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NOVAS LINGUAGENS COMO INSTRUMENTO DIDÁTICO NO PROCESSO DE ENSINO APRENDIZAGEM DO ENSINO BÁSICO

Educação

Interpretar a situação pedagógica educacional apontando maneiras de melhorar o interesse e desenvolvimento do estudante.

RESUMO

Discute os novos instrumentos de aprendizagem como meios de aproximar o aluno que negligencia o ensino. Será debatido recursos didáticos atuais  como formas  alternativas de  atrairà atenção  do discente  e facilitar sua aprendizagem. Empregando-se o método de observação comportamental e de teorias formuladas por pesquisadores o texto discorrerá sobre a importância da relação professor-aluno para que ocorra uma fácil aquisição do conteúdo; a percepção que o educador deve ter sobre a influência das novas linguagens  na vida dos jovens ,o qual poderá se apropriar desse mecanismo e introduzi-lo em seu  contexto didático. Abordará também as diversas ferramentas tecnológicas que dominam a mente dos alunos mas que podem se transformar em  recursos para atividades em sala de aula tornando-as  mais dinâmica  e interessante. O educador descobrirá novos caminhos que levem o aluno a construir suas ideias, pensamentos e visão de mundo. Não deixando de lado aqueles instrumentos  utilizados pelos discentes que muitas vezes atrapalham o professor de executar sua tarefa diária mas  transformado- os em recursos para uma aula proveitosa.

Palavra-chave: Aprendizagem.Linguagem.Recursos.Docente.Instrumentos

ABSTRACT

Discusses the new learning tools as a means of approaching students who neglect teaching. Current teaching resources will be discussed as alternative ways of attracting students' attention and facilitating their learning. Using the method of behavioral observation and theories formulated by researchers, the text will discuss the importance of the teacher-student relationship so that an easy acquisition of the content occurs; the perception that the educator must have about the influence of the new languages ​​in the life of the young, which can appropriate this mechanism and introduces it in its didactic context. It will also address the various technological tools that dominate the students' minds but which can be turned into resources for classroom activities making them more dynamic and interesting. The educator will discover new ways that lead the student to build his ideas, thoughts and worldview. Not used aside from those instruments used by students who often hinder the teacher from performing his daily task but transforming them into resources for a beneficial lesson.

Keyword: Learning.Language.Resoucers.Docent.Instrument

1 INTRODUÇÃO

O avanço tecnológico tem contribuído para a modificação ocorrida na linguagem dos jovens.Os novos recursos oferecidos pela tecnologia tem dado aos estudantes ferramentas para que modifiquem seu comportamento social escolar,familiar,afetivo e intelectual.De certa forma essas ferramentas tem prejudicado o  interesse educacional do aluno e consequentemente afetado seu desenvolvimento na aprendizagem.Com isso se faz necessário encontrar novos caminhos didáticos  que ofereçam subsídios aos professores para que consigam despertar o interesse dos discentes pela prática educativa.

As linguagens empregadas através dos recursos tecnológicos podem se tornar instrumentos eficazes na aplicação pedagógica exercida pelo professor tendo em vista que os estudantes estão experimentando um novo formato de mundo com informações diversificadas e enriquecedoras.O olhar desses jovens está voltado para as novidades que permeiam o contexto histórico atual e cada vez mais fica difícil controlar a velocidade de informações que eles recebem e repassam.

Restando apenas a incumbência de adentrar nesse mundo tecnológico e de variadas linguagens que nos auxiliarão na exploração dos conteúdos que precisam ser aplicados só que dessa vez nós é quem estamos sendo inseridos no universo jovem a fim de chamar sua atenção para aprendizagem utilizando suas ferramentas tecnológicas.

Utilizando o método de observação e as várias teorias formuladas por alguns pesquisadores será discutida as novas linguagens que estão se transformando em recursos didáticos para serem utilizados na prática pedagógica e contribuir com acervos de ferramentas que poderão ser exploradas pelo professor a fim de tornar suas aulas dinâmicas e de fácil aprendizagem para o aluno

Os capítulos posteriores abordarão a visão dos pesquisadores sobre o ensino aprendizagem e como a relação do professor com o aluno contribui para a utilização das novas linguagens no processo de aquisição do conhecimento. Será discutido também o léxico como ponto de partida para a fácil compreensão do conteúdo e progresso da aprendizagem.

2 O ENSINO-APRENDIZAGEM NA SEMIÓTICA DOS PESQUISADORES

Aprender, no seu significado denotativo, é adquirir conhecimento sobre ; instruir-se. Todo conhecimento que desejarmos obter precisa vir por meio do aprendizado e cada pessoa tem uma forma única de aprender. Quando transportamos isso para os jovens de hoje vemos que o conceito de aprendizagem tem sido subjetivo pois os jovens tem negligenciado as didáticas atuais e a pedagogia tradicional não dando importância a sua formação como futuro profissional.Com isso é necessário que o educador busque novas técnicas de aprendizado que venha despertar o interesse do aluno.

