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ROTINA INFANTIL EM CASA: DESAFIOS

Análise sobre a rotina infantil em casa, principais desafios.

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor . Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: https://www.brasilescola.com.

Proporcionar às crianças pequenas um pleno desenvolvimento de suas habilidades requer o estímulo, e para tal são necessárias propostas que tenham significado na formação de atitudes na rotina diária. Sendo assim, é importante observar todo o conhecimento que as crianças já possuem e apresentar a elas novas possibilidades lúdicas que despertem interesse e criatividade.

A busca por desenvolver nas crianças o interesse por atividades da rotina diária deve sempre vir acompanhada de propostas interessantes, que devem ser apresentadas de maneira simples e objetiva.

De acordo com Ogawa (2014), é necessário que o professor busque aperfeiçoar continuamente sua formação inicial, pois assim será possível efetivar os processos formativos, integrando os processos sociais e os conteúdos escolares.

Isso porque, estamos em um constante processo de evolução das tecnologias e por isso, o professor precisa pesquisar e se atualizar em busca das novidades, aprendendo sempre.

Dessa maneira, “é preciso, contudo, a partir desses novos contextos estabelecer mudanças na formação inicial do docente. O objetivo é assegurar que sejam propiciados os subsídios necessários a esse profissional para que ele possa se valer das inovações tecnológicas para enriquecer seu conhecimento em articulação às práticas sociais nas quais se inse­rem as tecnologias”. (OGAWA, 2014, p. 131)

Novos conhecimentos por parte do professor facilitarão a aprendizagem dos alunos, que já trazem conceitos de sua cultura familiar que devem ser aproveitados em sala de aula.

Piaget apud Valle (2014, p.116) afirma que:

A formação dos professores [...] constitui realmente a questão primordial de todas as re­formas pedagógicas [...] pois, enquanto não for a mesma resolvida de forma satisfatória, será totalmente inútil organizar belos programas ou construir belas teorias a respeito do que deveria ser realizado.

A rotina faz parte da vida de todas as pessoas em suas atividades, no entanto para as crianças é importante que essa organização seja apresentada de forma planejada e lúdica, para que as mesmas a realizem prazerosamente.

Vagula (2014), afirma que “é importante ressaltar que os métodos de ensino não são atividades reduzidas a procedimentos, técnicas ou medidas, conforme Haydt (2010, p. 144), nos alerta: “os métodos e técnicas não são neutros, pois estão baseados em pressupostos teóricos implícitos”.

Ao apresentar regras para as crianças é necessário que os métodos utilizados sejam claros e objetivos. Diante disso, Turra apud Vagulla (2014), esclarece que os procedimentos de ensino são “ações, processos ou comportamentos planejados pelo professor, para colocar o aluno em contato direto com as coisas, fatos ou fenômenos que lhe possibilitem modificar sua conduta, em função dos objetivos previstos”.

Portanto, o professor precisa perceber que a organização dos métodos de ensino planejados, deve visar os objetivos previstos no plano. Libâneo (2011, p.152), explica que “[...] os métodos de ensino são as ações do professor pelas quais se organizam as atividades de ensino e dos alunos para atingir os objetivos do trabalho docente em relação ao conteúdo específico”.

O professor é o mediador do processo ensino aprendizagem, e por isso pode proporcionar condições aos alunos para que elaborem novos conceitos e, portanto, novas aprendizagens.

No entanto, sabemos que o processo de aprendizagem e desenvolvimento ocorre em diversos ambientes e sofre influência da cultura. Assim, sabemos que as crianças observam e reproduzem comportamentos dos adultos e a participação da família nesse aprendizado é extremamente eficaz.

Por isso, mesmo em momentos extraordinários como os que atualmente estamos atravessando, não podemos deixar de considerar que a atividade conjunta entre escola e família ganha ainda mais atributos positivos. Nesse momento em que estamos vivendo a Pandemia de Covid-19, os pais podem encontrar certa dificuldade para cumprir juntamente com as crianças as tarefas escolares propostas. Isso porque, em sua maioria, os pais não possuem formação pedagógica para tal tarefa.

Sabemos que na Educação Infantil, as atividades propostas aos pequenos visam desenvolver habilidades de maneira lúdica e livremente. Por isso, os pais precisam adaptar sua rotina a atividades que envolvam o brincar com a criança de forma que essas sejam rotineiras.

Segundo Flores (2013), observando famílias e instituições de Educação Infantil, em muitos momentos, podemos perceber que a brincadeira não era valorizada como deveria. Num mundo competitivo, o brincar tem sido muitas vezes deixado de lado, à medida que as crianças precisam realizar muitas atividades.

Porém em tempos de Pandemia como o que estamos atravessando hoje, as crianças tem passado mais tempo em suas casas e o brincar além de importante precisa ser considerado uma ferramenta crucial para o entretenimento e desenvolvimento dos pequenos.

Nesse sentido, é importante incentivar a participação da família nas atividades desenvolvidas com as crianças para que haja uma sintonia entre o que é realizado na escola e o que pode ser proporcionado em casa. Já que nesse momento as aulas estão sendo proporcionadas também pela família.

Para Valle (2014, p. 51), “a interação com outras crianças e com adultos de sua família e de seu convívio, assim como com pequenos animais, é de fundamental importância para a aprendizagem. A questão afetiva também assume caráter prepon­derante que deve ser levado em conta por todos os educadores”.

À medida que as crianças observam que as atividades são desenvolvidas da mesma maneira na escola e em casa, passam a compreender com mais facilidade a importância da organização e do respeito aos demais.

Manter-se sempre atualizado diante de tantas transformações é sempre um desafio, por isso é preciso buscar por novos conceitos a fim de compreender cada nova proposta tornando-se capaz de reproduzir, tanto em sala de aula quanto em casa, somente aquilo que pode proporcionar aos pequenos o bem-estar.

Á medida que as crianças receberem influências positivas que serão utilizadas por eles no dia a dia com familiares e colegas através da troca cultural estabelecida com seus professores de forma produtiva e autêntica, todos os conhecimentos e saberes passarão a ser articulados de maneira que se desenvolva um pensamento próprio e crítico sobre a realidade.

REFERÊNCIAS

FLORES, Danielle Bonamin. Interação e linguagem lúdica na educação infantil [recurso eletrônico] / Curitiba: Universidade Positivo, 2013.

HAYDT, Regina Célia Cazaux. Curso de Didática Geral. 8. ed. 4. Impr. São Paulo: Ática, 2010.

LIBÂNEO, José Carlos. Didática. 32. Reimp. São Paulo: Cortez, 2011.

OGAWA, Mara Natsue. Currículo: Discursos entre Poder e Princípios. Curitiba: Positivo, 2014.

VAGULA, Edilaine; et al. Didática. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2014.

VALLE, Luciana de Luca Dalla. Aprendizagem: tendências históricas e contemporâneas [recurso eletrônico] / Curitiba: Universidade Positivo, 2014.

 

Por Vivian Leite Pereira Montanher


Publicado por: Vivian Leite Pereira Montanher

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor . Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: https://www.brasilescola.com.