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Metodologia de pesquisa

Educação

Analise dos principais pontos para produção de uma pesquisa científica.

A metodologia é o estudo dos métodos. Isto é, o estudo dos caminhos para se chegar a um determinado fim. Além de ser uma disciplina que estuda os métodos, a metodologia é também considerada uma forma de conduzir a pesquisa ou um conjunto de regras para ensino de ciência e arte.

Pesquisa científica é o produto de uma investigação detalhada e meticulosa, que busca responder o problema proposto, alicerçando-se em mecanismos científicos. Assim a pesquisa cientifica segue todos os processos e normas metodológicas para que a investigação seja validada e representativa.

A metodologia nos possibilita escolher o melhor caminho, tornando o trabalho/estudo mais prático e mais científico, além de resgatar nos alunos o pensar. O conhecimento para ser feito precisa de uma ordem e a metodologia te dá essa ordem, fazendo com que você consiga chegar ao fim de uma forma mais organizada. O objetivo da metodologia é a organização do pensamento científico.

A produção científica, embora seja pouco valorizada pela população leiga brasileira, ela é de extrema importância para o desenvolvimento do país. É por meio dela que novos testes para cura de doenças e a evolução tecnológica de ponta sejam efetivamente praticados no país, dentre outros fatores.

PESQUISA CIENTÍFICA

Pesquisa científica é a realização de um estudo planejado, sendo o método de abordagem do problema o que caracteriza o aspecto científico da investigação. Sua finalidade é descobrir respostas para questões mediante a aplicação do método científico.

O objetivo de uma pesquisa tem a intenção de esclarecer aquilo que o pesquisador pretende desenvolver, desde os caminhos teóricos até os resultados a serem alcançados. Estabelecer os objetivos de pesquisa indica o que o pesquisador pretende investigar e caracteriza sua visão a respeito do assunto ou tema.

Para se iniciar uma pesquisa científica o primeiro passo é a elaboração do projeto de pesquisa, que é a mola propulsora para o bom desenvolvimento da mesma.

TIPOS DE PESQUISA CIENTÍFICA

Tipos De Pesquisa Científica Quanto À Abordagem

Inicialmente, ainda na fase de escrita do projeto de pesquisa, a primeira classificação de uma pesquisa feita é fundamental para estabelecer outras questões, como, por exemplo, a metodologia.

Em relação à abordagem, as pesquisas científicas sempre podem ser qualitativas ou quantitativas, ou ainda, agregar as duas classificações. A escolha vai depender da área, do objeto e dos objetivos.

Tipo de Pesquisa qualitativa

A pesquisa qualitativa considera que existe uma relação entre o mundo e o sujeito além daquela traduzida em números.

Essa modalidade de pesquisa é descritiva, e o pesquisador tende a analisar seus dados indutivamente.

Para essa abordagem de pesquisa, há subjetividades e nuances que não são quantificáveis por si só.

Tipo de Pesquisa quantitativa

Já, a pesquisa quantitativa considera que tudo é quantificável, ou, que quantificar os fenômenos possibilita uma melhor análise, de forma mais imparcial.

Isso significa traduzir opiniões e números em informações utilizadas para a sua classificação e posterior análise.

Tipos De Pesquisa Científica Quanto À Natureza

A segunda forma de classificar uma pesquisa científica é quanto à sua natureza.

Igualmente há suas classificações, a pesquisa básica e a aplicada.

Tipo de Pesquisa básica

De forma direta, a pesquisa básica objetiva gera conhecimentos novos para avanço da ciência sem aplicação prática prevista.

Tipo de Pesquisa aplicada

Por sua vez, a pesquisa aplicada objetiva gera conhecimentos para aplicações práticas dirigidos à solução de problemas específicos.

Tipos De Pesquisa Quanto Aos Objetivos

Igualmente a pesquisa científica deve ser classificada quanto aos seus objetivos.

Também está classificação dependerá do objeto, metodologia empregada e problema de pesquisa.

Quer dizer, não pode ser escolhido de forma aleatória, deve ter um fim específico.

Pesquisa exploratória

A primeira delas, a pesquisa exploratória objetiva proporcionar maior familiaridade com um problema.

Para tanto, envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema, além da análise de exemplos.

Assumindo, em geral, a forma de pesquisas bibliográficas e estudos de caso.

Pesquisa descritiva

Em segundo lugar, a pesquisa descritiva objetiva caracterizar certo fenômeno, como, por exemplo descrever as características de certa população.

Assim, estabelecendo relações entre variáveis, o que envolve técnicas de coleta de dados padronizados, como questionários e técnicas de observação.

No geral, assume a forma de levantamento.

Pesquisa explicativa

A última categoria por objetivos, a pesquisa explicativa, visa identificar os fatores que determinam fenômenos e explica o porquê das coisas.

Segundo Gil (2007, p. 43), uma pesquisa explicativa pode ser a continuação de outra descritiva, posto que a identificação de fatores que determinam um fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado.

Desta forma, assume em geral as formas de pesquisa experimental e pesquisa ex‐post‐facto.

Tipos De Pesquisa Quanto Aos Objetivos

Igualmente a pesquisa científica deve ser classificada quanto aos seus objetivos.

Também esta classificação dependerá do objeto, metodologia empregada e problema de pesquisa.

Quer dizer, não pode ser escolhido de forma aleatória, deve ter um fim específico.

Pesquisa exploratória

A primeira delas, a pesquisa exploratória objetiva proporciona maior familiaridade com um problema.

Para tanto, envolve levantamento bibliográfico, entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema, além da análise de exemplos.

Assumindo, em geral, a forma de pesquisas bibliográficas e estudos de caso.

Pesquisa descritiva

Em segundo lugar, a pesquisa descritiva objetiva caracterizar certo fenômeno, como, por exemplo descrever as características de certa população.

Assim, estabelecendo relações entre variáveis, o que envolve técnicas de coleta de dados padronizados, como questionários e técnicas de observação.

No geral, assume a forma de levantamento.

Pesquisa explicativa

A última categoria por objetivos, a pesquisa explicativa, visa identificar os fatores que determinam fenômenos e explica o porquê das coisas.

Segundo Gil (2007, p. 43), uma pesquisa explicativa pode ser a continuação de outra descritiva, posto que a identificação de fatores que determinam um fenômeno exige que este esteja suficientemente descrito e detalhado.

Desta forma, assume em geral as formas de pesquisa experimental e pesquisa ex‐post‐facto.

Tipos De Pesquisa Científica Quanto Aos Procedimentos

Muitas vezes a escolha dos procedimentos são demoradas e complexas porque o número de opções é bastante amplo. Abaixo tentamos deixar o conteúdo mais didático e direto para facilitar essa escolha e os caminhos das pesquisas.

a) Pesquisa experimental

Em primeiro lugar, na pesquisa experimental se determina um objeto de estudo.

Conforme Gil (2007), a pesquisa experimental objetiva seleciona as variáveis que seriam capazes de influenciar o objeto.

Além disso deve-se definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto.

b) Pesquisa bibliográfica

Já, a pesquisa bibliográfica é elaborada a partir de material já publicado, como livros, artigos, periódicos, Internet, etc.

Pode dizer que essa categoria de pesquisa é um tipo de revisão bibliográfica, ou levantamento bibliográfico.

Neste mesmo sentido, Gil (2007, p. 44) explica que os exemplos mais característicos desse tipo de pesquisa são investigações sobre ideologias ou aquelas que se propõem à análise das diversas posições acerca de um problema.

c) Pesquisa documental

A pesquisa documental é elaborada a partir de material que não recebeu tratamento analítico.

