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A HISTÓRIA DE MOÇAMBIQUE NÃO EXISTE

História

A negação da existência da história de Moçambique, riqueza e variedade dos aspectos da vida social, econômico, cultural e político.

RESUMO

Com este artigo pretende defender-se a tese segundo a qual, a “história de Moçambique”no sentido em que, relativamente a maioria das pessoas fala dela é puramente inexistente. A concepção da história neste artigo, é no sentido em que se diz de um livro acerca da história de Moçambique e não no sentido de uma história de Moçambique. Esta tese é defendida pelo facto de geralmente toda descrição dos factos ser selectiva, devido a infinita riqueza e variedade dos aspectos da vida social. Descrever o modo de ser e estar ao longo do tempo duma sociedade tão heterogénea como Moçambique, acarreta inevitavelmente sempre uma selecção, obviamente de acordo com os interesses do autor. Pode-se no entanto, escrever-se sobre a história da luta de resistência à ocupação estrangeira, o modo de produção dos camponeses, a luta de libertação, o multipartidarismo em Moçambique. Francamente nenhuma dessas será a história de Moçambique. Geralmente, fala-se da história de Moçambique, mas o que se tem na verdade é uma história do poder político ou de certa forma a este ligado. Portanto, não existe uma história de Moçambique no sentido em que se escreve e se intitula, mas sim, um número infinito de histórias de muitas espécies de aspectos da vida dos moçambicanos.

Palavras-chave: História, Moçambique

INTRODUÇÃO  

O presente artigo constitui uma reacção aos diversos livros escritos, recomendados e leccionados nas escolas, e universidades em Moçambique sob a égide de história de Moçambique. Livros esses que, apenas apresentam um número finito dos infinitos factos sociais dos moçambicanos e que foram seleccionados segundo os interesses dos seus seleccionadores (autores). Não se pretende ajuizar a veracidade dos factos descritos em tais livros, embora seria não desinteressante e talvez não menos importante, mas sim, refutar a ideia de que eles por si só constituam a dita história de Moçambique.

A efectivação deste artigo não surge no vácuo, mas sim, como continuação dum debate iniciado na sala de aulas, de Filosofia Política, na Universidade Eduardo Mondlane, em 2017, a cerca da história. Ora, autores tais como Marx e Engels (1848) constataram que “a história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes”; Huntington (1996) como “choque das civilizações”; Fukuyama (2011) como o confronto das ideologias (o capitalismo e o socialismo). Seja como for, luta de classes, choque das civilizações, confronto das ideologias ou geralmente sucessão dos acontecimentos ao longo do tempo, o ponto é que essa luta de classes, esses choques das civilizações, esse confronto das ideologias chega até aos nossos dias através de livros escritos como livros da história da humanidade; da história do mundo; da história universal, da história de África. Portanto, o posicionamento neste artigo é de que não existe nenhuma história da humanidade, do mundo, universal, história geral de África, história de Moçambique, dado que toda descrição histórica é selectiva, por via disso, excludente de uma infinita gama de factos.

Um outro elemento motivador para a concretização deste artigo é o alento recebido do texto de Popper (1974), intitulado A Sociedade Aberta e Seus Inimigos. Portanto, um texto com um forte cunho crítico. É esta inspiração crítica em torno da história que, molda a letra e o espírito deste artigo.

Metodologicamente, este artigo encarna um modelo de tipo teórico argumentativo que para as autoras Marconi e Lakatos (2012, 86–87) “apresenta argumentos favoráveis ou contrários a uma opinião. Inicialmente, enfoca-se um dado argumento e depois os fatos que possam prová-lo ou refutá-lo. O desenrolar da argumentação leva a uma tomada de posição”. É nesta rubrica que este artigo apresenta argumentos que infirmam a possibilidade de existência duma história de Moçambique, mas sim, sustenta que existem inúmeras histórias de muitos aspectos da vida social dos moçambicanos e que a história que geralmente é chamada de história de Moçambique é simplesmente uma história do poder político.

