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Por que a ciência é tão importante?

Análise sobre a importância da ciência.

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A ciência tem sido um divisor de águas na história da humanidade. Desde o seu surgimento até os dias de hoje, ela desempenha um papel fundamental em nossa vida cotidiana. Mas você já parou para pensar por que a ciência é tão importante?

A ciência, como a conhecemos hoje, teve seu surgimento há milhares de anos. Os primeiros passos rumo ao conhecimento científico foram dados pelos antigos filósofos gregos, que buscavam explicar o mundo ao seu redor. Ao longo dos séculos, esse conhecimento foi se aprimorando e se transformando, dando origem às diversas disciplinas científicas que conhecemos hoje.

Ciência é o conhecimento que explica os fenômenos obedecendo a leis que foram verificadas por métodos experimentais. A ciência baseia-se na regularidade, na previsão e no controle de fenômenos que podem ser observados.

Em sentido estrito, ciência refere-se ao sistema de adquirir conhecimento baseado no método científico bem como ao corpo organizado de conhecimento conseguido através de tais pesquisas. A ciência é o esforço para descobrir e aumentar o conhecimento humano de como o Universo funciona.

Porém, a importância da ciência vai além de meros avanços tecnológicos. Ela é essencial para o progresso da humanidade em diversos aspectos. Por exemplo, a ciência possibilita a compreensão dos fenômenos naturais e do funcionamento do universo, nos ajudando a desvendar os mistérios do mundo. Além disso, ela nos permite desenvolver novos medicamentos e tratamentos médicos, melhorando a saúde e a qualidade de vida das pessoas.

A ciência também impulsiona a economia, promovendo o crescimento e o desenvolvimento de um país. Através de pesquisas e descobertas científicas, é possível impulsionar a inovação e a criação de novos produtos e tecnologias, gerando empregos e impulsionando a indústria.

Além disso, a ciência desempenha um papel importante na tomada de decisões políticas e sociais. Ela fornece embasamento científico para a criação de políticas públicas e ajuda a solucionar problemas urgentes, como a mudança climática e a escassez de recursos naturais.

O desenvolvimento científico também nos proporciona uma melhor compreensão do mundo natural e do nosso lugar nele. Isso nos permite apreciar a beleza da natureza e nos conscientizar da importância da preservação do meio ambiente.

Albert Einstein (1879 – 1955) físico alemão foi um dos maiores cientistas da história da humanidade. Autor da Teoria da Relatividade, Einstein ganhou, em 1921, o Prêmio Nobel de Física pelo estudo que fundamentou a teoria quântica. Einstein revolucionou o mundo científico com a Teoria da Relatividade, cujos estudos iniciais foram apresentados, em 1905, aos 26 anos de idade.

Einstein, em seus estudos, concluiu que não havia distinção entre matéria e energia, as quais possuíam massas equivalentes. A equação E= mc² é considerada como o marco da evolução da energia atômica.

Filho dos judeus Hermann Einstein e Pauline Koch, Albert Einstein nasceu, no dia 14 de março de 1879, em Ulm, cidade alemã onde os pais fixaram residência após o casamento, em 1876. Naquela época, o pai do futuro cientista trabalhava com o comércio de penas para a fabricação de colchões.

A família mudou-se para Munique, em 1880, quando Einstein completou um ano de idade. Aprendeu a tocar violino quando tinha apenas seis anos de idade. Até o fim da vida, o violino foi seu hobby. O pai e o tio de Einstein, Jacob, fundaram, em 1885, um novo negócio. Passaram a trabalhar com a venda de material elétrico.

Formação acadêmica de Einstein

Naquele ano, Einstein iniciou os estudos em Munique, em uma escola católica. Posteriormente, foi para o Luitpold Gymnasiumon, onde estudou por 15 anos. No início da adolescência, Einstein já demonstrava a sua genialidade nos estudos de matemática e física. Além dos números, também se interessava muito por literatura e filosofia, com destaque para os filósofos Kant, Leibniz e Hume.