Assim, a diferença entre ela e a anterior é que as pesquisas bibliográficas são feitas a partir de materiais já publicados.

Por exemplo, um texto jornalístico pode ser elaborado de um material sem tratamento analítico, então documental.

d) Pesquisa de campo

Por sua vez, a pesquisa de campo se caracteriza pelas investigações realizadas por meio da coleta de dados junto às pessoas, somando à pesquisa bibliográfica e/ou documental.

Para tanto, depende da junção de recursos de diferentes tipos de pesquisa, como, por exemplo, a pesquisa ex-post-facto, pesquisa-ação, pesquisa participante, entre outras.

e) Pesquisa ex-post-facto

A pesquisa ex-post-facto investiga possíveis relações de causa e efeito entre um determinado fato e um fenômeno que ocorre posteriormente.

Assim, a principal característica é o fato de os dados serem coletados após a ocorrência dos eventos.

Por exemplo um estudo sobre a evasão escolar, quando se tenta analisar suas causas. Já, num estudo experimental, seria o inverso, se analisa enquanto se testa.

f) Pesquisa de levantamento

A pesquisa de levantamento é utilizada em estudos exploratórios e descritivos, podendo ser de dois tipos:

  1. de uma amostra;
  2. de uma população (censo).

Desta forma, a coleta de dados se realiza através de questionários ou entrevistas.

Por isso, de acordo com Gil (2007, p. 52) os estudos descritivos são os que mais se adéquam aos levantamentos. Exemplos são os estudos de opiniões e atitudes.

g) Pesquisa com survey

Por meio do tipo de pesquisa com Survey, visa buscar informações diretamente com um grupo de interesse a respeito dos dados que se deseja obter.

Portanto é um procedimento útil especialmente para as pesquisas exploratórias e descritivas.

As pesquisas de opinião sobre determinado atributo e a realização de um mapeamento geológico ou botânico são bons exemplos.

h) Estudo de caso

O estudo de caso envolve o estudo profundo e exaustivo de um ou poucos objetos buscando profundo detalhamento.

Por isso é amplamente usada nas ciências biomédicas e sociais porquanto tem o condão de conhecer em profundidade o como e o porquê de uma determinada situação que se supõe ser única em muitos aspectos.

Para a autora Alves Mazzotti (2006, p. 640), os exemplos mais comuns para esse tipo de estudo são os que focalizam apenas uma unidade: um indivíduo (como os casos clínicos descritos por Freud), um pequeno grupo (como o estudo de Paul Willis sobre um grupo de rapazes da classe trabalhadora inglesa), uma instituição (como uma escola, um hospital), um programa (como o Bolsa Família), ou um evento (a eleição do diretor de uma escola).

i) Pesquisa participante

A pesquisa participante depende do envolvimento e identificação do pesquisador com o grupo de pessoas investigadas.

Exemplos de sua aplicação são o estabelecimento de programas públicos ou plataformas políticas e a determinação de ações básicas de grupos de trabalho.

j) Pesquisa-ação

No formato de pesquisa-ação se associam a teoria e a ação.

De modo que os pesquisadores e participantes da situação ou problema se envolvem de modo cooperativo ou participativo.

k) Pesquisa etnográfica

A pesquisa etnográfica é o estudo de um grupo ou povo, do modo que algumas características são bastante marcantes, como:

  1. O uso da observação participante, da entrevista intensiva e da análise de documentos;
  2. A interação entre pesquisador e objeto pesquisado;
  3. A ênfase no processo, e não nos resultados finais;
  4. visão dos sujeitos pesquisados sobre suas experiências;
  5. a não intervenção do pesquisador sobre o ambiente pesquisado.

Por exemplo, as pesquisas realizadas sobre os processos educativos com o intuito de conhecer profundamente os diferentes problemas que sua interação desperta.

l) Pesquisa etnometodológica

O termo etnometodologia designa uma corrente da Sociologia norte-americana, que surgiu no final da década de 1960. Seu principal marco fundador a publicação do livro de Harold Garfinkel Studies in Ethnomethodology (Estudos sobre Etnometodologia), em 1967 (COULON, 1995, p. 7).

Ou seja, o termo se refere às estratégias que as pessoas utilizam cotidianamente para viver.

Deste modo, visa compreender como as pessoas constroem ou reconstroem a sua realidade social.

A análise etnometodológica esclarece de que maneira as coisas vêm a ser como são nos grupos sociais, de que maneira cada grupo e cada membro apreende e dá sentido à realidade e por quais processos intersubjetivos a mediação da linguagem entre os grupos e seus lugares constrói a realidade social que afirmam (COULON, 1995, p. 90).

Assim, para a pesquisa etnometodológica, fenômenos sociais não determinam de fora a conduta humana. A conduta humana é o resultado da interação social que se produz continuamente através da sua prática quotidiana.

ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA

O projeto de pesquisa acadêmica tem alguns itens recomendados, por exemplo:

  • O tema do estudo
  • A importância da pesquisa
  • O objetivo de pesquisar o assunto
  • O método a ser utilizado
  • As datas e o cronograma da pesquisa.

Como Fazer Projeto De Pesquisa Nas Normas ABNT

Para começar a entender como fazer o projeto de pesquisa, é preciso entender quais informações ele precisa explicar.

Essas informações podem ser reunidas antes de escrever o documento para facilitar o processo, mas nada impede que o autor procure decidir conforme avança no projeto.

Ademais, as informações trazidas aqui não são obrigatórias porque cada instituição de ensino ou orientador pode solicitar um formato de projeto de pesquisa de acordo com seus interesses e necessidades.

Mas, ter uma ideia inicial pode te ajudar muito, especialmente se a sua instituição não tem padrão obrigatório.

a) Tema para projeto de pesquisa

Em primeiro lugar, é preciso definir um tema que servirá de guia para o trabalho.

Em geral, esse é o assunto da sua pesquisa, que possivelmente estará relacionado a um grupo de pesquisa do qual você faz parte, ou aos interesses da sua orientação.

Definir o tema é a parte mais importante, e estará na capa do seu projeto, guiando todo o desenvolvimento.

b) Introdução

Inicie dizendo qual é o seu objeto de estudo, o seu tema (definido anteriormente).

O tema já deve trazer, em sua descrição, o problema.

Então, apresente genericamente a gênese do problema, o contexto do problema, sob o ponto de vista sociocultural, da história, do Direito, ou de outro aspecto que permita situar o problema que pretende investigar em sua inter-relação com a sociedade.

Nesta etapa não se deve tomar posições sobre o tema, apenas reproduzir a realidade.

c) Justificativa do projeto de pesquisa

Depois, é preciso se debruçar sobre a justificativa.

Quando for fazer seu projeto de pesquisa, pense nesse aspecto como a parte em que você explica para um investidor porque é um bom negócio investir na sua ideia.

Podem estar envolvidos na Justificativa as possibilidades que o projeto tem para ser desenvolvido levando-se em consideração a sua própria carga de experiências e níveis formativos, que auxiliem demonstrar que você é o pesquisador ideal para desenvolvê-la.

Como a Justificativa nada mais é que “convencer o outro”, é importante o pesquisador colocar-se na posição de alguém alheio à pesquisa para analisar os motivos pelos quais seria levado a ler tal estudo.

Assim, é importante realizar também conexões do seu tema a outras pesquisas, bibliografias, descobertas recentes, em função de que a importância do tema a ser trabalho, cresce à medida que consigamos ligá-lo ao mundo externo.

