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Por que a ciência é importante?

Educação

Breve análise sobre a importância da Ciência.

Por que a ciência é importante?

A ciência permite a humanidade compreender um pouco mais sobre a natureza, a ciência é importante na nossa vida pois nos ajuda a ter uma qualidade de vida melhor, pois através da ciência muitas doenças foram eliminadas. A ciência possibilita avanços na saúde, alimentação, energia e outros.

O que é a ciência?

Ciência é o conhecimento que explica os fenômenos obedecendo a leis que foram verificadas por métodos experimentais. A ciência baseia-se na regularidade, na previsão e no controle de fenômenos que podem ser observados.

Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas. A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como o Universo funciona.

Quando surgiu a ciência?

O pensamento científico surgiu na Grécia Antiga aproximadamente no século VI a.C. com os pensadores pré-socráticos que foram chamados de "Filósofos da Natureza" e também "Pré-cientistas". O pensamento cético coloca o que é observado como sendo superior às ideias.

A filosofia, considerada a base de todas as ciências, a história, e a medicina foram áreas de uma proeminente produção no período.

A ciência antiga era um corpo de verdades teóricas universais, de certezas definitivas, que não admitiam erros, mudanças ou crítica. A Idade Moderna vai significar uma ruptura com essa concepção de mundo dogmática, que não permitia a reflexão e a crítica.

Historicamente, os cientistas eram chamados de filósofos naturalistas ou homens de ciência, e eram homens de conhecimento. Ciência e filosofia eram basicamente sinônimos.

O primeiro filósofo da história foi Tales de Mileto, no início do século VI a.C., mas foi o Pitágoras quem criou o termo filosofia.

Os filósofos gregos pré-socráticos

Tales de Mileto (624 a.C.- 558 a.C.)

Tales de Mileto nasceu onde hoje é a Turquia, e na época era uma colônia grega. Em uma visita ao Egito, Tales teria aprendido regras de geometria, e através da observação e da dedução, chegou a conclusões importantes para época, como, por exemplo, a influência das condições de tempo nas colheitas de alimentos.

Atribui-se a ele a primeira previsão ocidental do eclipse total do sol, pois o filósofo também se interessava por astronomia. Ele acreditava no monismo, teoria que tudo no universo poderia ser reduzido, e era originado de uma matéria principal, no caso, a água.

Fundou a Escola de Tales, que se fixou como a primeira e mais importante escola de conhecimento Grega. 

Anaximandro (610 a.C. - 546 a.C.)

Anaximandro foi um geógrafo, matemático, astrônomo, político e filósofo pré-Socrático; discípulo de Tales, seguiu a escola jônica. Os relatos doxográficos nos dão conta de que escreveu um livro intitulado "Sobre a Natureza"; contudo, essa obra se perdeu.

Sua opinião era que o primeiro era muito abstrato (ápeiron), e o segundo muito palpável (água, o arché). Para Anaxímenes, a substância primordial não poderia ser algo fora da observação e da realidade sensível. Segundo ele, todas as coisas existentes são resultado da condensação ou da rarefação do ar.

Pitágoras (582 a.C. - 497 a.C.)

Pitágoras foi um matemático e filósofo grego. Autor do "Teorema de Pitágoras": "Em um triangulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos". Desenvolveu trabalhos na área da filosofia, música, moral, geografia e medicina.

Pitágoras nasceu na ilha de Samos, no mar Egeu, Grécia, por volta de 582 a. C. Filho de um rico comerciante, sua vida e suas ideias é uma mistura de lenda e história real.

A lenda começa antes mesmo de Pitágoras nascer: por volta de 580 a. C. a sacerdotisa do Deus Apolo disse a sua mãe: "Tereis um filho de grande beleza e extraordinária inteligência, será um dos homens mais sábios de todos os tempos".

Lenda ou não, a inteligência do jovem Pitágoras impressionava os mestres das melhores escolas de Samos, que não conseguiam responder as perguntas do jovem.

Com 16 anos de idade, Pitágoras foi enviado para Mileto, para estudar com Tales, o maior sábio da época. Logo, Tales reconheceu que nada mais tinha que ensinar ao jovem e passou ele, o mestre, a estudar as descobertas geométricas e matemáticas do aluno.

Adulto, em busca de novos conhecimentos, Pitágoras começou a somar, além dos números, ideias sobre ciência e religião de outros povos. Foi para a Síria, Arábia, Caldeia, Pérsia, Índia e Egito, onde se fixou e passou mais de 20 anos.

Para conhecer melhor os mistérios da religião egípcia, se fez sacerdote. Quando Cambises conquistou o Egito, Pitágoras foi obrigado a seguir para a Babilônia, onde passou a estudar e descobrir como se desenvolviam as ciências naquela região.

Por volta de 530, Pitágoras volta para Samos com o objetivo de abrir uma escola, mas encontra a ilha governada pelo ditador Polícrates, que não queria saber nem de escolas nem de templos. Pitágoras é expulso da Grécia e parte para Crotona, no sul da Itália, onde se dedica a ensinar aos filhos dos aristocratas.

Finalmente, Pitágoras, funda sua escola, a "Escola Pitagórica", que era mais que uma escola, era uma espécie de irmandade religiosa dedicada à Matemática, Religião, Política e Filosofia. Os membros do grupo pitagórico eram todos aristocratas e obrigados a sigilo, mediante juramento, por isso a irmandade era olhada com suspeição pelo povo comum.

Além de matemáticos e astrônomos, a escola abrigava biologistas e anatomistas. Os alunos formados, defensores da aristocracia, ocupavam altos cargos no governo local, e dominavam as cidades gregas do sul da Itália. Revoltas populares destruíram o prestígio da seita e incendiaram a escola, e Pitágoras foi obrigado a se exilar em Metaponto, ao norte, na Lucânia.

A escola filosófica de Pitágoras dizia que o mundo, os elementos e os seres vivos podiam ser expressos por números. Essa ideia levou seus discípulos a se tornarem pioneiros da ciência matemática. Assim foram os primeiros a estudar a geometria pura, desligando-a de qualquer finalidade prática.

O Teorema de Pitágoras é uma das suas mais conhecidas ideias no campo da geometria. O teorema diz: "Em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos", ou seja: a2 = b2 + c2

Sob o aspecto religioso, Pitágoras e seus adeptos acreditavam na imortalidade da alma, cuja purificação ocorria através de sucessivas reencarnações em corpos vivos, e só pela vida "pura" a alma poderia libertar-se do corpo e viver no céu.

Essa tese foi desenvolvida com cautela, para que não provocasse atrito com a religião politeísta, desenvolvida a partir dos mitos e cultos vigentes.

Para Pitágoras a música era o melhor meio de purificar a alma. Os termos criados por ele são usados até hoje, como "média harmônica" e "progressão harmônica". Como astrônomo, seu principal mérito foi conceber o universo em movimento.

Aos estudos sobre a rotação da Terra misturava-se noções acerca da melodiosa "música das esferas", produzida pelos astros em movimento. Como teórico de medicina, achava que o corpo humano era construído basicamente por uma harmonia: "homem doente era sinal de harmonia rompida".

Pitágoras faleceu em Lucânia, Itália, provavelmente em 497 a. C.

