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As Dificuldades na Leitura e Interpretação de Texto

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Vivência do estágio escolar e relatar sobre a deficiência da falta de leitura e interpretação de textos na sala de aula, relatará a experiência docente do estágio obrigatório

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1. RESUMO

Este paper explicará a experiência do estágio de observação I, bem como o olhar critico da deficiência sobre a falta de leitura e interpretação de texto nas salas de aula. Relatará a experiência docente do estágio obrigatório, visando à área de concentração e relatos pessoais observados no dia dos treinamentos. A leitura é o principal fundamento para o ensino aprendizagem do aluno, por meio dele que podemos avaliar a interpretação de textos. Cabe ao professor verificar essa dificuldade de ler e compreender em cada aluno, melhorando de forma eficaz seu ensino para que reflita no meio em que ele faça uso de ambos. A compreensão é necessária para o aluno saber decodificar o que está lendo, então é importante saber que a leitura e compreensão andam juntas e são diferentes sendo necessária para o desenvolvimento do educando.

Palavras-chave: Leitura, compreensão e interpretação.

2. INTRODUÇÃO

O presente artigo científico tem como principal objetivo explicar sobre a vivência do estágio escolar e relatar sobre a deficiência da falta de leitura e interpretação de textos na sala de aula. Voltado para o relato de observação do estágio supervisionado I.

Em primeiro lugar o referido tema as dificuldades na leitura e interpretação de texto, visa à falta desses dois elementos no âmbito escolar. Ficou claro essa analise após o trabalho de campo no estágio realizado na escola, Centro Integrado de Educação e Desenvolvimento, com as turmas do ensino fundamental II, localizado em Manaus - Amazonas, na rua 207, n◦ 13 no bairro cidade nova. Essa precariedade do aluno não saber ler corretamente resultando na falta de interpretação textual.

Em segundo lugar como afirma Gomes e Faria Filho, 1997 “Sendo assim, aprender a ler e a escrever é muito mais que adquirir habilidades básicas. É principalmente construir, obter e atribuir sentido e significado a aprendizagem. Para isso, enfatiza-se a criação de contexto social (zonas de desenvolvimento proximal) nos quais as crianças aprendam ativamente a usar, provar e manipular a linguagem, colocando-a serviço atribuição de sentido ou da criação de significado”. 

Em seguida relatará as atividades ocorridas nos dias de estágio, impressões pessoais, entrevista com a professora regente. Metodologias e objetivos para cada aula desenvolvida, bem como: livros e atividades complementares como meio avaliativo.

Portanto, a leitura é o principal fundamento para o ensino aprendizagem do aluno, por meio dele que podemos avaliar a interpretação de textos. Cabe ao professor verificar essa dificuldade de ler e compreender em cada aluno, melhorando de forma eficaz seu ensino para que reflita no meio em que ele faça uso de ambos. A compreensão é necessária para o aluno saber decodificar o que está lendo, então é importante saber que a leitura e compreensão andam juntas e são diferentes sendo necessária para o desenvolvimento do educando.

3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

O presente tema as dificuldades na leitura e interpretação de texto, visa à falta desses dois elementos no âmbito escolar. Essa precariedade do aluno não saber ler corretamente resultando na falta de interpretação textual. O aluno tem as dificuldades para ler e compreender o texto, mesmo que leia várias vezes ainda fica difícil assimilar, pois o mesmo não sabe o significado da palavra.

Como afirma Maria Gomes e Maria Faria (1997), “Sendo assim, aprender a ler e a escrever é muito mais que adquirir habilidades básicas. É principalmente construir, obter e atribuir sentido e significado a aprendizagem. Para isso, enfatiza-se a criação de contexto social (zonas de desenvolvimento proximal) nos quais as crianças aprendam ativamente a usar, provar e manipular a linguagem, colocando-a serviço atribuição de sentido ou da criação de significado”.

Por conta desse processo de decodificação da palavra, o aluno não consegue interpretar determinados textos com palavras desconhecidas, consegue apenas interpretar as palavras que ele conhece, ou seja, faz parte do conhecimento prévio que ele possui.

Nessa perspectiva, Koch (2003:13)  parelha língua com o sujeito já que o pressuposto é:  “a concepção de sujeito da linguagem varia de acordo com a concepção de língua que se adote”. A língua e sujeito são inseparáveis. A autora afirma que essa concepção tem que está interligada para haver um sentindo completo do que se fala, escreve, ler ou pensa.