Seja sucinto: fale apenas o que realmente vai chamar a atenção para seu projeto.

Para complementar a importância, destaque a pergunta a ser respondida pela pesquisa.

d) Problema de pesquisa

O problema de pesquisa terá formato de uma pergunta que deverá ser respondida no decorrer da pesquisa. Em geral, essa pergunta pode ser algo como “qual parcela da população mora com os pais?”.

Ou, “qual o processo mais viável economicamente para fazer um determinado produto?”.

Então, formule também uma hipótese de encontro ao problema de pesquisa: ela é a explicação de onde você acredita que a resposta para sua pergunta pode estar e onde você pretende dedicar seu tempo procurando.

Isso ajuda a definir o cronograma que será apresentado e ajuda a definir a importância do projeto de pesquisa.

Com a questão a ser respondida e a forma de encontrar a resposta definidos, o próximo passo é definir os objetivos do seu trabalho.

e) Objetivos

Esta etapa deverá estar subdividida em duas partes.

A primeira, chamada objetivo geral, é a definição do que será feito: explicar, entender, analisar, realizar uma coleta de dados, interpretar informações.

Já, na segunda, os objetivos específicos, estão diretamente relacionados com a justificativa, são aqueles que buscam demonstrar exatamente o que se pretende com o assunto.

Assim, deve-se sempre utilizar verbos no infinitivo para iniciar os objetivos:

  • Exploratórios (conhecer, identificar, levantar, descobrir)
  • Descritivos (caracterizar, descrever, traçar, determinar)
  • Explicativos (analisar, avaliar, verificar, explicar)

Este é o único capítulo de todo o Projeto que deve aparecer na forma de tópicos, já que os demais estarão em texto cursivo e problematizado.

Por isso ele é geralmente curto porque pode desvirtuar a pesquisa para sem que alcance os objetivos propostos.

Defina por exemplo se pretende dar uma solução definitiva ou se deseja apenas esclarecer melhor a questão por trás do que está pesquisando.

f) Embasamento ou fundamentação teórica do projeto de pesquisa

Consiste em apresentar um resumo do que já foi escrito sobre o tema no modelo de referencial teórico.

Pode-se dizer que a fundamentação teórica é uma pesquisa prévia sobre o que já foi escrito sobre o tema sobre o qual pretende estudar.

Mesmo que seja uma pesquisa inédita como em uma tese, por exemplo, a procura destas fontes, documentais ou bibliográficas, é fundamental para que você não proponha uma pesquisa que já está feita.

A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite destacar a contribuição da pesquisa realizada, além das contradições ou reafirmar comportamentos e atitudes.

As normas da ABNT para a formatação seguem o padrão básico:

g) Metodologia do projeto de pesquisa

A metodologia diz respeito às técnicas de obtenção de informações que serão utilizadas levando em consideração os tipos de pesquisa.

É aqui que se deve falar de entrevistas, uso de ferramentas de laboratório, se as informações serão retiradas de livros, quais serão os gastos gerais, entre outras opções.

h) Cronograma

O cronograma é uma forma de explicar em qual data se espera começar e terminar o estudo.

É impossível determinar a importância do projeto de pesquisa sem que ele tenha sido devidamente encerrado, então é preciso acabar, eventualmente.

i) Resultados

O item dos resultados esperados é um espaço específico para que você possa explicitar de forma concreta o que espera alcançar com os objetivos específicos.

Deste modo, os objetivos específicos e os resultados devem apresentar uma correlação estreita.

j) Referências bibliográficas

Tendo em vista que a maioria dos trabalhos acadêmicos dependerão de citações para a sua fundamentação, as referências  são feitas como nos demais trabalhos acadêmicos, sempre respeitando as regras de catalogação bibliotecária.

As referências seguem uma ordem lógica, de acordo com as regras e normas da ABNT:

Ordem alfabética única

Em primeiro lugar, observe a ordem alfabética. Inicie pelo sobrenome do autor. Em caso de entidades autoras, a regra é seguir pelo título da entidade.

Espaçamento simples

Também não se esqueça de alinhar todas as referências à margem esquerda.

Título em destaque

O destaque pode ser feito em itálico, sublinhado ou negrito. Subtítulos não recebem destaque.

Sobrenomes em caixa alta

Os nomes apenas com letra maiúscula.

k) Apêndices e anexos

Apêndices são elementos pós-textuais, que complementam o projeto, elaborados pelo próprio pesquisador. Podemos trazer como exemplos os questionários, formulários da pesquisa ou fotografias.

Os anexos são textos elaborados por outras pessoas e não pelo pesquisador. Como exemplo temos: mapas, plantas documentos originais e fotografias tiradas por outros.

Só devem aparecer nos projetos de pesquisa anexos extremamente importantes:

Os apêndices localizam-se após as referências e os anexos, após os apêndices, se houver.

Seus critérios de apresentação são:

  • Devem ser enumerados individualmente com algarismos arábicos, caso haja apenas um apêndice e/ou anexo, estes não deverá ser numerados;
  • Cada apêndice ou anexo pode ser antecedido por uma página de rosto, devendo constar, escritos em letras maiúsculas estilo normal e centralizados na 13ª linha do texto, a palavra APÊNDICE e/ou ANEXO;
  • Cada anexo ou apêndice deve iniciar em página distinta;
  • Na página de rosto do anexo pode-se incluir elementos que identifiquem a fonte da qual foi extraído o conteúdo do anexo.

MODELO DE PROJETO DE PESQUISA CIENTÍFICA

UNIVERSIDADE AUTÓNOMA DE ASUNCIÓN

FACULDADE DE CIÊNCIAS HUMANISTICAS E DA COMUNICACÃO

MESTRADO EM CIÊNCIAS DA EDUCACÃO

DISCIPLINA: AVALIAÇÃO DE PROGRAMAS EDUCACIONAIS

“AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL”

TÍTULO:

“AVALIAÇÃO DA ESCOLA DA PENITENCIÁRIA REGIONAL DOM ABEL ALONSO NÚÑEZ LOCALIZADA NA BR-135, KM 3,7, LOCALIDADE VILA ESTELA, CIDADE DE BOM JESUS, ESTADO DO PIAUÍ, BRASIL.”

TUTORES: Prof. Titular Ing. Julio Miguel Martin

                  Profª. Praticas: Lic. Zulma Mariucci

NOME DO AVALIADOR: Benigno Núñez Novo                                               

benignonovo@hotmail.com

Asunción, Paraguay

janeiro/2008

AGRADECIMENTOS

Em primeiro lugar aos reeducandos (detentos) que de forma especial contribuíram para que a presente avaliação pudesse transcorrer de forma harmoniosa e satisfatória.

A Gerência que nos deu toda a liberdade de acesso as dependências da Unidade Prisional para que pudéssemos realizar a coleta de dados e informações para embasar a presente avaliação.

Os Coordenadores, agentes penitenciários, policiais militares, professores da escola da penitenciária, Gerente da 14ª Gerência Regional de Educação de Bom Jesus que de forma sensível se dispuseram a colaborar e atender as solicitações que lhes foram encaminhadas. 

Aos professores Julio Miguel Martin e Zulma Mariucci, que, com dedicação, compreensão e paciência orientaram a presente avaliação institucional.