Heráclito (540 a.C. - 470 a.C.)

Heráclito foi um filósofo pré-socrático da Ásia Menor. Escreveu com extrema complexidade a respeito da ciência, da teologia e das relações humanas. Foi considerado o precursor da dialética e um dos fundadores da metafísica.

Heráclito nasceu em Éfeso, antiga colônia grega, na Ásia Menor (atual Turquia), no ano de 540 a.C. Filho de tradicional família de sacerdotes, abriu mão de seus direitos em benefício do seu irmão.

Dedicou-se ao estudo e reflexões em busca da explicação natural do universo.

Heráclito tentava encontrar o "physis" – o princípio gerador e regulador de todas as coisas da natureza sem recorrer às divindades.

Teoria filosófica de Heráclito

Heráclito considerava que a natureza estava em constante "devir" (transformação), e o fogo era a substância original, ou seja, o primeiro elemento na composição da matéria.

Para Heráclito, o fogo é a matéria fundamental, o substrato de todas as metáforas e conexão universal. Era definido como mobilidade e inquietação.

Para ele, tudo está em constante movimento, o mundo passa por criações e destruições perpétuas, porque tudo flui, tudo muda.

Diz Heráclito:

"Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio, porque tanto a água quanto o homem mudam incessantemente."

Tais mudanças, porém, não se fazem ao acaso. A marcha e a ordem dos acontecimentos são guiadas pelo "logos", essência racional do Universo, expressa pelo fogo.

O logos de Heráclito não é apenas a razão das coisas, mas o fogo que as ilumina e permite vê-las, não apenas o "sentido" do real, mas o pensamento, a sabedoria.

Ser sábio consiste em saber que o pensamento governa todas as coisas.

Conforme Heráclito, uma incessante luta de contrários guia o fluxo das coisas. Tudo aquilo que parece estático, por pouco ou muito tempo, está na verdade em equilíbrio, pela ação recíproca de forças contrárias equivalentes. Apresentava-se assim, como um precursor da metafísica.

Fragmentos de sua obra

Em meados de 490 a.C. Heráclito escreveu "Sobre a Natureza", da qual restam mais de cem fragmentos. Complexa e enigmática rendeu ao filósofo o codinome de "Obscuro".

Seus escritos, de extrema complexidade, tratam sobre ciência, teologia e relações humanas.

Apesar de ter recebido influência de seus antecessores, fazia críticas ao pensamento vigente e chamava os poetas épicos de "tolos" e "Pitágoras" de impostor.

Morte

Segundo os pesquisadores, Heráclito se decepcionou com seus conterrâneos, deixou seus manuscritos no Templo de Artemis e se retirou para uma montanha para viver solitário.

Aos setenta anos, enfraquecido por se alimentar de erva e raízes, deixou-se morrer de fome.

Heráclito faleceu em Éfeso, por volta de 480 a.C.

Frases de Heráclito

"Se não sabe escutar, não sabe falar"."Nada existe de permanente a não ser a mudança""Ser sábio consiste em saber que o pensamento governa todas as coisas."A oposição produz a concórdia. Da discórdia surge a mais bela harmonia"."A guerra é mãe e rainha de todas as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em homens; de alguns faz escravos, de outros, homens livres".

Parmênides (510 a.C. - 445 a.C.)

Parmênides foi um filósofo grego da Antiguidade, o primeiro pensador a discutir questões relativas ao "Ser". Foi um dos três mais importantes filósofos da escola eleática, junto com Xenófanes e Zenão.

Parmênides ou Parmênides de Eleia nasceu na colônia grega de Eleia, no litoral sudoeste da atual Itália, na Magna Grécia. Descendente de uma família rica e ilustre recebeu boa educação sendo admirado por seus conterrâneos por levar uma vida regrada e exemplar. Seu interesse pela filosofia o levou a se aproximar das ideias do filósofo Pitágoras (582-497) e da escola itálica. Esteve em Atenas, porém não se aprofundou nas questões difundidas por ele.

Parmênides fez parte dos primeiros sábios gregos a estudar a natureza cosmológica, procurando um elemento constitutivo de todas as coisas sem recorrer aos mitos, portanto, é a passagem do mito para a razão. Na Grécia, o filósofo era também o homem do saber científico. Os escritos desses filósofos desapareceram com o tempo, e só restaram alguns fragmentos ou referências feitas por outros filósofos posteriores. Os primeiros filósofos gregos foram, mais tarde, classificados como pré-socráticos, pois a divisão da filosofia grega se centraliza na figura de Sócrates.

Parmênides é considerado o fundador da escola eleática, criada em sua cidade natal. Nela se destacam também os filósofos Xenófanes e Zenão. Baseado nas teorias de Xenófanes partiu para desenvolver seus próprios pensamentos. O ser de sua teoria é equivalente à concepção de "deus" de Xenófanes. Seus estudos foram baseados na ontologia (do ser concebido como tendo uma natureza comum que é inerente a todos e a cada um dos seres), na razão e na lógica. Seu pensamento influenciou a filosofia de seus discípulos, entre eles, Melisso de Samos e Platão, como também a filosofia moderna e contemporânea.

Demócrito (460 a.C. - 370 a.C.)

Demócrito de Abdera, nasceu por volta de 460 a.C. na cidade de Abdera, região da Trácia.

Descendente de família nobre, viveu em diversas cidades desde Atenas, Egito, Pérsia, Babilônia, Etiópia e Índia, aprofundando seus conhecimentos.

Fez parte de filósofos da "Escola Atomística", oposta à Escola de Heráclito, fundamentada em explicações materiais e mecanicista do mundo. Demócrito, teve uma vida longa e faleceu por volta 370 a.C.

Demócrito foi um estudioso nas áreas da matemática, física, astronomia, ética, filosofia, linguística, natureza, música.

Discípulo do filósofo grego, Leucipo de Mileto, uma das mais destacadas ideias de Demócrito envolve a sistematização do pensamento sobre a "Teoria Atômica".

Segundo ele, o átomo, parte indivisível e eterna, que permanece em constante movimento, é o elemento primordial, o princípio de todas as coisas.

Nesse ínterim, todo o universo está composto de dois elementos básicos: o vácuo (o vazio ou o não-ser) e os átomos.

Os filósofos gregos socráticos

Sócrates (470 a.C.- 399 a.C.)

Sócrates não fundou uma escola como diversos outros filósofos. Era um pregador que ensinava em locais públicos e não escreveu nada de seus pensamentos. Suas ideias chegaram até nós através dos escritos dos seus discípulos, principalmente Platão que faz de Sócrates porta voz de muitas de suas ideias, sendo difícil separar o pensamento dos dois. O mesmo ocorre com os outros autores que escreveram sobre Sócrates.