Finalmente, quanto ao objectivo, o artigo toma uma perspectiva exploratória, que “na maioria dos casos, constitui um trabalho preliminar ou preparatório para outro tipo de pesquisa” (Andrade 2006, 124). Quanto aos procedimentos, tomará uma postura duma pesquisa bibliográfica que para Andrade (2006, 125) “utiliza fontes secundárias, ou seja, livros e outros documentos bibliográficos”. Dada a natureza deste trabalho, privilegiou-se uma abordagem qualitativa.

O CONHECIMENTO CIENTÍFICO

Uma vez que a história tal como é tratada neste artigo, faz parte do conhecimento científico, não é imperioso, mas é muito importante numa primeira instância mostrar o modus operandi do conhecimento científico no geral. Isto permite compreender o carácter selectivo da chamada história de Moçambique.

Segundo Alar (2018, 22) “a ciência não é uma simples descrição de factos, ela é selectiva, depende duma abordagem, duma perspectiva teórica preconcebida, isto é, o cientista escolhe dentre uma variedade de fatos, aqueles ligados a uma teoria que lhe interessa”. Isto mostra inequivocamente que “uma descrição científica dependerá em ampla escala de nosso ponto de vista, nossos interesses, que são como que uma regra relacionada com a teoria ou hipótese que desejamos comprovar […]” (Popper 1974, 268).

O que torna impossível contornar a selectividade, é a existência duma ilimitada gama de fenómenos sociais e em contra partida, inexistência de recursos, tempo, informações suficientes bem como as próprias limitações dos seres humanos em compreender todos os fenómenos da humanidade. Portanto, pode se descrever criteriosamente quais quer aspectos da vida social, sempre a descrição resultante será limitada, aliás, muito restrita.

Assim, “é impossível evitar um ponto de vista selectivo, como também inteiramente indesejável tentar fazê-lo, pois, se pudéssemos fazê-lo, não obteríamos uma descrição mais “objectiva”, mas apenas simples montão de enunciados completamente desconexos” (Popper 1974, 269).

Na história assim como na ciência, é impossível evitar um ponto de vista e um esforço nesse sentido é indesejável e seria uma perca de tempo. Isso, não dá de forma alguma uma prerrogativa dum tratamento leviano dos fenómenos sociais. Esta constatação abre espaço para a discussão em torno da intitulada história de Moçambique.

HISTÓRIA DE MOÇAMBIQUE

Esta secção não pretende descrever os contornos da história de Moçambique, mas sim, como ela tem sido tratada nos diversos livros intitulados história de Moçambique. Tem como propósito mostrar o tratamento selectivo dos factos sociais por seguinte concluir que intitular tais livros de história de Moçambique é um grande equívoco e ultraje aos moçambicanos.

Em 1982, Aurélio Rocha, António Sopa, Carlos Serra, David Hedges, Eduardo Medeiros, Gerhard Liesegang e Miguel da Cruz ligados ao Departamento de História da UEM, publicaram uma obra intitulada História de Moçambique. Estes autores, embora reconhecendo na sua apresentação do livro que “teria sido talvez prudente conferir-lhe um título menos arrogante. Por exemplo: contribuição para a história de Moçambique”, justificam a manutenção do título por uma questão de ambição. Ora, esta ambição é demasiadamente desmedida.

Para além dos vários aspectos omitidos, do ponto de vista científico, os autores reconhecem ter cometido vários erros, por exemplo em alguns casos usou-se fontes concernentes aos estados satélites para documentar-se a estrutura social do Estado Muenemutapa; outro exemplo é o uso de fontes de períodos posteriores para descrever os factos sociais de períodos anteriores, como se a realidade social fosse estanque.

