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Ressignificar a Docência(Filosofia) a partir da Compreensão de que a Estrutura da Disciplina está Diante das Tecnologias de Informação e Comunicação

Filosofia

Importância da filosofia, no tocante à inovação tecnológica de informação e comunicação existente nos dias atuais.

RESUMO:

Este artigo retrata a importância da Filosofia, no tocante à inovação tecnológica de informação e comunicação existente nos dias atuais às salas de aula, através da compreensão de que esta estrutura disciplinar está pronta para ser ajustada hoje, no suprimento da necessidade e na formação de um mestre, desde que ele valorize a ressignificância dela em seus conteúdos programáticos.

Aqui é registrado, conforme pesquisas de autores consagrados, a inserção do valor humano para uma sociedade ainda arraigada na “escravatura dos senhores de engenho”, demonstrando as oportunidades para se obter uma libertação interior pelo aprendizado filosófico.

Há vídeos de entrevistas existentes no INEP ***, com assuntos cujos resultados aplicados trouxeram eficácias na educação: infantil, juvenil e de adultos. Em lugares carentes com uma qualidade escolar adquirida como dos ensinos particulares, de níveis sociais padronizados para os de classe média, através de mestres, dedicados e envolvidos nas disciplinas necessárias e na tecnologia; e de uma diretoria preocupada com o futuro de seu povo.

A questão política nas escolas é abordada de forma adequada, não para provocarem críticas, todavia para se expor o propósito do que realmente deve ser considerado como necessário à sociedade. Causando o interesse de se repensar no objetivo mais importante no Brasil, o de se ter um povo estruturado a subir degraus que o conduza ao entendimento e à mudança inconsciente no tocante à valorização científica e a liberdade interior emocional.

Uma nação orientada adequadamente pelo cientista educacional conquistará a ampliação no mundo da informática, lançando as algemas da Internet e a exclusão digital para fora do território brasileiro. Porque todos possuem direitos a obter uma vida melhor, por ser estabelecido na Carta Magna, como base de uma nação soberana e livre, cuja democracia é tão enfatizada, por nobres legisladores que a redigiu.

Na nova concepção de tempo e espaço, surge a oportunidade de todos os mestres em Filosofia se ajustarem à mente da nova geração para cooperar com sua renovação na chamada liberdade atual, incrementando a eficácia de uma metodologia além do que realmente os alunos estão habituados, até o dia de hoje. Claro que, é preciso se utilizar ferramentas eficazes ao esclarecimento desta disciplina.

Jamais a tecnologia ocupará o legítimo lugar de um mestre, pois ainda que todas as máquinas sejam elaboradas de forma a solucionarem quaisquer problemas no convívio humano, especialmente como objeto de comodidade aos alunos, não será o professor exonerado de sua profissão.

Pois o manuseio de máquinas, ainda que de última geração sempre gritará por mãos humanas para elaborar, consertar, redigir novos textos. Além disso, o ser humano sente falta do outro, mesmo que alguma tecnologia o afaste por um tempo, ele não é capaz de sobreviver sozinho ou rodeado de instrumentos, sem possuir um afeto exterior cuja finalidade seja a de equilibrar seu próprio interior.

PALAVRAS-CHAVE:Ressignificar - Filosofia. Tecnologia – Informação e Comunicação. Professor – Tipos de Alunos.

ABSTRACT:

This text portrays the importance of philosophy, with regard to technological innovation, information and communication existing today to the classroom, throgh the understanding that this disciplinary structure is ready to be set today in the supply of the need to form amaster, since he vaslues the ressignificancia it in their syllabus.

Here is recorded, according to research by renowned authors, the inclusion of human value to a society still deeply rooted in the “slavery of the plantation,” demonstrating the opportunities to obtain a release within the philosophical learnig, and existing records of interviews at INEP ***, results applied to matters brought efficiencies in education: children, juvenile and youth in places with a poor quality school acquired as of the particular teachings of social levels standardized to the middle class, through dedicated teachers and involved in technology.

The political issue in schools is not adequately addressed to provoke criticism, however, to explain the purpose of what should really be regarded as necessary to society. Causing concern to rethink the most important goal in Brazil, to have a structured people to climb the stairs that lead to understending and unconscious change in terms of scientific value and emotional inner freedom.

A nation properly guided by the scientist gain the educational expansion in the computer world, casting the shackeles of the Intenet and the digital divide out of Brazil. For all have rights to obtain a better life, to be estlished in the Constitution as the basis of a free and sovereing nation whose democracy is so emphasized by noble legislators who drafted it.

In the new coception of time and space, there is the opportunity for all teachers in philosophy of mind adjust to the new generation to cooperate with the renewal called freedom today, increasing the effectiveness of a methodology beyond what students are actually used, up this day. Of course, you need to use effective tools to clarify this subject.

Never technology will take the righful place of a master, as though all machines are developed to solve any problems in human society, especially as an object of convenience to students, the teacher will not be relieved of his profession.

For the handing of machines, even the latest generation always cry by human hands to design, repair, write news texts. More over, human beings miss the other, even though some technology it go away for a while, it is not cable of surviving alone or surrounded by instruments, without having an affect outside whose purpose is the balance of your inner self.

Index terms:Reframing – Philosophy. Technology – Information and Communication. Teacher – Tipes of Students.

INTRODUÇÃO

De acordo com Murcho (2004), p.1 do livro “Renovar o Ensino da Filosofia:

Em qualquer área de estudos, o estudante e o investigador

carecem de orientação na selva luxuriante de livros e

artigos existentes. Evidentemente, tal orientação, para ser

de qualidade, deverá basear-se em ampla informação

da parte dos professores, e deverá ser tão objetiva

quanto possível. 

Sendo assim, a pessoa que leciona Filosofia necessita ampliar sua visão filosófica para todos os tempos, sejam antigos ou atuais, gerando no interior de seus alunos um desenvolvimento embasado para o futuro. Devendo ter a preocupação em se atualizar nesta nova geração, sem perder o equilíbrio do que ficou registrado no passado.

Todavia, ao agregar os valores através de pesquisas minuciosas científicas, enriquece, desta forma, seu suporte técnico em sala de aula; gerando valores gratificantes, no que tange à educação de alunos de quaisquer idades, dentro da grade curricular da qual se faça prioridade os atributos da esfera filosófica.

Quando se atinge o alvo em sua turma, concernente ao desejo de conhecer a disciplina mais a fundo, este professor verifica que adquiriu bons seguidores. Sendo assim, em seus alunos o questionamento ecoará para que se atinja o alvo no qual os conduzirá a um aprendizado escolar, derivado de um excelente aproveitamento em sala de aula.

Conforme Murcho (2004) exemplifica, “um mestre em Filosofia que possua na área de especialização a metafísica da modalidade, jamais deve impor aos seus alunos esta área de estudos nem os seus autores preferidos, como se fossem centrais e como se a sua disciplina favorita fosse a mais importante. Quando este tipo de falta de seriedade educativa acontece, os planos de estudos tornam-se batalhas campais, tentando cada professor, por todas as vias, impor as suas preferências. Os resultados são planos de estudos aparentemente aleatórios, como acontece com os programas do ensino secundário, não obedecendo a quaisquer princípios científicos ou didáticos (...)”. 1

O artigo trata, também, acerca do ajuste e esforço, no qual deve ser realizado tanto pelo corpo docente das instituições educacionais como pelo Governo Federal. Segundo, o portal do IBGE 2, no qual descreve a situação da Educação no Brasil na última década que apresentou algumas melhorias significativas:

Houve queda substancial da taxa de analfabetismo e,

ao mesmo tempo, aumento regular da escolaridade

média e da frequência escolar (taxa de escolarização).

No entanto, a situação da educação no Brasil ainda não é

satisfatória, principalmente em algumas das cinco         

grandes regiões do país.

Por que o assunto em questão não é somente uma problemática de conteúdo família-aluno, contudo de todo um grupo de pesquisadores arraigados pelo amor no filosofar, para lutar por mudanças consideráveis a partir de seu próprio “Eu”.