O Conhecimento do Homem

Ele acreditava na imortalidade da alma e que ele próprio recebeu em sua vida uma missão do deus Apolo para que ele defendesse o Conhece-te a Ti Mesmo. Dessa forma a filosofia torna-se um incessante exame de si e dos outros colocando o homem e os seus problemas como centro dos interesses da filosofia. A sabedoria passa a ter como objeto de pesquisa o homem. A Sabedoria Humana é o quanto o homem pode saber sobre o próprio homem. Sócrates busca responder a questão de qual é o ser, a natureza última, a essência do homem. A essa pergunta Sócrates responde que o homem é a sua alma, e a alma do homem é a sua razão. A alma do homem é a sua consciência. A alma é o que dá ao homem a sua personalidade intelectual e moral. Cuidar de si mesmo é cuidar da própria alma mais do que do corpo. O educador tem assim por tarefa ensinar os homens a cuidar da própria alma. Sócrates considerava-se um educador e como tal tinha por tarefa ensinar as pessoas a cuidar da alma mais do que do corpo e das riquezas. Ele buscava a virtude e a virtude não nasce da riqueza nem do culto ao corpo, tão próprio dos atenienses da época. O corpo tem que ser um instrumento da alma, da sabedoria. Conhecer a si mesmo é conhecer a própria alma.

A missão de Sócrates é conhecer a realidade humana, investigar o homem e a sua alma. A filosofia deve levar o homem a conhecer a si mesmo, conhecer os seus limites, as suas possibilidades. Busca a justiça e a solidariedade. A relação do homem com ele e com os outros e a relação dos outros com ele. Para ele o limite de sua sabedoria era a sua própria ignorância – Só sei que nada sei. Os erros que cometemos em nossa vida são culpa da nossa ignorância. Não se proclamava sábio e tentava fazer com que as pessoas se sentissem ignorantes e que admitissem a sua ignorância e fazia isso através do perguntar e do questionar, Sócrates tanto fez isso que conquistou diversas inimizades.

A Virtude

Para Sócrates as pessoas deveriam concentrar os seus esforços em serem virtuosos, para si mesmos, para seus amigos e para a comunidade a que pertencem, pois, a virtude deve ser conquistada também pelo grupo humano, pela polis. Esse é um dos motivos pelo qual não fugiu da sua sentença de morte, acreditava que fugir da sua comunidade e da sentença que ela lhe impôs era deixar de ser virtuoso e isso era ir contra todos os seus princípios.

Para os gregos a virtude era a qualidade essencial que faz do ser o que ele é, assim é virtuoso o homem que tenta ser bom e perfeito utilizando a razão e o conhecimento para atingir esse objetivo porque essas qualidades são próprias do homem. O contrário da virtude é o vício que é caracterizado basicamente pela ignorância que é a ausência da razão e do conhecimento.

O melhor modo do homem virtuoso viver segundo Sócrates é buscando o desenvolvimento da sua razão e do seu conhecimento e não buscando riquezas materiais que geralmente desviam o homem do caminho da virtude. A virtude é o bem mais precioso que a pessoa pode ter. Os reais valores não estão ligados ao que é exterior ao homem como a fama o poder e a riqueza, nem aos atributos do corpo como a beleza e o vigor físico, mas nos atributos da alma que são caracterizados principalmente pelo conhecimento. Os outros valores quando estiverem ligados ao conhecimento também podem ser virtuosos.

O homem para ser virtuoso não precisa renunciar aos prazeres, a virtude deve levar o homem a uma vida perfeita não a negação dessa vida.

A Maiêutica

É a forma encontrada por Sócrates para fazer com que as pessoas através da interrogação feita de forma organizada e direcionada cheguem ao conhecimento. A Maiêutica é um estímulo para a pesquisa, através dela ele buscava fazer "parir" nas pessoas as ideias, os conhecimentos. Ele próprio se declarava sem sabedoria e não criou nenhuma organização metodológica e doutrinal. Era o parteiro das ideias nos outros e não podia parir conhecimentos em si mesmo.

Através da Maiêutica a pessoa que parece ignorante pode achar em si conhecimentos que desconhecia ter, Sócrates somente ajuda a pessoa nessa pesquisa, mas não lhe ensina nada.

Política

Sócrates era contrário a aristocracia democrática, defendia que a república deveria ser governada por filósofos. Pensava também que em algumas situações os tiranos podem até ser mais legítimos que a democracia. Os filósofos seriam os perfeitos governadores do estado pois somente eles têm a capacidade de entender os mais profundos conhecimentos.

Religião

Ele não era ateu mas afirmava que acreditava em uma divindade particular, filha dos deuses tradicionais que ele chamava daimonion que era um ser inferior aos deuses mas superior aos homens. Mesmo assim ele era contra os deuses nos quais a cidade acreditava.

Sócrates se dizia atormentado por essa voz divina interior que ele ouvia não tanto para o indicar a pensar e agir, mas para o dissuadir de fazer determinada ação.

Para ele os cultos religiosos devem fazer parte da vida de todos os cidadãos. Aconselha as pessoas a que sigam os cultos e aos costumes da sua cidade. Os deuses são a expressão do princípio divino. Esse princípio divino pode trazer aos homens o supremo bem que é a virtude. A religião pra Sócrates é a sua filosofia. Seu Deus é a inteligência que pode conhecer todas as coisas e que pode também ordenar essas coisas.

Sentenças

- Eu digo cidadãos que me haveis matado, que uma vingança recairá sobre vós, logo depois da minha morte, bem mais grave do que aquela pela qual vos vingastes de mim, matando-me. Hoje, vós fizestes isso na esperança de que vos tereis libertado de ter que prestar contas de vossa vida. No entanto, vos acontecerá inteiramente o contrário: eu vo-lo predigo. Não serei mais somente eu, mas muitos a vos pedir contas.

- Você sabe onde se vende peixe? Sim, no mercado. E sabe aonde os homens se tornam virtuosos? Não. Então me siga.

Platão (427 a.C. - 347 a.C.)

A filosofia de Platão desenvolve-se a partir dos ensinamentos de seu mestre Sócrates, por meio dos diálogos socráticos. Ainda nesse período, Platão, principal discípulo de Sócrates por 10 anos, escreveu sobre os ensinamentos dele mesmo e de Sócrates. Platão nasceu em Atenas e era de família nobre. Foi um dos maiores pensadores da história da filosofia. Após longas viagens, fundou sua própria escola - a Academia, nos jardins construídos por Acadamus. Era uma espécie de universidade de ensino do mundo ocidental. Desenvolve sua concepção filosófica que tem como núcleo a teoria das ideias ou formas. Para Platão, existia um mundo sensível – da aparência, das opiniões, da ilusão, imperfeito, incompleto e o mundo das ideias – eterno, essencial, belo, pleno, perfeito. Para se alcançar o mundo das ideias, é preciso o conhecimento racional e filosófico. Ele explica este pensamento por meio da alegoria "O Mito da Caverna".

Para Platão a filosofia é uma forma de saber que possui um caráter prático ético político e, por outro lado, filosofia é essencialmente teoria capaz de levar a natureza essencial das coisas.

Platão, como também Sócrates, pensa que a filosofia tem um fim prático, moral; é a grande ciência que resolve o problema da vida. Este fim prático, porém, realiza-se só intelectualmente, através da especulação, do conhecimento, da ciência. Mas, diversamente de Sócrates, que limitava a investigação filosófica, conceitual, ao campo antropológico e moral, Platão estende tal investigação ao campo metafísico e cosmológico, quer dizer, a toda a realidade.