Dez anos mais tarde, devido a dificuldades no comércio, a família foi obrigada a partir para a Itália. Einstein ficou em Munique até o fim do ano escolar. Ele tentou uma vaga na escola Eidgenössische Technische Hochschule (ETH), em Zurique (Suíça), mas não obteve êxito nos exames de ciências humanas.

Decidiu, então, concluir o ensino secundário em outra escola suíça. Formou-se, em 1896. Após renunciar à cidadania alemã, aos 17 anos de idade, Einstein, ficou um período sem nacionalidade oficial. Somente, em 1901, tornou-se cidadão suíço. Na Suíça, ele conclui o ensino superior no Instituto Politécnico, tornando-se professor, alguns anos mais tarde.

Einstein casou-se, em 1903, com Mileva Maric, com quem teve três filhos. A primogênita, Lieserl, nasceu antes do casamento, mas morreu ainda bebê. O filho Eduard, formado em literatura e música, sofria de esquizofrenia e acabou internado em um hospital psiquiátrico suíço, local onde faleceu. Hans Albert formou-se professor de hidráulica, sendo contratado pela Universidade da Califórnia.

Trajetória científica de Einstein

Com a publicação da obra "Annalen der Physik" (Anais da Física), em 1905, Einstein expôs seus estudos sobre eletrodinâmica, fenômeno fotoelétrico, equivalência entre massa inerte e energia, dimensões moleculares. Estes trabalhos fundamentaram a teoria quântica, a teoria da relatividade restrita e a teoria atômica da matéria.

Einstein deu aulas nas cidades de Zurique, Praga e Berna, no período de 1909 a 1913. Só retornou à Alemanha em 1914, antes que a Primeira Guerra Mundial fosse deflagrada. Foi pesquisador na Academia Prussiana de Ciências. Ao mesmo tempo, lecionou na Universidade de Berlim e dirigiu o Instituto Wilhelm de Física.

Teoria da Relatividade

O cientista apresentou a Teoria da Relatividade, em 1915. O "Fundamento Geral da Teoria da Relatividade" foi publicado em 1916. Três anos depois, já separado de Mileva, casou-se com Elsa, sua prima. Neste ano, com a comprovação da teoria da relatividade, através de experimentos feitos, durante o eclipse solar, Einstein ganhou destaque no mundo todo.

O Prêmio Nobel de Física veio em 1921 por seus trabalhos sobre física quântica. Naquele ano, o cientista foi integrado aos quadros da Organização de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. O estudo intitulado "Sobre a Teoria da Relatividade Especial e Geral" foi publicado no mesmo ano em que ganhou o Nobel de Física.

Presidiu a Universidade Hebraica de Jerusalém, no período de 1925 a 1928. Com a ascensão de Adolf Hitler, Einstein novamente renunciou a cidadania alemã, e deixou o país, em 1933. Mudou-se para os Estados Unidos, onde fez parte do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton. Tornou-se cidadão americano, em 1940, mas não abriu mão da cidadania suíça.

Einstein renunciou ao cargo de diretor, em 1945, sem deixar o trabalho na Universidade de Princeton. Aquela instituição iniciou, em 1941, o Projeto Manhattan, com o objetivo de criar a bomba atômica, mas Einstein não participou desse projeto.

Passou 25 anos da vida tentando concluir a Teoria Unitária do Campo, na qual pretendia abranger os fenômenos gravitacionais e magnéticos. Não conseguiu desenvolver tal teoria, nem provar sua inexistência.

Albert Einstein teve uma vida intelectual bastante produtiva. Em conjunto com Sigmund Freud, ele escreveu, em 1933, a obra "Por que a Guerra?". Alguns anos mais tarde, foram publicadas outras duas obras: "O Mundo como Eu o Vejo" e "Meus Últimos Anos", nas quais apresenta seus conhecimentos sobre o universo.

Einstein chegou a ser convidado para assumir a presidência do Estado de Israel, em 1952, pelo, então, primeiro-ministro Ben-Gurion. O cientista declinou do convite devido a problemas de saúde.

