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A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO CONTINUADA E AS TECNOLOGIAS EDUCACIONAIS PÓS PANDEMIA

Pedagogia

Importância da formação continuada na vida do educador por meio do uso das tecnologias digitais que ficaram em evidencia durante a pandemia causada pelo novo coronavírus.

RESUMO

Este artigo tem como objetivo compreender a importância da formação continuada na vida do educador por meio do uso das tecnologias digitais que ficaram em evidencia durante a pandemia causada pelo novo coronavírus. As informações foram extraídas por meio de pesquisas bibliográficas e pesquisa qualitativa. Nesse sentido, coletamos estudos através do questionário aplicado pelas pesquisadoras respondido por sete profissionais que atuam na área da educação sobre a formação continuada por meio de questionário no Google Forms, contendo nove perguntas sobre dificuldades e benefícios que essas tecnologias trouxeram. De forma mais abrangente professores da educação infantil, ensino médio, ensino técnico e ensino superior responderam ao questionário para que pudéssemos dimensionar quais profissionais atuantes na educação tem se preocupado com a atualização de seus saberes. A tecnologia e principalmente com a formação continuada para o avanço do novo milênio, daresiliência, da organização e da autonomia do aluno.Como resultado, entendemos que o embasamento teórico foi uma busca das competências profissionais, as quais se fazem necessárias ao professor/educador do século XXI. A educação foi impulsionada pela necessidade de formular meios para driblar o isolamento social, e nesse desafio a tecnologia tem papel fundamental provocando grandes mudanças na comunidade escolar.No mundo pós-pandemia, viveremos o primórdio das mudanças globais, que revelam um quadro desafiador, múltiplo não apenas em riscos, mas também em possibilidades. 

Palavras-chave: Competências profissionais. Tecnologia.  Formação continuada. Educador. Pandemia.

ABSTRACT

This article aims to understand the importance of continuing education in the educator's life through the use of digital technologies that became evident during the pandemic caused by the new coronavirus. The information was extracted through bibliographic research and qualitative research. In this sense, we collected studies through the questionnaire applied by the researchers answered by seven professionals who work in the area of ​​education about continuing education through a questionnaire in Google Forms, containing nine questions about difficulties and benefits that these technologies brought. More comprehensively, teachers of early childhood education, secondary education, technical education and higher education answered the questionnaire so that we could measure which professionals working in education have been concerned with updating their knowledge. technology, and especially with continuing education to advance the new millennium, resilience, organization and student autonomy. As a result, we understand that the theoretical basis was a search for professional skills, which are necessary for the 21st century teacher / educator. Education was driven by the need to formulate means to circumvent social isolation, and in this challenge, technology plays a fundamental role in causing major changes in the school community. notonly in risks, but also in possibilities.

Keywords: Professional skills. Technology. Ongoing training.Educator. Pandemic.

INTRODUÇÃO

O mundo e as tecnologias estão em constante transformação. Cabe ao profissional da educação transformar esses avanços tecnológicos em aliados para aprimorar seu desempenho. Os desafios do século XXI deixados pelo mundo pós-pandemia ou que ainda deixará vão além do que podemos imaginar. Isso fez com que a escola e o profissional da educação se adaptassem à demanda e buscassem o desenvolvimento de competências e habilidades ligadas diretamente a essas transformações. 

Um dos aspectos que nos motivou a realizar novas pesquisas e estudos sobre a formação continuada e as competências básicas que cabem ao educador foi odistanciamento provocado pela pandemia. Ele nos impulsionou a formar pensamentos em relação às consequências deixadas no âmbito educacional pós pandemia. 

O segundo aspecto foi que eu Sara, comecei a minha jornada como docente na rede estadual na cidade de Itaúna em fevereiro de 2020  e fui surpreendida com a pandemia. Me deparei com duas novas formas de vivenciar a sala de aula: presencialmente pois era meu primeiro ano como professora evirtualmente, pois a pandemia chegou e nos pegou de surpresa.

Em março, a maioria das instituições privadas mudou a escola para suas casas. O ensino à distância se tornou o novo normal. Na rede pública, o primeiro momento é a antecipação do feriado, onde começamos  a busca de soluções eficazes de ensino à distância.