Como Sócrates, também Platão distingue um conhecimento sensível, a opinião, e um conhecimento intelectual, a ciência; particular e mutável o primeiro, universal e imutável o segundo. Entretanto Platão, diversamente de Sócrates, que faz derivar o segundo do primeiro, julga que o conhecimento intelectual não pode derivar do conhecimento sensível, por terem precisamente estes dois conhecimentos características opostas. Diversamente do mestre, pois, que ignora a metafísica, Platão dá tanto a um quanto a outro conhecimento, um objeto correspondente, um fundamento ontológico: ao conhecimento sensível o mundo material, multíplice e mutável; ao conhecimento intelectual o mundo ideal, universal e imutável.

AS IDEIAS

O sistema metafísico de Platão centraliza-se e culmina no mundo divino das ideias, a que é contraposta a matéria, obscura e incriada. Entre as ideias e a matéria estão o Demiurgo - arquiteto do universo - e as almas, donde desce das ideias para a matéria o tanto de racionalidade que nela aparece. A divindade platônica é representada pelo mundo das ideias, e especialmente pela ideia do Bem, que ocupa o lugar de maior destaque. Pelo fato de que as ideias são conceitos personificados, transferidos da ordem lógica à ordem ontológica, terão consequentemente as características dos próprios conceitos: transcendentes à experiência, universais, imutáveis, e ordenados logicamente, sistematicamente entre si (dialética).

AS ALMAS

Como o Demiurgo, e em dependência dele, a alma tem uma função mediadora entre as ideias e a matéria, a que comunica ordem e vida. Platão distingue três espécies de almas: concupiscível(vegetativa), irascível(sensitiva), racional(inteligente), que são próprias, respectivamente, da planta, do animal e do homem; e no homem se acham reunidas hierarquicamente, enquanto ele é um ser vivo, sensitivo e dotado de intelecto. A alma racional está no corpo humano como em prisão, em exílio, a que é condenada por uma culpa cometida quando estava no mundo das ideias, sua pátria verdadeira, donde, em consequência dessa culpa, decaiu.

PLATONISMO

Platão procura compatibilizar a filosofia socrática com a necessidade de uma vida política. A Teoria das ideias é a parte central do pensamento platônico. Segundo ela, existe uma esfera superior ao mundo físico, onde estão as ideias puras. É o mundo inteligível e espiritual – formado por conceitos puros, como o bem, a beleza e a justiça –, que é a causa primeira de tudo. Esse mundo é real e o mundo sensível é apenas uma cópia dele.

Alma dividida – Antes de encarnar, as almas viviam nessa esfera superior, daí a origem das ideias inatas que, com maior ou menor clareza, todos os homens possuem. O método dialético consiste em, por meio do diálogo, lembrar o espírito humano dessas reminiscências e elevar o conhecimento do mundo sensível para o mundo inteligível. Platão cria a imagem da alma dividida em três: razão, emoção e instintos. E diz que a razão é quem deve comandar as outras duas partes nesse processo de elevação.

Principais obras: Apologia de Sócrates, Eutífron, Críton, Laques, Mênon, O Banquete, A República e Parmênides.

Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.)

O filósofo grego Aristóteles foi um dos maiores pensadores de todos os tempos. Seus escritos abordam praticamente todas as áreas do conhecimento. A obra de Aristóteles exerceu influência sobre quase todos os campos do saber moderno.

Aristóteles nasceu em Estagira, no nordeste da Grécia, em 384 a.C. Seu pai era o médico do rei da Macedônia, país localizado ao norte da Grécia.

Aos 17 anos, ele se mudou para Atenas, onde se tornou discípulo de Platão, outro famoso filósofo grego. Aristóteles estudou na escola de Platão, chamada Academia, até a morte do mestre, em 348 ou 347 a.C. Aristóteles, então, partiu de Atenas.

Carreira

Aristóteles viveu em várias cidades da Grécia e da Macedônia, até se tornar preceptor (professor particular) do filho do rei macedônio Filipe II. O príncipe se tornaria, mais tarde, o famoso conquistador Alexandre, o Grande.

Por volta de 335 a.C., Aristóteles retornou a Atenas, onde abriu sua própria escola, o Liceu, que passou a competir com a Academia. Durante o resto da vida, Aristóteles passou a maior parte do tempo no Liceu, dedicando-se a ensinar, pesquisar e escrever.

A filosofia e a matemática eram as matérias principais na Academia de Platão. Já o Liceu de Aristóteles abordava uma gama bem maior de assuntos, entre eles biologia e história. Aristóteles ensinava caminhando sob um pórtico coberto (peripatos, em grego). Por causa desse hábito, os estudantes da Academia ficaram conhecidos como "peripatéticos".

Ideias

Os trabalhos de Aristóteles que chegaram até nossos dias preenchem mais de 2 mil páginas impressas. Incluem estudos sobre os mais diversos temas e resultam de anotações sobre as aulas que ele ministrava no Liceu. Também podem ter sido escritos para uso dos alunos como material didático.

Aristóteles deixou estudos sobre anatomia, astronomia, geografia, biologia, física, zoologia e meteorologia. Também escreveu sobre retórica (falar em público), arte, poesia, literatura, economia, política, religião, psicologia, educação e costumes de povos estrangeiros. As reflexões de Aristóteles sobre ética (o que é certo e o que é errado) e política ainda fascinam o leitor atual.

Aristóteles inventou o estudo da lógica, ou ciência do raciocínio. Criou um tipo de argumentação lógica conhecido como silogismo. Um exemplo de silogismo: "Todo grego é humano. Todo ser humano é mortal. Logo, todo grego é mortal". Ele acreditava que, por meio da lógica, era possível aprender tudo sobre o mundo.

As bases das ciências modernas também estão no pensamento de Aristóteles. Para ele, o conhecimento dependia da observação da natureza e do uso dos sentidos. Argumentava que toda teoria deve ser baseada em fatos. Por cerca de 2 mil anos, nenhum outro pensador superou o trabalho de Aristóteles no campo da lógica ou da zoologia.

Morte e legado

Em 323 a.C., Aristóteles deixou Atenas e recolheu-se à sua propriedade na cidade de Cálcis, na ilha de Eubeia. Morreu no ano seguinte, de uma doença no estômago.

Após a morte, a obra de Aristóteles continuou a exercer grande influência no mundo grego. Mais tarde, sábios da Roma antiga e do califado (império islâmico) difundiram parte de seus trabalhos na Europa, no Oriente Médio e no norte da África. Pensadores cristãos, muçulmanos e judeus aproveitaram as ideias do grande filósofo em seus estudos.

No início da Idade Média, o pensamento de Aristóteles foi conhecido na Europa ocidental indiretamente, por escritos romanos e árabes. Nos séculos XII e XIII, estudiosos europeus fizeram novas traduções latinas dos trabalhos originais de Aristóteles. Com isso, as ideias aristotélicas se espalharam rapidamente e logo dominaram o pensamento europeu. Essas ideias são importantes até os dias de hoje.

Os filósofos da época helenista

Epicuro (341 a.C - 271 a.C.)

