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Verdade

Filosofia

Reflexão sobre a verdade.

RESUMO: O presente artigo tem como tema a verdade, o mesmo tem como objetivo  refletir e saber o que é a verdade em diferentes concepções, aqui será discutida diferentes concepções da verdade vindas de diferentes linguas : Grega, Latina e Hebraíca. No entanto para o presente estudo sobre verdade busquei como ponto de partida o livro de Introdução á filosofia (2008 ) da autora Marilena Chauí onde ela discuti cada concepção da verdade e através da mesma chegar a um entendimento sobre diferentes conceitos da verdade. Com o presente estudo almeja-se contribuir para um possível entendimento sobre cada concepção da verdade. 

Palavras Claves:  Verdade.

1 INTRODUÇÃO

Quando falamos em verdade estamos nos referindo a dúvidas, incertesas, vontades em conhecer o que está escondido e oculto aos nossos olhos e essas dúvidas e incertezas e vontade de conhecer que nós faz querer compreender o que e a verdade?

Neste trabalho iremoss discutir as diferentes concepções da verdade em diferentes linguas, em Grega, latina e Hebraico segundo a autora Chauí (2008,p.95-96).

Em grego a verdade se diz alétheia se refere a automanisfestação da realidade ou a manifestação dos seres uma visão intelectual dos humanos. Em latim verdade é veritas corresponde a maneira de narrar os fatos acontecidos, a maneira de narrar deterninará a verdade dos fatos.

Em hebraico é emunha está relacionada com Deus e com o ser humano, tem uma relação divina, está ligada a profecias. 

2 O QUE É VERDADE ?

No senso comum verdade é dizer o que se acredita de verdade, porque se viu com os próprios olhos ou se concluiu após sério esforço para conhecer as coisas tais como elas são, embora a filosofia afirme que não podemos conhecer em si mesmo qualquer coisa.

Os seres humanos falam muito em verdade até as defende, mas as defende sem nem uma restrição, ou melhor, ninguém se preocupa com indagações do tipo o que é a verdade?  Uma pergunta da qual tem ocupado ao longo dos tempos filósofos, cientistas e outros pensadores.

A propósito é bastante significativa a verdade do ponto de vista jurídico, ou melhor, para ser mais clara do ponto de vista penal. Podemos observar isso no diálogo entre Jesus e Pôncio Pilatos.

Então, lhe disse Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve minha voz. Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade? Tendo dito voltou aos Judeus e lhe disse: Eu não acho crime algum nele (JOÃO 18: 37-38)

Sobre o diálogo entre Jesus e Pilatos podemos observar que Jesus não tem dúvida da sobre o que seria a verdade e Pilatos não sabe o que era a verdade, mas Jesus não estava falando “em verdades”, mas “em verdade” como essência absoluta. Na verdade não dar para aqui dizer que a verdade encontrou sua verdadeira definição nas palavras de Jesus mesmo porque a verdade da qual Jesus se refere é sua própria verdade tem um sentido de domínio sobre as pessoas.

Segundo Chauí (2008, p. 95) “Nossa idéia de verdade foi construída ao longo dos séculos com base em três concepções diferentes, vinda da língua grega, da latina e da hebraica.” Vejamos cada uma delas.

3  AS CONCEPÇÕES DA VERDADE

Na concepção grega, a verdade é alétheia, que significa o não oculto, o não, dissimulado e, como tal verdadeiro, é o que se manifesta aos olhos do corpo  e do espírito, é a manifestação do que é ou existe tal como é. O falso é pseudos, o escondido, o encoberto, o dissimulado, parece ser, mas não é como parece.

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De acordo com essa concepção a verdade estaria na essência, sendo idêntica a realidade e acessível apenas ao pensamento, e verdade aos sentidos. Assim um elemento necessário era a visão inteligível, em outras palavras o ato de revelar, o próprio desvelamento.

Então podemos dizer que a verdade em alétheia seria a busca em distinguir aquilo que temos imprevisão que seja verdadeiro. Sendo assim a verdade já está evidenciada nas coisas

Na concepção latina verdade é veritas significando exatidão, precisão, rigor do que se refere á linguagem como expressão de fatos acontecidos, a relatos ou enunciados que dizem as coisas ao os fatos tais como foram acontecidos.

Se nos colocarmos pelo lado da concepção latina podemos observar que ela se afirma na capacidade dos seres humanos em descrever com precisão um acontecimento. Essa concepção depende muito da forma que os fatos são narrados. Nesse ponto a verdade como veritas se trata de descrever com detalhes o ocorrido no passado

Observam-se diferenças nas duas concepções. Na latina a precisão dos fatos que são contados que vai determinar se esse fato e verdadeiro ou falso. Na grega a verdade está nas próprias coisas diferentemente da latina.

Na concepção hebraica verdade é emunah, que significa confiança. Nessa concepção Deus e os seres humanos que são verdadeiros, mas são verdadeiros se comprem o que prometem se não traem a confiança. A verdade aqui está relacionada com a esperança de cumprimento do que foi prometido.

Nota- se que a fé e a crença movem essa concepção de tal modo que temos que acreditar em uma verdade mesmo que sua evidência seja contraditória. Na minha concepção de verdade essas crença me parece alienadora, pois acreditar em algo que não pode ser real e o mesmo de querer que o Brasil seja um País de primeiro mundo um País sem miséria sem desemprego. Eu posso até acreditar nesse Brasil melhor ter fé, mas como acreditar em um País melhor se as evidências me mostram totalmente ao contrário?

Alétheia se refere ao que as coisas são (isto é, o que ela foram e sempre    serão tais como se manifesta ao nosso espírito); veritas de refere aos fatos que foram (Isto é,a acontecimentos que realmente se deram tais como são relatados); emunah se refere ás ações e coisas que serão ( isto é,o que virá a ser ou o que virá a acontecer porque assim foi prometido) (CHAUÍ 2008,p, 96)

Assim de uma forma mais resumida alétheia são e sempre, serão tais como se manifesta agora ao nosso espírito, veritas, aos fatos que farão que relatos emunah em relação às coisas que serão e que foram prometidas. 

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Procuramos aqui discutir a questão da verdade tomando como referências as concepções da verdade discutida pela autora Marilena Chauí.

Ao término deste trabalho foi possível observar que a história do pensamento humano é uma constante busca da verdade e que cada pensador tem seu lugar próprio no mundo e sua própria situação histórica que lhe permite formular seu conceito de verdade. Portanto cada ser tem suas opiniões e crença. Assim todos nós temos nossas concepções da verdade seja de qual forma que for ela não deixa de ser a nossa verdade.  

Não produzi este artigo pensando em encontrar a verdade, mas com intenção de conhecer mais sobre ela e refletir a partir de diferentes concepções.

No meu entender a verdade está encoberta por nuvens bastante escuras e que necessita ser clareada em benefício de todos nós.

5. REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BÍBLIA. João. 18: 37-38, português Bíblia Sagrada. Tradução. João Ferreira de Almeida. São Paulo: SBB, 1996. p. 99-162.

Chauí, Marilena. Convite á Filosofia. 13. ed .São Paulo: Ártica, 2008  


Publicado por: valdirene alves lima

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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