Cabe a nós futuros professores, ensinar de formar clara e concisa em questão da leitura e interpretação de texto, não focando apenas nesses elementos. Lembrar também que a língua portuguesa é um conjunto de regras e precisa ser seguida. Ensinar o aluno a entender e aplicar o seu vocabulário de forma eficaz, transformando assim em um letrado que faz uso da língua correta, capaz de entender o que se diz, escreve e ler.   

Cada leitor será compreendido de acordo com a sua concepção sobre o mundo, ou seja, que ele permita se compreender. Cada um vai ser aproximado de acordo com suas possibilidades, segundo Welton (1981)  afirma que: “A compreensão da leitura consiste em algo mais do que uma reconstrução do significado intencional do autor”.

4. VIVÊNCIA DO ESTÁGIO

No estágio de observação, pude analisar a grande dificuldade de leitura e interpretação dos alunos. Como afirma a professora regente “Os alunos tem uma grande dificuldades de leitura e interpretação, porque os mesmo não têm um vasto vocabulário. Eles são delimitados por palavras comuns no dia a dia. Então quando estão em sala não conseguem entender os textos não só de português, mas como outras disciplinas”.

A professora utilizava bastante dialogo com os alunos, era dinâmica. Fazia uso dos livros didáticos, usava a gramatica como livro de apoio. Explicava os conteúdos de forma clara, questionava se os alunos tinham duvidas e fazia interação pedindo que citassem exemplos do dia a dia. Dessa forma eles assimilavam mais rápido o que ela estava dizendo. A metodologia que ela usava era bem eficaz para a compreensão e ensino dos alunos.

As atividades em sala de aula foram bem expositivas seguidas de exercícios. Um dos que achei interessante foi atividade do gênero textual poema realizada no 6◦ ano. A professora escreveu um poema e pediu para que todos lessem, quando um errava ela mandava voltar, para que fossem ler em conjunto e sintonizados. Em seguida fez um seguinte exercício, pedindo para que os alunos elaborassem um poema e a mesma passou um, foi solicitado que os alunos interpretassem cada verso do poema.

Outra atividade que foi bem interessante foi uma aula explicativa seguida de atividades no 9◦ ano, o conteúdo era tipos de sujeitos. A professora pediu para cada aluno classificar os tipos de sujeito em cada oração que ela colocou no quadro. Seguindo da metodologia metalinguística, como diz na própria apostila da faculdade, Metodologia de ensino da língua portuguesa e literatura que é quando a língua é estudada por ela mesma. Foi uma aula interessante no fato dos alunos questionarem e ter que entender a diferença de cada sujeito apresentado.

No 8◦ ano, a professora fez uma aula expositiva bem dinâmica para relembrar os substantivos e suas flexões e números, pediu para que cada aluno falasse um tipo de substantivo, depois repassou para a lousa e pediu para cada um fazer uma analise colocando grau e numero. Os alunos gostaram e ficaram empolgados para solucionar a questão.

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Na hora da correção das atividades para casa a professora fazia a correção de uma atividade e passava outra em seguida, assim os alunos não ficavam dispersos em sala de aula. Como usando o celular enquanto ela corrigia o livro ou caderno dos demais, em pé, ou aperreando o outro colega. Dessa forma ela tinha controle silencio para corrigir as demais atividades.

A entrevista com a professora foi bem importante para o fechamento e confirmação da minha analise em sala de aula, pois a mesma confirmou o que pude notar de dificuldades relacionadas à falta de leitura e compreensão de textos. Que a cada ano que passa está pior, como confirma o próprio MEC, dizendo sobre o índice de reprovação no ENEM é a falta de interpretação e compreensão de textos não só dos alunos da escola CIED, mas sim do Brasil. Entendo que o problema é Nacional, digamos que é uma epidemia na sociedade brasileira.

5. IMPRESSÕES DO ESTÁGIO

Sobre a vivência do estágio na profissão docente o professor se desenvolve na forma de identidade ele se constrói e reconstrói. Por meio da sua identidade construída, atrás do seu estilo de vida, sua forma de viver no cotidiano, suas ações e comportamento na sociedade vai ser reflexo na sua atuação docente. E se reconstruir é por meio da identidade profissional, que envolvem mudanças socioeconômicas que mostram determinadas exigências ocasionando que os professores venham se adaptar a reciclar o papel da escola, do professor e da educação.

Nesse caso, cabe aos professores saberem diferenciar a vida profissional da vida pessoal, cabe-nos a começar a mudar em questão de pensamento e ações, porque em sala de aula é totalmente diferente da vida aqui fora, temos que está preparado para tudo.  Saber usar nossas duas identidades para que uma não reflita na outra.