Ser professor não é apenas mais uma profissão que visa o cumprimento de horário para se ter direito ao pagamento no final do mês. O mestre, cujo coração desempenha o desejo de ser um precursor à decisão profissional de seu discípulo, visa oferecer um ensino de qualidade, mesmo que o conteúdo programático seja sinóptico dentro de um ano letivo.

Claro, que não há intenção de gerar uma utopia no corpo deste artigo científico, até por que, quando um profissional se dispõe a dedicar-se numa tarefa árdua, como a de conduzir o outro ao sucesso em sua vida, faz-se necessária à ambivalência, ou seja, ninguém pode voluntariamente realizar uma tarefa para o crescimento de um indivíduo se o outro não se predispor ao desejo de obter uma vida melhor no seio de uma sociedade tão individualista como a contemporânea.

Aqui no Brasil, há um fenômeno importante ocorrendo desde o século XX, a procura dos brasileiros trabalhadores pelos cursos abandonados já há alguns anos por eles. Por causa do despertamento que lhes ocorreu, no que tange a falta da especialização no âmbito profissional, tornando-se impossível obter êxito diante da sociedade em que vivem.

1. CONCEITUAÇÃO E CARACTERÍSTICAS

A Filosofia é à busca do conhecimento interior, dos valores, da natureza, da beleza, do existir em uma sociedade e, principalmente, sobre um ser chamado: Homem; como indivíduo capaz de agregar experiências que, ao se permitir, o torne mais compreensivo com o outro.

Ao longo da História da Humanidade encontram-se filósofos exímios observadores, que refletiram e buscaram respostas diferenciadas para cada etapa de suas vidas e de sua sociedade.

E mesmo agora, ao se tornar uma disciplina reconhecida, traz à luz tecnológica respostas mais concretas sobre o seu papel no indivíduo atual, independente de em que época, ela esteja inserida no contexto social.

Laércio (1850) narra que Pitágoras teria inventado a palavra philosophia, ao dizer que não era um sophós, um sábio, mas um philosophós, um amigo ou amante da sabedoria.3

Evidenciam-se registros históricos de como era incomodativa a atuação de homens capazes de pensar e de se expor através da fala, aos seus discípulos e/ou ao público, o poder de não se aquietar em meras especulações, de irem em buscas de respostas mais convincentes, nas lacunas deixadas por seus governantes ao povo:

Quanto maior se é, mais repetido se é. Platão,

Aristóteles, Kant, quantos outros.

Ainda se não calaram nos que deles

falaram. E é possível que só se calem quando a

espécie humana se calar. 4

A diferenciação nesta disciplina é o que aguça cada vez mais nos estudiosos das áreas humanas o desejo de agregá-la na religião e em suas pesquisas, sabendo que jamais ela se confundirá ou se envolverá, deturpando ou se limitando a quem quer que seja, mas que sempre obterá êxito em suas questões ilimitáveis, provocando as verdades de ontem a serem ajustadas para novas épocas na Humanidade.

Desta maneira, a disciplina em questão, parte do princípio do qual o homem nasce com o livro da vida só de páginas vazias; aguardando que cada princípio seja escrito, nos momentos vividos em suas experiências:

O ser humano foi criado sem Princípio algum,

mas com a faculdade de receber todos. 5

(Locke)

Mundialmente, conhecem-se vários tipos de disciplinas cujas aplicações se fazem conhecer através das cadeiras universitárias. Além disso, muitas delas se reapresentam em várias grades curriculares, sem perderem suas distinções ao longo dos tempos.

Entretanto, há uma concomitância sendo realizada a cada ano entre as disciplinas nas Instituições de Ensino, por ter-se chegado à conclusão de que, ao se unirem, para o ensino de uma graduação, nenhuma delas se perde, tanto em sua essência, quanto ainda conquista um novo aspecto disciplinar, por ocorrer à comunicabilidade universal num ano letivo.

Este entrelaçamento tem se desenvolvido com muita eficácia, pois já se entendeu que, assim como se é preciso conhecer a área que o indivíduo atuará durante sua existência, é preciso de que ocorra à harmonia de um todo, para que valores sejam agregados ao ponto essencial multidisciplinar, na desenvoltura do ser do qual vive em busca da sabedoria humana.

Desse modo, tem se tornado notório nas grades curriculares de ensino, a aplicabilidade das disciplinas em comunicação pelo fato da globalização ter surgido, no que tange a um bom desempenho curricular para o cérebro humano, cuja capacidade está justamente em concatenar tudo que se produz, seja em si mesmo ou nos outros.

Como o seguimento descrito a seguir, pelo autor Mucho (2004), as disciplinas mais centrais e gerais da filosofia são as seguintes:

01)  Metafísica

02)  Epistemologia

03)  Ética

04)  Lógica

A Filosofia, enquanto disciplina, engloba um vasto conhecimento, para seus alunos e graduados por haver nela cooperação de todas as matérias que relatam sobre a área humana e área lógica, sendo aplicada com maestria e recebendo aplicações das envolvidas também. Ela é extremamente complexa, pois para que seja entendida não basta apenas ler sobre a mesma, mas é preciso um envolvimento com tudo que a cerca desde seus primórdios até os dias atuais.

O ignorante afirma, o sábio duvida, o sensato reflete.

(Aristóteles) 6

Portanto, a leitura é o caminho mais importante para se alcançar o entendimento:

Um país se faz com homens e livros.                                                 

(Monteiro Lobato) 7.

1.1 A ESCOLA E OS ALUNOS

Nos países desenvolvidos o aluno possui desde cedo, aulas programadas conforme a capacitação em seu desenvolvimento profissional, para ser um dos melhores, entre os vários candidatos concorrentes às vagas nas áreas profissionais de sua nação ou de outras nações, como é o caso da China.8

Na França, por exemplo, a uns dez anos, vem se transformando a prática filosófica, na escola e fora dela, abrindo espaço para novas formas de discutir e de fazer filosofia. Além da “filosofia das crianças” – iniciada em 1970 nos EUA; nos anos de 1985, em Quebec; desde 1996 este ensino também passou a ser difundido na França –; fora da escola outras formas de filosofar vieram à tona, tais como os “cafés filosóficos”, desde 1992.

Nas Bibliotecas, nas Universidades Populares, nos Consultórios Filosóficos, nos Ateliês de Filosofia na cidade, inclusive em Hospitais aconteceram atividades, nas quais levaram a praticar uma inovação pedagógica e didática no ensino da Filosofia. Especificamos, aqui, que a Filosofia nos países franceses não é uma disciplina institucionalizada na escola de ensino básico.

No caso do latino-americano, precisamente no Brasil, é necessário que ele seja conquistado desde a infância pelo ensino; já que, é nela que se começa a descobrir sobre a vida da qual se faz um mistério para ele, até que seja trabalhado o seu interior conforme sua vivência perante a sociedade.

Este indivíduo precisa de uma valorização filosófica de seu mestre para absorver o prazer de viver em busca de respostas interiores. Uma vez que, seu próprio inconsciente o conduz a questões complexas, desde a mais tenra idade.

Estar numa instituição educacional para o sul-americano, independente de sua idade, muitas das vezes se torna um calvário interminável no qual a única forma de se livrar é com a evasão escolar.

O homem não é nada além daquilo

que a educação faz dele.

(Kant).9

Então, só após certa idade, cuja vida financeira se encontra numa escala de dificuldade imensa, é que se começa realmente a pensar na possibilidade do seu crescimento profissional.

No qual exige que ele suba o degrau da escolaridade, principalmente para cursar as áreas técnicas das quais agregam melhores salários para ele, em seu país.

Sendo que, isso não o possibilita a disputar vagas de salários mais agradáveis, por que a mídia é a mais excelente incentivadora ao comodismo humano, em frente ao aparelho de televisão, registrando no inconsciente dele uma vida de fantasia, cujo objetivo é somente o de ter, ainda que seja algo fútil, do que ser um indivíduo dotado do prazer de estudar e de se tornar um pesquisador. Por isso é mais fácil gerar a dependência nas mensagens e atividades instantâneas do que produzir a busca pelo entendimento. 

