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Computação em Nuvem - Vantagens e Desafios

Informática

Análise sobre os principais conceitos, história e tecnologias da Computação em Nuvem.

Resumo

Plataformas, software e até mesmo armazenamento estão sendo disponibilizados como serviços, sendo estes disponibilizados por ambientes de Computação em Nuvem totalmente online. Isso tem melhorado a flexibilidade, reduzindo o custo total dos negócios e provendo serviços sob demanda. Muitas empresas já utilizam computação em nuvem para distribuir seus sistemas de software, atualmente grande parte das organizações já migraram para essa forma de computação. Esse artigo tem como objetivo apresentar os principais conceitos, história e tecnologias da Computação em Nuvem, seus modelos de serviços, e exemplos de empresas que foram pioneiras na utilização. Por fim, explanar alguns dos pontos positivos e negativos.

Palavras-Chave: Computação na Nuvem. Elasticidade. Segurança.

Introdução

A nuvem é representada pela internet, isto é, a infraestrutura de comunicação composta por um conjunto de hardwares, softwares, interfaces, redes de telecomunicações, dispositivos de controle e de armazenamento que permitem a entrega da computação como serviço. Dito isto, o presente artigo terá como tema a computação em nuvem, no qual este modelo vem sendo adotado por uma vasta gama de empresas e contribuindo para ampliação e criação de novos modelos de negócios. Os objetivos deste artigo são descrever um pouco sobre sua história, principais modelos, principais características e principalmente informar sobre suas principais vantagens e seus desafios no mercado de computação. Com isso, é de suma importância apresentar o quanto a computação em nuvem pode oferecer soluções práticas e simples, dando mais acessibilidade, conforto e segurança para seus usuários.

Computação em Nuvem

O conceito de computação em nuvem pode ser definido como o fornecimento de serviços de computação, incluindo servidores, armazenamento, bancos de dados, rede, software, análise e inteligência, pela Internet (“a nuvem”) para oferecer inovações mais rápidas, recursos flexíveis e economias de escala (MICROSOFT, 2019).

História

O conceito “Computação em Nuvem” surgiu de acordo com (RYDLEWSKI, 2009) em 1961, a partir de uma ideia de John McCarthy, professor e especialista em Inteligência Artificial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) que, em formato rudimentar, apresentava um modelo de computação oferecido como um serviço, aos moldes do serviço de distribuição de energia elétrica.

Outro importante nome é o de Joseph Carl, que foi um dos desenvolvedores da Advanced Research Projects Agency Network (ARPANET), o antecessor direto da internet, que tinha o objetivo de interligar as bases militares e os departamentos de pesquisa do governo . Nesse período, Joseph já imaginava uma rede de computadores intergaláctica em que todos estariam conectados permitindo o compartilhamento de dados e a comunicação em escala global (UFCG, 2012). Mesmo com a existência dessas ideias há um bom tempo, o termo computação em nuvem só veio a ser mencionado em no ano de 1997, numa palestra acadêmica do professor de sistemas da informação Ramnath Chellappa, e só a parti de 1999 foi desenvolvida com o surgimento da Salesforce.com, primeira empresa a disponibilizar aplicações na internet. A partir do sucesso dessa empresa, outras grandes começaram a investir na área, como a Amazon, a Google, a IBM e a Microsoft (UFCG, 2012).

Em 2002, a Amazon iniciou a Amazon Web Services, fornecendo serviços como armazenamento, computação e até mesmo inteligência humana. No entanto, apenas com o lançamento do Elastic Compute Cloud em 2006, um serviço verdadeiramente comercial aberto a veio a existir. Já em abril de 2008, o Google lançou o Google App Engine na versão beta, o seu serviço no mercado de computação em nuvem com custos baixos e inovações. Um ano depois foi a vez da Microsoft lançar seu serviço em nuvem, o Microsoft Azure, como a própria marca denomina, é uma plataforma especial para execução de aplicativos e serviços, baseada nos conceitos da computação em nuvem (EXAME, 2013).