Afirmando com essa linha de pensamento, PEREIRA (2002, p. 122) fala que: Isto significa que, de acordo com as circunstância e exigências postas pela sociedade em uma determinada época, o fazer profissional tem, historicamente, maneiras diferentes de atuação e a imagem do profissional docente sofre modificações, submetendo-se a avaliações dos indivíduos da sociedade que ora o enaltecem, concedendo-lhe status e prestígios, ora o desvalorizam, como vem ocorrendo na atualidade.

Com o estágio de observação ficou claro, que o professor é desvalorizado, justamente por não ser reconhecido no fato de não darem valor e não tomarem como partido a sua causa, pois para muitos o professor não trabalha, mas vivenciando o dia a dia de um professor vai além da realidade. Não é fácil cuidar de uma pessoa, imaginem vários alunos em uma turma e ter que equilibrar.

Por conta disso temos como resultado o fracasso escolar, as crianças de hoje não tem mais hábitos de leitura como anos atrás, não se interessam por nada em que seja relacionado aos estudos, claro não todo, mas a maioria. No estágio foi fácil notar alguns alunos que se destacam outros que estão lá apenas por obrigações dos seus pais.

O professor tem que ser o meio para a melhora da interpretação de texto dos alunos, trabalhando em sala de aula. A leitura e interpretação sempre tem que andar juntas. Cabe ao professor retomar e puxar novamente esse processo de leitura para o âmbito não só em sala de aula, mas também que os alunos levem para a vida que a leitura é importante e a compreensão ainda mais. Nesse processo teremos ótimos leitores e interpretadores da língua.

 Portanto, o estágio de observação foi muito importante para mim, justamente para analisar o quão difícil é ser professor, e refletir sobre a desvalorização do professor, claramente por ele ser um educador e não ser valorizado como devia. Também notar as dificuldades e superações dos alunos e do desenrolar do professor em sala de aula. É gratificante imaginar que apenas um estágio de observação me fez refletir sobre o todo, tanto alunos, como escola, professores, ambiente escolar e todos os elementos que a compõe.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente artigo científico teve como objetivo comentar sobre a vivência do estágio escolar e relatar sobre a deficiência da falta de leitura e interpretação de textos na sala de aula. Voltado para o relato de observação do estágio supervisionado I.

No estágio de observação foi observado a maior dificuldade na leitura e interpretação textual dos alunos. Por conta disso o fracasso na interpretação em determinadas turmas acaba dificultando a aprendizagem da língua portuguesa. Os alunos não só tem obstáculos em entender a disciplina de língua portuguesa como consequentemente em outras disciplinas.

A vivência do estágio na profissão docente o professor se desenvolve na forma de identidade ele se constrói e reconstrói. Por meio da sua identidade construída, atrás do seu estilo de vida, sua forma de viver no cotidiano, suas ações e comportamento na sociedade vai ser reflexo na sua atuação docente. E se reconstruir é por meio da identidade profissional, que envolvem mudanças socioeconômicas que mostram determinadas exigências ocasionando que os professores venham se adaptar a reciclar o papel da escola, do professor e da educação.

Cabe ao professor identificar as deficiências dos alunos e trabalhar com ética, determinação e metodologias de ensino eficaz, embora não tenha materiais necessários ele precisa criar com os que têm. É necessário dar atenção para os problemas relacionado a língua em sala de aula.

Portanto, o estágio de observação foi muito importante justamente para refletirmos sobre as dificuldades e benefícios de ser professor. Notar os obstáculo e superações não só dos alunos, mas também dos professores, diretores e a escola ligada direta e indiretamente.

7. REFERÊNCIAS

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários a prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura).

GOMES: Maria de Fátima Cardoso e SENA: Maria das Graças de Castro. Dificuldades de Aprendizagem na Alfabetização, 2ª Edição, Linguagem & Educação: Belo Horizonte Autêntico. 2002.

https://www.mec.gov.br/

KOCH, Ingedore G. Villaça. Desvendando os segredos do texto. 2 ed. São Paulo:

PEREIRA, Liliane Lemus Sepúlveda, MARTINS, Zildete Inácio de Oliveira. A identidade e a crise do profissional docente. IN: BRZE ZINSKI (org). Profissão professor: Identidade e profissionalização docente. Brasília: Plano Editora, 2002 (pp. 113 a 132)

WELTON, M. R. (Ed.). (1991) Em defesa do mundo da vida: Perspectivas críticas sobre a educação de adultos. Albany, NY: State University of New York Press.

 

Por Pamela Martins da Silva

Prof. Orientador Gina Maria González

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Curso (Led0327) – Estágio Supervisionado I

01/04/2017


Publicado por: Pamela Martins Guerra

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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