Já os estrangeiros que vem para o Brasil, descobriram que o país dos latinos não é valorizado por eles no que tange à sua própria vida, consagrando-o a obter além de conhecimento científico, uma excelente aposentadoria ao fim de carreira; deixando lacunas no desenvolvimento tecnológico brasileiro, alienando-se aos prazeres culturais, mesmo que, continue debaixo da escravatura de um antigo Brasil Colônia.

O imigrante percebe, ao longo dos anos, o quanto o aluno latino-americano é aliado durante vinte e quatro horas de sua vida, a conviver com pensamentos derrotistas dos quais o limita a lutar por sua sobrevivência familiar e financeira, arrolado à margem da sociedade.

Sem condições alguma para viver os padrões impostos pela sociedade desenvolvida internacional, limita-se a fantasiar as oportunidades de crescimento através da mídia, cujos capítulos são apreciados em novelas nacionais e estrangeiras ou em programas televisivos vazios de informações, no qual em longo prazo desconstroem a percepção na inteligência juvenil, tornando-o frustrado quando ocorre o despertamento de sua desqualificação para galgar vagas nas mega-empresas.

Ao se conscientizar que são ocupadas por estrangeiros convidados, nos quais foram capacitados e mentalmente conduzidos a conquistar cargos selecionados para obterem uma vida familiar e social com as devidas regalias, é que surge diante de seus olhos a perca de uma vida estabilizada; recorrendo ao estágio do trabalho através do Curso de Ensino Médio Técnico, para ganhar um salário incompatível com sua realidade financeira.

Todo progresso é precário, e a solução para um

problema coloca-nos diante de outro. 

(Martin Luther King) 10.

Segundo Di Pierro11eGraciano12 (2003)no INEP13 , no IBGE, no PNAD e no IPEA14 em 2001, “o índice de analfabetismo entre as pessoas que vivem em famílias com rendimento entre cinco e dez salários mínimos mensais era de 4,7%, enquanto que nas famílias com renda inferior a um salário mínimo mensal essa taxa subia para 28,8%11. Entre a população negra, a taxa de analfabetismo era de 20%, contra 8,3% da branca.

O maior contingente de analfabetos (48,7%) encontrava-se nos grupos etários mais idosos, com pessoas de idade igual ou maior a 50 anos. Mas o analfabetismo não é um fenômeno do passado, restrito aos idosos: entre as pessoas não alfabetizadas em 2000, quase 2 milhões eram jovens entre 15 e 24 anos, e 1,4 milhão eram adolescentes de 10 a 14 anos. Certa equidade de gênero no acesso à alfabetização foi alcançada nas faixas etárias mais jovens, mas não nos grupos de idade mais avançada, o que fez com que as mulheres ainda fossem a maioria (51%) entre os analfabetos computados em 2000”.

1.1.1 A ESCOLA E A ALFABETIZAÇÃO

As novas práticas produzem uma certa ruptura com a tradição do ensino filosófico, passou-se a questionar, a forma ideal atualmente para ensinar, e de que maneira a Filosofia pode ser conduzida do mestre para o discípulo. A partir deste questionamento, desenvolve-se o problema a respeito da articulação entre a profissionalização dos educadores que se lançam nessa inovação e a preparação do formando em licenciatura à prática do ensino filosófico. Esta questão tem sido explicitamente exposta em colóquios desde 2001, na Itália e 2003, na França 15 (Balaruc, 2003; Rennes, 2003; Caen, em 2004; Poitiers, em 2005; Montpellier 16, 2005).

Entre todos os debates que surgem, polêmicas se encontram: à necessidade e a possibilidade de oferecer-se o ensino de Filosofia na educação infantil e nas séries iniciais; a necessidade da modificação das metodologias de ensino; a utilização de autores clássicos em sala de aula; o conteúdo basear-se ou não na História da Filosofia; a presença da Filosofia e a responsabilidade temática desta frente a outras disciplinas na escola; a formação de professores para atuar em diversos níveis escolares, dentre outros.

Diferentes pesquisas têm demonstrado que é possível e necessário alfabetizar com uma diversidade de textos e de atividades de uso social, sem o uso da cartilha, incentivando os alunos a produzir e a interpretar textos de circulação social, estimulando-os a compreender seu uso.

Mesclando enfim, os aprendizes mais lentos com os mais ágeis numa interação social, de tal forma que, todos os alunos possam ditar textos, corrigir, refazer seus textos e os de seus companheiros; gerando incentivos de uns para com os outros, nos horários em que estão em sala de aula.

Ao professor cabe organizar e socializar informações dos quais os alunos tragam consigo e, progressivamente, criar as situações necessárias em que eles assumam os papéis de leitor e escritor, disponibilizando livros diversificados nos quais despertem plenos interesses neles em descobrir o que surge após cada página lida.

  • Medindo o analfabetismo funcional 17

“A definição de analfabetismo funcional vem sofrendo revisões ao longo do tempo, reflexo das mudanças socioculturais. Hoje, considera-se que a alfabetização é funcional, se proporciona à capacidade da pessoa utilizar a leitura, a escrita e o cálculo para fazer frente às demandas de seu contexto social e usar essas habilidades para continuar aprendendo e se desenvolvendo ao longo da vida. Seguindo recomendações da UNESCO, na década de 90 o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística passou a divulgar também índices de analfabetismo funcional, tomando como base o número de séries escolares concluídas. Pelo critério adotado pelo IBGE, são analfabetas funcionais as pessoas com menos de 4 anos de escolaridade. Segundo o Censo Demográfico de 2000, 33 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais (27,3% desse grupo etário) eram analfabetos funcionais”.

O CEEL 18 preocupado na atuação da alfabetização no Brasil através de experiências de diferentes educadores e pesquisadores criou com o objetivo de oferecer ao leitor e público, mais uma coletiva por ele coordenada sobre os descaminhos da alfabetização em nosso país, nas últimas décadas.

Seu principal objetivo é teorizar sobre a prática de professores alfabetizadores, fornecendo-lhes subsídios para melhor compreender concepções, conceitos, procedimentos, atividades e atitudes que subjazem ao seu fazer pedagógico. A premissa aqui é de que a reflexão contínua e fundamentada que o docente faz sobre sua própria prática docente tem um papel importante a desempenhar na formação de professores.

Todavia, a superação dos problemas do analfabetismo no Brasil não depende unicamente do professor, porquanto de um conjunto de fatores nos quais dizem respeito tanto as Instituições, modelos e práticas de formação inicial e continuada quanto à organização do sistema de ensino, da escola, do currículo, dentre outros aspectos que priorizem um trabalho pedagógico: de natureza cooperativa, solidária e comprometida com a educação de qualidade.

A alfabetização é algo que deveria ser ensinado de forma

sistemática, ela não deve ficar diluída no processo de 

de letramento.

(Magda Soares) 19.

Como indica Ferreiro (2005) 20:

Os dados da pesquisa psicogenética não resolvem os

problemas do ensino, mas colocam novos desafios

relativos aos problemas clássicos da didática: o que ensinar,

como ensinar, quando ensinar, o que, como, quando e

por que avaliar.

Segundo Gadotti (1999, p. 2), “o educador para pôr em prática o diálogo, não deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes, colocar-se na posição de quem não sabe tudo reconhecendo que mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o da vida”. 21

Sendo assim, entende-se que a aproximação do mestre perante o indivíduo leigo na letra, entretanto com experiências ao longo de sua jornada vivida, torna-se muito produtivo; colocando as duas partes num mesmo patamar, respeitando cada um o seu devido lugar, cooperando nas trocas de informações, beneficiando a todos e impulsionando o aluno à valorização da ciência.

Com isso, a alfabetização obterá um progresso considerável, provocando mudanças numa cultura, cuja linha de raciocínio se inclina sempre e somente para o lazer, desprezando a busca do saber para quase todos os cidadãos brasileiros. Reconstruindo em cada pessoa à vontade de ser melhor no presente, deixando uma herança bem diferente da que já recebeu: a liberdade interior e o sepultamento do analfabetismo que os antepassados africanos viveram nas senzalas.

1.2 A ESCOLA E OS PROFESSORES

Mantoan (2003) questiona: “Como estão às escolas nos dias atuais?”. Esta é pergunta cuja força tornou-se um “calo”, para o corpo de professores quando se reúnem ou até mesmo quando estão sozinhos em seus pensamentos.