Neste tempo descobrimos que a escola é mais do que um prédio, pode-se estudar e trabalhar à distância, mas o desafio é enorme. O excesso de atividades podem esgotar alunos e professores e os diretores descobriram que se a escola não abri, muitos alunos não comem,  e não estudam , pelo fato de não possuírem internet ou computadores para estudar remotamente. É como se a história nada ensinasse para a educação.

No novo normal, nossos alunos permaneceram em silêncio e se tornou papel dos adultos decidir o que ensinar e como ensinar. Perdemos uma boa oportunidade de criar outra escola com interdependência, respeito mútuo, valorização do processo de aprendizagem e focar na promoção de estratégias reflexivas em vez de escolas voltadas para resultados.

Já eu, Gabrielle, estagiária da educação infantil na rede privada de ensino, como outras funções a minha também foi alterada de presencial para home office.

Visto que, muitos alunos da rede tiveram dificuldade no aprendizado, principalmente na alfabetização foi necessário iniciar um projeto de alfabetização com o objetivo de auxiliar crianças do infantil ao fundamental 1 na realização de suas atividades online.

Porém, como toda mudança traz consigo suas dificuldades, tive dificuldade na participação dos alunos, visto que os mesmos só logavam nas aulas quando os pais estavam em casa, sozinhos não conseguiram entrar nas reuniões; muitos pais duvidando da capacidade dos filhos aprender saíram do projeto por não ter paciência de estar ao lado dos filhos para orientar e auxiliar, facilitando o entendimento e compreensão dos mesmos. Uma vez que online é muito mais difícil trabalhar de forma que seja interessante as crianças, também houve dificuldades como: prender a atenção das mesmas com interesse no que era apresentado, isso porque crianças não conseguem ficar por muito tempo presas a uma só atividade;

Apoio dos pais quanto a motivação dos filhos, mostrando a eles a importância de continuar as atividades escolares mesmo de forma remota;

Apesar de todas as dificuldades enfrentadas, conseguimos vencer e aprender a estes alunos, muitos evoluíram de forma surpreendente tendo suas dificuldades sanadas, conseguindo acompanhar o restante de sua turma e melhorando seu desempenho escolar. 

Foi de suma importância a execução deste projeto, como profissional cresci muito aprendi na prática a importância da formação continuada pois, tive que buscar inovação, ressignificar o momento e dar a estes uma aula de reforço de qualidade colhendo os frutos esperados como resultado de um projeto eficaz e importante na vida dessas crianças.

Entretanto, a busca por uma revisão sobre os conteúdos curriculares, ficou em evidência, no intuito de preparar os alunos para inserir-se em um mundo a cada dia mais repleto de incertezas, além da importância da formação continuada e do desenvolvimento de competências profissionais na vida dos educadores. O desafio poderá gerar efetivamente uma transformação profunda na concepção de um novo cenário educacional que considere o uso de novas ferramentas tecnológicas e metodologias de ensino. Consiste em ampliar o campo de trabalho e dar às práticas reais mais espaços que aos modelos prescritivos e aos instrumentos, pois a formação inicial é apenas o primeiro passo de uma longa caminhada na vida de um educador, é necessário estar em constante transformação em busca dessa formação continuada, individualmente e coletivamente, para que possa se tornar possível atender a complexidade das salas de aula. 

Sylvia Giraldi (2009) compartilha que o sistema educacional em geral caminha para uma transformação ainda mais profunda, mas essas acontecem de forma lenta e é no professor que especialistas em educação colocam a responsabilidade por esta reorganização do trabalho educacional. A escola de hoje precisa de um professor com conhecimento intelectual para trabalhar qualquer situação, além de ter conhecimento e segurança acerca do conteúdo que precisa desenvolver e de competências especiais para conseguir atuar nos mais diversos cenários que a vida passa oferecer.

Portanto, orientar para formação contínua é reconhecer sua importância para o desdobramento de competências profissionais, definindo-as de acordo com estudiosos da área da educação.

As mudanças são perceptíveis e as chaves dessas mudanças são as inovações tecnológicas, as redes de comunicação e a ampliação das tecnologias de informação em todas as esferas da sociedade. O uso das ferramentas digitais possibilita mudanças nas formas de trabalho das organizações educacionais, construindo novas formas de conhecimento.

