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O uso da terra preta, terra mulata e latosolo amarelo para a agricultura na Amazônia e sua sustentabilidade econômica

Geografia

O uso da terra preta, terra mulata e latosolo amarelo para a agricultura na Amazônia e sua sustentabilidade econômica, a alta fertilidade desses solos, o acúmulo de material orgânico, um centímetro de terra preta leve pelo menos 10 anos para se formar.

O USO DA TERRA PRETA, TERRA MULATA E LATOSOLO AMARELO PARA A- GRICULTURA NA AMAZÔNIA E SUA SUSTENTABILIDADE ECONÔMICA.

Jair Sales Ferreira
Victor Py-Daniel
Newton Paulo de Souza Falcão

Há várias décadas, cientistas registraram a ocorrência da Terra Preta Arqueológica (TPA) e constataram a elevada fertilidade desses solos. No entanto, pouco se sabe sobre as mesmas, sendo que as informações ainda estão restritas a poucos pesquisadores que se dedicam ao assunto. Segundo estes pesquisadores a TPA (Terra Preta Arqueológica - também chamada de Terra Preta de Índio ou simplesmente Terra Preta) tem essa denominação porque é encontrada em sítios arqueológicos, onde viveram grupos Pré-colombianos.

A alta fertilidade desses solos se deve ao acúmulo de material orgânico (ossos, carapaças, conchas, fezes, urina, espinhas de peixe etc.) depositado nas antigas aldeias indígenas. As populações ribeirinhas na Amazônia, onde está concentrada a maior incidência deste tipo de solo, derrubaram, na prática, o mito de que os solos da região são pobres e impróprios para a agricultura.
Agricultores utilizam a terra preta há muito tempo para o cultivo de subsistência, sem qualquer prática de manejo e o solo continua fértil. Assim as terras pretas são provavelmente oriundas da decomposição de animais e outros materiais orgânicos que existiram na região há centenas de anos. Ao ser carbonizado, esse material teria se unido e formado sítios de elevados teores de nutrientes, protegendo o solo da lixiviação, tão comum na região. As terras pretas, encontradas nas margens dos rios da Amazônia, são um dos solos mais ricos em nutrientes do mundo.

Pesquisadores de diferentes áreas do conhecimento (arqueologia, ciência do solo, biodiversidade, antropologia, sensoriamento remoto, entre outras) em busca de informações para uma melhor resposta cientifica, discutem se existe apenas um tipo de terra preta ou se possuem outras origens. No nosso experimento, as amostras de TPI, foram obtidas ao redor de plantios de pimenta-doce e de berinjela. As áreas coletadas para o estudo foram COSTA DO AÇUTUBA e COSTA DO LARANJAL (Município de Manacapuru) sendo que a primeira amostra, no momento da coleta, registrou presença de cerâmicas desde as camadas 0 até 60 cm de profundidade. A partir de 70-100 cm de profundidade se observou uma transição da TPI com o latossolo amarelo. Na segunda amostra já no plantio de berinjela, esta transição da TPI com o latossolo amarelo ocorreu a partir de 40-100 cm de profundidade. Ao contrário da terceira amostra, a camada apresentou transição a partir de 80-100 cm de profundidade.

Foi observado que a concentração de TPI varia em grande quantidade dependendo da geologia do terreno que serve de substrato para a mesma. A análise de solo de TPI apresentou resultados satisfatórios de macro e micronutrientes presente no solo.

Alguns pesquisadores estimam que um centímetro de terra preta leve pelo menos 10 anos para se formar, no entanto, não existem pesquisas que comprovem as datas de formação da TPA.


Publicado por: jair sales ferreira

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.

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