Com relação a educação atual o educador e filósofo Mário Sergio Cortella[3] enfatiza que se os alunos de hoje não são mais os mesmos, por que então continuamos a ensinar do mesmo jeito?

Independente da área de atuação do professor entender o seu papel  avaliando as concepções de ensino–aprendizagem em sala de aula é imprescindível para um bom desenvolvimento de suas aulas e fácil absorção do conteúdo pelos alunos.

Muitos pesquisadores têm investigado as teorias  de aprendizagem e  tem trazido uma grande contribuição para nossa vida profissional. Gostaria de destacar Ana Bock (2001,p.114),pesquisadora na área de psicologia social , a qual afirma que podemos agrupar  as teorias de aprendizagem  em duas categorias: o condicionamento e o cognitivismo. O primeiro define  a aprendizagem pelo meio social em que vive o indivíduo enfatizando as condições ambientais,que traz consequências comportamentais. Essa definição da pesquisadora associa-se com as concepções behaviorista de aprendizagem  que para o indivíduo resolver uma situação–problema  precisa repetir várias vezes o método até que não tenha mais dificuldade .Nessa concepção não há espaço para o aluno desenvolver sua criticidade e autonomia tornando-se sujeito passivo  pois o conhecimento é pré-determinado pelo professor que assume o papel de detentor do conhecimento.

Já na categoria cognitivista Bock aponta  a relação do sujeito com o mundo externo a partir do plano de organização interna do conhecimento o que se relaciona com a concepção construtivista de aprendizagem.Nessa concepção,pesquisadores iniciaram estudos tendo como foco o aluno no processo de ensino-aprendizagem no qual dependendo da forma de ministração das aulas esses alunos poderiam se tornar sujeito ativo na construção de conhecimento.As pesquisas de Jean Piaget tiveram as mais significativas contribuições nesse sentido pois para ele o ser humano se desenvolve a partir da fase de maturidadebiológica  que se sucedem ao longo da vida.(apud NINIM,2011, p.18).Essa aprendizagem traz a autonomia para o aluno que somado ao que ele já traz em mente exige  do professor a sensibilidade de perceber como o aluno demonstra seu conhecimento e provocar desequilíbrios mentais nesse aluno a fim de que avance em sua aprendizagem.

Na visão piagetiana,o professor,“respeitando  o desenvolvimento cognitivo do aluno,precisa criar situações para que este possa criar,inventar,descobrir sobre o objeto  do conhecimento agindo sobre ele.”(apud NINIM,2011,p.19)

Na opinião de Bock ,Piaget apresenta uma tendência construtivista em sua teoria apresentando dimensão interacionista mas dando ênfase ao sujeito com o objeto, não ficando claro a função da interação social no processo do conhecimento.

Quando busco definição de aprendizagem na concepção sócio-histórico-cultural considero a definição dessa perspectiva no olhar de Vigotsky, para qual  sujeito e mundo são  dissociáveis onde um atuará sobre o outro estimulando a transformação e desenvolvimento no sujeito e no seu contexto(Vygotsky,2011,p.19).Nesse caso o professor deve provocar conflitos,dando suporte ao aluno, mediando as situações ,fazendo com que eles reflitam sobre a realidade e desenvolvam a argumentação.

Em seu livro  Possibilidades de aprendizagem, Martinez e Rossato  afirmam:

“trata-se de um processo recursivo e sistêmico: para que a aprendizagem ocorra,há que se promoverem situações pedagógicas que impactem na constituição subjetiva do aprendiz, podendo incidir no desenvolvimento e gerar novas possibilidades de aprender.” Segundo ela se forem consideradas a aprendizagem apenas como cognitiva não levaremos em conta as diferentes emoções sentidas pelo indivíduo em diversas situações de sua vida e que são refletidas em sala de aula  podendo fazer parte dos aprendizado subjetivo.(MARTINEZ;ROSSATO,2011,p.71)

Ensinar tem se tornado cada vez mais desafiador para o docente e fazer com que a aprendizagem chegue até o alunado também, pois se somarmos o ambiente social em que vive,suas emoções,suas cognitividade ,o ambiente escolar,até onde vai seu interesse e vários outros fatores ficamos na pedagogia tradicional.