Para autores, como Antônio Nóvoa (1995) e Philippe Perrenoud (1999) cabe ao professor desenvolver competências para ampliar a abrangência de sua atuação profissional, tornando-se assim um profissional capaz de atuar com excelência, independente das situações inesperadas que poderão surgir no caminho, sendo capaz de reinventar-se com excelência, nas mais diferentes situações, quantas vezes necessário for.  

A metodologia exposta neste trabalho foi a pesquisa bibliográfica para levantamento de dados sobre a educação no Brasil, e a pesquisa de campo através de questionários no Google forms. O referencial bibliográfico publicado pelos autores citados apresenta excelentes contribuições para a formação do perfil para o professor deste novo século.

O trabalho traz a teoria de Edgar Morin, educador, filósofo e sociólogo , Philippe Perrenoud (2000) que defendem a interligação dos saberes como um caminho viável para a construção do conhecimento global e a inclusão de valores que permitirá a formação integral do cidadão do século XXI. Antonio Nóvoa (1995) contribui com a reflexão constante sobre a prática docente como instrumento para a formação contínua individual ou com seu grupo de trabalho na escola.

Entrevistamos sete pessoas, sendo uma da educação infantil, cinco do ensino fundamental II, e uma pessoa do ensino técnico. Os entrevistados apontaram a grande dificuldade em lidar com a tecnologia, e como tornar motivadoras as aulas virtuais. Nem sempre estamos preparados para as mudanças repentinas que a vida proporciona e a mudança proposta neste artigo, nos faz refletir sobre como o professor se destaca ao buscar novas possibilidades 

REFERENCIAL TEÓRICO

A partir das novas tecnologias e o cenário enfrentado atualmente, através da pandemia consideramos a importância da educação continuada, uma vez que foram usadas diversas tecnologias. Nesse sentido nos questionamos como seria o pós-pandemia, e como a educação irá responder as novas rotas que foram propostas no tempo de isolamento social.

Certamente, um programa funciona muito bem quando as condições circundantes não se modificam e, sobretudo, quando não são perturbadas. A estratégia é um cenário de ação que se pode modificar em função das informações, dos acontecimentos, dos imprevistos que sobrevenham no curso da ação. Dito de outro modo, a estratégia é a arte de trabalhar com a incerteza. (MORIN, 1996 p. 284)

Na perspectiva do autor, aqui defendida, ele implica trabalhar com a imprevisibilidade.  A luta pela estratégia é evidente uma vez que se espera que o homem do futuro não seja repetição do homem do presente.

Conforme Castilho (2009), até metade do século XVIII, a educação estava nas mãos da Igreja e grande parte dos professores eram religiosos que tinham como atividade secundária executar tarefas pertinentes ao papel de um professor. Nesta mesma época os saberes e técnicas ensinados eram organizados por teóricos e as normas e valores sofriam grande influência de crenças e atitudes morais e religiosas.Durante a segunda metade do século XVI aconteceu um movimento de socialização do ensino, onde os religiosos foram substituídos por professores laicos convocados pelo Estado. Começou a ser exigida então, uma licença ou autorização do Estado para ensinar, esta era cedida após uma análise das condições do possível candidato considerando habilitações idade, comportamento, moral entre outras.

Foi então que se iniciou o processo de profissionalização da atividade docente, estabelecendo assim um perfil de competências necessárias para o papel de professor. Esta licença contribuiu para a uniformidade e hierarquização do ensino a nível nacional, surgindo o profissionalismo licenciado pelo Estado para garantir serviços de qualidade.

Em um episódio de intenso processo de globalização como o que se vive desde o início deste novo milênio, em que as forças de mudança levam a uma intensa reconceitualizaçõesa vários níveis, educar é cada vez mais um encargo exigente e de grande responsabilidade que exige equilíbrio e coerência entre predisposição formativa, atuações pedagógicas adaptadas e expectativas dos implicados no processo. O sistema educacional, a escola e a educação de uma forma em geral caminham para uma transformação profunda, mas essas mudanças são lentas e dependem não só da vontade de alguns, mas também da participação da sociedade e principalmente dos professores. E é no professor que os especialistas em educação colocam a responsabilidade por esta reorganização do trabalho educacional.

Segundo Perrenoud (1998) a certificação do início da carreira, não é inteiramente confiável, mas isso não tem consequências necessariamente graves, visto que o que foi adquirido inicialmente será apenas um dos determinantes das competências, principalmente dez ou vinte anos mais tarde. 