Epicuro acreditava que a filosofia é o melhor caminho para se chegar à felicidade, que para ele significava se libertar dos desejos

Epicuro acreditava que a filosofia é o melhor caminho para se chegar à felicidade, que para ele significava se libertar dos desejos. A filosofia é um instrumento para alcançar a felicidade pois através dela o homem vai libertar-se do desejo que o incomoda. A filosofia com Epicuro passa a ter uma finalidade prática e não somente o objetivo de investigação dos fundamentos últimos do mundo e do homem.

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Ele divide a filosofia em três partes: a ética, a física e a canônica, sendo que as duas últimas estão intimamente ligadas.

Em sua ética Epicuro aponta a felicidade como sendo diretamente ligada ao prazer. O prazer é o início e o fim de uma vida feliz. O homem é inclinado a buscar o prazer e a fugir da dor e através do critério do prazer é que nós avaliamos todas as outras coisas. Existem para ele duas formas de prazer, o primeiro é o prazer estável que é a ausência da dor e da perturbação, o que ele chama de ataraxia e aponia, nessa forma de prazer o homem não sofre e mantêm-se em paz podendo dessa forma atingir a felicidade. Na segunda forma de prazer, que é a da alegria e a do gozo, o homem pode tornar-se escravo do prazer e levar uma vida perturbada, o que não é condizente com a felicidade.

Segundo a filosofia de Epicuro é preferível a sabedoria feliz do que a insensatez feliz e a justiça é somente um acordo feito entre os homens para atingirem um fim comum que é o de impedir fazerem-se o mal reciprocamente.

Para suas ideias sobre teoria do conhecimento e sobre lógica Epicuro deu o nome de Canônica pois as duas servem como regra para expor um critério de verdade, um cânon, que é um princípio que vai direcionar o homem para a felicidade. O cânon é formado pelas sensações pelas antecipações e pelas emoções.

O fluir dos átomos é o que produz as sensações nos homens. O fluir dos átomos é o que cria as imagens que são similares às coisas que os produzem. O fluxo dos átomos de uma árvore é o que cria em nós a imagem da árvore. Nós temos sensações dessas imagens e nossa percepção de mundo é produzida pela combinação de diversas imagens diferentes. Nossos conceitos são formulados pela repetição dessas sensações e pela recordação de sensações que vivemos no passado. As percepções do futuro também terão por base os conceitos que formulamos no presente. Essas sensações são o segundo e principal fundamento da verdade. O terceiro fundamento para Epicuro é a emoção que se constitui em nossa percepção do prazer e da dor.

Nossas opiniões podem ser equivocadas quando não são confirmadas pela demonstração das sensações. Um bom raciocínio é aquele que está em conformidade com os fenômenos percebidos.

Os estudos de física de Epicuro buscam rejeitar as coisas sobrenaturais como princípios de explicação do mundo. Para ele a física deve ser: 1° materialística, rejeitando como seu fundamento qualquer explicação sobrenatural e 2° mecanística, utilizando-se do movimento dos corpos como única explicação, rejeitando ainda qualquer explicação que busque uma finalidade para esses movimentos. Nada vem do nada, todo corpo é formado por corpúsculos menores e indivisíveis que são os átomos e os átomos se movimentam no vazio infinito. Nesse vazio os átomos colidem uns contra os outros podendo criar entre si as mais variadas combinações. O número dos átomos não é infinito, mas também não pode ser definido.

A alma é formada por partículas corpóreas que estão espalhadas por todo corpo. Essas partículas são mais tênues e delicadas e se movimentam de forma mais fácil que as outras pois são mais redondas. Com a morte os átomos da alma se separam e nós não podemos mais ter as sensações. A morte é o fim tanto do corpo quanto da alma e por essa razão nós não precisamos ter medo dos deuses.

Sentenças:

- As almas pequenas na sorte se desenvolvem, nas adversidades regridem.

- O homem sereno busca serenidade para si e para os outros.

- A morte não é nada para nós. Quando nos dissolvemos não temos mais sensibilidade e sem sensibilidade não nos resta nada.

- A vida do justo não é perturbada pelas inquietações, mas a vida do injusto é cheia delas.

- Toda amizade tem por base o proveito próprio.

- As pessoas terminam sua vida como se tivessem acabado de nascer.

- Não faça nada que teu vizinho não possa saber.

- Não devemos pedir aos deuses o que podemos realizar.

- O melhor da auto-suficiência é a liberdade.

- A morte não significa nada para nós pois quando nós somos ela não é e quando ela é, nós não somos.

- Nada é suficiente para quem considera o suficiente pouco.

- O prazer é o principal bem, ele é a ausência de dor no corpo e de inquietações na alma.

Zenão de Cítio (333 a.C - 263 a.C.)

Zenão de Cítio foi um importante filósofo da Grécia Antiga. É considerado um dos principais representantes do Estoicismo na filosofia grega antiga. Seu pensamento teve grande influência durante o Império Romano. Também é considerado um destaque entre os pensadores da Filosofia Helenística.

Biografia resumida de Zenão de Cítio

- Zenão de Cítio nasceu na cidade de Cítio (na atual ilha de Chipre) em 333 a.C.

- Além da dedicação à Filosofia, ele foi um próspero comerciante.

- De acordo com alguns registros históricos, Zenão foi uma pessoa séria, reservada e até sombria.

- Foi professor na cidade de Atenas. Dava aulas em público no pórtico da cidade.

- Por volta do ano 300 a.C., fundou a Escola Estoica de Filosofia.

- Faleceu na cidade de Atenas, aos 70 anos, em 263 a.C. A provável causa de sua morte foi suicídio.

Principais ideias de Zenão de Cítio

- Foi influenciado pelo pensamento filosófico dos cínicos, que defendiam uma vida de virtudes em sintonia com as leis natureza. De acordo com eles, essa seria a forma de alcançar a Eudaimonia (bem-estar, felicidade, bem-aventurança).

- Zenão defendeu a busca pela paz de espírito.

- Suas principais áreas de interesse foram: Ética, Lógica e Física.

- Defendeu a Lógica como uma forma eficiente de evitar o engano e o erro.

- De acordo com Zenão, a felicidade era um fluxo de vida.

- Para esse filósofo estoico, a virtude só pode existir dentro da esfera da razão.

Principais obras:

- República

- Ética

- Sobre o acordo com a natureza

- Sobre a educação grega

- Sobre a lei

- A arte do amor

- Sobre o logos

- Sobre o universo

- Doutrinas pitagóricas

Por que a ciência é importante para a humanidade?

A ciência permite a humanidade compreender um pouco mais sobre a natureza, a ciência é importante na nossa vida pois nos ajuda a ter uma qualidade de vida melhor, pois através da ciência muitas doenças foram eliminadas. A ciência possibilita avanços na saúde, alimentação, energia e outros.

Quando uma pandemia como a do novo coronavírus se alastra pelo mundo, uma das grandes necessidades é obviamente o desenvolvimento de uma vacina ou de outro tratamento específico. Mas, para isso, é preciso tempo para se criar algo eficaz e seguro. Como se pode então estar preparado para reagir a uma emergência como a que estamos a viver? Os países devem fazer um investimento regular na produção de conhecimento científico.

Quem é considerado o maior cientista do mundo?