Cortella  definiu os novos desafios que há na educação hoje como momentos graves onde toda situação grave contém uma gravidez que nos traz a oportunidade de dar a luz a uma nova situação(CORTELLA,2003).E como a tecnologia está intrínseca nos jovens de hoje é preciso buscar novas possibilidades de ensino-aprendizagem acompanhando o ritmo desses alunos que vira e mexe chegam com novidades para nós.O educador tem razão quando afirma que essas dificuldades nos mostram a possibilidade de trilhar novos caminhos na educação e buscar novos recursos que despertem o interesse do aluno pela aprendizagem.Na minha realidade diária percebo que cada vez mais os jovens estão conectados ,e em outro universo deixando de lado a escola,seu professor e os livros.Eles estão inseridos numa realidade que não nos convidam a participar e que precisamos ser audaciosos para invadir esse universo, senão perderemos  nossos jovens para tecnologia e poderemos perder a oportunidade de mostra-los que eles podem aprender estando no seu mundo.

A pesquisadora Lúcia Santaella(2003,p.31) trata muito bem desses novos recursos de aprendizagem trazendo reflexões sobre a linguagem e as transformações vistas nas tecnologias digitais e sua influência  cultural na sociedade.Num de seus artigos Santaella classifica essa transformação que a tecnologia tem feito com as pessoas de mundo pós-humano pois a comunicação  não depende mais de papel, tv, rádio pois essa inovação tem tomado conta da mente jovem inserindo uma nova identidade  e  novas linguagens.“Entre outros aspectos, seus estudos apontam para a necessidade permanente de reflexão sobre as modificações pelas quais o ser humano vem passando em contato com as tecnologias, modificações  não apenas mentais, mas também corporais, moleculares” (SANTAELLA, 2003, p. 31). 

Ainda sobre a aprendizagem podemos destacar que segundo Schimitz (apud PILETTI,2010) “é um processo de aquisição e assimilação,mais ou menos consciente,de novos padrões e novas formas de perceber,ser,pensar e agir.”

Cabe ao professor observar o comportamento interacional do aluno com o ensino de modo que garanta sua aprendizagem de maneira eficiente e eficaz.Seria em vão passar tanto tempo estudando sem que houvesse uma descoberta do indivíduo e uma construção de sua essência,de seu pensamento e de seu agir.O professor deve instruir e ensinar de maneira que leve o aluno a modificar, assim, a aprendizagem e capacidade de aprender atuando na sua personalidade social.

A sintonia entre o educador e o educando deve acontecer pois o professor que se expressa,que fala,que explica sem a participação do aluno não garante o seu aprendizado e provoca nele a descrença de que é capaz de obter o conhecimento porque acredita que só exista uma única forma de aprendizado que é aquela demonstrada pelo professor.

2.1 A relação professor-aluno e o processo de ensino aprendizagem

O professor aprende muito mais ao se aproximar do aluno não esquecendo que o mais importante no processo escolar são as aprendizagens feitas pelo aluno. Dizer que a aula aplicada numa determinada turma no dia anterior foi excelente não significa que para eles também tenha sido.

A relação entre professor e aluno é tão séria em termos de convivência dentro da escola que deve acontecer de forma positiva e amigável em sala de aula; muito mais em se tratando do processo de ensino-aprendizagem que trará isso como fator importante para que ocorra pois o professor é aquele que orienta e sendo bem orientado a aprendizagem ocorrerá de forma expressiva considerando que é um processo contínuo e bilateral que deverá ser significativo  para o aluno envolvendo-o como pessoa.O aluno terá a oportunidade de relacionar o que aprende com suas experiências ,e assim, interagir e transferir  o que aprendeu em situações do cotidiano no seu mundo social.

Segundo Haydt(2002,p.85),o processo de ensino-aprendizagem é uma atividade conjunta de professores e alunos,organizada sob a direção do professor ,com a finalidade de promover as condições e meios pelos quais os alunos assimilam ativamente  conhecimentos ,habilidades,atitudes e convicções.

É no convívio social que alunos de educação básica assimilam conhecimentos e desenvolvem hábitos e atitudes.Quando  começarmos a abordar as novas linguagens em que eles estão inseridos ficará mais claro o que está sendo colocado.No entanto, é nesse convívio que o domínio afetivo e a condição cognitiva se unem e forma esse aluno completo.Essa interatividade envolve professor e  aluno no qual  o professor tem duas funções básicas de acordo com Haydt(2002,p.86): função incentivadora que aproveita a curiosidade natural do aluno para aguçar seu processo cognitivo e a função orientadora que orienta o esforço do aluno ajudando-o a construir o seu conhecimento.