Antes de morrer, Einstein escreveu uma carta a Bertrand Russell, um dos maiores matemáticos do mundo, confirmando a decisão de incluir seu nome em todos os manifestos contra as armas nucleares. Aos 76 anos, Einstein faleceu, em Nova Jersey, no dia 18 de abril de 1955. O corpo foi cremado e seu legado eternizado como um dos maiores físicos do mundo.

Alguns dos mais importantes cientistas brasileiros

Vital Brazil (1865-1950)

Médico, sanitarista e pesquisador brasileiro. Pioneiro no estudo das toxinas desenvolveu o soro antiofídico para tratamento de mordidas de animais peçonhentos (serpente, escorpião e aranha). Vital Brazil Mineiro de Campanha nasceu em Campanha, Minas Gerais, no dia 28 de abril de 1865. Foi diretor do Instituto Butantã em São Paulo, fundou e dirigiu o Instituto Vital Brasil em Niterói, Rio de Janeiro, dois importantes centros de pesquisas, estudo e produção de soro e medicamentos.

Juliano Moreira (1872 – 1933)

Médico psiquiatra brasileiro, frequentemente considerado como o fundador da disciplina psiquiátrica e da psicanálise no Brasil pelos avanços por ele promovidos. Moreira foi o primeiro professor universitário brasileiro a citar e incorporar a teoria psicanalítica no ensino da medicina.

Juliano Moreira promoveu uma revolução estrutural, sanitária e ética no Hospital dos Alienados no Rio desde que ocupou o cargo de diretor. Registros fotográficos mostram nitidamente leitos limpos, claros e com um aspecto digno, deixando de lado a visão sombria de masmorras com grades, correntes e maus tratos de épocas anteriores, para se tornar um lugar apropriado aos pacientes internos. É comum atribuir-se a Juliano a "paternidade" da psiquiatria no Brasil (Silveira, 2008). As ações do Dr. Juliano em abolir o uso de coletes, grades e camisas de força no Hospital dos Alienados foram revolucionárias e ousadas ao ponto de mudar a visão da sociedade em relação aos doentes mentais. Como disse Afrânio Peixoto: "Juliano veio e mudou tudo" durante uma sessão ordinária em 23 de Maio de 1933 da Academia Brasileira de Ciências, da qual Juliano foi fundador (Peixoto, 1933). Foi autor da lei que da assistência que o governo deveria estender aos pacientes com problemas mentais em 22 de dezembro de 1903.

Graziela Maciel Barroso (1912 – 2003)

Foi uma naturalista e botânica brasileira. Conhecida como a Primeira Dama da Botânica no Brasil, foi a maior taxonomista de plantas do Brasil.

A botânica é uma referência na área de sistemática de plantas, um ramo da botânica dedicado a descobrir, descrever e interpretar os diversos tipos de vegetais. Responsável pela catalogação de vegetais das diferentes regiões do Brasil, tem cerca de 25 plantas batizadas com seu nome e é responsável pela formação de gerações de biólogos. Teve uma trajetória acadêmica inusitada. Aos 30 anos começou a trabalhar no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, ingressando no curso de biologia da Universidade do Estado da Guanabara aos 47 anos e defendendo tese de doutorado aos 60. A cientista também escreveu dois livros adotados como referência por cursos de botânica: "Sistemática de angiospermos do Brasil, em 3 volumes, e Frutos e sementes - morfologia aplicada à sistemática de dicotiledôneas". Como professora, Graziela atuou Universidades Federais do Rio de Janeiro e de Pernambuco (UFRJ e UFPE), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e na Universidade de Brasília (UnB). Também foi a única brasileira a receber, nos Estados Unidos, a medalha Millenium Botany Award, entregue a botânicos dedicados a formação de pessoal na área. Nascida em 1912, morreu em 2003, um mês antes de ser empossada na Academia Brasileira de Ciências.

César Lattes (1924 – 2005)

Cesare Mansueto Giulio Lattes, curitibano, descendente de italianos, estudou em escolas de elite brasileira, tendo desde muito cedo interesse pela pesquisa. Graduou-se em física pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP (FFCL) em 1943, passando a trabalhar com seus professores Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini no Departamento de Física da mesma instituição, realizando pesquisas em raios cósmicos.

