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A Depressão numa breve relação com a Psicanálise

Psicologia

Análise sobre a depressão, onde serão trazidas as suas possíveis causas, sintomas, formas de diagnósticos, tratamento e a recuperação das vítimas deste quadro para as suas respectivas vidas.

Resumo:

Pode-se dizer que a depressão é interpretada hoje em dia de forma dicotômica, já que ao mesmo tempo que por muitos é vista como ato de malandragem, negligência e preguiça, outros a consideram um estado sintomático gerado por um desequilíbrio mental do indivíduo (SILVA, 2013) e até mesmo, um adoecimento psíquico da subjetividade do ser humano. Nos campos de promoção da saúde, a depressão é tratada de múltiplas formas, como por meio da farmacologia, psicoterapia, uso de remédios naturais e outros serviços desenvolvidos por profissionais de diferentes campos do saber unidos para uma melhora clínica do cidadão na busca de uma possível cura para o seu quadro.

Palavras-chave: Adoecimento psíquico, depressão, desequilíbrio mental, ser humano, subjetividade.

Abstract:

It can be said that depression is interpreted today in a dichotomous way, since at the same time that by many it is seen as an act of trickery, neglect and laziness, others consider it a symptomatic state generated by an individual's mental imbalance (SILVA, 2013) and even, a psychic illness of the subjectivity of the human being. In the fields of health promotion, depression is treated in multiple ways, such as through pharmacology, psychotherapy, use of natural remedies and other services developed by professionals from different fields of knowledge united for a clinical improvement of the citizen in the search for a possible cure for your picture.

Keywords: Psychic illness, depression, mental imbalance, human being, subjectivity.

Introdução:

O presente artigo, objetiva abordar a depressão, onde serão trazidas as suas possíveis causas, sintomas, formas de diagnósticos, tratamento e a recuperação das vítimas deste quadro para as suas respectivas vidas. Um importante aspecto que será pontuado, é a relevância do conhecimento e da informação sobre a depressão não só ao indivíduo, mas também a sua família e a sociedade para que preconceitos e observações distorcidas sejam suplantados (SILVA, 2013).

Uma compreensão melhor sobre esse fenômeno é importante, não só para um avanço intelectual e científico, mas para além disso, identificar através do comportamento deprimido, as raízes desse estado de alteração e perturbação no interior do cidadão que apresenta tais características para que se desenvolva através de estudos e pesquisas, propostas metodológicas de intervenções não apenas da Psicologia, mas de outras vertentes envolvidas, visando várias possibilidades além do diagnóstico.

Também será discutida, a interpretação da Psicanálise sobre o tema, através dos conceitos e peculiaridades existentes entre os depressivos (melancólicos) e os indivíduos em luto. É interessante a visão que Freud apresenta do sujeito melancólico, do que este sente, a relação entre id, ego e superego e o sentido que esse transtorno pode ter para essas pessoas segundo as suas formulações científicas.

A Compreensão Sobre a Depressão:

Quando o assunto é o equilíbrio mental, a depressão é tratada na era atual como um transtorno surgido na modernidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), uma pessoa morre a cada 40 segundos por tentativa suicida, onde possa se imaginar que tal adoecimento foi desencadeado por inúmeros fatores sendo um deles, a intensa tristeza como uma das sensações presentes.

A depressão pode ser desencadeada por diversos aspectos, como as causas genéticas, psicológicas, sociais, bioquímicas e anatomopatológicas. Os mais recentes estudos mostram que há uma vulnerabilidade maior quando o sujeito possui algum parente com o transtorno, adquirindo mais chances de obter o mesmo quadro, embora seu contexto sócio-histórico também tenha uma forte participação em todas as situações.

A Depressão na Teoria Freudiana:

Freud estabelece uma distinção entre o luto e a melancolia. O luto envolve a perda de um objeto real com a conservação moderada de sua autoestima, enquanto que na melancolia essa ausência pode ser de origem emocional, na qual a pessoa teria baixa autoestima e culpa consigo própria (SILVA, 2013).

Ainda segundo Freud, o melancólico tem a visão de ser um objeto sem valor onde poderia dispor de atos destrutivos a si mesmo já que seus desejos, se baseiam em auto depreciações por se identificar como descartável perante aquilo que possui valor para seus conceitos próprios.

Também é comum haver uma sobreposição do superego nas outras instâncias da psique humana, o id e o ego principalmente quando há algum desejo relacionado a algo de valor ou a algum objeto (ou ente) querido. A teoria psicanalítica pontuará que em alguns casos, o indivíduo pode apresentar tais comportamentos como sintomas de algumas experiências desagradáveis para o seu “eu” na infância.

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Sintomas:

Os sintomas mais comuns da depressão costumam ser ausência de alegria, alterações no sono e no apetite, limitação na capacidade mental, sentimentos negativos como culpa e baixa autoestima, mudança de humor repentina, perda de interesse por qualquer atividade, pensamentos e ideações suicidas e lentidão ou agitação nos movimentos.