Demonstra-se assim a importância do acompanhamento do docente nesse crescimento e desenvolvimento do aluno pois o professor tem um papel de orientador,estimulador e facilitador da aprendizagem quando permite ao aluno pensar,questionar,discernir o mundo social em que vive e criar condições de adquirir informação.
Nesse  processo de aprendizagem o professor exercer dois importantes papéis que é de incentivar,pois precisa garantir que o aluno possa evoluir no estudo;e o papel de orientar para que o aluno tenha uma base de como iniciar e terminar determinada tarefa.Outro fator importante é a motivação que está ligado ao processo psicológico,interno e profundo que empurra o indivíduo para a ação, porém o educador não pode motivar o aluno pois isso dependerá do meio social ,comportamental e intelectual em que vive .

Outro ponto que vale a pena destacar como forma de bom desempenho na aprendizagem é a questão do diálogo no qual ocorre a troca de informações,experiências e a relação aluno-professor fluirá de maneira leve ,objetiva e harmoniosa.Através do diálogo o professor poderá perceber a forma como o aluno adquire o conhecimento.

2.2 Língua e linguagem numa construção social

A forma como enxergamos o conceito de língua e linguagem é determinante para a condução e abordagem de conteúdos na sala de aula; também como avaliará as diferentes manifestações linguísticas do aluno. Na corrente estruturalista de Saussure e de Chomsky  a língua era concebida como uma estrutura ou conjunto de regras.A corrente estruturalista excluía de sua análise a fala,ou seja,o uso social da língua e a corrente fundamentada em Chomsky considerava as competências  e desempenho mas excluía da análise linguística o falante real mais uma vez desconsiderando o uso social da língua.

Os estudos de Bakhtin  feita no século XX considerava a língua um fato social existente da necessidade do indivíduo se comunicar valorizando a fala e manifestando a teoria da enunciação.Para Bakhtin (2006,p.25), “o enunciado não é somente a matéria linguística.Outra parte,não verbal,correspondente ao contexto de enunciação,é de fundamental importância.”

Levando em consideração o conceito de língua abordado por Bakhtin podemos enriquecer nossas aulas com propostas que incluirá a  expressividade do aluno,sua concepção sobre mundo ,tornando-o  autônomo em suas ideias.Devemos está atento ao tipo de linguagem utilizada pelo aluno ,o meio social ao que está inserido e transformar esse fatores em ferramentas para atividades em sala de aula.Os conteúdos organizados pelos PCN consideram o uso da língua oral apenas no aspecto de análise e reflexão por achar que todos já sabem se comunicar e não se faz necessário um ensino sistematizado.Porém estudos atuais demostram a necessidade de trabalhar a linguagem oral de maneira mais subjetiva propiciando a oportunidade de interlocução de ideias,de sentidos e de ponto de vista entre os interlocutores.Essa é a oportunidade que o professor tem de interagir com o aluno levando ele a argumentar,fazer o uso correto dos recursos coesivos,trazer as experiências do seu dia a dia para a escola.Como podemos exigir do aluno uma apresentação oral de qualidade se nunca foi abordada essa forma de construção de maneira explícita.O aluno é solicitado a falar em público em um seminário pedido pelo professor ou então quando está conversando durante a aula e como forma de punição o professor pede que explique algo, inserindo no aluno a forma de comunicação para punir.

Dia após dias os jovens têm aparecido com linguagem novas, maneiras diferentes de se comunicar e essas linguagens podem ser inseridas em nossas atividades pedagógicas chamando a atenção desse alunado e fazendo com que aprendam com facilidade.

3 A INFLUÊNCIA DAS NOVAS LINGUAGENS NOS JOVENS

A linguagem é um condutor maravilhoso da comunicação e expressão social. É através dela que podemos manifestar nossa opiniões e emoções.Novas linguagens tem surgido entre os jovens para se comunicarem entre si sendo cada vez mais crescente,criativa,dinâmica e veloz. Algumas formas de comunicação empregadas podem ser chamadas de gírias ou variedade linguística. As gírias estão impregnadas no dia a dia dos jovens causando muitas vezes repulsa por parte dos adultos ,no entanto ,demonstram uma dinamicidade cultural da língua. Considerada há um tempo atrás como linguagem dos marginais a gírias e as expressões populares tiveram a ajuda dos meios de comunicação para diminuir esse preconceito passando a ser discutida na educação escolar e livros didáticos

Evanildo Bechara, na edição revista e ampliada da sua Moderna Gramática Portuguesa, (Bechara,1999, p.351), “cita a gíria como uma forma de renovação lexical, através de um empréstimo feito por uma comunidade linguística a outra comunidade, dentro da mesma língua histórica.”

Essa construção de conhecimento deve ser levada em consideração na hora de explorar a comunicação do aluno.Claro que ele deve perceber o momento  em que devem ser utilizadas e os ambientes adequados .Esse léxico pode ser abordado como um modismo passageiro ou diversificado pois ele retrata as mudanças e variações linguísticas embora não possua um significado literal da palavra.