Pensar nisso é realmente experimentar a situação crítica em que se encontra a Instituição de Ensino, todavia, a superação dos problemas do analfabetismo no Brasil não depende unicamente do professor, mas dos que ensejam mudanças em todos os aspectos disciplinares. O objetivo do ensino precisa se estabelecer na formação do Princípio de Igualdade, cuja homogeneidade se faça presente dentro da instituição, estabelecendo entre professores e alunos acima de tudo a amizade eterna, assim como no passado ocorreu entre os primeiros mestres e seus discípulos.

Para que seja exterminado do solo brasileiro, os principais e piores malefícios do analfabetismo e do ensino, é preciso impedir:

a) o analfabetismo e o analfabetismo funcional;

b) o desinteresse da parte de quem não aprende a ler;

c) o descuido daquele que pensa estar preparado em lecionar;

d) a corrida no encerramento do ano letivo, em fase da valorização dos feriados nacionais que empurram os alunos a desprezarem a Ciência, trazendo prejuízo a quem aprende, fazendo-os valorizarem o descanso, de forma a se desprenderem de um preparo melhor para o seu futuro.

e) ao concluírem o Ensino Fundamental e o Médio, emergindo na graduação envolvem-se no desleixo do aprendizado curricular, conduzidos desde a infância a não praticarem a leitura de livros ou artigos, que os restringe a uma simples formação e não a dedicação do aprendizado para os qualificarem cientificamente no engajamento da filosofia.

Conforme o pensamento de Mantoan 22:

Temos de nos habituar a reaprender constantemente com 

as nossas próprias ações individuais e em grupo (...).

E o que fazemos de nossos encontros formais e informais 

nas escolas para esse fim? Lamentamos nosso destino, o

destino de nossos alunos...

1.2.1 O MEC, A ESCOLA, OS PROFESSORES E OS ALUNOS NO BRASIL

Logo abaixo, há o relatório que especifica o sentimento vivido pelo MEC no Brasil:

*A Comissão de Educação da Câmara Federal em 2003, na conclusão do seminário afirma: “Dentre os graves problemas que afetam a qualidade da educação no Brasil, nenhum é maior do que o da alfabetização das crianças”.

Em abril de 2006, o MEC torna público que: “O péssimo desempenho do Brasil nas avaliações nacionais e estrangeiras que medem a capacidade de leitura e escrita dos estudantes levou o Ministério da Educação (MEC) a questionar oficialmente a eficiência do modelo de alfabetização mais aplicado no país”.

As pesquisas nacionais e estrangeiras, há anos, comprovam que somos um país de analfabetos funcionais, pois quase 80% da população se encontra nesta condição, confirmando o que a Comissão de Educação afirma e respaldando a posição do MEC.

O principal método de alfabetização aplicado no Brasil é o do construtivismo e que se encontra estratificado em nosso país, “formando” analfabetos funcionais, alfabetizadores que não sabem instrumentalizar os novos cidadãos e atrasando o progresso da nação.

Se não houver uma mudança pedagógica, particularmente em relação à alfabetização, pouco resolverá pagar bem professores, equipar melhor uma escola, pois continuaremos com uma população majoritariamente de analfabetos funcionais, tendo em vista que nos encontramos pedagogicamente equivocados na base, ou seja, na alfabetização. Países desenvolvidos dispõem de ação pedagógica específica para a primeira série do Ensino Fundamental, por ser a base para tudo o que virá após, pois alfabetizar não é um processo que se desenvolva por anos, mas é função específica para o início da educação formal, na primeira série do Ensino Fundamental*. 23

Desta maneira é importante refletir que:

Mestre não é quem ensina, mas quem de repente aprende.                                                 

(Guimarães Rosa) 24.

1.3 POLÍTICAS EDUCACIONAIS

Como registrado ao longo da História da Nação Brasileira, desde o ano de 1500, primeiro os estrangeiros se apossam dos benefícios da “pátria verde-amarela” e depois, o que sobeja, fica para os descendentes contemporâneos dos índios.

Depois da resistência indígena, entrou no cenário os escravos africanos, trazidos nos “Navios Negreiros”, cujas vidas foram preparadas para não possuírem quaisquer direitos. Assim, uma grande parte da população, até hoje, desconhece seus direitos e deveres, inclusive o descrito pela Constituição Federal de 1988.

Não por que seja proibido lê-la, mas por não se ter o hábito de lutar pela sabedoria humana, arraigando-se somente no mito, esculpido a cada ano, por quem tem o poder da manipulação populacional.

A maioria do povo brasileiro nem conhece o significado da Carta Magna que rege em sua nação, pois nunca viu ou leu sequer seu conteúdo e quando se comenta algo sobre a mesma, é por que de repente, alguém entoa algumas frases registradas nela, por ter passado pela prisão ou por algum constrangimento na vida ou por ter estudado a cadeira do Direito, ainda que não o pratique em seu cotidiano.

De acordo com Cotrim (2009), há descrição do seguinte relato:

“A extração de pau-brasil dependia do trabalho dos índios (...)

por meio do escambo, em troca de uma série de objetos (...)”

“(...) a partir do século XVII, ocorreu uma redução na população                     

nativa, derivada das guerras contra a escravidão e das                                                              

sucessivas epidemias “(...)’ optou-se pela escravidão africana,                    

originando um lucrativo tráfico de escravos entre as costas

da África, a Bahia, Pernambuco e o Rio de Janeiro”.

“(...) ao Brasil, as estimativas elaboradas (...) entre 1531 e 1855”.

“(...) eram mais ou menos de quatro milhões de africanos         

escravizados”. 25

É importante ressaltar que, a prioridade atualmente é lutar para se viver os artigos da Constituição, como os descritos que foram cuidadosamente selecionados neste artigo cientifico.

Como por exemplo, o artigo 6º pertencente à Carta Magna no qual traz o seguinte relato, para que se entendam quais são os reais direitos de cada cidadão brasileiro:

São direitos sociais: a educação, a saúde, a alimentação,

o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência

social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência

aos desamparados, na forma desta Constituição. 26

Sendo assim, não há justiça alguma dentro do parágrafo acima se, não houver uma política educacional competente, abrangendo o aluno em sua escola em comunhão direta com o professor. Gerando expectativas em seu íntimo de ser conquistador de um pódio, cuja infância tenha sido bem estruturada para seu próprio futuro.

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Fazendo-o se orgulhar de sua pátria e, sendo grato, desde que os seus progenitores o encaminharam a uma Instituição Educacional que tenha acreditado em sua capacidade, sendo valorizado também, por seus governantes. Obtendo, destarte, oportunidades para viver no seio familiar com dignidade e respeito entre os outros cidadãos, conforme citado no artigo 205º:

A educação, direito e dever do Estado e da família, será

promovida e incentivada com a colaboração da sociedade,

visando ao pleno desenvolvimento da pessoa,

seu preparo para o exercício da cidadania e sua

qualificação para o trabalho. 27

O Brasil é uma nação, que necessita estruturar para todos os tipos de alunos existentes hoje, e principalmente para os dias dos que virão no amanhã, uma política educacional voltada realmente para o aperfeiçoamento humano, conduzindo o brasileiro a infiltrar-se nos livros, para elaborarem seus pensamentos no que for tocante a formação de seu caráter. Sabendo realmente o que lê depois de interpretar o que escreveu e o que escreveram diante dele.

Segundo o Princípio da Democracia, um povo não pode sobreviver debaixo de jugo ou de diretrizes políticas sem ajustes que estabeleçam nas suas vidas, suportes dos Direitos Humanos no que tange a necessidade familiar, a educacional e a trabalhista.

 Pois cada indivíduo possui uma ótica especulativa desde seu nascimento até o momento de defini-la na entrada da juventude, para agregar seus conhecimentos familiares, educacionais e políticos; transformando-se em um ancião qualificado para transportar a sabedoria aos mais moços antes de finalizar sua jornada humana.

No Brasil, o ensino de filosofia vem aos poucos mudado a sua prática, principalmente dos anos de 1980 em diante após a mudança causada pelo contexto sócio-político na escola e na universidade e a crescente inserção do ensino filosófico para crianças nas escolas que estimulou o debate sobre as práticas, o conteúdo e a metodologia em todos os níveis de escolaridade.