Há uma tendência em apostar somente na formação inicial. A formação inicial, dentro de uma sociedade em transformação, é considerada somente o ponto de partida de uma longa história. Alguns outros fatores vão influenciar ao longo da profissão, além de seus conhecimentos profissionais, a identidade do professor, e suas competências. É por estes motivos que formação continuada de professores tem sido entendida hoje como um processo permanente de aperfeiçoamento dos saberes necessários à atividade dos educadores. Ela é realizada após a formação inicial e tem como objetivo assegurar um ensino de qualidade cada vez maior aos alunos e é somente assim que o professor pode desempenhar o seu papel como agente transformador na Educação contemporânea.

Segundo Antônio Nóvoa (2001 apud Castilho, 2009) para atender às novas exigências da profissão o docente necessita de atualizações constantes, uma vez que a formação inicial é o primeiro passo de uma longa caminhada no mundo da educação. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9.394/1996 (BRASIL, 1996) e as Diretrizes Curriculares Nacionais – DCNS (BRASIL, 2013) também trazem em sua composição artigos que discorrem sobre o tema, o que faz entender que a formação continuada deve ser vista como uma aliada ao trabalho dos educadores. 

Art. 1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais.

§ 1º Esta Lei disciplina a educação escolar, que se desenvolve, predominantemente, por meio do ensino, em instituições próprias.

§ 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. (BRASIL, 1996)

A Base Nacional Comum Curricular (BRASIL, 2010) coloca a formação continuada dos professores como pauta obrigatória nas escolas, o que torna essa formação ainda mais importante para as instituições. 

VI - A equidade no acesso à formação inicial e continuada, contribuindo para a redução das 963 desigualdades sociais, regionais e locais; 

VII - A articulação entre formação inicial e formação continuada; 

VIII- A formação continuada entendida como componente essencial da profissionalização docente, devendo integrar-se ao cotidiano da instituição educativa e considerar os diferentes saberes e a experiência docente, bem como o projeto pedagógico da instituição de educação básica na qual atua o docente;

A formação contribui de forma significativa para o crescimento e a evolução do trabalho docente criando novos ambientes de aprendizagem dando um novo significado as práticas pedagógicas. E da mesma maneira que o mundo e as tecnologias evoluem assumindo um papel cada vez mais importante no processo de aprendizagem, a formação dos pedagogos devem acompanhar essa evolução por meio da formação continuada.

​Estamos vivendo, atualmente, algo nunca vivido antes, a pandemia causada pelo novo Coronavírus. Esta pandemia surpreendeu a todos trazendo dificuldades e transformações na vida escolar onde as aulas presenciais se tornaram aulas remotas, alunos e professores não conseguiram acompanhar essas transformações e grande parte ainda estão em busca dasatualizações tecnológicas para conseguir ofertar aos alunos uma educação de qualidade mesmo sendo de forma remota.Tais modificações não ocorreram apenas na forma de dar uma aula, mas também nas reuniões de pais, de professores, nas reuniões para elaboração de planos de aula, registros no diário de classe, tudo passou a ser realizado frente a uma tela.

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A pandemia trouxe junto dela o distanciamento social proibindo assim que estudantes e professores frequentassem os espaços físicos das escolas migrando-os para o universo digital trazendo uma série de novos desafios. Para sanar alguns deles e possibilitar a continuidade no ensino a tecnologia ganha centralidade como ferramenta de comunicação à serviço da educação, como condição básica para viabilizar um projeto de educação para o novo século. 

​Nesse sentido, somente esta condição não é suficiente para criar um modelo pedagógico. É necessário investir em capacitações e na preparação do professor. A tecnologia é necessária, suficiente.

A capacitação prévia do corpo docente é fundamental para atuar competentemente nesse novo mundo. O planejamento das atividades, a concepção de novas formas de avaliação, a produção e disponibilização organizada de objetos de aprendizagem se somam à mediação que privilegie a participação mais colaborativa e menos centrada nas aulas expositivas. (SATHLER, 2020, s/p).

​O cenário extremo de isolamento social trouxe a necessidade de reinventar possibilidades e solidificar a tecnologia aliada a criatividade, como instigadora para que a educação chegasse aos estudantes. 

