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A leitura como personagem do processo da aprendizagem na matemática

Matemática

Trabalhar a leitura não é papel somente da disciplina de língua portuguesa, mas de toda a escola.

Nenhum processo que facilite a aprendizagem terá pleno sucesso se o discente não for induzido a ler, para que possa entender os problemas e resolve-los. Portanto, trabalhar leitura não é papel somente da disciplina de língua portuguesa, mas de toda escola.

Sabe-se que ler bem pode facilitar o desempenho escolar e a vida dos discentes. Portanto, leitura é mais do que “ler nas linhas”, identificar informações apresentá-las e reproduzi-las. Para Foucambert, citado em Salto para o Futuro, “Ser Leitor e sentir-se comprometido com seu estar no mundo e com a transformação de si, dos outros, das coisas: é acreditar que se aprende o mundo quando se compreende o que faz ser como é”. (1999, p.123).   

É por meio da linguagem que se pode criar construir a sociedade domínio dos níveis de leitura e escrita e orientar a escolha dos materiais de leitura. Quando o discente domina a leitura, abri também possibilidades de adquirir conhecimentos, desenvolver raciocínio, participar ativamente de a vida social alargar a visão de mundo, do outro e de si mesmo.

Fala-se muito em ambiente alfabetizador e matematizador, muitos professores vêm estudando e avançando em relação às práticas sociais de leitura e escrita, transformando o ser fazer pedagógico e confirmando o que os pesquisadores têm descoberto a cerca dessa aprendizagem.

Contudo, em relação aos conhecimentos matemáticos, talvez, pelo pouco acesso e materiais escritos, alguns professores ainda se sintam inseguros e recorrem aos livros didáticos e aos exercícios mimeografados, contrariando Piaget, que coloca o conhecimento lógico-matemático que estabelece as relações que o sujeito cria em interação com os objetos.

Para Ferreiro (1988) “Para que uma criança se interesse pela escrita, é necessário, que antes descubra para que sirva e sua importância, para que deseje se apropriar desse instrumento” (p.29).

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Portanto é importante que cada conceito de matemática seja abordado por meio de um pequeno texto, escrito numa linguagem simples, acessível, abordando situações do cotidiano que expresse a reflexão e discussão. As atividades com texto na sala de aula de matemática envolvem desafios, como a relação entre duas linguagens diferentes às palavras satisfatoriamente a combinação de linguagem presente na resolução de problemas.

Portanto é papel do professor de matemática estimular a leitura de textos selecionados por ele de acordo com a competência cognitiva de seus alunos. A leitura tem como objetivo introduzir conceitos, ampliar conhecimentos, sugerir trabalhos de pesquisas, motivarem a discussão e estimular a fantasia e o sonho.

Segundo Foucambert, citado em Salto para o Futuro “A escola deve ajudar a criança a torna-se leitora dos textos que circulam no social e não limitá-la à leitura de um texto pedagógico, destinado apenas a ensiná-la a ler” (1999, p.125).

Conclui-se que um texto suave há ao mesmo tempo rigoroso dá liberdade ao aluno para que ele estude e aprofunde por si só os conceitos sem a intervenção do professor. Isso pode ser feito com exemplos próximos da sua realidade e também com convites constantes à reflexão sobre os temas trabalhados de maneira que as etapas vencidas conduzam as etapas futuras sem tropeços ou saltos exagerados.

Portanto a sequência dos passos desejados e possíveis para que uma etapa de aquisição de qualquer conhecimento seja alcançada são: ler, discutir, ouvir, concluir redigir e aplicar.


Publicado por: FRANCINILDA ALVES LOPES

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. O Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.