Albert Einstein (1879 – 1955) físico alemão foi um dos maiores cientistas da história da humanidade. Autor da Teoria da Relatividade, Einstein ganhou, em 1921, o Prêmio Nobel de Física pelo estudo que fundamentou a teoria quântica. Einstein revolucionou o mundo científico com a Teoria da Relatividade, cujos estudos iniciais foram apresentados, em 1905, aos 26 anos de idade.

Einstein, em seus estudos, concluiu que não havia distinção entre matéria e energia, as quais possuíam massas equivalentes. A equação E= mc² é considerada como o marco da evolução da energia atômica.

Filho dos judeus Hermann Einstein e Pauline Koch, Albert Einstein nasceu, no dia 14 de março de 1879, em Ulm, cidade alemã onde os pais fixaram residência após o casamento, em 1876. Naquela época, o pai do futuro cientista trabalhava com o comércio de penas para a fabricação de colchões.

A família mudou-se para Munique, em 1880, quando Einstein completou um ano de idade. Aprendeu a tocar violino quando tinha apenas seis anos de idade. Até o fim da vida, o violino foi seu hobby. O pai e o tio de Einstein, Jacob, fundaram, em 1885, um novo negócio. Passaram a trabalhar com a venda de material elétrico.

Formação acadêmica de Einstein

Naquele ano, Einstein iniciou os estudos em Munique, em uma escola católica. Posteriormente, foi para o Luitpold Gymnasiumon, onde estudou por 15 anos. No início da adolescência, Einstein já demonstrava a sua genialidade nos estudos de matemática e física. Além dos números, também se interessava muito por literatura e filosofia, com destaque para os filósofos Kant, Leibniz e Hume.

Dez anos mais tarde, devido a dificuldades no comércio, a família foi obrigada a partir para a Itália. Einstein ficou em Munique até o fim do ano escolar. Ele tentou uma vaga na escola Eidgenössische Technische Hochschule (ETH), em Zurique (Suíça), mas não obteve êxito nos exames de ciências humanas.

Decidiu, então, concluir o ensino secundário em outra escola suíça. Formou-se, em 1896. Após renunciar à cidadania alemã, aos 17 anos de idade, Einstein, ficou um período sem nacionalidade oficial. Somente, em 1901, tornou-se cidadão suíço. Na Suíça, ele conclui o ensino superior no Instituto Politécnico, tornando-se professor, alguns anos mais tarde.

Einstein casou-se, em 1903, com Mileva Maric, com quem teve três filhos. A primogênita, Lieserl, nasceu antes do casamento, mas morreu ainda bebê. O filho Eduard, formado em literatura e música, sofria de esquizofrenia e acabou internado em um hospital psiquiátrico suíço, local onde faleceu. Hans Albert formou-se professor de hidráulica, sendo contratado pela Universidade da Califórnia.

Trajetória científica de Einstein

Com a publicação da obra "Annalen der Physik" (Anais da Física), em 1905, Einstein expôs seus estudos sobre eletrodinâmica, fenômeno fotoelétrico, equivalência entre massa inerte e energia, dimensões moleculares. Estes trabalhos fundamentaram a teoria quântica, a teoria da relatividade restrita e a teoria atômica da matéria.

Einstein deu aulas nas cidades de Zurique, Praga e Berna, no período de 1909 a 1913. Só retornou à Alemanha em 1914, antes que a Primeira Guerra Mundial fosse deflagrada. Foi pesquisador na Academia Prussiana de Ciências. Ao mesmo tempo, lecionou na Universidade de Berlim e dirigiu o Instituto Wilhelm de Física.

Teoria da Relatividade

O cientista apresentou a Teoria da Relatividade, em 1915. O "Fundamento Geral da Teoria da Relatividade" foi publicado em 1916. Três anos depois, já separado de Mileva, casou-se com Elsa, sua prima. Neste ano, com a comprovação da teoria da relatividade, através de experimentos feitos, durante o eclipse solar, Einstein ganhou destaque no mundo todo.

O Prêmio Nobel de Física veio em 1921 por seus trabalhos sobre física quântica. Naquele ano, o cientista foi integrado aos quadros da Organização de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. O estudo intitulado "Sobre a Teoria da Relatividade Especial e Geral" foi publicado no mesmo ano em que ganhou o Nobel de Física.

Presidiu a Universidade Hebraica de Jerusalém, no período de 1925 a 1928. Com a ascensão de Adolf Hitler, Einstein novamente renunciou a cidadania alemã, e deixou o país, em 1933. Mudou-se para os Estados Unidos, onde fez parte do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton. Tornou-se cidadão americano, em 1940, mas não abriu mão da cidadania suíça.

Einstein renunciou ao cargo de diretor, em 1945, sem deixar o trabalho na Universidade de Princeton. Aquela instituição iniciou, em 1941, o Projeto Manhattan, com o objetivo de criar a bomba atômica, mas Einstein não participou desse projeto.

Passou 25 anos da vida tentando concluir a Teoria Unitária do Campo, na qual pretendia abranger os fenômenos gravitacionais e magnéticos. Não conseguiu desenvolver tal teoria, nem provar sua inexistência.

Albert Einstein teve uma vida intelectual bastante produtiva. Em conjunto com Sigmund Freud, ele escreveu, em 1933, a obra "Por que a Guerra?". Alguns anos mais tarde, foram publicadas outras duas obras: "O Mundo como Eu o Vejo" e "Meus Últimos Anos", nas quais apresenta seus conhecimentos sobre o universo.

Einstein chegou a ser convidado para assumir a presidência do Estado de Israel, em 1952, pelo, então, primeiro-ministro Ben-Gurion. O cientista declinou do convite devido a problemas de saúde.

Antes de morrer, Einstein escreveu uma carta a Bertrand Russell, um dos maiores matemáticos do mundo, confirmando a decisão de incluir seu nome em todos os manifestos contra as armas nucleares. Aos 76 anos, Einstein faleceu, em Nova Jersey, no dia 18 de abril de 1955. O corpo foi cremado e seu legado eternizado como um dos maiores físicos do mundo.

Alguns dos mais importantes cientistas brasileiros

Vital Brazil (1865-1950)

Médico, sanitarista e pesquisador brasileiro. Pioneiro no estudo das toxinas desenvolveu o soro antiofídico para tratamento de mordidas de animais peçonhentos (serpente, escorpião e aranha). Vital Brazil Mineiro de Campanha nasceu em Campanha, Minas Gerais, no dia 28 de abril de 1865. Foi diretor do Instituto Butantã em São Paulo, fundou e dirigiu o Instituto Vital Brasil em Niterói, Rio de Janeiro, dois importantes centros de pesquisas, estudo e produção de soro e medicamentos.

Juliano Moreira (1872 – 1933)

Médico psiquiatra brasileiro, frequentemente considerado como o fundador da disciplina psiquiátrica e da psicanálise no Brasil pelos avanços por ele promovidos. Moreira foi o primeiro professor universitário brasileiro a citar e incorporar a teoria psicanalítica no ensino da medicina.