​A tendência é que isso perdure durante os próximos anos, frisando assim a necessidade de os educadores permanecerem em formação continuada, atentos, não somente aos métodos de ensino que estão em fase de mudanças, mas também as questões do elo afetivo com os alunos e a adequação da tecnologia na forma de ensinar e aprender. É preciso estar pronto para interagir com eficiência nos canais de comunicação que os alunos utilizam além de se tornar um agente facilitador, tanto na seleção de conteúdos relevantes quanto na aplicação destes conteúdos. 

​A transformação digital está acelerando a transição do professor expositivo para o facilitador com o único objetivo levar mesmo que de forma remota um ensino de qualidade aos educandos permitindo assim a continuidade no processo de aprendizagem dos mesmos. No que se diz respeito à educação, foi necessário adaptar-se à digitalização nas escolas e utilizar como ferramenta de trabalho metodologias de ensino muito mais modernas, como por exemplo ferramentas para a exibição de aulas online e também a modalidade de ensino remoto. 

E é neste cenário de imensas transformações, que a educação começa a exigir um novo perfil dos educadores para poder assim, continuar cumprindo com a formação de facilitar e mediar a aprendizagem dos estudantes, ou seja, é necessário que os profissionais da educação tenham a capacidade de se reinventar. 

Segundo Santos, Moraes e Martins (2012, p. 1.132 apudNASCIMENTO, 2014)

Tantas mudanças no contexto social exigem do docente, assim como da própria instituição, novas formas de atuar e de lidar com o conhecimento, pois “a profissão docente é uma prática educativa, é uma forma de intervir na realidade social, no caso mediante a educação” [...] E sendo a educação uma prática social implicada na relação teoria e prática, “é nosso dever como educadores, a busca de condições necessárias à sua realização” [...]

Nesse momento de imensa transformação, o educador deve atuar como peça central para permitir que o aluno se adapte de forma a acompanhar todo o processo pós-pandemia.

Ao longo dos anos, a educação no Brasil tem passado por diversas dificuldades. Dificuldades econômicas, políticas e sociais, e novas dificuldades foram introduzidas em 2020: uma pandemia. Alunos e professores começaram a se conectar com o processo de ensino à distância na modalidade àdistância. Um novo paradigma emergiu na educação brasileira: os professores encontraram um cenário em que tiveram que se reinventar e tentar realizar ações transformadoras para evitar que a educação estagnasse.

Novas formas de enfrentar as tecnologias vieram à tona, aprender a administrar aparelhos eletrônicos, aplicativos e demais formas digitais. As tradicionais salas de aula se transformaram em nossas salas de estar, mesas de jantar, quartos ou escritórios. Tudo para que o contato com os alunos não fosse perdido. Em um mundo onde as informações percorrem o mundo em questão de segundos e em que a tecnologia está cada vez mais avançada, ignorar sua potencialidade na esfera educacional seria um erro, não é apenas modernizar a educação tornando ela mais viva e atuante é tornar ela aliada do trabalho.

Nenhum profissional pode esquecer que a tecnologia não é só uma ferramenta simples, ela muda o processo, tempo, ela organiza de outro modo, isto é, não temos apenas uma natureza ferramental. Muitos profissionais que começaram a dar aula a vinte anos atrás costumam dizer “os alunos de hoje em dia não são mais os mesmos”. No entanto, a causa poderia estar localizada no fato de que muitos mesmo sabendo que os alunos não são mais os mesmos, continuam a dar aula como a vinte anos atrás.

Comumente, quando o processo ou os resultados são insatisfatórios, a responsabilidade é transferida imediatamente para o aluno. A ideia de que não é possível fazer de outra maneira, reinventar, recriar geralmente é daquele professor que quando algo não funciona, ao oposto de observar qual é a causa do não funcionamento ele só faz a autopsia. Educação não é um lugar para autopsia, educação é um lugar para biopsia, ou seja, é necessário ver o que tem de problema, corrigir para que possa continuar viva. 

É necessário não estar sempre satisfeito, acomodado com tal situação; pessoas que não tem dúvidas, não inovam, não crescem, não avançam, facilmente incorrem na mesmice, prisioneiros de si próprios. Para se tornar alguém que trabalhe com motivação, responsabilidade e seja proativo é necessário conhecer mais, saber mais, partilhar mais.