SUMÁRIO

  1. RESUMO
    1. descrição do tema e do propósito da avaliação..................................................5
    2. descrição da metodologia.............5
    3. detalhe dos principais resultados..6
    4. detalhe das principais conclusões e recomendações.......................................7
  2. PROPÓSITO DA AVALIAÇÃO
    1. geral...........................................9
    2. específicos...............................9
  3. DESCRIÇÃO DO OBJETO DA AVALIAÇÃO

3.1. Descrição do objeto da avaliação..................................11

  1. DESCRIÇÃO DO ESTUDO DA AVALIAÇÃO
    1. da maneira em que se realizou a avaliação.............................................11
    1. da avaliação.........................11
    1. da população e da amostra...12
    2. e fontes de recoleção de informação.............................................12
    1. de qualidade utilizados.......12
    1. e possíveis erros do processo. Evidências recoletadas.........14
  1. RESULTADOS
    1. numerados que respondem as perguntas da avaliação.....................14
    2. e porcentagens........................17
    3. dos resultados.........................17
  2. CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

6.1. Conclusões numeradas com base nos resultados.................22

  1. ANEXOS
    1. em que solicita autorização para acesso...................................................27
      1. aplicado ao Gerente.........29
      2. aplicado aos detentos (reeducandos)........................................31
      3. aplicado aos professor.....33
    1.  
    1. INFOPEN...............................49

RESUMO

A Escola da Penitenciária Regional Dom Abel Alonso Núñez de Bom Jesus, localizada na cidade de Bom Jesus, Estado do Piauí, Brasil atualmente conta com 25 (vinte e cinco) detentos, os reeducandos frequentam o Programa de Educação de Jovens e Adultos – EJA que funciona em três etapas: Primeira Etapa (1ª e 2ª Séries), Segunda Etapa (3ª e 4ª Séries) e Terceira Etapa (5ª e 6ª Séries).

As disciplinas ministradas todas são da Educação de Jovens e Adultos - EJA: Matemática, Geografia, História, Inglês, Português, Relações Humanas, Ensino Religioso, Artes (artesanato), sendo que as disciplinas de História e Geografia estão voltadas para a realidade local.

A disciplina Relações Humanas trabalha a parte social, a vida após a saída da Penitenciária, regras de comportamento e de convivência social.

A disciplina de português procura através do estimulo a leitura de livros, revistas e jornais despertar e incentivar o gosto pela leitura.

O horário das aulas da Escola da Penitenciária ocorre no turno da manhã entre as 08h00min e às 11h30min de segunda a sexta-feira.

Constatou-se pelos dados do Relatório do Sistema de Informações Penitenciário da Unidade de Prisional de Bom Jesus - INFOPEN (outubro de 2007) que dos 85 (oitenta e cinco) detentos recolhidos na Penitenciária Regional de Bom Jesus 46% dos detentos são alfabetizados, enquanto que 32% são analfabetos, 19% concluíram o ensino médio e somente 3% possuem o ensino superior incompleto.

Utilizou-se a técnica de enquete através de instrumento questionários aplicados aos 25 (vinte e cinco) detentos (reeducandos) que frequentam a Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus, com os 04 (quatro) professores da escola e com o Gerente da Penitenciária.

O resultado dos questionários aplicados com os reeducandos que frequentam a Escola da Penitenciária demonstram que para 68% dos detentos consideram satisfatório e de qualidade o processo-ensino aprendizagem da Escola da Penitenciária de Bom Jesus, para 20% considera que deve ser melhorado o processo ensino-aprendizagem e uma pequena parcela 12% não soube opinar, pelas porcentagens obtidas pode-se afirmar que é cumprido o estandar esperado que é de 60% conforme o quadro de parâmetros de qualidade.

No critério processo ensino-aprendizagem voltado para a realidade do detento, para 48% dos detentos que frequentam a Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus o processo ensino-aprendizagem é voltado para a realidade do detento, para 32% o processo ensino-aprendizagem não é voltado para a realidade do detento e 20% dos detentos que frequentam a Escola não souberam opinar, pelas porcentagens acima descritas pode-se afirmar que não é cumprido o estandar esperado no quadro de parâmetros de qualidade que é de 60%.

O critério carga horária foi avaliado e para 65% dos detentos que frequentam a Escola da Penitenciária a carga horária é suficiente para ministrar todos os conteúdos ao longo do ano, para 25% dos detentos a carga horária é insuficiente para ministrar todos os conteúdos ao longo do ano e 10% não souberam responder ou não sabem avaliar, pelas porcentagens obtidas pode-se afirmar que é cumprido o estandar esperado no quadro de parâmetros de qualidade que é de 60%.

Questionado aos detentos o que poderia ser feito para melhorar o processo ensino-aprendizagem para 37% dos detentos que frequentam a Escola da Penitenciária o que pode ser feito para melhorar o processo ensino-aprendizagem é a melhoria no relacionamento dos agentes penitenciários com os detentos reeducandos que frequentam a escola, para 25% o ensino ministrado deve ser voltado para a realidade carcerária do detento, para 21% a escola deve ter melhores equipamentos e material didático, 13% entende que deve ser aumentada a carga horária para melhorar o processo ensino-aprendizagem e 4% não souberam responder.

Pela enquete realizada e com base nos questionários, gráficos, levantamentos e análise dos resultados ficou comprovado que o processo ensino-aprendizagem é de qualidade e satisfaz aos detentos (reeducandos), embora deva ocorrer uma busca incessante para que cada vez mais os conteúdos programáticos estejam de acordo com a realidade prisional dos detentos que frequentam a escola.

A carga horária é suficiente, mas devido a problemas de gerenciamento dos deslocamentos dos detentos para a escola, falta de cumprimentos dos horários de funcionamento da escola, falta de comunicação e de boa vontade dos agentes penitenciários ocorre um prejuízo que reflete prejudicialmente na exposição dos conteúdos programáticos ao longo dos semestres e ano letivo.

Percebe-se pelos relatórios carcerários no arquivo da Unidade Prisional e junto as Coordenações e Gerência que os detentos que frequentam a Escola têm um comportamento e uma conduta carcerária boa, são reeducandos mais calmos, não se envolvem em confusões, brigas ou agressões.

Levantamento feito junto a Coordenação Administrativa, Coordenação de Relações Humanas e junto aos professores se pode comprovar que devido às constantes entradas e saídas de detentos ocorre um prejuízo no andamento do processo ensino-aprendizagem da Escola da Penitenciária, quando o aluno vai se adaptando ao processo educacional chega o mandado de soltura e a continuidade do processo se interrompe.

O ensino é de qualidade e satisfaz os detentos, embora se constate a necessidade de cada vez mais se adaptar o processo ensino-aprendizagem a realidade prisional do detento fazendo com que o ensino da escola aborde o seu contexto e a sua realidade.

O processo ensino-aprendizagem e a carga horária comparados com as demais escolas do EJA da Rede Estadual de Ensino de Bom Jesus e com as demais escolas das Penitenciárias do Estado do Piauí são satisfatórios e de qualidade contribuindo para recuperar os detentos para a vida após a prisão.

A carga horária deve ser cumprida rigorosamente para que todos os conteúdos programáticos possam ser ministrados ao longo dos semestres e ao final do ano letivo. 

O processo ensino-aprendizagem pode ser melhorado através de parcerias com órgãos e instituições locais, implantação de projetos de humanização para melhorar o relacionamento dos agentes penitenciários com os detentos que frequentam a escola da Penitenciária, capacitação dos professores para um ensino voltado para a realidade prisional e uma melhor interação entre todos que fazem a educação.

Melhorar o relacionamento e o convívio entre os agentes penitenciários, detentos e professores com cursos de humanização e atividades recreativas e de interação.

A educação se constitui em um dos meios eficazes de recuperação e reinserção dos detentos na sociedade.