Características

A computação em nuvem permite o fornecimento de recursos computacionais sob demanda, onde o usuário pode adquirir de acordo com a sua necessidade, de forma instantânea e sem intervenção humana (MELL, 2011; GRANCE, 2011). 

Outra característica importante é o amplo acesso à rede, onde recursos podem ser acessados através de diferentes plataformas, como smartphones, laptops, PDAs, entre outros, ela também é caracterizada pela sua mobilidade, permitindo acessar seus dados através da nuvem de qualquer local e com facilidade (MELL, 2011; GRANCE 2011).

Neste modelo de computação, diferentes recursos físicos e virtuais são compartilhados dinamicamente utilizando o modelo “multi-tenant” de acordo com a demanda dos consumidores (MELL, 2011; GRANCE 2011). Estes mesmo recursos podem ser adquiridos de forma bastante rápida, elástica e automatizada, onde é possível o escalonamento com o aumento da demanda, e retidos na diminuição da mesma, criando assim uma ideia de que para os usuários, os recursos disponíveis são ilimitados e podem ser adquiridos em qualquer quantidade e lugar (MELL, 2011; GRANCE 2011). 

Por fim, os sistemas em nuvem controlam e otimizam automaticamente o uso de recursos de acordo com os diferentes tipos de serviços oferecidos (por exemplo, armazenamento, processamento e largura de banda), com isso proporciona uma melhor transparência tanto para o fornecedor quanto para o consumidor do serviço utilizado (MELL, 2011; GRANCE 2011).

Modelos de serviço

Tendo em vista os vários modelos de serviço de computação em nuvem utilizados atualmente, descreveremos os 3 principais de acordo com o National Institute of Standards and Technology (NIST), em um artigo publicado, “The NIST Definition of Cloud Computing”, 2011, a seguir.

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O primeiro modelo de computação, é o de Infraestrutura como Serviço (IaaS), onde são oferecidos serviços de infraestrutura sob demanda, permitindo a utilização da infraestrutura do provedor do serviço para armazenamento, criação de máquinas virtuais, redes, sistemas operacionais e aplicações (MELL, 2011; GRANCE 2011). Ex.: Amazon Elastic Compute Cloud (Amazon EC2).

O segundo em destaque se diz respeito ao modelo de plataforma como Serviço (PaaS), onde fornece um ambiente sob demanda para desenvolvimento, teste, fornecimento e gerenciamento de aplicativos. O modelo PaaS também facilita no desenvolvimento de aplicativos móveis ou Web rapidamente, permitindo aos desenvolvedores focar mais em soluções para as suas aplicações sem ter que se preocupar com a configuração ou o gerenciamento da infraestrutura dos servidores, do armazenamento, da rede e bancos de dados necessários para a sua aplicação (MELL, 2011; GRANCE 2011). Ex.: Google App Engine.

Por fim, temos o modelo de Software como Serviço (SaaS), onde é disponibilizado aos usuários softwares sob demanda como serviço pela internet, e normalmente, baseado em assinatura. Com o SaaS, os softwares são executados na nuvem, permitindo o acesso a partir de vários dispositivos clientes por meio de uma interface, normalmente um navegador da Web em seu telefone, tablet ou PC (MELL, 2011; GRANCE 2011). Ex.: Microsoft Office Online.

Vantagens e Desafios

A computação em nuvem é uma grande mudança em relação à forma tradicional de como as empresas pensam sobre os recursos de TI. A seguir descreveremos as principais vantagens e desafios em relação a este modelo de computação.

O modelo de computação em nuvem permite eliminar os gastos com compras de hardware, software, datacenters locais, energia e refrigeração, além da necessidade de contratação de especialistas de TI para o gerenciamento de servidores locais (MICROSOFT, 2019). Permite também a execução de serviços em uma rede mundial de datacenters protegidos com alta segurança e atualizados regularmente com as mais novas gerações de hardware de computação, permitindo uma melhor velocidade de processamento, contribuindo para o melhor desempenho, eficiência e disponibilidade de dados e informações em tempo real, além de links de rede altamente dedicados onde fornecem a menor latência do que a grande maioria dos servidores privados locais (MICROSOFT, 2019).