Um elemento que chama atenção na dita história de Moçambique concebida por Rocha e sua equipa (1982) da página 41 a 47 é o facto de tal história de 1962 a 1975 retratar exclusivamente a Luta de Libertação Nacional como se todos os acontecimentos da vida tivessem parado e dar lugar à factos relacionados à luta. Alias, os próprios factos contados nesse momento, relatam que Uria Simango, Silvério Nungo, Lázaro Kavandame e Gwendere eram reaccionários e não existe um aprofundamento acurado dessa conotação. Se bem que os acontecimentos não pararam, o que é afirmativo, essa história é selectiva e como tal não pode ser chamada história de Moçambique.

Em (1999), este grupo de historiadores, com excepção de António Sopa, Carlos Serra, e Miguel da Cruz e com a entrada no grupo de Arlindo Chilundo, publicaram a obra intitulada História de Moçambique: Moçambique no auge do colonialismo, 1930-1961. Esta obra de 5 capítulos aborda relativamente muitos aspectos da esfera sociopolítica, religião enquanto instrumento de dominação colonial (sobretudo a igreja católica), da educação como um instrumento político para perpetuar a desumanização dos moçambicanos.

Esta interessante obra não retrata por exemplo aspectos culturais dos indígenas que constituem um elemento importante na coesão social, o caso da forte crença no seio dos indígenas na existência duma força sobrenatural, junto a uma ordem invisível e que é responsável pelo controlo da vida social e como tal, deve ser obedecida e adorada. Os curandeiros, os advinhas que desempenharam um papel importante na estruturação social. Portanto, não fazer constar factos equiparados a estes, numa história que se intitula ser história de Moçambique, essa história, perde automaticamente essa designação.

Newitt (1995) publicou uma obra de 509 páginas que também se chama História de Moçambique, neste livro, o autor reconhece no prefácio que “resumir tanta história em tão pouco espaço transformou-se num exercício de exclusão e compreensão”. De facto num cômputo geral trata-se duma história muito selectiva, o que não é mau, porém, chamá-la de história de Moçambique é um grande equívoco.

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A realidade que tais livros pretendem descrever é tão diversificada que de forma alguma pode ser tratada em um livro. Só para elucidar a história das estratégias do desenvolvimento em Moçambique após a independência, Luísa Diogo (2013) na sua Sopa de Madrugada, concebe a ajuda externa num sentido positivo em contra partida, Elísio Macamo no seu Abecedário da Nossa Dependência, e Castel-Branco (1999) no seu texto FMI, ESAF e desenvolvimento: reflexões críticas, concebem a ajuda das instituições externas (BM e FMI) num sentido crítico. Isto significa que se trata de pontos diferentes sobre a mesma realidade.

Como se pode depreender, o domínio dos factos é infinitamente rico, por conseguinte, deve haver uma selecção. Esta selecção é de acordo com os interesses do autor. Por exemplo pode haver a história da resistência à dominação colonial, o caso dos textos de (Pélissier 1984) e (Henriksen 1978); do modo de produção dos camponeses num dado período o caso do texto de (Serra 1986); a história do desporto em Moçambique, caso do texto de (Graziano, Pessula, e Tembe 2008); a história da luta de libertação nacional, o caso dos textos de (Mondlane 1995), (Geffray 1990) e (Tembe et al. 2014); a história da democracia em Moçambique o caso dos textos de (Cabrita 2000) e (Brito, Baloi e Mbilana 2004), francamente nenhuma delas será história de Moçambique, nem todas elas tomadas em conjunto podem ser história de Moçambique.

O que geralmente tem se ensinado nas escolas e universidades moçambicanas não é a história de Moçambique, mas sim, a história do poder político.

Este artigo reitera veementemente que não existe história de Moçambique, apenas existe um número infinito de histórias de vários aspectos da vida dos moçambicanos, onde uma delas é a história do poder político, e esta é elevada a categoria de história de Moçambique. Mas isso lucidamente afirmando, constitui uma autêntica injúria aos moçambicanos. Visto que, a história do poder político é repleta de inúmeras atrocidades.