É importante ressaltar que o Parecer CNE/CEB nº 38, aprovou a obrigatoriedade da disciplina na grade do Ensino Médio, como matéria importante ao aprendizado do aluno:

Para um processo educacional consistente e de qualidade

na formação humanística de jovens que se deseja sejam

cristãos éticos, críticos, sujeitos e protagonistas. 28

Destarte, há um vínculo da disciplina de Filosofia no compromisso de formar indivíduos críticos da realidade e de gerar pessoas como atores sociais participantes, cujas atuações sejam inseridas tanto no contexto histórico como social.

E como política educacional no Brasil, desde 02 de junho de 2008, passa a ser obrigatória à inclusão dos componentes curriculares de Filosofia e Sociologia em todas as séries ou anos do Ensino Médio do país a partir da data referida acima com a Lei nº 11.684 nos seguintes dizeres:

Art. 1º O artigo 36 da Lei 9394/96, de 20 de dezembro de 1966 passa a vigorar com as seguintes alterações:

Inciso IV: serão incluídas a Filosofia e Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio.

A alteração do artigo 36 da LDB foi o ápice de todo um movimento dos diversos setores representantes de entidades e outros profissionais visando a inclusão dessas disciplinas.

A LDB – Lei 9394/96 que é a Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional é uma lei criada desde 1971, cujo reconhecimento só se deu em 1996 no Governo Federal do então presidente Fernando Henrique Cardoso 29.

No art. 35 da LBD lê-se:

“O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades:

I – a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

II – a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

III – o aperfeiçoamento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

IV – a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina”.

Então, conforme o registro do inciso I: uma das finalidades do ensino médio é “consolidar e aprofundar os conhecimentos”. Isso pressupõe compreender o próprio ato de conhecer. Assim, a Filosofia pode contribuir na apropriação crítica dos conhecimentos ao introduzir no seu percurso reflexivo, segundo Edgard Morin 30, a problemática da racionalidade em oposição com a racionalização. Essa, ligada à razão instrumental, está a serviço do progresso técnico, aquela, aberta ao diálogo fará o exercício da autocrítica. Isso implica em repensar a concepção de conhecimento com a qual o professor trabalha. Delimitar suas características, analisar os erros e as ilusões que fazem parte do processo de conhecimento.

1.4 EXCLUSÃO DIGITAL E ALGEMAS DIGITAIS

Como se já não bastasse ser um analfabeto funcional, o indivíduo brasileiro ainda sofre no mundo digital, pois não é possível alguém que viva sem a sabedoria humana ser capaz de se sentir seguro no mundo dos chamados “internautas”.

Ainda encontram-se muitas pessoas à deriva no mar da Internet, lutando entre as teclas, telas e programas cada vez mais complicados aos olhos dos descendentes dos nativos indígenas e dos africanos, numa mistura intrigante entre duas gerações mescladas pela força da natureza.

Convivem em certa desarmonia os remanescentes dos séculos XIX e XX e os da geração do século XXI, cujas óticas são completamente diferentes, mas que se misturam, realizando os desejos ocultos com os aparentes de ambos, gerando entre si muitos conflitos.

Porquanto, os pertencentes dos séculos anteriores ao do XXI, acostumaram-se com a simples tecnologia e com muito trabalho braçal, constituídos numa moralidade, educação, romantismo e sonhos, hoje, falidos; convivendo com um novo grupo de pessoas em crescimento, envolvido com tecnologia de ponta, mergulhados no egocentrismo e sem a percepção do significado amor ao próximo, ou a si mesmo.

Quando se olha para o presente, o que resta, ainda, da geração passada é sentir-se meio que fora de sua terra natal, por estar tão internacionalizada, vivenciando a exclusão digital constituída em tempo real para os mais diversos assuntos. E a sensação que esta geração tem sentido é que para alcançar tudo o que a Internet produz é preciso se sujeitar à nova geração que não possui paciência hábil para ensiná-la, pois estão inebriados da velocidade e da forma como aprenderam a manusear seu computador.

Além disso, quantos brasileiros ainda não possuem equipamentos tecnológicos, inclusive o próprio computador e a Internet instaladas em suas residências. O que dificulta mais ainda o aprendizado da maioria dos analfabetos digitais:

01) Alarcão (2001, p 9) 31:

Escrevendo sobre as tecnologias, faz referências às terríveis consequências da exclusão digital, tendo em vista que a Era Industrial está sendo substituída pela Era do Conhecimento e da Informação.

02) Martinez (2004, p. 95) 32 :

Reconhece nas tecnologias de informação e de comunicação um papel relevante e, em muitos casos, principal, mas se mostra preocupado com os efeitos inversos, isto é, que as tecnologias assinalem ainda mais as diferenças em termos de acesso. “(...) vêm surgindo necessidades no setor educativo que antes não existiam, e que agora se somam à grande massa de assuntos que exigem atenção, criando o imenso desafio de evitar que a grande introdução da NTIC 33 gere mais diferenças entre aqueles que têm e aqueles que não têm acesso a elas, tanto na comunidade quanto na escola”.

A expressão “Algemas Digitais” tem sido empregada em analogia ao uso do celular e das diversas formas de comunicação e trabalho pelo computador, via Internet, possibilitando encontrar uma determinada pessoa a qualquer hora do dia ou da noite, independente de ser um dia de trabalho, final de semana ou mesmo estando de férias.

Isto já tem se tornado um hábito na vida das pessoas nestes últimos tempos, como se fosse algo imprescindível, assim como no aspecto dos pontos cruciais do cotidiano, como exemplo clássico, cita-se: a alimentação, o cuidado através da higienização, a compra dos objetos que compõem as vestes de cada ser humano e etc...

Há um caso em que: 34“Uma mulher de aproximadamente cinquenta anos de idade, comentou que havia assistido ao filme: Fúria de Titãs, na televisão. De repente, uma adolescente lhe pergunta, qual era mesmo o ano do filme?”

Pois, por estar tão acostumada a assistir tudo através da Internet, pensou que aquela senhora também estivesse conectada na mesma realidade que ela. Confundindo desta maneira, a televisão com o computador. Pois, somente os filmes na Internet, ao serem identificados, geralmente, relatam sobre a data em foi criado ou lançado. Quando ocorre este detalhe no aparelho de TV, é por que o filme está relacionado a fatos reais e não obrigatoriamente a ser revelada sua data tanto da criação quanto de seu lançamento.

É neste ponto que se identifica a discrepância de duas gerações semeadas por mundos diferentes; uma vez que, nenhuma delas foi realmente programada à vida de hoje, já que uma geração ainda depende da outra; e o saber, ainda está muito distante delas, no que tange tanto a um tipo de visão para a tecnologia da TV quanto à da informática.

Nota-se que, até mesmo os mestres atuais, vivem em tão longa correria, que mesmo sabendo manusear todo tipo de equipamento eletrônico nos dias atuais, ainda se sentem meio que fora da velocidade mundial em que acontecem as coisas no âmbito científico. Pois se perdeu o bom costume do observar, para se focar no material já pronto, cujo potencial nem sempre é de tão boa qualidade assim.

1.5 UMA NOVA CONCEPÇÃO DE TEMPO E ESPAÇO

A educação foi herdeira da tradição filosófica e resistiu por muito tempo na aplicação de uma metodologia de ensino baseada na transmissão de conhecimentos.

Alinhando a figura do professor como o detentor do poder e do saber de todo o conhecimento, revelando as respostas prontas e não aceitando questionamentos, por determiná-las como verdades absolutas e incontestáveis. Já o aluno, vivia a parte do receptor, recebendo as informações cedidas às salas de aulas, sem a expansão de um novo rumo em seu aprendizado.

Ficando defasada sua cultura mediante os outros países desenvolvidos, numa nação em crescimento desregulado. Muitos brasileiros nem podiam participar de uma escola devido o crescimento desordenado desta nação gigantesca, pois muitas crianças foram trabalhar desde a tenra idade, sendo forçados a viver uma vida adulta e mal educada.