Grande parte dos Data Centers locais normalmente exigem pilhas de equipamentos e implementações, como configuração de hardware, correção de software e outras tarefas realizadas pelos responsáveis pelo gerenciamento da TI. A computação em nuvem permite a remoção da necessidade de muitas destas tarefas, assim permitindo com que as equipes de TI possam investir seu tempo na obtenção de suas metas comerciais mais importantes (MICROSOFT, 2019).

A computação em nuvem ao utilizar a internet como meio de disponibilizar seus serviços, torna mais complexo a aplicação de conceitos de segurança, para contornar este desafio, o provedor precisa fornecer recursos confiáveis com autenticidade, confidencialidade e integridade das informações. Dentre as capacidades requeridas para evitar a violação de dados/informações está: a criptografia dos dados, o controle de acesso rigoroso e sistema eficaz de gerenciamento de cópias de segurança (TIAGO; PEDROSA, 2015).

Outro desafio importante para a computação é a confiabilidade das informações, as aplicações desenvolvidas para computação em nuvem devem ser confiáveis, elas devem possuir uma arquitetura que permita que os dados permaneçam intactos mesmo que haja falhas ou erros em um ou mais servidores ou máquinas virtuais sobre os quais essas aplicações estão executando. Essa característica está relacionada à política e gerenciamento das cópias de backup (TIAGO; PEDROSA, 2015).

Considerações finais

A computação como um serviço está atualmente em alta e muitas empresas já prestam serviços diretamente aos usuários por meio da Internet de acordo com as suas necessidades. Neste contexto, pode se afirmar que foi uma forma de modernização da forma de computação, onde diversas empresas apresentaram suas iniciativas na promoção da computação em nuvem. Este trabalho apresentou os principais aspectos de computação em nuvem e alguns conceitos e tecnologias relacionadas com estes ambientes. Foi possível perceber que a computação em nuvem apesar de estar presente no cotidiano da maioria dos usuários da Internet seu conceito ainda é desconhecido pela comunidade. Foram discutidos alguns desafios de pesquisa importantes, tais como segurança, gerenciamento de dados, disponibilidade e aspectos da própria utilização da computação em nuvem. É importante ressaltar que a nuvem é uma computação que também é voltada para usuários comuns, ações como assistir um filme, armazenar dados na internet ou até mesmo mandar e-mail são comuns em plataformas na nuvem.

Referências

MELL, P.; GRANCE, T. The NIST Definition of Cloud Computing. 2011. Disponível em: http://faculty.winthrop.edu/domanm/csci411/Handouts/NIST.pdf. Acesso em: 13 mai. 2019.

MICROSOFT. O que é computação em nuvem. 2019. Disponível em: https://azure.microsoft.com/pt-br/overview/what-is-cloud-computing. Acesso em: 27 abr. 2019.

RYDLEWSKI, C. Computação Sem Fronteiras. Revista Veja. 2125. ed. São Paulo: Abril, 2009.

Disponível em: https://veja.abril.com.br/120809/computacao-sem-fronteiras-p-062.shtml. Acesso em: 13 jan. 2019.

TIAGO, N.; PEDROSA, P. Computação em Nuvem. 2015. Disponível em:

http://www.ic.unicamp.br/~ducatte/mo401/1s2011/T2/Artigos/G04-095352-120531-t2.pdf. Acesso em: 11 mai. 2019.

UFCG. História da Computação nas Nuvens. 2012. Disponível em: http://

www.dsc.ufcg.edu.br/~pet/jornal/agosto2012/materias/historia_da_computacao.html. Acesso em: 4 mai. 2019.


Publicado por: Pablo Emanuel

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