Em alguns casos é ensinada esta história nas escolas e alguns criminosos são enaltecidos como heróis como constata Gurevitch et al. (2005, 287).

No início da vida, notei que nenhum evento é relatado correctamente […] Eu vi tropas que nunca tinham disparado sendo condecorados como heróis de vitórias imaginárias; e vi jornais em Londres vendendo essas mentiras e intelectuais ansiosos construindo superstruturas emocionais sobre eventos que nunca tinham acontecido. Eu vi, de fato, a história sendo escrita não em termos do que aconteceu, mas o que deveria ter acontecido de acordo com “linhas partidárias”.

PORQUE HISTÓRIA DO PODER POLÍTICO?

Não basta afirmar que geralmente a história que nos tem apresentado como a história de Moçambique, ela refere-se a história do poder político, ora, em filosofia política esse tipo de resposta é incompleta. Portanto, para que ela seja completa existe uma imperiosa necessidade de aprofundar porque dentre tantas histórias, apenas foi escolhida a história do poder político. Para esta decisão existem diversas razões:

A primeira – diferentemente da música, da arte, da religião, que apenas afecta a um número limitado de pessoas, o poder é abrangente, afecta a todos. Explícita e/ou tacitamente todas as nossas relações são relações de poder. “O homem é não só o sujeito mas também o objecto do Poder […]” assim afirmam Bobbio, Matteucci, e Pasquino (1998, 933).

A segunda – como observa Popper (1974, 279) “os homens são inclinados a adorar o poder”. O que significa que diferentemente da religião, do comércio, da arte, e mais, o poder é de interesse de todo o ser humano por conseguinte é procurado a todo custo.

A terceira razão pela qual o poder político tem sido objecto da história de Moçambique é o facto de aqueles que estão no poder terem desejo de serem adorados e por via disso imporem os seus desejos, por tanto, são eles que estruturam os currículos, ditam o que deve ser ensinado e o que não deve. O cérebro de cada estudante é lavado em cada nota que tira. Quanto mais dócil for, melhor estudante é. Não precisa questionar a história do primeiro tiro, basta decorar que foi Alberto Chipande quem deu. Não precisa perguntar porque Uria Simango, Silvério Nungo, Lázaro Kavandame e Gwendere eram considerados reaccionários, para essa história o que importa é que eles eram reaccionários.

CONCLUSÃO

Desde o começo, este artigo, procurou fielmente mostrar através de argumentos que a história de Moçambique não existe. Isso não significa que Moçambique não tenha história, pelo contrário não existe nenhum povo que não tenha história. A história referida neste artigo é no sentido dum livro intitulado história de Moçambique.

A negação da existência de história de Moçambique é defendida pelo facto de geralmente toda descrição dos factos ser selectiva, devido a infinita riqueza e variedade dos aspectos da vida social, económico, cultural e político. Portanto, não pode existir uma história de Moçambique, se existisse, deveria ser uma história de todos os moçambicanos, de todas as expectativas, de lutas e sofrimentos dos moçambicanos. Não existem moçambicanos mais importantes do que outros, mesmo aqueles que se intitulam de moçambicanos de gema, não são importantes mais que ninguém. Evidentemente que, essa história concreta de Moçambique não pode existir. Teríamos de fazer abstracções incessantes, seleccionar, excluir outras matérias. Mas, com isso, chegaríamos a inúmeras histórias, dentre elas a história do poder político. Esta que geralmente é conferida a categoria de história de Moçambique.

Embora este artigo tenha tomado um carácter exploratório, os argumentos e as conclusões aqui patentes são válidos, não só para a história de Moçambique, mas também para analisar a história de qualquer país, qualquer continente e a famosa história da humanidade, história do mundo, história universal.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Por Julião Alar.


Publicado por: Juliao Calado Notico Alar

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