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Quando tratamos de linguagens é claro que não podemos nos referir apenas as gírias mas também a outros modismos que os jovens utilizam para se comunicar.Tudo está interligado a tecnologia que cada vez mais vem atualizando e transformando a mente desses jovens.

Por isso o educador deve de forma sutil estar inserido nesse contexto social para utilizar essas linguagens de maneira diversificada nas aulas provocando a participação e desenvolvimento do aluno.Se o educador participa dessa parte que para o aluno é a mais importante, a tendência é que o discente aprenda mais rápido,tenha interesse em realizar uma atividade.

Eu li uma vez o relato de uma professora que descobriu  uma série da qual seus alunos eram apaixonados  pelos personagens-heróis que tinham nela.Todas as vezes que ela precisava chamar a atenção do aluno para o conteúdo ela gritava o nome de um dos personagens da série e todos ficavam atentos. Vivi  uma experiência parecida em que eu explicava um gênero textual a uma determinada turma  e percebi que elas estavam viajando pelo espaço enquanto uma criança discutia com a outra sobre um personagem da série que assistiam.Pensei então em utilizar essa série como exemplificação para o conteúdo explicado e foi interessante porque elas começaram a interagir sobre o assunto e no final sugeriram uma porção de séries para que eu assistisse. Cada um que defendesse a sua como a melhor.

Observa-se com isso como essas crianças estão conectadas o tempo todo e só o que interessa pra elas é a tecnologia, são as novas linguagens repassadas pra eles de forma natural e rápida.Os meios de comunicação estão aí o tempo todo inovando suas invenções e apresentando obsolescência programada.As publicidades obrigam as pessoas a consumirem embora elas saibam que já têm aquele produto,porém agora ele foi lançado com uma cara nova, com outros recursos que traz novas possibilidades de uso, ele pode agregar mais conteúdo. Tomamos como exemplo o celular que seis em seis meses são lançados novos modelos e quando paramos pra analisar tem praticamente o mesmo recurso do anterior.Os aplicativos também vem crescendo absurdamente e cada um que traga uma novidade melhor e junto com eles vem as novas linguagens pois é o novo que desperta a atenção dos jovens e falo dos jovens porque os adultos são minoria comparados aos adolescentes que possuem um tempo disponível pra acessar esses recursos.Quando chega até nós a informação sobre determinado recurso os jovens já utilizam há muito tempo.Quer exemplos?  as redes sociais atualizam constantemente suas ferramentas para que não se torne uma coisa repetitiva sempre, senão eles sabem que vão perder o acesso de muitos  usuários.A quantidade de redes sociais existentes hoje em dia são muitas,não se limitam apenas a um facebook,whatsapp ou instagram.

É preciso mais do que nunca reconhecer que as novas linguagens estão interligadas as tecnologias pois são essas que trazem a novidade e vez outra um aluno chega com uma linguagem diferente; sendo questionado sobre a origem relata que foi de uma série que assistiu ou então é de um novo jogo que ele está competindo pelo celular.

Embora esses jovens estejam tão antenados nas novidades que o mundo apresenta sabemos também que todo esse avanço da tecnologia tem  os afetado e a educação vive uma crise geral.Os alunos não se concentram ou perderam o total interesse pelos estudos e adquiriram uma ansiedade enorme.O psiquiatra Augusto Cury, em seu livro Pais brilhantes professores fascinantes, define essa deficiência como SPA (síndrome do pensamento acelerado)  pois mexe com a caixa preta da inteligência que constrói os pensamentos.Como o tempo todo a tecnologia apresenta aos jovens milhares de heróis com personalidades diversificadas ,os pais e professores não conseguem exercer mais influência sobre eles.Esses estímulos recebidos aumentam a velocidade do pensamento, diminuía a concentração e  aumenta o nível da ansiedade.Essa ansiedade gera uma compulsão por novos estímulos.

“Os portadores da SPA adquirem uma dependência por novos estímulos.Eles se agitam na cadeira,têm conversas paralelas,não se concentram,mexem com os colegas.Estes comportamentos são tentativas de aliviar a ansiedade gerada pelo SPA.”(Cury,2003,p.58).

O pior de tudo é que eles são provocados quando ainda crianças pois os bebês de dois anos de idade já recebem esse estímulo de mexer no celular e isso é uma coisa fantástica realizada por eles no olhar dos pais.Só não entenderam que com isso estão adoecendo seus filhos.

Dessa forma os professores também não conseguem acompanhar a velocidade de seus alunos se não estiverem atentos a esses avanços e transformar essas novidades tecnológicas em recursos didáticos.