Juliano Moreira promoveu uma revolução estrutural, sanitária e ética no Hospital dos Alienados no Rio desde que ocupou o cargo de diretor. Registros fotográficos mostram nitidamente leitos limpos, claros e com um aspecto digno, deixando de lado a visão sombria de masmorras com grades, correntes e maus tratos de épocas anteriores, para se tornar um lugar apropriado aos pacientes internos. É comum atribuir-se a Juliano a "paternidade" da psiquiatria no Brasil (Silveira, 2008). As ações do Dr. Juliano em abolir o uso de coletes, grades e camisas de força no Hospital dos Alienados foram revolucionárias e ousadas ao ponto de mudar a visão da sociedade em relação aos doentes mentais. Como disse Afrânio Peixoto: "Juliano veio e mudou tudo" durante uma sessão ordinária em 23 de maio de 1933 da Academia Brasileira de Ciências, da qual Juliano foi fundador (Peixoto, 1933). Foi autor da lei que dá assistência que o governo deveria estender aos pacientes com problemas mentais em 22 de dezembro de 1903.

Graziela Maciel Barroso (1912 – 2003)

Graziela Maciel Barroso foi uma naturalista e botânica brasileira. Conhecida como a Primeira Dama da Botânica no Brasil, foi a maior taxonomista de plantas do Brasil.

A botânica é uma referência na área de sistemática de plantas, um ramo da botânica dedicado a descobrir, descrever e interpretar os diversos tipos de vegetais. Responsável pela catalogação de vegetais das diferentes regiões do Brasil, tem cerca de 25 plantas batizadas com seu nome e é responsável pela formação de gerações de biólogos. Teve uma trajetória acadêmica inusitada. Aos 30 anos começou a trabalhar no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, ingressando no curso de biologia da Universidade do Estado da Guanabara aos 47 anos e defendendo tese de doutorado aos 60. A cientista também escreveu dois livros adotados como referência por cursos de botânica: "Sistemática de angiospermos do Brasil, em 3 volumes, e Frutos e sementes - morfologia aplicada à sistemática de dicotiledôneas". Como professora, Graziela atuou Universidades Federais do Rio de Janeiro e de Pernambuco (UFRJ e UFPE), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade de Brasília (UnB). Também foi a única brasileira a receber, nos Estados Unidos, a medalha Millenium Botany Award, entregue a botânicos dedicados a formação de pessoal na área. Nascida em 1912, morreu em 2003, um mês antes de ser empossada na Academia Brasileira de Ciências.

César Lattes (1924 – 2005)

Cesare Mansueto Giulio Lattes, curitibano, descendente de italianos, estudou em escolas de elite brasileira, tendo desde muito cedo interesse pela pesquisa. Graduou-se em física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (FFCL) em 1943, passando a trabalhar com seus professores Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini no Departamento de Física da mesma instituição, realizando pesquisas em raios cósmicos.

Em 1946, a convite de Occhialini, Lattes foi para a Universidade de Bristol, Reino Unido, com bolsa da British Council, trabalhar no laboratório de Cecil Powell na calibração das novas emulsões nucleares, um detector de partículas que era um aperfeiçoamento das chapas fotográficas comuns.

Neste trabalho, Lattes foi designado para operar o pequeno acelerador de partículas do Laboratório Cavendish, na Universidade de Cambridge. Ele realizou exposições das emulsões a feixes de partículas que se chocavam com alvos de diferentes elementos químicos, provocando transmutações distintas. Estas, ao alcançarem as emulsões, deixavam rastros das passagens de diferentes partículas carregadas. O que Lattes tinha que fazer, grosso modo, era estabelecer a relação entre as medidas dos traços e suas respectivas energias para compará-las aos dados confiáveis obtidos por câmaras de Wilson. Entretanto, Lattes tinha liberdade de pesquisa. Ele podia trabalhar, paralelamente, em projetos próprios.

Ele tinha a intenção de medir a energia e o momento de nêutrons cósmicos indiretamente, usando a soma vetorial dos traços causados por duas partículas alfa e um trítio, resultantes da colisão de nêutrons (que não deixam rastros) com átomos de Boro, contidos na emulsão. Lattes mediu a energia de nêutrons usando o acelerador de Cambridge e traçou planos para a coleta de dados do mesmo experimento, mas usando raios cósmicos como colisores.

No outono de 1946, Occhialini estava indo ao Pic du Midi, a 2.880 metros acima do nível do mar, na França, passar um fim de semana esquiando e, a pedido de Lattes, levou emulsões, algumas tratadas com Boro, outras não, para expô-las a raios cósmicos. Para a surpresa de todos, a revelação das chapas após suas exposições indicou que as que continham Boro mantiveram os traços escuros das passagens de partículas carregadas. Como Lattes e seus pares conheciam os traços causados por deutério, partículas alfa e prótons, os traços causados por mésons, apesar de escassos, destoavam dos demais. Era preciso a reunião de mais dados que permitissem confirmar, ou não, a informação de captura e identificação dos mésons, partículas cujas existências ainda não possuíam comprovação experimental.

Lattes foi ao Departamento de Geografia da Universidade de Bristol e identificou um local para a exposição das chapas onde a probabilidade de incidência de mésons era maior do que no Pic Du Midi. O Monte Chacaltaya, a 5.500 metros acima do mar, em La Paz, Bolívia, possui fácil acesso e foi o local escolhido por Lattes para as novas exposições. Ele conseguiu o apoio de um meteorologista boliviano que conhecia o local, Ismael Escobar, e realizou uma expedição em meados de 1947 para expor e, algumas semanas depois, recuperar as chapas (). Deste trabalho resultou a identificação do méson π, que rendeu o prêmio Nobel a Cecil Powell, chefe do laboratório, em 1950.

Entretanto, Lattes não se deu por satisfeito com a produção e identificação do mésons usando raios cósmicos. Em sua visão, era necessário produzir e estudar estas partículas em laboratório, de maneira controlada. O problema é que não havia consenso sobre o mínimo de energia necessária para a produção de mésons a partir de colisões de partículas.

Nestas circunstâncias, no final de 1947, Niels Bohr convidou Lattes para dar palestras sobre seu trabalho na Dinamarca. Após a palestra em Copenhagen, Bohr promoveu um jantar em sua casa para saber de Lattes mais detalhes de suas pesquisas e quais eram seus próximos planos. Wataghin, que estava realizando uma viagem de férias pela Europa, também esteve presente nesta situação. Para a surpresa do anfitrião, Lattes revelou que estava de saída de Bristol. A ideia do físico brasileiro era ir para a Universidade de Berkeley, nos EUA, usar o cíclotron para produzir mésons de maneira controlada. Lattes apostava que a energia de 380 MeV deste acelerador somada à energia interna de movimentação dos núcleons em um núcleo (energia Fermi) era suficiente para a produção dos mésons. (documentos sobre ida de Lattes para Berkeley: e).

Em fevereiro de 1948, Lattes chegou ao Radiation Laboratory, da Universidade de Berkeley, com bolsa da Fundação Rockefeller, para trabalhar como consultor na equipe de Eugene Gardner. O principal instrumento de Lattes era sua habilidade para pensar os arranjos experimentais usando o acelerador, as emulsões e os periféricos combinada à posse de um olhar treinado para conseguir identificar ao microscópio os traços que a passagens dos mésons deixavam nas emulsões, em meio aos de outras partículas carregadas. Com apenas uma semana de trabalho, Lattes conseguiu, produzir, capturar e identificar mésons em Berkeley. Essa produção foi interpretada por muitos autores como o início da física de partículas.