Desta forma, a Educação – denominada de tradicional – tem sido questionada a partir do século XVIII, mesmo ocorrendo à aplicação de mútuas propostas pedagógicas com pretensões inovadoras, transmite dúvidas concernente à relação professor-aluno nas hierarquias ultrapassadas; uma vez que, faz-se necessário o verdadeiro diálogo em sala de aula para a aproximação da geração atual, ansiosa por respostas mais convincentes.

Aos seus mestres envolvidos em uma nova visão escolar, a prioridade do ensino é a interação e aproveitamento da inteligência, destes que se sentem totalmente livres para questionar e dos quais precisam anular toda expressão da verdade absoluta, ampliando vários pensamentos, dignos de pesquisas constantes, para o entendimento ampliar-se em cada mente, proporcionando várias vertentes para a desenvoltura do cérebro de cada aluno.

Sendo assim, há oportunidade para novos filósofos se descobrirem e compartilharem seus pensamentos, valorizando a docência filosófica como disciplina de suma importância mediante as demais, nas grades curriculares.

A Educação e o Conhecimento andam juntos e comportam significados que se engendram: educar e conhecer talvez sejam os pontos principais da escola. Contudo, mais do que mero objetivo, estes pontos podem fazer parte do modo de se estar no mundo. É isto que a filosofia de Merleau-Ponty 35 nos deixa de contribuição. Por meio de sua fenomenologia encontramos um acesso, uma forma de abordar a educação como modo de construir sabedoria, no ensino de filosofia.

Nossa ocidentalidade parece caracterizar-se na exigência de uma organização das ideias: a nomenclatura do espaço sideral, buscar a ordem mundial, sistematização e proporção, assim como os gregos. Por isso as constituições do conhecimento por meio de teorias foram aprisionadas aos paradigmas fixos, causando deturpações mentais.

Kenski 36 (2007, p.24) deposita muita confiança nessa transformação, e destaca que o uso intensivo das tecnologias digitais e das redes transforma as dimensões da educação e cede à escola “o tamanho do mundo”.

No tocante à eficiência desta expressão acima, é preciso que os professores estejam qualificados em todos os aspectos tecnológicos, preparando-se para o tempo e para o espaço de cada aluno em sala de aula, pois de nada adianta ter toda tecnologia diante de si e dos outros, sem saber ou perceber como utilizá-la.

Nos dias atuais, o Governo Federal tem proporcionado Cursos para jovens e adultos através da informática, pelo caminho da internet. Já se cursa o Ensino Fundamental e Médio por um programa chamado EJA 37  cujo ensino é totalmente pela Internet, conduzindo o aluno a realizar a prova no pólo selecionado através da página de seu site e de forma que toda comunicação, também, possa ser por telefone ou até mesmo pelo próprio pólo, para tirar suas dúvidas.

Isto de certa forma amplia o mover do ser humano para o ângulo que melhor lhe satisfaça, não deixando, contudo, de vislumbrar a tão famosa informática que desde os anos noventa, tem se firmado a cada dia na vida no ser humano.

Hoje, é preciso se explorar todos os meios tecnológicos, para que o cidadão brasileiro deslumbre mais e mais a tecnologia no qual ainda o assusta. Desde o cartão magnético para compras e pagamentos, até o celular, cujo mecanismo seleciona e até afasta uma pessoa da outra; viabilizando remir o tempo de quem constantemente trabalha e estuda durante os seis dias da semana.

Quase todos os brasileiros, desde a criança até o idoso, possui o telefone móvel 38. Interessante como a percepção humana conduz o homem a se adaptar a quase todas as coisas, principalmente quando é de sua total necessidade. No entanto, geram-se mais enfermidades emocionais, por se tratar de uma corrida contra o tempo, implicando numa luta entre o dia e a noite.

Nesta nova concepção de tempo e espaço tem-se chegado a conclusão de que todos devem despertar para o novo momento, cujo objetivo é o de assemelhar o homem à máquina cronometrada para produzir em tempo hábil, todas as tarefas impostas em suas rotinas.

Segundo a evolução atual, contempla-se nitidamente um movimento muito significativo de que uma sala de aula não é mais somente dentro de paredes de uma Instituição Educacional, mas já está equilibrando-se tecnologicamente.

Uma vez que, o homem faz uso do aparelho móvel em todos os aspectos de sua vida, seja falando ou enviando as mensagens via SMS 39. Além da utilização do e-mail (correio eletrônico), Orkut, Facebook, Messenger 40 e tantos outros, nos quais reproduzem as entregas das mensagens quase que instantaneamente.

Destarte, fica explicitamente óbvio que, o Ensino à Distância farte parte integrante do mundo, do tempo e do espaço pela Internet.

1.6 RESSIGNIFICAR O PAPEL DO PROFESSOR

Ser professor requer que o seu ensinamento não seja segundo a hegemonia e a primazia dos conteúdos acadêmicos, e temos, naturalmente, muita dificuldade de nos desprendermos desse aprendizado, que nos refreia nos processos de ressignificação de nosso papel, seja qual for o nível de ensino em que atuamos.

O professor que deseja se manter ativo a cada ano de sua carreira estabelece em sua mente uma meta, para fixar em si cada leitura e sua dinâmica própria, cada vídeo, cada reportagem, cada documentário, enfim; gerando elos para o aprendizado ser entranhado primeiramente em si e depois poder repassar à sua turma.

Só se conquista uma turma estudantil, quando o professor, ao longo de suas pesquisas antigas unidas às atuais, e as experiências vividas num mundo entrelaçado, nestes dias, na tecnologia de informações, em tempo real; e, nas comunicações anexadas em todos os âmbitos, através da mídia de forma geral, o fazendo ser diferenciado no tocante ao ensino.

 Preparando-se com dinâmicas atrativas à nova geração de estudantes, para condicioná-la a amar as pesquisas e despertá-la a entender que todo seu futuro está intrinsecamente ligado as suas escolhas. Desde que há muitas oportunidades dignas de serem adquiridas por ela, se a valorização de si mesma for trabalhada nela, ao longo de seu desenvolvimento nas salas de aulas.

Ainda acabo fazendo livros onde as crianças possam

morar. 

(Monteiro Lobato) 41.

O fato preocupante neste momento contemporâneo é que a criança e o jovem não apreciam os livros tanto como o seu computador, desejando muitos megabytes para agilizarem sua comunicação sem sair de seus lares.

Sendo assim, o professor atuante, não pode de maneira alguma se deixar acomodar com os métodos anteriores, mas deve se reavaliar no aspecto de ressignificar seu papel perante a sala de aula, dinamizando sua turma, para não conduzi-la ao tédio, levando-a ao mundo da ansiedade em que ela já está enrustida.

Lembrar-se sempre do seu papel valoroso, no momento em que se viva o início da frase mencionada abaixo, mas nunca se esquecer de que sempre há espaço para uma grande realização:

Mesmo as noites totalmente sem estrelas podem anunciar

a aurora de uma grande realização.

(Martin Luther King)42

Porquanto é preciso consolidar: livro, caneta e conversação embasando-os ao máximo de fatores que sejam descobertos, para aguçar a curiosidade, rendendo a total atenção de toda turma, ao foco de sua disciplina; precipuamente se for no campo filosófico, requerendo o vídeo e o filme como fonte preciosa para trazer o interesse aos novos corações, desde já acostumados a ver a imagem e ouvir o som do que tanto lhes atrai: o computador.

Mire, veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto:

que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram

terminadas – mas que elas vão sempre mudando.

(Guimarães Rosa) 40

Às vezes, o ator pertencente ao corpo docente, não almeja ou, já perdeu o desejo de investir em pessoas que, aos seus olhos, não venerarão seu esforço. No entanto, o holofote nem sempre estará só voltado para o ator, mas, poderá também, se virar para a plateia, ainda que naquele momento, esteja meio que perdida, por não se atrelar num todo ao plano de ensino oferecido.

Pelo fato de terem apreciado a falsa comunicabilidade através da Internet, cuja mensagem é sempre abreviada para que o seu tempo não pereça, imantando-a somente ao que lhe convém, ou seja, a busca inconsciente do prazer desenfreado, que deságua na carência das letras, tanto em ler quanto em escrever.