PROPÓSITO DA AVALIAÇÃO

O presente trabalho tem como proposta avaliar a Escola da Penitenciária Regional Dom Abel Alonso Núñez localizada na BR-135, Km 3,7, Localidade Vila Estela, cidade de Bom Jesus, Estado do Piauí, Brasil, tomando como critérios o processo ensino-aprendizagem e a carga horária.

A importância da avaliação se dá no sentido de buscar melhorar a qualidade do processo ensino-aprendizagem e constatar se é necessário o aumento da carga horária da Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus.

Os resultados e constatações da presente avaliação institucional se destinam ao conhecimento da Gerência da Unidade Prisional de Bom Jesus e para as Secretarias Estaduais da Justiça e de Direitos Humanos e Secretaria da Educação e Cultura do Estado do Piauí para as providências que julgarem necessárias.

OBJETIVO GERAL

Julgar objetivamente a qualidade do ensino ministrado na Escola da Penitenciária Regional Dom Abel Alonso Núñez localizada na Br-135, km 3,7, localidade Vila Estela, cidade de Bom Jesus, Estado do Piauí, Brasil.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Verificar se a carga horária e o processo ensino-aprendizagem da Escola satisfazem aos detentos (reeducandos).

Identificar se a carga horária e o processo ensino-aprendizagem da Escola são suficientes como um dos meios de recuperação dos detentos (reeducandos).

Identificar que mudanças podem ser realizadas no processo ensino-aprendizagem para adequá-lo à realidade prisional.

DESCRIÇÃO DO OBJETO DA AVALIAÇÃO

O Piauí situa-se na Região Nordeste do Brasil com uma população estimada de 3.006.885 de habitantes, de acordo com o Censo Demográfico de 2007, realizado pelo IBGE. A Densidade Demográfica é de 11,31 habitantes por km², com área de 252.378 km², representando 16,17% da Região Nordeste e 2,95% de todo o território brasileiro. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,656 segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano/PNUD (2000).

Bom Jesus é um município brasileiro do Estado do Piauí, sua população estimada em 2007 é de 19.575 habitantes segundo o recente censo do IBGE. A cidade de Bom Jesus tem passado por um período de rápido crescimento populacional e econômico em função da expansão na área agrícola. Na década de 1990, produtores de soja do Rio Grande do Sul começaram a chegar e a cultivar soja no cerrado do Piauí, principalmente em Bom Jesus e Uruçuí. Hoje, aproximadamente 220 mil hectares são cultivados com soja, arroz e algodão nessa região, considerada a última fronteira agrícola do Brasil. Localizada na região do Vale do Rio Gurguéia, a cidade é muito rica em água subterrânea. Os poços jorrantes (a água sai sem precisar de bombeamento) são abundantes.

O objeto de avaliação é a Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus, tendo como critérios o processo ensino-aprendizagem e a carga horária que se oferece aos detentos da Penitenciária Regional Dom Abel Alonso Núñez que se encontra localizada no Brasil, região Nordeste, Estado do Piauí, na cidade de Bom Jesus, na BR – 135, Km 3,7, Localidade Vila Estela.

A Unidade Prisional de Bom Jesus dispõe apenas de vagas para o sexo masculino, com capacidade para acolher 76 (setenta e seis detentos), possui dois pavilhões, módulo de ensino (escola), módulo de visita íntima, módulo ecumênico, módulo de guarda externa e prédio amplo onde funciona a administração da Unidade Prisional.

DESCRIÇÃO DO ESTUDO DA AVALIAÇÃO

A Avaliação se realizou obtendo o máximo de informações possíveis, utilizando-se a técnica de enquete através de instrumento questionários e a busca de informações que pudessem respaldar cientificamente as conclusões do estudo.

Utilizou-se a técnica de enquete através de instrumento questionários aplicados aos 25 (vinte e cinco) detentos (reeducandos) que frequentam a Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus, com os 04 (quatro) professores da escola e com o Gerente da Penitenciária.

Os questionários aplicados aos detentos (reeducandos) que frequentam a Escola da Penitenciária, professores e Gerente possuem perguntas fechadas e abertas 

Utilizou-se a técnica de enquete por ser o procedimento de recolhimento de informação mais utilizado na investigação avaliativa.

PERGUNTAS DA AVALIAÇÃO

Pergunta Geral

1 – O ensino ministrado na escola da Penitenciária de Bom Jesus é de boa qualidade?

Perguntas Específicas

1 - O processo ensino-aprendizagem da Escola da Unidade Prisional de Bom Jesus atende satisfatoriamente aos detentos (reeducandos)?

2– A carga horária e o processo ensino-aprendizagem têm logrado êxito como um instrumento de recuperação dos detentos (reeducandos)?

DEFINIÇÃO DA POPULAÇÃO E DA AMOSTRA

A População são os 25 (vinte e cinco) detentos que frequentam a Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus. Tomou-se como amostra o conjunto da população de detentos que frequentam a Escola.

TÉCNICAS E FONTES DE RECOLHIMENTO DE INFORMAÇÃO

As fontes para o recolhimento de informações foram os detentos (reeducandos), professores e o gerente da instituição, tendo sido usado a técnica de enquete com o uso de instrumento questionários.

PARAMETROS DE QUALIDADE UTILIZADOS

Os parâmetros de qualidade utilizados para se avaliar o processo ensino-aprendizagem da Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus foram comparar o processo ensino-aprendizagem e a carga horária com as demais escolas do EJA da Rede Estadual de Ensino de Bom Jesus e as outras escolas que funcionam nas Unidades Prisionais do Estado do Piauí, à aplicação do conhecimento adquirido ao contexto e a realidade dos detentos, a aprovação do sistema de avaliação pelos detentos, a aprendizagem dos conteúdos ministrados na escola e a necessidade ou não de novas disciplinas adequadas à realidade prisional dos alunos/detentos.

Os parâmetros de qualidade utilizados para se avaliar a carga horária da Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus foram a carga horária diária da escola e a quantidade de dias letivos utilizados para ministrar os conteúdos durante o ano.

PARAMETROS DE QUALIDADE, FONTES E TÉCNICAS DE RECOLHIMENTO DE INFORMAÇÕES

VARIAVEL: A ESCOLA DA PENITENCIÁRIA REGIONAL DE BOM JESUS

CRITÉRIOS

INDICADORES

ESTANDERES

FONTES

TÉCNICAS

INSTRUMENTOS

Carga Horária

1) A quantidade de dias letivos são suficientes para o aprendizado satisfatório

2) As horas/aula durante o ano são suficientes para ministrar todo o conteúdo

3) A carga horária se adequa a realidade prisional

60% dos detentos

 

 

 

60% dos detentos

 

 

 

60% dos detentos

 

Detentos

Professores

Gerente

Enquête

 

Questionário

 

 

Processo Ensino-aprendizagem

1) Aprende os conteúdos ministrados na escola

2) Aprova o sistema de avaliação da escola

3) Aplica os conhecimentos adquiridos a sua realidade

60% dos detentos

 

 

60% dos detentos

 

 

60% dos detentos

Detentos

Professores

Gerente

Enquête

 

Questionário

DIFICULDADES E POSSÍVEIS ERROS DO PROCESSO. EVIDENCIAS RECOLETADAS

A falta de interesse dos agentes penitenciários e dos detentos (reeducandos) para que as informações fossem coletadas, a resistencias a possíveis mudanças ou a questionamentos de um sistema ou método a ser implantado, a falta de tempo dos docentes para responder a enquete e demais levantamentos de dados, a desconfiança quanto aos resultados da avaliação e a sugestão de implementação de possíveis mudanças foram as dificultades encontradas e possíveis erros que podem comprometer o processo.