Ao retornar para o Brasil em 1949, Lattes foi recebido como celebridade nacional. O grupo de físicos de sua geração, liderado por José Leite Lopes, utilizou este prestígio para a construção de uma instituição livre das amarras burocráticas para a realização de pesquisas de vanguarda em física. O Centro Brasileiro de Pesquisas em Física (CBPF) nasceu com este espírito. Por outro lado, o prestígio de Lattes foi usado por legisladores para a aprovação da criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 1951. A criação destas instituições nas circunstâncias históricas do final dos anos 1940 e início dos anos 1950 representa a concretização institucional do nacionalismo científico desta geração.

Após um período conturbado em sua vida pessoal por conta das pressões que recebeu diante de um escândalo de desvio de verbas do CNPq para a compra de um acelerador de partículas para o CBPF, Lattes saiu do Brasil mais uma vez. Ele trabalhou como pesquisador visitante, de 1955 a 1957, na Universidade de Chicago. Ele retornou para o Brasil ao final da década de 1960 e se tornou professor no Instituto de Física Gleb Wataghin, da Universidade Estadual de Campinas, instituição que ele contribuiu para a construção.

Lattes nos deixou em 2005, e seu legado foi homenageado simbolicamente pelo CNPq ao batizar a plataforma nacional de currículos de cientistas com seu nome.

Johanna Dobereiner (1924-2000)

Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner foi uma engenheira agrônoma brasileira, pioneira em biologia do solo. É a sétima cientista brasileira mais citada pela comunidade científica mundial e a primeira entre as mulheres, segundo levantamento de 1995 da Folha de São Paulo.

Seus estudos foram essenciais para o desenvolvimento do Proalcool e para tornar o Brasil um dos maiores produtores de soja do mundo. Também realizou pesquisas com fixação biológica do nitrogênio (FBN) que permitiram aumentar a produtividade de alimentos no país. Por meio de um processo natural, eram produzidas bactérias que desenvolviam parceria com as plantas, contribuindo para seu desenvolvimento rápido de uma forma mais efetiva que os fertilizantes, além de só poderem ser utilizadas em clima tropical. A iniciativa lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 1997. Seus principais estudos foram desenvolvidos junto ao Serviço Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA). Apesar de receber convites para trabalhar no exterior, Johana nunca quis deixar o que considerava o seu país. Ela naturalizou-se brasileira em 1956. No fim da vida, dedicava-se a estudar a substituição do óleo diesel por um combustível resultante da mistura do óleo de dendê e da pupunha, fruto de uma palmeira amazônica. A pesquisa tinha sido encomendada pela Petrobrás e não chegou a atingir resultados práticos. Nascida em 1924, morreu no dia 5 de outubro de 2000, em consequência do Mal de Alzheimer.

Mayana Zatz

Mayana Zatz (Tel Aviv, 16 de julho de 1947) é uma bióloga molecular e geneticista brasileira, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Exerceu o cargo de pró-reitora de pesquisa da USP de 2005 a 2009.

Desde a infância interessou-se por biologia. Em São Paulo, cursou biologia pela Universidade de São Paulo, onde estagiou com o Oswaldo Frota Pessoa, tendo primeiro contato com genética humana.

Formou-se em 1968, e já no ano seguinte iniciou um trabalho de aconselhamento genético de famílias portadoras de doenças neuromusculares. Ainda pela USP, tornou-se mestra em genética em 1970 (com dissertação sobre distrofias musculares progressivas) e doutora em genética em 1974 (expandindo o trabalho de mestrado), ambos também sendo orientada por Frota Pessoa.

Entre 1975 e 1977 nos Estados Unidos, Mayana fez pós-doutorado pela Universidade da Califórnia sob orientação de Michael M. Kaback e David Campion.

Devido ao tratamento precário de doenças musculares no Brasil, ao retornar ao país, Mayana fundou em 1981 a Associação Brasileira de Distrofia Muscular, que trata afetados por distrofias musculares, e onde ainda é diretora presidente.

Em 1995, tornou-se pioneira ao localizar um dos genes ligados a um tipo de distrofia dos membros, junto com Maria Rita Passos-Bueno e Eloísa de Sá Moreira. Juntas, também foram responsáveis pelo mapeamento do gene responsável pela síndrome de Knobloch. Em 1996, ingressou na Academia Brasileira de Ciências.

Em agosto de 2000, foi condecorada com a grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico3. No mesmo ano, recebeu a Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo. Em 28 de fevereiro de 2001 na cidade de Paris, recebeu o prêmio latino-americano dos Prêmios L'Oréal-UNESCO para mulheres em ciência. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Claudia, oferecido pela Revista Claudia. Em 2006, foi a Personalidade do Ano da Ciência segundo a Revista ISTOÉ Gente.

Em 2009, ganhou o Prêmio México de Ciência e Tecnologia. Em setembro do mesmo ano, Mayana ganhou o Prêmio Walter Schmidt, conferido pela empresa Fanem para destacar personalidades que promoveram o desenvolvimento do setor da saúde brasileira.

Miguel Nicolelis

Miguel Angelo Laporta Nicolelis (São Paulo, 7 de março de 1961) é um médico e cientista brasileiro, considerado um dos vinte maiores cientistas em sua área no começo da década passada pela revista de divulgação para leigos Scientific American. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Nicolelis foi o primeiro cientista a receber no mesmo ano dois prêmios dos Institutos Nacionais de Saúde estadunidenses e o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science.

Professor, pesquisador e codiretor do Centro de Neuroengenharia na Universidade de Duke (EUA), é referência mundial na pesquisa da interface entre cérebro e computadores (neuropróteses). Nicolelis alia robótica e neurofisiologia na pesquisa do desenvolvimento de próteses para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Seu trabalho integra a lista das "10 tecnologias que vão mudar o mundo" (Instituto de Tecnologia de Massachusetts - MIT).

Nicolelis afirmou que o mês de março de 2021 pode ser não apenas o pior momento da pandemia no país, mas também o pior momento da história do Brasil devido ao alto número de mortes que poderá ser registrado por causa da covid-19.

Nicolelis apontou alguns fatores para que contribuíram para o país chegar a esse cenário alarmante, entre eles a falta de colaboração das pessoas, que insistem em fazer aglomerações, e de uma campanha nacional e unificada que alerte sobre a gravidade da pandemia.

Referências bibliográficas

BAZZO, Walter Antonio (1998): Ciência, tecnologia e sociedade: e o contexto da educação tecnológica. Florianópolis: UFSC.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: 1988. disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 07 de maio de 2020.

PACTI – Plano de Ação 2007-2010: Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

REIS, Dálcio Roberto. “Ciência e Tecnologia”. In: www.xadrezeduca.com.br/site/h4/

SCHUMPETER, Joseph A. Teoria do Desenvolvimento Econômico: uma investigação sobre lucros, capital, crédito, juro e o ciclo econômico. São Paulo: Abril Cultural, 1982.

https://www.capes.gov.br/

http://www.mctic.gov.br/portal


Publicado por: Benigno Núñez Novo

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