Em 1946, a convite de Occhialini, Lattes foi para a Universidade de Bristol, Reino Unido, com bolsa da British Council, trabalhar no laboratório de Cecil Powell na calibração das novas emulsões nucleares, um detector de partículas que era um aperfeiçoamento das chapas fotográficas comuns.

Neste trabalho, Lattes foi designado para operar o pequeno acelerador de partículas do Laboratório Cavendish, na Universidade de Cambridge. Ele realizou exposições das emulsões a feixes de partículas que se chocavam com alvos de diferentes elementos químicos, provocando transmutações distintas. Estas, ao alcançarem as emulsões, deixavam rastros das passagens de diferentes partículas carregadas. O que Lattes tinha que fazer, grosso modo, era estabelecer a relação entre as medidas dos traços e suas respectivas energias para compará-las aos dados confiáveis obtidos por câmaras de Wilson. Entretanto, Lattes tinha liberdade de pesquisa. Ele podia trabalhar, paralelamente, em projetos próprios.

Ele tinha a intenção de medir a energia e o momento de nêutrons cósmicos indiretamente, usando a soma vetorial dos traços causados por duas partículas alfa e um trítio, resultantes da colisão de nêutrons (que não deixam rastros) com átomos de Boro, contidos na emulsão. Lattes mediu a energia de nêutrons usando o acelerador de Cambridge e traçou planos para a coleta de dados do mesmo experimento, mas usando raios cósmicos como colisores.

No outono de 1946, Occhialini estava indo ao Pic du Midi, a 2.880 metros acima do nível do mar, na França, passar um fim de semana esquiando e, a pedido de Lattes, levou emulsões, algumas tratadas com Boro, outras não, para expô-las a raios cósmicos. Para a surpresa de todos, a revelação das chapas após suas exposições indicou que as que continham Boro mantiveram os traços escuros das passagens de partículas carregadas. Como Lattes e seus pares conheciam os traços causados por deutério, partículas alfa e prótons, os traços causados por mésons, apesar de escassos, destoavam dos demais. Era preciso a reunião de mais dados que permitissem confirmar, ou não, a informação de captura e identificação dos mésons, partículas cujas existências ainda não possuíam comprovação experimental. .

Lattes foi ao Departamento de Geografia da Universidade de Bristol e identificou um local para a exposição das chapas onde a probabilidade de incidência de mésons era maior do que no Pic Du Midi. O Monte Chacaltaya, a 5.500 metros acima do mar, em La Paz, Bolívia, possui fácil acesso e foi o local escolhido por Lattes para as novas exposições. Ele conseguiu o apoio de um meteorologista boliviano que conhecia o local, Ismael Escobar, e realizou uma expedição em meados de 1947 para expor e, algumas semanas depois, recuperar as chapas (). Deste trabalho resultou a identificação do méson π, que rendeu o prêmio Nobel a Cecil Powell, chefe do laboratório, em 1950.

Entretanto, Lattes não se deu por satisfeito com a produção e identificação do mésons usando raios cósmicos. Em sua visão, era necessário produzir e estudar estas partículas em laboratório, de maneira controlada. O problema é que não havia consenso sobre o mínimo de energia necessária para a produção de mésons a partir de colisões de partículas.

Nestas circunstâncias, no final de 1947, Niels Bohr convidou Lattes para dar palestras sobre seu trabalho na Dinamarca. Após a palestra em Copenhagen, Bohr promoveu um jantar em sua casa para saber de Lattes mais detalhes de suas pesquisas e quais eram seus próximos planos. Wataghin, que estava realizando uma viagem de férias pela Europa, também esteve presente nesta situação. Para a surpresa do anfitrião, Lattes revelou que estava de saída de Bristol. A ideia do físico brasileiro era ir para a Universidade de Berkeley, nos EUA, usar o cíclotron para produzir mésons de maneira controlada. Lattes apostava que a energia de 380 MeV deste acelerador somada à energia interna de movimentação dos núcleons em um núcleo (energia Fermi) era suficiente para a produção dos mésons. (documentos sobre ida de Lattes para Berkeley: e ).