4 O LÉXICO COMO PROPOSTA DE APRENDIZAGEM E RECURSO DE INTERAÇÃO COM O DISCENTE

Diante do assunto discutido nos capítulos anteriores concluí-se que no contexto social atual não haverá aprendizagem contínua sem que novas linguagens sejam inseridas no ambiente escolar e a forma de introduzir esse recurso é por meio dos instrumentos tecnológicos.Neste capítulo será citada algumas experiências vivenciadas em sala de aula a fim de contribuir no esclarecimento e justificativa das ideias construídas.

Foi visto que a aprendizagem está decaindo e a aprovação dos  alunos está ocorrendo de maneira forçada, eles estudam por  obrigação e não para adquirir conhecimento.Mas não podemos analisar a aprendizagem apenas pelo ângulo daqueles que não querem o saber, e sim também daqueles que tem dificuldade de aprender.Eis então mais um motivo para  promover situações pedagógicas que impactem na constituição subjetiva desse aprendiz que vai incidir no desenvolvimento e gerar novas possibilidades de aprendizagem.Fatores diversos podem estar ligados a dificuldade de assimilação do aprendiz que se articulam entre o biológico, subjetivo, social, cultural e histórico. “Claro que a facilidade de aprendizagem desse indivíduo não dependerá apenas do processo cognitivo mas da relação complexa e sistêmica que ocorre em sua vida.” (Apud ROSSATO e MARTÍNEZ,2009,p.72).Complementando a ideia do autor os pesquisadores enfatizam que “se considerarmos a aprendizagem fora do sujeito que aprende, desconsideramos as emoções geradas em diferentes espaços de sua vida e que se expressam em sala de aula, constituindo os sentidos subjetivos do aprender.” (González Rey,2003,2006ª;Tacca,2006,p.72).

Com isso vemos que inovar é preciso pois nos deparamos com alunos diversificados em seu intelecto, maneira de viver, personalidade, forma de aprender e não podemos fechar os nossos olhos para esses fatores que certamente influenciam na aprendizagem.

Então como o léxico poderá contribuir com a aprendizagem?O léxico são conjunto de palavras inseridas num determinado contexto social sujeitas a constantes alterações de acordo com o desenvolvimento da língua falada e escrita.Fazem parte do léxico o neologismo,criação de novas palavras,ressignificação de palavras existentes,novos termos técnicos ou léxico científico.

Para pensarmos melhor no léxico analisemos que palavras utilizamos quando estamos entre familiares ou amigos?E quando estamos num ambiente de trabalho que vocabulário usamos para nos dirigir as pessoas?No ambiente escolar,que tipo de linguagem temos ouvido dos alunos?O léxico tem função significativa na construção do sentido e na adequação ao contexto que utilizamos.

Antunes (2010,p.179) diz que não podemos esquecer de que as situações de uso da língua são imensamente diversificadas, pois variam os eventos sociais em que atuamos; variam os interlocutores; variam os propósitos com que interagimos; variam os gêneros textuais em que nos expressamos; ou seja, tudo é bastante próprio de cada situação comunicativa” (apud MACHADO,2011,p.33)

Com o avanço da tecnologia pesquisas realizadas no país comprovam que os brasileiros estão se digitalizando e esse avanço traz consigo novas linguagens, inovações do léxico .a criança que brinca de fazer roupinha de boneca desenha no computador os vestidos que depois serão impressos numa folha. Enquanto  a geração que cantou e dançou ao som dos Beatles não se davam bem com os manuais de instrução dos aparelhos eletrônicos essa nova geração nem precisa deles para manusear um computador  ou outros aparelhos eletrônicos. Os léxicos que podem representar essa fase são: micro, mouse, controle remoto, novas tecnologias, informática, eletrônicos, computador ,internet ,etc.Imagine os elementos que estão por trás de todos esses itens,a diversidade da linguagem conhecida e utilizada pelos jovens que precisamos conhecer também.Passemos a analisar por parte.

As redes sociais nos possibilitam diversas formas de trabalho didático com os alunos.Podem ser utilizadas as sessões de bate-papo para que se comuniquem sobre algum conteúdo abordado,provocando questionamentos entre eles e incentivando-os ao argumento.

Em uma determinada escola,na disciplina de Artes  abordou-se  o assunto Paisagem rural e Paisagem urbana.Como é uma disciplina que eles já não simpatizam,criou-se um grupo de whatsapp e foi solicitado que no percurso pra suas casas fossem observando as paisagens e fizessem um registro de alguma imagem que vissem referente ao conteúdo.Deu muito certo a proposta e cada aluno  enviou as fotos que tiravam dos ambientes pela  redondeza.Com isso eles descobriram que onde moravam possuíam paisagens belíssimas que antes não haviam notado mas que com a atividade sugerida precisaram parar um pouco  e prestar atenção ao seu redor.