Necessário se foi realizar um trabalho de sensibilização da importância da avaliação entre os detentos (reeducandos), profesores, coordenadores e gerente da instituição, explicando que a avaliação tem como objetivo sugerir, aprimorar e fazer avançar o processo ensino-aprendizagem da Escola, tendo sido adotada uma atitude de paciência, compreensão e diálogo com os detentos, profesores, coordenadores e administração da instituição.

RESULTADOS

  • A População avaliada são os 25 (vinte e cinco) detentos que frequentam a Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus. Tomou-se como amostra o conjunto da população de detentos que frequentam a Escola.
  • O Gerente da Unidade Prisional de Bom Jesus e os professores afirmam e confirmam pelas respostas dos questionários que a Escola é um dos instrumentos de grande importância e valia para a recuperação dos detentos e a reinserção na sociedade, consideram que o processo ensino-aprendizagem é voltado para a realidade do detento (reeducando), o ensino é de boa qualidade, a carga horária é suficiente, reconhecem as falhas e insuficiências da Escola, mas reconhecem a importância fundamental como instrumento de recuperação dos detentos.
  • O processo ensino-aprendizagem para a maioria dos detentos (reeducandos) é de qualidade e satisfatório cumpre com o seu papel de ensinar os conteúdos de acordo com a realidade dos detentos que frequentam a escola.
  • Para a minoria dos detentos (reeducandos) o processo ensino-aprendizagem deve ser melhorado e consideram que as maiores dificuldades são decorrentes da falta de empenho e da boa vontade dos agentes penitenciários que não cumprem com as suas obrigações em retirá-los no horário correto para a escola, não estimulam os detentos para a importância da educação como um processo de recuperação.
  • Para a maioria dos detentos, professores e gerência a carga horária diária e anual é suficiente para uma aprendizagem e para que sejam ministrados todos os conteúdos programáticos.
  • Para a minoria dos detentos a carga horária é insuficiente e não dá para ministrar todos os conteúdos de forma satisfatória e para um aprendizado correto durante o ano.
  • Os professores entendem que o número reduzido de agentes penitenciários contribui para dificultar as atividades da escola, bem como os atrasos e os deslocamentos dos detentos para a escola.
  • Os professores e o gerente da instituição entendem que o processo ensino-aprendizagem deve ser melhorado adaptando as disciplinas a realidade dos detentos, a carga horária deve ser seguida de forma rigorosa para que os conteúdos programáticos possam ser ministrados a contento ao longo do ano letivo.
  • Os atrasos e descumprimentos dos horários da escola se devem pela falta de vontade e maior dedicação por parte dos agentes penitenciários que deveriam ser mais sensíveis e empenhados com o processo de educação dos detentos.
  • A Escola se constitui em um dos instrumentos de recuperação dos detentos levantamento feito junto aos relatórios carcerários, prontuários e administração prisional comprovou-se que os reeducandos que frequentam a escola possui melhor comportamento carcerário, melhor disciplina, mais tranquilos e dificilmente se envolvem em confusões, brigas ou agressões.

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES

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  • O resultado dos questionários aplicados com os reeducandos que frequentam a Escola da Penitenciária demonstram que para 68% dos detentos consideram satisfatório e de qualidade o processo-ensino aprendizagem da Escola da Penitenciária de Bom Jesus, para 20% considera que deve ser melhorado o processo ensino-aprendizagem e uma pequena parcela 12% não soube opinar, pelas porcentagens obtidas pode-se afirmar que é cumprido o estandar esperado que é de 60% conforme o quadro de parâmetros de qualidade.
  • O ensino é de qualidade e satisfaz os detentos, embora se constate a necessidade de cada vez mais se adaptar o processo ensino-aprendizagem a realidade prisional do detento fazendo com que o ensino da escola aborde o seu contexto e a sua realidade.
  • O processo ensino-aprendizagem e a carga horária comparados com as demais escolas do EJA da Rede Estadual de Ensino de Bom Jesus e com as demais escolas das Penitenciárias do Estado do Piauí são satisfatórios e de qualidade contribuindo para recuperar os detentos para a vida após a prisão.
  • Reivindicar o aumento de agentes penitenciários para a Penitenciária Regional de Bom Jesus, requerer e sensibilizar a Secretaria da Justiça e de Direitos Humanos do Estado do Piauí para que dê posse e lote os agentes penitenciários que lograram êxito no último concurso e que já concluíram a academia e estão aptos para desempenharem as suas funções.
  • Implantar outros Projetos de Humanização com os agentes penitenciários para que melhore o relacionamento deles com os detentos principalmente para fazer compreender a importância da educação na mudança do ser humano e como um dos meios para recuperação dos detentos.
  • Intensificar as parcerias com demais órgãos como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - EMBRAPA que é parceiro e vizinho da Penitenciária em projetos e cursos de hortas, pesquisa e laboratórios para que os detentos possam frequentar e aumentar os conhecimentos.
  • Estabelecer parcerias com outros órgãos como a 14ª Gerência Regional de Educação de Bom Jesus para instalar o Projeto TV ESCOLA, firmar parcerias com a Fundação Banco do Brasil e implantar o Programa BB Educar, Estação Digital, firmar parceria com o Escritório Regional de Bom Jesus do Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural do Piauí - EMATER/PI, Campus da Universidade Federal do Piauí em Bom Jesus e com o Campus da Universidade Estadual do Piauí em Bom Jesus.
  • Realizar palestras, seminários para trazer mais conhecimentos sobres diversos assuntos e atualizar os detentos que frequentam a escola sobre os fatos e temas atuais.
  • Incentivar e apoiar a prática do artesanato como fonte de renda e de ocupação do tempo, plantio adequado e com técnica de hortas e outras atividades que possam ocupar o tempo e a mão de obra dos detentos.
  • Incentivar a prática desportiva e de outras atividades de lazer e de interação.
  • Firmar parcerias com a sociedade para doações de materiais para a prática do artesanato e a venda no comércio do artesanato que é produzido pelos detentos.
  • Solicitar junto à Secretaria Estadual de Educação e Cultura o aumento dos materiais didáticos, livros e demais equipamentos para a Escola da Penitenciária.
  • No critério processo ensino-aprendizagem voltado para a realidade do detento, para 48% dos detentos que frequentam a Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus o processo ensino-aprendizagem é voltado para a realidade do detento, para 32% o processo ensino-aprendizagem não é voltado para a realidade do detento e 20% dos detentos que frequentam a Escola não souberam opinar, pelas porcentagens acima descritas pode-se afirmar que não é cumprido o estandar esperado no quadro de parâmetros de qualidade que é de 60%.
  • Capacitar os professores para que as disciplinas ministradas sejam voltadas para a realidade dos detentos para que se chegue ao estandar.
  • O critério carga horária foi avaliado e para 65% dos detentos que frequentam a Escola da Penitenciária a carga horária é suficiente para ministrar todos os conteúdos ao longo do ano, para 25% dos detentos a carga horária é insuficiente para ministrar todos os conteúdos ao longo do ano e 10% não souberam responder ou não sabem avaliar, pelas porcentagens obtidas pode-se afirmar que é cumprido o estandar esperado no quadro de parâmetros de qualidade que é de 60%.
  • Fiscalizar de forma mais efetiva os agentes penitenciários para que cumpram os horários de funcionamento da escola afim de que a carga horária seja efetivamente cumprida e para que os conteúdos programáticos possam ser ministrados ao longo do ano sem prejuízo para o processo ensino-aprendizagem.
  • Questionado aos detentos o que poderia ser feito para melhorar o processo ensino-aprendizagem para 37% dos detentos que frequentam a Escola da Penitenciária o que pode ser feito para melhorar o processo ensino-aprendizagem é a melhoria no relacionamento dos agentes penitenciários com os detentos reeducandos que frequentam a escola, para 25% o ensino ministrado deve ser voltado para a realidade carcerária do detento, para 21% a escola deve ter melhores equipamentos e material didático, 13% entende que deve ser aumentada a carga horária para melhorar o processo ensino-aprendizagem e 4% não souberam responder.
  • Tentar melhorar o relacionamento e o convívio entre os agentes penitenciários, detentos e professores.
  • Realizar atividades recreativas e de interação com todos que fazem parte dos quadros da escola ou que estejam envolvidos direta ou indiretamente com a escola.
  • A carga horária deve ser cumprida rigorosamente para que todos os conteúdos programáticos possam ser ministrados ao longo dos semestres e ao final do ano letivo.