Em fevereiro de 1948, Lattes chegou ao Radiation Laboratory, da Universidade de Berkeley, com bolsa da Fundação Rockefeller, para trabalhar como consultor na equipe de Eugene Gardner. O principal instrumento de Lattes era sua habilidade para pensar os arranjos experimentais usando o acelerador, as emulsões e os periféricos combinada à posse de um olhar treinado para conseguir identificar ao microscópio os traços que a passagens dos mésons deixavam nas emulsões, em meio aos de outras partículas carregadas. Com apenas uma semana de trabalho, Lattes conseguiu , produzir, capturar e identificar mésons em Berkeley. Essa produção foi interpretada por muitos autores como o início da física de partículas.

Ao retornar para o Brasil em 1949, Lattes foi recebido como celebridade nacional. O grupo de físicos de sua geração, liderado por José Leite Lopes, utilizou este prestígio para a construção de uma instituição livre das amarras burocráticas para a realização de pesquisas de vanguarda em física. O Centro Brasileiro de Pesquisas em Física (CBPF) nasceu com este espírito. Por outro lado, o prestígio de Lattes foi usado por legisladores para a aprovação da criação do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em 1951. A criação destas instituições nas circunstâncias históricas do final dos anos 1940 e início dos anos 1950 representa a concretização institucional do nacionalismo científico desta geração.

Após um período conturbado em sua vida pessoal por conta das pressões que recebeu diante de um escândalo de desvio de verbas do CNPq para a compra de um acelerador de partículas para o CBPF, Lattes saiu do Brasil mais uma vez. Ele trabalhou como pesquisador visitante, de 1955 a 1957, na Universidade de Chicago. Ele retornou para o Brasil ao final da década de 1960 e se tornou professor no Instituto de Física Gleb Wataghin, da Universidade Estadual de Campinas, instituição que ele contribuiu para a construção.

Lattes nos deixou em 2005, e seu legado foi homenageado simbolicamente pelo CNPq ao batizar a plataforma nacional de currículos de cientistas com seu nome.

Johanna Dobereiner (1924-2000)

Johanna Liesbeth Kubelka Döbereiner foi uma engenheira agrônoma brasileira, pioneira em biologia do solo. É a sétima cientista brasileira mais citada pela comunidade científica mundial e a primeira entre as mulheres, segundo levantamento de 1995 da Folha de São Paulo.

Seus estudos foram essenciais para o desenvolvimento do Proálcool e para tornar o Brasil um dos maiores produtores de soja do mundo. Também realizou pesquisas com fixação biológica do nitrogênio (FBN) que permitiram aumentar a produtividade de alimentos no país. Por meio de um processo natural, eram produzidas bactérias que desenvolviam parceria com as plantas, contribuindo para seu desenvolvimento rápido de uma forma mais efetiva que os fertilizantes, além de só poderem ser utilizadas em clima tropical. A iniciativa lhe rendeu uma indicação ao Prêmio Nobel da Paz em 1997. Seus principais estudos foram desenvolvidos junto ao Serviço Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA). Apesar de receber convites para trabalhar no exterior, Johana nunca quis deixar o que considerava o seu país. Ela naturalizou-se brasileira em 1956. No fim da vida, dedicava-se a estudar a substituição do óleo diesel por um combustível resultante da mistura do óleo de dendê e da pupunha, fruto de uma palmeira amazônica. A pesquisa tinha sido encomendada pela Petrobrás e não chegou a atingir resultados práticos. Nascida em 1924, morreu no dia 5 de outubro de 2000, em consequência do Mal de Alzheimer.

Mayana Zatz

Mayana Zatz (Tel Aviv, 16 de julho de 1947) é uma bióloga molecular e geneticista brasileira, professora do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. Exerceu o cargo de pró-reitora de pesquisa da USP de 2005 a 2009.

Desde a infância interessou-se por biologia. Em São Paulo, cursou biologia pela Universidade de São Paulo, onde estagiou com o Oswaldo Frota Pessoa, tendo primeiro contato com genética humana.