A satisfação entorpece. As crianças, os jovens, a tecnologia, hoje em dia nos provocam a não ficarmos satisfeitos e concordar com tudo sempre, mas nós também devemos provoca-los, porque educação é provocação porque se ela não for, não se constrói, não se cria, não se inventa, só se repete. (CORTELA , 2010, s/p).

Com a pandemia a educação tornou-se mais conectada e isso seguirá indispensável no período pós-pandemia. Os alunos modernos, impulsionados pelas ferramentas digitais e pelo desejo de novidades, estão muito mais interessados no modelo ativo, no qual eles têm mais autonomia para construir uma aprendizagem efetivamente transformadora e experiencial.

De modo que se torna papel do novo educador ajudar a romper os limites físicos e as barreiras das páginas dos materiais didáticos para ajudar os estudantes na educação continuada afim de que, tornem-se criativos, inovadores, adaptáveis e flexíveis, em qualquer tipo de cenário.

METODOLOGIA

Devido aos acontecimentos e novos desafios que surgiram durante a pandemia causada pelo novo coronavírusdurante o ano de 2020, percebemos o quanto a educação continuada e as tecnologias, refletiram na educação. Este fato despertou em nós uma atenção maior para o assunto. Em março de 2021, coletamos os dados através de questionário no Google Forms, entrevistamos sete pessoas, sendo uma da educação infantil, cinco do ensino fundamental II, e uma pessoa do ensino técnico. O pressuposto contendo nove perguntas sobre formação continuada, dificuldades e benefícios que as tecnologias trouxeram e o período pós-pandemia.

Sendo essas nove perguntas:

• Qual área da educação você atua?

• Pra você o que é formação continuada e qual a sua importância na vida de um profissional da educação?

• Você se interessa é/ou já fez algum curso que dê continuidade a sua formação?

• Caso a resposta acima for SIM, qual curso você fez e qual resultado positivo ele trouxe na sua vida profissional?

• Quais as marcas visíveis a pandemia deixou na educação na sua opinião?

• Atualmente estamos vivenciando o novo milênio (novo milênio ou o terceiro milênio é o período compreendido entre 01 de janeiro de 2001 a 31 de dezembro de 3000.) Para você quais são as mudanças perceptíveis na educação desde o começo do novo milênio até os dias atuais?

• Com a pandemia a educação tornou-se mais ‘’conectada’’. Percebemos o aumento da utilização de recursos tecnológicos como plataformas digitais, aulas e reuniões através de salas virtuais. Isso seguirá indispensável no período pós-pandemia. Você enfrentou alguma dificuldade quanto ao uso da tecnologia durante este período de distanciamento social, onde todo trabalho pedagógico era feito através do uso dessa tecnologia?

• Se referindo a pandemia, quais as principais dificuldades enfrentadas e principais recursos estão sendo utilizados no seu trabalho como educador?

Para a construção objetivamos em informações por pesquisas de cunho bibliográfico, comtemplando a temática do referencial estudado.

Gil (2002), descreve que a pesquisa bibliográfica é feita a partir da leitura e informações de material já publicado, principalmente livros e artigos. Decorrente disto, surgiu a base para a nossa construção. Começamos a elaborar sobre o tema para o pré-projeto de pesquisa em setembro de 2020, buscando assim referenciais teóricos que pudessem nos dar embasamento teórico para a possibilidade de escrever sobre, uma vez que vimos a grande importância de estarmos sempre em formação continuada independente das situações adversas. 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nesta etapa apresentaremos os dados obtidos atravésdo questionário aplicado pelas pesquisadoras respondido por sete profissionais que atuam na área da educação. Para a coleta de dados usamos um questionário através daferramenta Google Formulário, o qual adotou umdirecionamento tanto quantitativo como qualitativo.

Dando continuidade à nossa pesquisa, nesta etapaapresentaremos os resultados. Fizemos a representação dos resultados obtidos através das perguntas em forma de gráfico para melhor percepção do que conseguimos concluir.

Buscamos coletar informações sobre a formação continuada de forma mais abrangente para que pudessemos teruma noção de que, se todos os profissionais que atuam na educação tem se preocupado com a atualização de seus saberes, sendo assim abrangimos para todas as etapas da educação desde a infantil até a formação superior.