Abitolando-lhe a falar sem meditar verdadeiramente no que está dizendo, reproduzindo de maneira obscura textos mentirosos para ludibriar qualquer adulto que se atreva estar em seu caminho, para empurrá-lo para o mundo científico, já que, ao apertar apenas uma tecla, o mundo inteiro se faz presente aos seus pés.

É preciso antes de ressignificar o seu papel como professor, naturalmente já ter nascido com o dom de lecionar, e com o coração apurado, para aprender sempre com cada circunstância a amar o ser mais complexo do universo: o Homem.   

Foi o tempo que investiste em tua rosa que fez tua rosa
tão importante.

(Guimarães Rosa)


38. José Bento Renato Monteiro Lobato, nascido em Taubaté, 18/04/1882 – São Paulo, um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX.

39. Martin Luther King, Jr – Atlanta, 15/01/1929 – pastor protestante e ativista político estaduniense.

40. João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) a 27 de junho de 1908.Poliglota. Escritor.

1.7 – LINKS DAS PESQUISAS REALIZADAS DO INEP NAS ESCOLAS ENTRE OS ANOS DE 2005 A 2009

  • Projeto Escola Brasil – INEP – Parque São Cristóvão, Salvador - BA.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=negOA5lTnnM

·         Projeto Escola Brasil -- Inep -- Escola Classe 45, Ceilândia/DF

http://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=MUrzUVWtDV0

1.8 – BIBLIOGRAFIA

01) A educação de jovens e adultos no Brasil Informe apresentado à Oficina Regional da UNESCO para América Latina y Caribe. Maria Clara Di Pierrô. Mariângela Graciano. São Paulo, Brasil - Junho de 2003 p.7 e8

02) História Global Brasil e Geral de Gilberto Cotrim – volume único, 2009, editora Saraiva

03) http://noticias.terra.com.br/interna/0,,OI102318-EI1361,00.html

      http://pt.wikipedia.org/wiki/MSN_Messenger

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Facebook

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Orkut

      http://www.fraseseproverbios.com/

04) A Disciplina na Filosofia Educação Escolar. Autor: Cláudio Ferreira dos Santos. Mestrado no PPGE. Uninove – São Paulo

05) Cadernos de Pedagogia Universitária Novos Processos de Interação e Comunicação no Ensino Mediado Pelas Tecnologias

06) MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Infantil e Fundamental

Departamento de Políticas Educacionais

ELABORAÇÃO DE POLÍTICAS E ESTRATÉGIAS PARA A PREVENÇÃO DO FRACASSO ESCOLAR –Documento Regional BRASIL: Fracasso escolar no Brasil: Políticas, programas e estratégias de prevenção ao fracasso escolar –Luiz Fernandes Dourado. Brasília, maio.

07) MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA – EDUCAÇÃO PROFISSIONAL TÉCNICA DE NÍVEL MÉDIO INTEGRADA AO ENSINO MÉDIO – DOCUMENTO BASE

08) Parte II – Bases de dados educacionais. INEP

09) A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES PROFISSIONAIS DE ESTUDANTES DE

PEDAGOGIA

Rita de Cássia de Alcântara Braúna – UFV/MG - rbrauna@ufv.br

Agência Financiadora: FAPEMIG e CNPq.

10) REFLEXÕES ACERCA DA FILOSOFIA NO ENSINO MÉDIO: O PAPEL DA DISCIPLINA E DE SEUS CONTEÚDOS EM SALA DE AULA

Marcia Reami Pechula

11) Consultoria Legislativa do Senado Federal COORDENAÇÃO DE ESTUDOS Cnlgoe – Brasília, junho / 2007.

12) http://educacao.uol.com.br/filosofia/conhecer-o-mundo-mitologia-religiao-ciencia-filosofia-senso-comum

13) Alfabetização: apropriação do sistema de escrita alfabética 2005 Todos os direitos reservados ao MEC e UFPE/CEEL.

14) Marilena Chauí Convite à Filosofia Ed. Ática, São Paulo, 2000.

15) MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO. CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO – DOUTORADO

A INFÂNCIA DO SENTIDO: APORTES PARA O ENSINO DE FILOSOFIA - A PARTIR DE UMA RACIONALIDADE ESTÉTICA

Ursula Rosa da Silva

Pelotas 2009

16) PROFESSORES REFLEXIVOS EM UMA ESCOLA REFLEXIVA ALARCÃO, ISABEL.

4ª ed., São Paulo, Cortez, 2003.

17) Inclusão escolar – o que é? Por quê? Como fazer? Maria Teresa Eglér Mantoan

18) LEI DE DIRETRIZES E BASES ( Lei nº 9.394/96)

19) CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO


*Artigo Científico realizado em 15/10/2011

**Aluna em Licenciatura de Filosofia – formada em Teologia: Licenciatura e Bacharel pela IBADERJ/FATUN

***Instituto Nacional de Pesquisas de Estudos e Pesquisas Educacionais: www.inep.gov.br/


1. Livro Renovar o Ensino da Filosofia, p. 01, http://www.criticanarede.com/lds_studyguide.html. Desidério Murcho, praticamente nada se sabe sobre esse autor; é possível que seu sobrenome venha da cidade de Laerte, na Cilícia (Ásia Menor), ou a família romana dos Laërtii. Floresceu, provavelmente, na primeira metade do século III.

2. Está registrado nos gráficos no link: http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/pesquisas/educacao.html as estatísticas educacionais produzidas pelo IBGE. Dos anos anteriores ao ano de 1999 e também até ano 2002.

3. Primeiro Texto (Proêmio, 12).

O que tratamos até agora se refere à invenção da filosofia. Quanto a seu nome, foi Pitágoras o primeiro a usar o termo filosofia como também a chamar-se filósofo. Como atesta Heráclides Pôntico em sua obra: Sobre a Mulher Esvaecida (frag. 87 Wehrli), foram estas as palavras de Pitágoras ao discorrer em Sicione com Leonte, tirano dos siciônios ou dos fliúncios: “Ninguém pode dizer-se sábio a não ser Deus”. Anteriormente usava-se o termo sabedoria e era considerado sábio quem a professava e destacava-se no cultivo consumado da alma; filósofo era então o que acolhe a sabedoria. Os sábios chamavam-se também sofistas; e não só os sábios, mas também os poetas.

     Segundo Texto(Livro VIII, 8).

Sosícrates em sua obra: A Sucessão dos Filósofos (fr. 17 Müller), diz que Pitágoras foi interpelado por Leonte, tirano de Fliunte: “Que és?” E a resposta de Pitágoras foi: “Filósofo!”. Pitágoras costumava comparar a vida a uma panegíria: “nesta alguns participam como lutadores, outros como comerciantes, e outros ainda – os melhores! – como espectadores; assim é também a vida: alguns nascem escravos da glória; outros são caçadores do ganho; outros por fim, os filósofos, são ávidos da verdade .

4. Immanuel Kant. http://www.fraseseproverbios.com/frases-de-kant.php

5. Dicionário Filosófico – Voltaire. Tradução: Pietro Nasseti. Editora: Martin Claret. Versão; 2006. Capítulo: 30. “Consciência”, p. 110 e 111.

6. Foi um filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande. Seus escritos sobre: a física, a metafísica, as leis da poesia e do drama, a música, a lógica, a retórica, o governo, a ética, a biologia e a zoologia. Ele, junto com Platão e Sócrates (professor de Platão), é visto como um dos colaboradores da Filosofia Ocidental.

7. José Bento Renato Monteiro Lobato, nascido em Taubaté, 18/04/1882 – São Paulo, um dos mais influentes escritores brasileiros do século XX

 

8. Na China adota-se o sistema de nove anos de estudo obrigatório. Até 2000, a taxa de frequência escolar era de 99,1% no primário; 94,3% na intermediária (7º ao 9º ano); a taxa de abandono: 0,55% no primário e 3,21% no intermediário. Após o 9º ano escolar, a continuidade era de 51,2%. Depois dos 15 anos de idade, o analfabetismo era de 6,72%. Fonte: www.minhachina.com

9. Immanuel Kant. http://www.fraseseproverbios.com/frases-de-kant.php.

10. Martin Luther King, Jr – Atlanta, 15/01/1929 – pastor protestante e ativista político estaduniense.

11. Doutora em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Maria Clara Di Pierro

coordena o Programa de Políticas Públicas de Educação de Jovens e Adultos de Ação Educativa.