Formou-se em 1968, e já no ano seguinte iniciou um trabalho de aconselhamento genético de famílias portadoras de doenças neuromusculares. Ainda pela USP, tornou-se mestra em genética em 1970 (com dissertação sobre distrofias musculares progressivas) e doutora em genética em 1974 (expandindo o trabalho de mestrado), ambos também sendo orientada por Frota Pessoa.

Entre 1975 e 1977 nos Estados Unidos, Mayana fez pós-doutorado pela Universidade da Califórnia sob orientação de Michael M. Kaback e David Campion.

Devido ao tratamento precário de doenças musculares no Brasil, ao retornar ao país, Mayana fundou em 1981 a Associação Brasileira de Distrofia Muscular, que trata afetados por distrofias musculares, e onde ainda é diretora presidente.

Em 1995, tornou-se pioneira ao localizar um dos genes ligados a um tipo de distrofia dos membros, junto com Maria Rita Passos-Bueno e Eloísa de Sá Moreira. Juntas, também foram responsáveis pelo mapeamento do gene responsável pela síndrome de Knobloch. Em 1996, ingressou na Academia Brasileira de Ciências.

Em agosto de 2000, foi condecorada com a grã-cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico3. No mesmo ano, recebeu a Medalha de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo. Em 28 de fevereiro de 2001 na cidade de Paris, recebeu o prêmio latino-americano dos Prêmios L'Oréal-UNESCO para mulheres em ciência. No mesmo ano, recebeu o Prêmio Claudia, oferecido pela Revista Claudia. Em 2006, foi a Personalidade do Ano da Ciência segundo a Revista ISTOÉ Gente.

Em 2009, ganhou o Prêmio México de Ciência e Tecnologia. Em setembro do mesmo ano, Mayana ganhou o Prêmio Walter Schmidt, conferido pela empresa Fanem para destacar personalidades que promoveram o desenvolvimento do setor da saúde brasileira.

Miguel Nicolelis

Miguel Angelo Laporta Nicolelis (São Paulo, 7 de março de 1961) é um médico e cientista brasileiro, considerado um dos vinte maiores cientistas em sua área no começo da década passada pela revista de divulgação para leigos Scientific American. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Nicolelis foi o primeiro cientista a receber no mesmo ano dois prêmios dos Institutos Nacionais de Saúde estadunidenses e o primeiro brasileiro a ter um artigo publicado na capa da revista Science.

Professor, pesquisador e codiretor do Centro de Neuroengenharia na Universidade de Duke (EUA), é referência mundial na pesquisa da interface entre cérebro e computadores (neuropróteses). Nicolelis alia robótica e neurofisiologia na pesquisa do desenvolvimento de próteses para a reabilitação de pacientes que sofrem de paralisia corporal. Seu trabalho integra a lista das "10 tecnologias que vão mudar o mundo" (Instituto de Tecnologia de Massachusetts - MIT).

Nicolelis afirmou que o mês de março de 2021 pode ser não apenas o pior momento da pandemia no país, mas também o pior momento da história do Brasil devido ao alto número de mortes que poderá ser registrado por causa da covid-19.

Nicolelis apontou alguns fatores para que contribuíram para o país chegar a esse cenário alarmante, entre eles a falta de colaboração das pessoas, que insistem em fazer aglomerações, e de uma campanha nacional e unificada que alerte sobre a gravidade da pandemia.

Em suma, a ciência desempenha um papel vital em nossa sociedade. Ela é essencial para o avanço tecnológico, a melhoria da saúde e a compreensão do mundo ao nosso redor. Além disso, ela nos permite tomar decisões informadas e enfrentar os desafios do mundo moderno. Portanto, investir em ciência e valorizar sua importância é fundamental para o progresso e a qualidade de vida da humanidade.

Notas e Referências:

BAZZO, Walter Antonio (1998): Ciência, tecnologia e sociedade: e o contexto da educação tecnológica. Florianópolis: UFSC.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília, DF: Senado Federal: 1988. disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm. Acesso em: 22 dez. de 2023.

PACTI – Plano de Ação 2007-2010: Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Nacional, elaborado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).


Publicado por: Benigno Núñez Novo

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