Lembrando que o quadro pode ser considerado leve, moderado ou grave dependendo da ocorrência dos episódios junto a intensidade dos sintomas apresentados.

Diagnóstico:

Antes de tudo, é importante ressaltar que um diagnóstico não define o sujeito por si só. Deve se ter em mente que este procedimento visa apenas informar o tipo de sofrimento psíquico apresentado pelo indivíduo, e não a classificação de todos os seus aspectos, inclusive de sua subjetividade que independente de qualquer estado mental ou psicológico que se encontrar, continuará sendo individual naquele mesmo cidadão de forma que somente ele, a manifeste para a concretude social segundo seu jeito de ser.

“O diagnóstico da depressão perpassa por várias etapas: anamnese com o paciente e a família, exame psiquiátrico, exame clínico geral, avaliação neurológica, identificação de efeitos adversos de medicamentos, exames laboratoriais e de neuroimagem. Estes são procedimentos para verificar o diagnóstico da depressão. (Silva e cols., 2013)”

Outro aspecto importante para ressalva, é que para cada faixa etária, poderá existir um diagnóstico diferente, assim como a sua causa e os sintomas manifestados.

Acompanhamento Psicanalítico Psicoterápico:

A psicoterapia é extremamente importante para os indivíduos que forem diagnosticados ou apresentarem demandas semelhantes com quadros de depressão. Apesar de cada situação demandar uma atenção para pontos específicos conforme o caso do paciente, em muitos destes o uso regular de medicamentos também auxiliam numa melhora, mesmo que alguns remédios apresentem efeitos colaterais, ou que algumas doses exijam vários testes até chegar ao ponto ideal.

A psicoterapia é uma conversa que visa provocar efeitos terapêuticos no paciente, onde a intenção é o tratamento das doenças mentais e nervosas, diferente das doenças físicas. Segundo Freud, o analista deve se apresentar numa postura de neutralidade, auxiliando o sujeito a encontrar por si só, a saída para os seus problemas.

Outra característica do atendimento psicoterapêutico oferecido pela Psicanálise, é que além de não restabelecer a saúde do indivíduo como um padrão, justamente por saber que nem sempre o paciente desejará se livrar dos sintomas (sendo que também a cura do sintoma não significa o fim do problema), é que seu objetivo é atingir com o próprio sujeito o seu grau máximo de excelência através do método da “cura pela fala” distanciando-se das outras vertentes da Psicologia clínica.

Considerações Finais:

Apresentamos brevemente a depressão, mas de uma maneira totalmente científica, objetiva e relacionada à teoria Psicanalítica de grande importância para os estudos no campo da Psicologia.

É importante destacar, que todas as informações e dados apresentados acima, são de pesquisas científicas e estudos de teor e fundamentação teórica, cujos seus dados são confiáveis (válidos), mostrando a importância de ser partilhado todo o conhecimento produzido a respeito desse sofrimento psíquico que nos tempos atuais vem ganhando cada vez mais espaço não só nos consultórios de psicoterapia, mas também ao redor de toda a sociedade.

Artigos como esse, tem a função de desmistificar o preconceito enraizado sobre os indivíduos de quadros depressivos e abordar que tal questão colocada não é só um problema coletivo, mas uma questão governamental de saúde pública que deve ser tratada conforme a sua exigência para que seja alcançada uma caminhada que traga visões ampliadas sobre o funcionamento psíquico do ser humano como os trabalhos desenvolvidos por Freud, e uma transformação social.

Referências:

ANDRADE, Liz Maria Almeida de. Depressão: O Mal do Século. Psicologado. Edição 03/2013. Disponível em: < https://psicologado.com.br/psicopatologia/transtornos-psiquicos/depressao-o-mal-do-seculo >. Acesso em 19 de nov. 2019.

MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS – DSM V, 5ª edição.

Mezan, R. (1996). Psicanálise e psicoterapias. Estudos Avançados, 10(27), 95-108.

SILVA, Ana Cristina Sousa; SIMÕES, Maria de Fátima Santos Silva e Regimildes Ramos. As Interfaces Entre Depressão e Psicanálise. Psicologado. Edição 03/2013. Disponível em: < https://psicologado.com.br/abordagens/psicanalise/as-interfaces-entre-depressao-e-psicanalise >. Acesso em 19 de nov. 2019.

WORLD HEALTH ORGANIZATION – WHO. Suicide prevention. Dia Mundial da Saúde Mental 2019: foco na prevenção do suicídio. 10 de outubro de 2019. Disponível em: < https://www.who.int/news-room/events/detail/2019/10/10/default-calendar/world-mental-health-day-2019-focus-on-suicide-prevention>. Acesso em 19 de nov. 2019.


Publicado por: Newton Antônio de Sales Costa

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