Esperando uma encontrar respostas positivas em relação acontuda dos mesmos referente a continuidade de sua formação, tivemos a totalidade de respostas positivas quanto a formação continuada dos entrevistados, ou seja, cada um desenvolveu competências para ampliar a abrangência de sua atuação como professor, tornando-se capaz de atuar com excelência, nas mais diferentes situações.

Nota-se que a grande maioria aponta o avanço e o uso das tecnologias e suas ferramentas como grande parte das mudanças, trazendo em relevância a forma hibrida no sistema educacional como um todo. 

Como dizia Névoa (2001) para atender às novas exigências da profissão o docente necessita de atualizações constantes, uma vez que a formação inicial é o primeiro passo de uma longa caminhada no mundo da educação, ou seja, a formação inicial é apenas o começo de uma longa jornada, pois o caminho a percorrer trás com ele novidades, atualizações, situações das quais podem exigir um preparo para lidar com as mesmas, evidenciando ainda mais a importância da formação continuada e do desenvolvimento de competências profissionais na vida dos educadores.

Ao buscar informações quanto as dificuldades que estes profissionais tiveram durante a pandemia, a grande maioria teve dificuldades com a utilização da tecnologia para dar continuidade nas atividades escolares de seus alunos.

Conclui-se que, o avanço da tecnologia devido à grande demanda da utilização das mídias, em tempos de pandemia por toda comunidade escolar, para assim tornar possível a continuidade das aulas e aprendizado dos alunos, provocou grande mudanças na vida dos profissionais da educação etambém na vida dos alunos. Muitos dos entrevistados apontaram a grande dificuldade em lidar não somente com o mundo virtual, mas também como tornar motivador as aulas virtuais, muitos tendo dificuldade em reinventar-se. Nem sempre estamos preparados para as mudanças repentinas que avida proporciona e que toda mudança deixa marcas positivas e negativas, estas nos faz refletir como estamos e nos dá a oportunidade de escolher como nos posicionar frente ademanda provocada por ela.​

CONSIDERAÇÕES FINAIS

​As transformações causadas pela pandemia e os desafios por ela deixada na educação despertou em nós a vontade de discorrer sobre a importância da formação continuada e as competências básicas na profissão docente frente aos desafios do mundo pós-pandemia.

O distanciamento social, a interrupção das aulas presenciais por um tempo indeterminado, o risco de contágio com o Covid-19, a urgência para a elaboração de um novo projeto pedagógico para o ano de 2020, a falta de recursos de uns alunos e também de professores, as aulas remotas e os mecanismos tecnológicos usados para que fosse possível dar continuidade no ensino à distância em todas as esferas educacionais desde a educação infantil até as aulas de curso superior e a falta de preparo de profissionais da educação para tornar as aulas remotas eficazes, atrativas e de qualidade, são alguns dos desafios que o novo milênio ou o “novo normal” trouxeram.

Com estes desafios foram notadas perdas na aprendizagem, na formação de professores e falta de recursos exigiram adaptações de última hora. O auxílio de suportes remotos de ensino e a introdução de novas metodologias, apoiadas em tecnologias digitais de uma hora para outra, as aulas presenciais foram substituídas para a modalidade de ensino a distância, obrigando professores e alunos a um aprendizado rápido de novas tecnologias de comunicação e informação. As TICs (Tecnologias de Informação) Comunicação) fazem parte da formação continuada dos professores e a falta nos dá indicativos que profissionais da educação não estão tão preparados quanto deveria.

REFERÊNCIAS

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SATHLER, Luciano. Educação pós-pandemia e a urgência da transformação digital. 2020. Disponível em: https://www.igti.com.br/blog/urgencia-da-transformacao-digital-na-educacao/. Acesso em: 18 de Fev 2021

SILVEIRA, Emerson Lizandro Dias. O PERFIL DO PROFESSOR DO SÉCULO XXI: UMA REFLEXÃO NECESSÁRIA. Educação Dom Alberto, Santa Cruz do Sul, v. 1, n. 3, p. 32-42, jul. 2013.

 

Gabrielle Bárbara Silva Oliveira - Graduanda em Pedagogia Pelo Centro Universitário Una Divinópolis.

Sara Suélen Braga Silva Miranda - Graduanda em Pedagogia Pelo Centro Universitário Una Divinópolis.

Márcio Antônio da Silva - Mestre em educação e Orientador Pelo Centro Universitário Una.


Publicado por: Sara Suélen Braga Silva Miranda e

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