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O VALOR DAS CULTURAS NA DEFESA DA VIDA NO PLANETA TERRA

História

Análise sobre o valor das culturas na defesa da vida no planeta terra.

De acordo com artigo de Clarice Cohn, disponível no site “https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-88392001000200006”, com o título “Culturas em transformação - Os índios e a civilização”: “Muito se comenta, e se lamenta, que os índios estão perdendo sua cultura. Um índio calçado e vestido com calça jeans, falando português, utilizando gravadores e vídeos ou morando em uma favela em São Paulo aparece aos olhos do público como menos índio. Eles deveriam seguir suas tradições, se diz. E nós deveríamos deixá-los em paz, devolvê-los ao isolamento, para que possam seguir seus caminhos.  (...)  Na antropologia evolucionista de fins do século XIX, uma história comum a todos os povos culminaria na civilização ocidental, ápice da evolução, e as diferenças culturais ficavam subordinadas a uma concepção de estágios, ou estados, que deveriam ser ultrapassados. Funda-se então a missão civilizatória ocidental. Com a crítica aos evolucionistas e a admissão da relatividade cultural, a antropologia norte-americana, de um lado, e a inglesa, de outro, recusam o que foi chamado de pseudo-história ou história conjectural e buscam entender a diferença cultural. Está em jogo, aqui, uma oposição entre diferença e desigualdade. (...)”

Todos possuem conhecimentos, experiências tantas, saberes muitos. As culturas são frutos que a vida dá ao meio ambiente, a própria realidade no espaço e no tempo. Em todos os cantos deste planeta existem culturas. A pessoa humana produz culturas. Os outros seres vivos são exemplos de culturas.

Cada país, cada nação, cada história, é um conjunto de riquezas, riquezas estas que constroem o mundo.

Os animais, as plantas, as pessoas, tudo que é visível, são meios, fontes, de uma diversidade de culturas. Durante muito tempo da história do mundo não se entendia como hoje o significado mais amplo da palavra culturas.

Com o tempo as civilizações seguiram, cresceram, e apesar dos grandes desafios de tantas realidades, no espaço e no tempo, o povo se apresenta com toda a sua diversidade. A música, a dança, o teatro, a arte ou as artes, marcam épocas. Também a política, as coroas, e tantos desafios, com o passar os tempos, ajudaram na materialização, na construção, do mundo que se tem hoje.

Falar de mundo é falar de uma grande dinâmica de épocas. Muito aconteceu desde o início do mundo.

Alegrias, tristezas, medos e tantos outros sentimentos fazem o mundo ser real. A Vida é uma riqueza. O estar bem é uma alegria. É preciso que a pessoa humana plante boas sementes para que a natureza dê frutos bons para que a pessoa colha alimentos ou belas flores que dêem tem sentido a esta vida.

As culturas, mundo afora, são tão valiosas.

Claro que existem tantos males que fazem chorar a própria natureza, entretanto, a beleza da vida precisa ser mais forte do que as mortes provocadas pela mão humana.

No Oriente, tem-se a beleza dos panos, das imagens antigas, e tantas outras particularidades

No Ocidente, existem belezas outras.

Praias, Jardins, obras de artes, florestas, cachoeiras, pássaros, tantas outras belas paisagens, alegria, e outros mais, são sinais do bem no mundo. Utopia, imaginação, esperanças, sonhos, são apenas algumas setas que conduzem, ao espírito da paz, ao espírito do amor, ao espírito da verdade, aos espíritos que trazem alegrias para a alma, para a mente, para própria vida.

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Culturas não são apenas roupas, danças, formas de falar, transcendem a mente e o coração humano. Em tudo que se vê existem culturas. E até o que não se vê, é possível encontrar culturas.

Sabedoria, tão cantada por muitas religiões, é uma força que faz com que a pessoa humana perceba o valor da vida na natureza para a própria humanidade.

Culturas transcendem livros, bancos escolares, bancos acadêmicos, debates nos meios de comunicações tantos, transcendem até o próprio conhecer. Entender a cultura, as culturas, é entender esta realidade temporal com todos os elementos que fazem parte desta história. As culturas são imagens do ontem, são sinais do hoje e serão sinais de um amanhã, em todas as experiências da vida. Uma criança é um ser de culturas. Um velho é um ser de culturas. Um homem e uma mulher são seres de culturas. A vida é um conjunto de muitas culturas. As viagens marítimas de antes buscavam descobrir, além do mercado, novas culturas, novas experiências, novos mundos. As experiências dos povos indígenas e do povo negro africano, são marcadas por uma infinita fábrica de culturas, cultura estas que em muitas realidades foram estão sendo consumidas pelos males da humanidade. É tão belo falar do tema das culturas, de maneira a se perder no horizonte, que não se cansa. Hoje, nesta atualidade, se empobrece muito o tema das culturas. São frases perdidas, jogadas, ao vento, soltas, que tiram o profundo sentido da palavra culturas. É importante que se perceba que as culturas tanto podem expressar sinais de vida plena quanto marcas dolorosas de morte. Um Exemplo bem sensível no expressar das culturas é o ato de se alimentar. No tempo e no espaço a alimentação é traduzida de muitas formas marcando basicamente uma reunião de pessoas. Ou também um ato solitário de um ser vivo. Os animais, em parte, não partilham seus alimentos e são muito agressivos com os outros que tentam pegar os seus. Daria para se inscrever uma biblioteca com tanta literatura mergulhada no tema da alimentação. A preservação da vida, do meio ambiente, da natureza, de tudo que vive, é uma expressão de culturas. É sempre válido aprofundar tão especial e valioso bem desta realidade temporal. Valioso e majestoso sinal, ou sinais, de significados para este Planeta chamado Terra.

De acordo com o artigo de Helder Kuiawinski da Silva, disponível no site “https://www.uricer.edu.br/site/pdfs/perspectiva/144_449.pdf”, com o título “A cultura afro como norteadora da cultura brasileira:”(...)o povo brasileiro precisa, sim, apropriar-se do conhecimento, reconhecendo suas raízes culturais, não apenas de incorporação, mas de miscigenação e moldagem ao jeito próprio brasileiro. Entende-se como necessário extirpar o pensamento de subvalorização da cultura afro, para que se elimine o medo do desconhecido. Basta conhecê-lo e, no fim, perceber que é parte integrante de si mesmo.”

 

Autor:  Pedro Paulo Sampaio de Farias

Professor; Pedagogo; Especialista em Educação; Especialista em Gestão Pública; Mestrando em Educação; Pós-graduando em Teologia; Pós-graduando em Antropologia; Graduando em Direito; Líder Comunitário; Líder de Associação de Professores; Sindicalizado da Educação; Servidor Público Estadual e Municipal; Atuante em Movimentos Populares e Movimentos Sociais; Cristão Romano.


Publicado por: PEDRO PAULO SAMPAIO DE FARIAS

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