ANEXOS

Bom Jesus (PI), 06 de agosto de 2007.

Ao Ilmo. Sr.

Bel. RAIMUNDO CARLOS NOGUEIRA ALMEIDA

MD. Gerente da Penitenciária Regional Dom Abel Alonso Núñez

Br – 135, Km 3,7, Localidade Vila Estela

Bom Jesus – Piauí.

Assunto: Solicitação de permissão para acesso a Penitenciária Regional Dom Abel Alonso Núñez para proceder a Projeto de Avaliação Institucional da Escola desta Unidade Prisional.

Senhor Gerente,

Ao cumprimentá-lo respeitosamente venho através do presente expediente expor e ao final solicitar:

Senhor Gerente por estar cursando mestrado na Universidad Autónoma de Asunción no Paraguai e por necessitar um Plano de Avaliação da Escola da Penitenciária Regional Dom Abel Alonso Núñez, Localizada na BR – 135, Km 3,7, Localidade Vila Estela, cidade de Bom Jesus, Estado do Piauí, Brasil”.

A importância da Avaliação Institucional se dá para melhorar a qualidade do processo ensino-aprendizagem e constatar se é necessário o aumento da carga horária da Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus.

Necessito de Vossa autorização e permissão para poder ter acesso aos arquivos, formulários do INFOPEN, questionários com os detentos, professores, agentes penitenciários, militares, funcionários e coordenadores da administração em geral desta Unidade Prisional, bem como solicitar de V. Sa. que responda a questionário.

Esclareço que o presente Projeto de Avaliação Institucional é de caráter científico e preservará a integridade dos detentos dentro das normas de segurança e do Regimento Interno desta Unidade Prisional.

Certo de que serei atendido, desde já agradeço a boa vontade de todos. 

Atenciosamente,

Benigno Núñez Novo

- Requerente –

Questionário apresentado e dirigido ao Gerente da Unidade Prisional de Bom Jesus, Estado do Piauí, Brasil, a quem desde já agradecemos pelas respostas e pronto atendimento nas solicitações para a realização da presente avaliação institucional da Escola da Penitenciária:     

Gerente da Unidade Prisional: Bel. RAIMUNDO CARLOS NOGUEIRA ALMEIDA

Data da aplicação do questionário: 08/10/2007

1) De quem partiu a iniciativa da implementação do projeto de educação do preso

nesta Instituição?

R – Secretaria da Justiça e de Direitos Humanos do Estado do Piauí em parceria com a Secretaria da Educação e Cultura do Estado do Piauí.

2) A sociedade participa da reeducação do preso?

R – Sim, doando materiais para a Escola da Penitenciária.

3) Os detentos são classificados segundo seus antecedentes para que possam frequentar a Escola da Penitenciária?

Sim ( X ) Não(   )

4) Quantidade de detentos que frequentam o módulo de ensino: 25 (vinte e cinco).

5) Grau de escolaridade:

Ensino Fundamental incompleto: 19 (dezenove) detentos

Ensino Fundamental completo: 07 (sete) detentos

Ensino Médio incompleto: 00

Ensino Médio completo: 12 (doze) detentos

Curso superior em andamento: 02 (dois) detentos

Curso superior completo: 00

6) O ensino ministrado na Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus é de boa qualidade com relação as demais escolas da rede estadual de ensino e demais penitenciárias?

Sim( X ) Não(    )

7) O processo ensino-aprendizagem é voltado para a realidade do detento?

Sim( X ) Não(   )

8) O que pode ser feito de concreto para melhorar o processo ensino-aprendizagem?

R – Um ensino voltado para a realidade dos detentos e que os prepare para a vida após a prisão.

9) A carga horária é suficiente para que sejam ministrados todos os conteúdos durante o ano?

Sim ( X  ) Não(    )

10) A escola tem contribuído como um dos instrumentos de recuperação dos detentos?

Sim ( X ) Não(   )

11) Os detentos que freqüentam a escola da Penitenciária tem melhor comportamento carcerário do que os que não frequentam?

Sim( X ) Não(    )

12) O que pode ser melhorando ou modificado para que o processo ensino-aprendizagem e a carga horária atendam seus objetivos?

R – Um ensino voltado para desenvolver as qualidades e aptidões dos detentos.

  • Voltado para a realidade prisional.
  • Um processo ensino-aprendizagem que possa conscientizar o detento para a vida após a prisão.
  • Aumentar o número de agentes penitenciários e trabalhar através de cursos de humanização o relacionamento deles com os detentos.

Questionário apresentado e dirigido aos detentos (reeducandos) que frequentam a Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus, Estado do Piauí, Brasil, a quem agradecemos pela disposição de responder os questionamentos e o tratamento cordial:

Data da aplicação do questionário: 08/10/2007

1) Nome: ODETINO PEREIRA COUTO

2) Idade: 60 (SESSENTA) ANOS

3) Grau de escolaridade: ENSINO FUNDAMENTAL COMPLETO

4) Delito cometido: HOMICIDIO SIMPLES

5) Há quanto tempo está preso? UM ANO

6) Qual a pena a ser cumprida? NÃO É SENTENCIADO

7) Quais são as suas esperanças depois de concedida a liberdade?

R – Começar uma vida nova após a saída da prisão.

8) O ensino ministrado na Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus é de boa qualidade com relação as demais escolas?

Sim ( X ) Não(    )

9) O processo ensino-aprendizagem é voltado para a realidade do detento?

Sim ( X ) Não(   )

10) O que pode ser feito de concreto para melhorar o processo ensino-aprendizagem?

R – Melhorar o tratamento dos agentes penitenciários com os detentos (reeducandos)

11) A carga horária é suficiente para que sejam ministrados todos os conteúdos durante o ano?

Sim ( X  ) Não(    )

12) O que pode ser melhorando ou modificado para que o processo ensino-aprendizagem e a carga horária atendam seus objetivos?

R – Sensibilizar os agentes penitenciários para a importância do ensino na vida dos detentos.

  • Uma escola com mais equipamentos e maior diversidade de material didático.
  • Ensino voltado para a realidade do detento.
  • Ampliação da carga horária e cumprimento dos horários da escola pelos agentes penitenciários que não tem muita disposição e interesse pelo ensino dos detentos.

Questionário apresentado e dirigido aos professores que ministram aulas na Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus, Estado do Piauí, Brasil, a quem desde já agradecemos por atender à solicitação e o empenho em discutir e responder os questionamentos:

Data da aplicação do questionário: 08/10/2007

Professores: JOSÉ ANTÔNIO ALVES PIAUILINO, MARILENE DE MATOS ROSAL, IVONE ANTÔNIA DA SILVA E MARIA DE FÁTIMA OLIVEIRA.