As novas linguagens que eles utilizam para secomunicarem entre si podem ser colocadas quando for abordar as variedades linguísticas, vícios de linguagem ou o uso de acrônimos[4] utilizados na escrita.Os  gifs emoticons também é uma  boa opção para articular uma atividade com eles podendo ser abordado a forma de comunicação não verbal.Esses gifs são aquelas figuras em forma de carinhas que representam várias expressões faciais.Na maioria das vezes as pessoas se utilizam desse recurso para se comunicarem nas redes sociais e cada emoticons tem um significado diferente.

Com relação a variedade linguística certo dia,ao dissertar uma redação a aluna escreveu o termo “tô na pista” e fiquei  sem entender o que ela queria dizer com aquela expressão, quando questionada explicou-me que significava estar solteira,sem namorado.Em outra situação, no meio de uma explicação do meu conteúdo,alunos discutiam quem iriam “chipar”.Com a persistência sobre o assunto resolvi questioná-los e descobri que a expressão era utilizada quando queriam que alguém fizesse par com outro ,então eles uniam as primeiras letras do nome do menino com as primeira letras do nome da menina e assim chipavam.Aproveitei o termo pra chipar o conteúdo que estava aplicando.Com certeza não foi um dicionário que trouxe pra eles essa novidade. Os youtubers, que possuem canais virtuais, se tornam famosos com suas postagens sobre assuntos diversos que na maioria das vezes tratam de experiências vividas por eles, piadas, comportamento dos adolescentes, moda,etc  e   isso exerce grande influência nas novas linguagens utilizadas por esses jovens.São eles que trazem essas inovações e os estudantes querem utilizar o tempo todo.Segundo uma  publicação na internet da Rede Snack,  no rank com os cem youtubers mais  influentes do mundo vinte quatro são brasileiros.“Ter um quarto de influenciadores entre os 100 maiores do mundo mostra como o Brasil, que por restrições da língua não tem escala global no conteúdo como os EUA, ama o YouTube e seus protagonistas”, ressalta Nelson Botega, no site do R7,um dos fundadores da Rede Snack.

As séries de televisão não ficam para trás nesta vasta rede virtual de coisas influenciáveis. Elas chegaram pra causar ,como os próprios jovens dizem, trazendo heróis ou mesmo personagens com os quais essa juventude se identifica.Então,de certa forma precisamos buscar maneiras de trabalhar os conteúdos contextualizando com essas séries.A exemplo,um professor de língua portuguesa que esteja trabalhando o gênero textual resenha poderá solicitar que o aluno produza o gênero sobre a série que acompanha.O gênero artigo de opinião pode ser proposto pra discutir algum assunto polêmico abordado por seu youtuber.Os docentes de história ou geografia podem abordar assuntos sobre o contexto social na família,religião,política comparando os tempos de antigamente com o atual.Em fim a criatividade nesse momento será seu grande aliado na construção de uma aula proveitosa que desperte o interesse dos alunos em aprender, pois agora vocês falarão a mesma língua.

Os aplicativos ganham força nesse momento de influência da tecnologia sobre os jovens.Desde 2007, quando os smartphones começaram a crescerno Brasil oferecendo diversas ferramentas para os usuários e entre elas estavam os aplicativos.Em 2012,segundo o ranking da Flurry, o Brasil já ocupava a décima colocação entre os países que mais utilizam os sistemas operacionais como IOS e Android.Alguns desses aplicativos são gratuitos e outros pagos.

Existem aplicativos para todo tipo de atividade e para todos os gostos. Foram criadosaplicativos para realizar atividade física,baixar livros,músicas, fazer cálculos trabalhistas,para abordar assuntos sobre saúde,para receitas, para busca de emprego,até mesmo para lembrar a pessoa de tomar água.Sem falar nos aplicativos onde realizamos serviços oferecidos pelas empresas como os bancos, lojas ou mercados.Ainda bem que os criadores estão percebendo a necessidade de desenvolverem aplicativos que tragam a instrução e o aprendizado para os alunos.

