente de se pensar em um redirecionamento das Políticas Púbicas de prevenção e atendimento ao suicídio em adolescentes. Mas não só isso, mas a todos que estão envolvidos nesta tragédia social, principalmente no atendimento da população que tem muito pouco esclarecimento sobre o tema e muitas vezes intensifica a sua ocorrência.

Essa proposta inovadora pressupõe uma mudança no atendimento, no caráter estrutural da escuta e na preparação destes jovens e na mentalidade dos profissionais da Educação Pública diante do fato de que a população jovem está em perigo e deve ser tratada com maior respeito e consideração.  Assim, conforme as observações dos estagiários, o que aconteceu nesta escola aqui relatada pode contribuir para uma nova maneira de lidar diante de um fato tão grave.

O intuito do presente trabalho foi acompanhar o cotidiano desta escola e intervir com urgência após o suicídio de um aluno, entender melhor como funcionam na prática os efeitos desta tragédia através da escuta realizada pela equipe de atendimento (estagiários) e a rede de ensino em sua realidade traçando uma relação direta com a teoria abordada na Universidade Pretendeu-se ver o outro lado da questão com uma visão mais humanizada dos alunos em vulnerabilidade, presenciando seu sofrimento, a atuação dos profissionais do meio, a formação e manutenção do vinculo que muitas vezes torna-se uma tarefa muito complexa requerendo muito esforço, a criatividade dos professores e, por fim, observar na prática a educação para todos, princípio este tão importante que surgiu em nosso país para revolucionar o ensino e a formação de bom senso aos alunos em geral.

Foi, portanto que, durante as atividades no estágio, os alunos do curso de Psicologia em apreço tiveram contato com as questões desta natureza.

Fica bastante claro que é imprescindível o apoio governamental às  escolas públicas e que a sociedade busque ver estes jovens de forma mais respeitosa, sem preconceitos e com mais afeto, o que se torna tão importante no crescimento biopsicossocial desses adolescentes, tornando possível a diminuição do seu quadro de risco e de gravidade em nosso meio.

Ressalta-se que, durante todo o tempo deste estágio, o contato maior nesta unidade foi realizado sob orientação de uma profissional da área de psicologia, Sra. Ângela Maria Moura Viana, que a todo momento nos orientou sobre a realização das ações ali realizadas, sobre as características abordadas em cada caso e de diversos alunos, a aplicação de dinâmicas em grupo e atividades  lúdicas, como também a composição de uma música sobre a sala, desenhos, colagens e etc. Dessa forma, foram os estagiários orientados sobre procedimentos relacionados à  Ciência da Psicologia em geral e sempre depois das escutas, foram reunidos os estagiários em uma sala, onde cada caso foi discutido, sempre com muita precisão e fundamentação em seus ensinamentos,  trazendo aos contatos dos estagiários/alunos aspectos não abordados na universidade de suma importância para a estruturação do conhecimento de todos os envolvidos neste trabalho.

É evidente que ainda há muitos fatores a serem discutidos sobre o assunto e inúmeras mudanças são ainda necessárias. Hoje, a saúde pública na capital no nosso Estado é considerada umas das melhores do país, porém nossos índices relacionados ao suicídio são altíssimos, inaceitáveis para a nossa sociedade, sendo necessário de forma liminar uma nova posição e novas ações advindas do setor público e que nossos governantes, políticos e todos envolvidos repensem em como implantar no âmbito educacional um projeto efetivo de ações afirmativas que inibam o suicídio entre jovens. Fato lamentável é que estamos perdendo esta batalha e, a cada dia, aparecerão outros jovens mortos nessas condições nas notícias dos jornais locais e de todas as outras regiões do Brasil.

Assim, há muito que se fazer em se tratando do enfoque maior deste artigo que são os alunos dessa faixa etária, parte tão numerosa e importante da nossa sociedade. É ainda necessário dar maior ênfase não apenas aos projetos de atendimentos, mas também a uma atenção mais humanizada aos alunos que se sentem sozinhos, sem ter a quem falar, visando não só o atendimento e o controle rápido do problema, sem protelação, e atingir o verdadeiro objetivo que é conseguir que esses adolescentes tenham melhores perspectivas de vida e se integrem à sociedade de forma saudável. O cuidado a esses jovens estudantes, com sua saúde psíquica e física e equilíbrio, ajuda a construir uma sociedade sadia e produtiva, com menos problemas em todos os seus segmentos.

Este presente relato traz uma visão, muitas vezes ignorada, de que há a urgente necessidade de intervenção no âmbito do suicido em adolescentes no Brasil, em especial no caso do nosso Estado, onde ainda não há projetos direcionados e eficazes que possam enfrentar esta realidade, principalmente em relação aos profissionais da área habilitados no atendimento desses jovens cada vez mais em situação de vulnerabilidade.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

DORSCH, Friedrich. Dicionário de Psicologia. 1 ed. RJ, Petrópolis: Vozes, s/d.

KAPLAN, Harold I. SADOCK, Benjamin J. GREBB, Jack A. Compêndio de Psiquiatria. Ciências do Comportamento e Psiquiatria Clínica. 7 Ed, SP, São Paulo: Artmed. 2003.

Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, DSM-5. 5 Ed. SP, São Paulo: Artmed. 2014.

Pichon-Rivière, Enrique. La Psiquiatría, una nueva problemática, ed. Nueva Visión, Buenos Aires, 1983.

Pichon-Rivière, Enrique. O processo grupal. 7a ed. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Paciente com transtorno mental tem direito a assistência integral. Portal Brasil. Disponível em http://www.brasil.gov.br/saude/2015/01/paciente-com-transtorno-mental-tem-direito-a-assistencia-integral. Acesso em 8 set.2016.

ZIMERMAN, David E. Manual de Técnica Psicanalítica uma re-visão. RS, Porto Alegre: Artmed. 2014.


Publicado por: Tiago Salsa Corrêa

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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