12. Formada em Sociologia e Jornalismo, Mariângela Graciano cursa Mestrado em Educação na

Universidade de São Paulo. É assessora da Relatoria Nacional pelo Direito Humano à Educação, um

projeto da Plataforma brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais e Culturais.

13.Fonte INEP. Mapa do analfabetismo no Brasil. Brasília, 2003.

14.Fonte: IBGE. PNAD, organizados por MARTINS, Roberto Borges. Desigualdades raciais no Brasil.

Brasília, IPEA, 2001 (www.ipea.gov.br/pub/Desigualdades_raciais.ppt)

15. Vide: Archivio del Forum Internazionale sulla Didattica della Filosofia, Aprile 2001, Disponível

em:http://www.ilgiardinodeipensieri.eu/trombino-3.htm, Acesso em: 20/06/2009. Neste documento

encontramos a participação de diversos países: Argentina, Brasil, França, Itália, Espanha,

Paraguai, Uruguai.

16. Conforme dados divulgados pelo filósofo Michel Tozzi (vide: site www.philotozzi.com), autor dos

seguintes textos: TOZZI, M. Penser par soi-même, Initiation à la philosophie, Ed Chronique

Sociale, Lyon, 1994; Eléments pour une didactique de l’apprentissage du philosopher. Bilan des

acquis et proposition d’un ensemble de recherches, Université Lumière-Lyon II, 1998; TOZZI, M ;

MOLIÈRE, G (coord), Lecture et écriture du texte argumentatif en français et en philosophie,

CRDP de Montpellier, CNDP, 1995; “Lipman, Lévine, Tozzi: différences et complémentarités”, IN:

Annales du Colloque La philosophie pour enfants? Apprendre à penser dès cinq ans à l’épreuve

du modèle de M. Lipman, organisé par le Parlement de la Communauté Française de Belgique, 14

février 2004.

17. Quadro do Artigo Científico – A Educação de Jovens e Adultos no Brasil

18. Centro de Estudos em Educação e Linguagem.

19. Professora Titular Emérita da Faculdade da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais. Pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita – CEALE – da Faculdade de Educação da UFMG. Graduada em Letras, doutora e livre-docente em Educação. Autora de diversos livros.

20. Alfabetização, letramento e construção de unidades lingüísticas. In: Seminário Internacional de Leitura e Escrita – Letra e Vida, promovido pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo, 2005.

21. Moacir Gadotti (Rodeio, 1 de outubro de 1941) é professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) desde 1991 e o atual diretor do Instituto Paulo Freire em São Paulo. Gadotti é licenciado em Pedagogia e Filosofia, mestre em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), doutor em Ciências da Educação pela Universidade de Genebra (Suíça) e livre docente pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

22. Docente da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. Leciona  no Curso de Pedagogia, Mestrado e Doutorado em Educação. Coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade – o LEPED da Unicamp

23. Autor: Agenor Basso. Jornal Zero. “Palavras. Como acabar com a analfabetização no Brasil. Sábado, 24 de setembro de 2011.

24. João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo (MG) a 27 de junho de 1908.Poliglota. Escritor.

25. Páginas: 195; 212, Maria Yedda Linhares e Francisco Carlos Teixeira da Silva. Terra Prometida, uma história da questão agrária no Brasil, Rio de Janeiro. Campus, 1999, p. 58; 218, fonte: Organizada a partir de tabelas elaboradas por Herbert Klein. Tráfico de escravos. In: Estatísticas Históricas do Brasil, Rio de Janeiro, IBGE, 1987.

26. Título II. Dos Direitos e Garantias Fundamentais Capítulo II. Dos Direitos Sociais.

27. Título VIII da Ordem Social. Capítulo III. Da Educação, da Cultura e do Desporto. Seção I. da Educação.

28.A aprovação pela volta da filosofia à escola, como disciplina obrigatória, ocorreu em 07 de julho

de 2006 pelo Conselho Nacional de Educação, que aprovou o Parecer CNE/CEB nº 38, com

homologação publicada no Diário Oficial da União de 14 de agosto de 2006, e a Resolução

CNE/CEB nº 4, de 16 de agosto de 2006, que tornam obrigatória a inclusão de Filosofia e

Sociologia no currículo do ensino médio. Disponível em www.inep.gov.br, acesso em 05/05/2008,

às 11h.

29. Fernando Henrique Cardoso, Rio de Janeiro, 18/06/1931, conhecido popularmente comoFHC. Sociólogo, cientista político e político brasileiro. Professor Emérito da Universidade de São Paulo e da Universidade de Paris. Foi presidente do Brasil por duas vezes.

30. Pseudônimo de Edgar Nahoum (Paris, 08/07/1921) – antropólogo, filósofo francês, judeu de origem Sefardita.

31.Isabel Alarcão: educadora portuguesa.

32.Matias Martinez estudou germânica e filosofia em Göttingen, Paris e Cambridge (Massachusetts).

33. NTIC: sigla correspondente às Novas Tecnologias de Informação e Conhecimento.

34. fato real, em uma sala de aula, do Curso livre em Teologia. 2011

35. Maurice Merleau-Ponty (Rochefort – 14/05/1908 até Paris – 04/05/1961), filósofo fenomenologista francês. Lecionou em vários Liceus antes da Segunda Guerra. Em 1945 – professor de filosofia – Universidade de Lyon. Em 1949 – lecionou – Universidade de Paris I (Panthéon-Sorbonne).

36. Professora Universitária – Feusp. Vani Moreira Kenski.

37. EJA – Educação de Jovens e Adultos – MEC: é a modalidade de ensino da rede escolar pública brasileira e adotada por algumas redes particulares em idade apropriada por qualquer motivo. No início dos 90, o segmento incluiu também as classes de alfabetização inicial.

38. Os tão conhecidos Celulares, que faz parte da vida da pessoa, como um objeto íntimo necessário.

39.SMS é a sigla em inglês para "serviço de mensagens curtas". Através deste serviço você pode receber em seu telefone celular diversos tipos de informação através de uma mensagem de texto.

40.  Orkut é uma rede social filiada ao Google, criada em 24 de Janeiro de 2004 com o objetivo de ajudar seus membros a conhecer pessoas e manter relacionamentos. Seu nome é originado no projetista chefe, Orkut Büyükkökten, engenheiro turco do Google. Facebook é uma rede social lançada em 4 de fevereiro de 2004. Foi fundado por Mark Zuckerberg, Dustin Moskovitz, Eduardo Saverin e Chris Hughes, ex-estudantes da Universidade Harvard. Inicialmente, a adesão ao Facebook era restrita apenas aos estudantes da Universidade Harvard. Ela foi expandida ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), à Universidade de Boston, ao Boston College e a todas as escolas Ivy League dentro de dois meses. Muitas universidades individuais foram adicionadas no ano seguinte. Eventualmente, pessoas com endereços de e-mail de universidades (por exemplo, .edu, .ac.uk) ao redor do mundo eram eleitas para ingressar na rede. Em 27 de fevereiro de 2006, o Facebook passou a aceitar tambémestudantes secundaristas e algumas empresas. Desde 11 de setembro de 2006, apenas usuários com 13 anos de idade ou mais podem ingressar.[1]Os usuários podem se juntar em uma ou mais redes, como um colégio, um local de trabalho ou uma região geográfica.

O website possui 750 milhões de utilizadores,[2] a posição do Facebook no ranking de tráfego de visitantes do Alexa, subiu do 60º lugar para 7º lugar.[3]É ainda o maior site de fotografias dos Estados Unidos, com mais de 60 milhões de novas fotos publicadas por semana,[4] ultrapassando inclusive sites voltados à fotografia, como o Flickr.MSN Messenger é um programa da mensagens instantâneas criado pela Microsoft Corporation. O serviço nasceu a 22 de Julho de 1999, anunciando-se como um serviço que permitia falar com uma pessoa através de conversas instantâneas pela Internet.


Publicado por: Jurema Francisca Ferreira de Sousa

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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