Milhares de aplicativos educacionais já foram inventados para facilitar e dinamizar a aprendizagem dos discentes o que tem trazido oportunidades para que possamos realizar atividades lúdicas com nossos alunos.Em todas as áreas educacionais podem ser encontrados aplicativos que poderão contextualizar ou até mesmo trabalhar os conteúdos abordados pelo docente.Alguns alunos já me apresentam aplicativos como sugestão para que possamos realizar algumas atividades utilizando-os.Garanto que serão ótimas ferramentas que irão despertar o interesse dos alunos para a aprendizagem. “Professores fascinantes transformam a informação em conhecimento e o conhecimento em experiência.”(CURY,2003,p.57)

Entendo não ser uma tarefa fácil diante de tantas dificuldade enfrentadas pelo docente ,que começa sem o apoio governamental necessário e consequentemente sem o apoio escolar que precisa.Mas não podemos deixar passar a oportunidade de encantar a poucos,sim,digo a poucos porque sei que uma grande parte não irá absorver pois são aqueles que fazem parte de vários contextos sociais discutidos nos capítulos anteriores.No entanto a quantidade de jovens que conseguirem em uma aula deter o conhecimento será válido pro resto de suas vidas.Nós já fomos alunos e tivemos professores marcantes que até hoje falamos dele.Eu tive professores que trago como reflexo para a minha vida profissional como educadora e isso faz uma diferença na cabeça desses jovens.O psiquiatra Augusto Cury (2003,p.58) afirma que devemos ter consciência de que os computadores podem gerar gigantes na ciência,mas crianças na maturidade.Por isso é importante um olhar mais cauteloso sobre esses jovens.É difícil,sabemos, encontrar estímulo, motivação quando não recebemos elogios de gestores pelo reconhecimento de nosso trabalho. Sugestionar atividades com ferramentas tecnológicas quando a escola não oferece suporte para que se trabalhe com elas é um grande desafio mas não podemos ter um pensamento egoísta sobre nossa realidade quando relacionado a realidade de nossos discentes.O psiquiatra  mais uma vez coloca em seu livro.

“Os educadores,apesar das suas dificuldades,são insubstituíveis,porque a gentiliza,a solidariedades, a tolerância,a inclusão,os sentimentos altruístas,enfim,todas as áreas da sensibilidade não podem ser ensinadas por máquinas,e sim por seres humanos.”(CURY,2003)

Como bem explicado por Cury na citação, o educador precisa realizar sua atividade sem esperar nada em troca, de ninguém, e jamais deixar de cumprir o seu papel  porque ninguém reconhece-o; é preciso  ter como alavanca motivadora sua realização como profissional que conseguiu transmitir conhecimentos valorosos e que futuramente os ramos serão vistos.

5  METODOLOGIA

Utilizando-se do método de observação comportamental e de teorias formulados por pesquisadores o artigo apresentou novos caminhos didáticos-pedagógicos para os docentes,no qual foram analisados subsídios para que as novas linguagens tecnológicas possam ser utilizadas num processo didático, a fim de facilitar a aprendizagem do discente. De caráter qualitativo busca interpretar a situação pedagógica educacional apontando maneiras de melhorar o interesse e desenvolvimento do estudante.

6 CONCLUSÃO

Verifica-seo grande impacto provocado pelo avanço tecnológico e a inserção consumada na vida dos jovens de hoje .Os estudantes encontram-se intimamente influenciados pela tecnologia tornando eles escravos do sistema e leigos na construção de seus ideais. Como educadores que sempre acreditaram e  contribuíram para o crescimento da educação devemos sempre buscar meios que possam ser utilizados como iscas para atrair os jovens e não deixando de passar o conhecimento, ainda que trocando informações, dando-se a oportunidade de também aprender  e crescer junto com eles.

Percebe-se que se não houver um acompanhamento desse rápido desenvolvimento e mudança na educação não será possível interagir pedagogicamente com o estudante de hoje pois não lentamente suas linguagens e forma de interação social evoluem.É necessário buscar atualizar-se sempre e pôr em prática o conhecimento adquirido.

As linguagens tecnológicas que vem surgindo não serão barreiras para execução das atividades pedagógicas docentes mas sim uma ferramenta a mais utilizada para o desenvolvimento e evolução do discente e  do educador que acredita numa educação continuada.

7 REFERÊNCIAS

CURY,Augusto Jorge.O código da inteligência:a formação de mentes brilhantes e a busca pela excelência emocional e profissional.Rio de Janeiro:Thomas Nelson Brasil/Ediouro,2008

CURY,Augusto Jorge.Pais brilhantes,professores fascinantes.A educação inteligente::formando jovens pensadores e felizes.Rio de Janeiro:Sextante,2003

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SILVA,Ana Lucia Machado da.Comunicação e expressão.São Paulo:Editora Sol,2011


[1] Ricardo Alexandre da Silva Souza.[1] -Professor Orientador Especialista em Metodologia Científica

[2] Shirley N.da Silva Marques [2]  - Aluna pós-graduada em Docência do Ensino Superior

[3] CORTELLA,Mário Sérgio.Novos paradigmas da educação.OSP,2003 https://www.youtube.com/watch?v=k0wlwV8XphY

[4] Junção das primeiras letras ou das sílabas iniciais de um grupo de palavras usados para se comunicar.


Publicado por: shirley nascimento

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