1) O ensino ministrado na Escola da Penitenciária Regional de Bom Jesus é de boa qualidade com relação as demais escolas da rede estadual de ensino da cidade de Bom Jesus e escolas das demais penitenciárias?

Sim ( X ) Não(    )

2) O processo ensino-aprendizagem da escola é voltado para a realidade do detento?

Sim ( X ) Não(   )

3) O que pode ser feito de concreto para melhorar o processo ensino-aprendizagem?

R – Melhorar o relacionamento dos agentes penitenciários com os detentos.

  • Ensino voltado para a realidade do reeducando.
  • Maior diversidade de material didático (livros e revistas) e equipamentos para a escola (DVD, computadores e internet).

4) A carga horária é suficiente para que sejam ministrados todos os conteúdos durante o ano?

Sim ( X ) Não(    )

5) A escola tem contribuído como um dos instrumentos de recuperação dos detentos?

Sim ( X ) Não(   )

6) O sistema oferece ao professor condições de trabalho voltado para a realidade do detento?

Sim (   ) Não( X )

7) O que poderia ser modificado no Sistema Penitenciário na área de ensino e

aprendizagem, para melhor aproveitamento do detento?

R – Trabalhar a autoestima dos detentos.

  • Que o ensino prepare para a vida após a prisão.

8) O material disponível é suficiente para o desenvolvimento das atividades de ensino?

Sim ( ) Não( X )

9) Em caso negativo o que é necessário?

R – Maior quantidade e variedade de material didático, uso de recursos tecnológicos (DVD, computador e internet).

10) O número de horas-aula é suficiente para a aprendizagem do detento?

Sim (   ) Não( X )

11) O que pode ser melhorando ou modificado para que o processo ensino-aprendizagem e a carga horária atendam seus objetivos?

R – Um ensino voltado para a realidade do detento.

  • Melhorar o relacionamento agentes penitenciários/professores/detentos.
  • Sensibilizar os agentes penitenciários e detentos para a importância da educação para forma de recuperação e reinserção do detento na sociedade.
  • Requerer maior número de agentes penitenciários para melhorar os trabalhos da Unidade Prisional e fazer com que os agentes penitenciários cumpram com a sua obrigação de retirar os detentos dos pavilhões no horário correto para o início das aulas diariamente.

ELABORAÇÃO DE UMA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

         Situe o contexto de sua pesquisa. ...

         Exponha suas motivações profissionais e pessoais. ...

         Cative o seu leitor. ...

         Esclareça as ideias apresentadas na introdução. ...

         Revise o seu texto. ...

         Levante uma problemática geral. ...

         Tenha objetivos claros.

A dissertação deve ser composta das seguintes partes, obrigatórias e opcionais, que serão apresentadas de modo detalhado mais adiante. A estrutura de tese e/ou dissertação, de acordo com a ABNT/NBR-14724, compreende três elementos: pré-textuais, textuais e pós-textuais.

Primeiro, vamos entender como a dissertação funciona. Ela é dividida em três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

Fazer uma introdução é uma etapa importante da redação de um trabalho acadêmico. Uma boa introdução deve motivar o leitor a virar a página, a se interessar pelo trabalho todo. Assim, o texto de introdução, além de bem escrito, deverá se constituir em um convite atrativo para a continuidade da leitura do artigo.

É a parte do texto em que se coloca a ideia-chave, o assunto da dissertação. A partir da ideia principal é que se desenvolve o resto do texto, onde você pode justificar e apresentar fatos que comprovem sua tese.

Os parágrafos de desenvolvimento são os que vão dar sustentação à tese apresentada na introdução. É esse o momento de justificar, demonstrar, provar as declarações feitas na introdução. Os parágrafos de desenvolvimento devem ser marcados pela progressão, ou seja, o texto deve ser construído de forma que vá apresentando novas informações, claras e pertinentes. Ou seja, nada de enrolação ou de repetição desnecessária do que já foi dito. Para facilitar sua argumentação, você pode separar o desenvolvimento de cada ideia em um parágrafo diferente.

O Desenvolvimento além de apresentar fatos que fundamentem a sua dissertação, é importante que você também aponte argumentos contrários e que aponte porque, de acordo com a sua tese, eles não são verdadeiros. Afinal, dissertação não é um artigo de opinião, o que significa que as opiniões contrárias também devem ser consideradas.

A Conclusão é a parte final do texto. Mas é preciso que uma coisa fique clara: concluir não é simplesmente “terminar” o texto. A conclusão é feita de comentários que confirmam os aspectos desenvolvidos nos parágrafos anteriores.

É o momento de oferecer uma solução ou demonstrar algum tipo de expectativa em relação à sua tese e ao assunto como um todo.

ESTRUTURA DE UMA DISSERTAÇÃO

Elementos Pré-textuais

A dissertação é formatada segundo as regras do programa de pós-graduação ao qual o aluno é vinculado. No Brasil, costuma-se seguir o padrão da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Nesse modelo, é necessário incluir os chamados elementos pré-textuais, que correspondem a tudo que apareça antes do relatório propriamente dito. Entram aí capa, sumário, resumo da pesquisa e agradecimentos, entre outros.

Elementos Textuais

Começa pela introdução. Nessa parte, costuma-se apresentar a temática do estudo, os objetivos do pesquisador, o problema de investigação a ser respondido e a relevância do trabalho para a sociedade (justificativa).

Na Revisão teórica os capítulos teóricos da dissertação de mestrado servem para contextualizar o fenômeno investigado. Nesse ponto, resgatam-se conceitos pertinentes à problemática, a partir da leitura de autores relevantes para a área de conhecimento.

Não basta apenas citar obras famosas. Deve-se articular o pensamento dos intelectuais, mostrando como cada um contribui para responder pelo menos parte das dúvidas suscitadas no decorrer da discussão.

Ainda nessa etapa, traça-se o estado da arte. Em outras palavras, explica-se o que já foi pesquisado sobre o tema e quais aspectos ainda precisam ser aprofundados. Para tanto, pode-se recorrer ao banco de teses e dissertações da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

Metodologia. Toda pesquisa científica requer um arranjo metodológico para observar o objeto empírico. Basicamente, são técnicas reconhecidas pelos pares como uma maneira de se aproximar da realidade estudada.

Nas ciências exatas e da natureza, é comum recorrer a experimentos em laboratório. No caso das humanas, pode haver entrevistas, grupos focais ou abordagens etnográficas. A composição da metodologia depende do que se investiga.

Nesse capítulo, é importante evidenciar os passos da pesquisa e justificar cada estratégia adotada. Mesmo quando um procedimento não surte resultados, ele gera algum tipo de conhecimento.

Análise dos dados. É nesse momento que o investigador confronta a teoria com a realidade observada. Busca-se, assim, entender o objeto de pesquisa e vislumbrar possíveis respostas para a problemática.

Considerações finais. Na conclusão, a ideia é avaliar os resultados da pesquisa e verificar se os objetivos foram alcançados. Recomenda-se retomar pontos apresentados na introdução do trabalho, até mesmo como forma de tornar o texto mais acessível para o leitor.

Elementos Pós-textuais

A ABNT estipula regras para citar as referências bibliográficas utilizadas. Outros elementos, como os anexos e os apêndices – imagens, transcrições de entrevistas, documentos etc. – também aparecem nas páginas finais. Vale revisar tudo com muito cuidado para adequar o projeto ao padrão exigido.

1. NORMAS DA ABNT

Pré-Textuais

  1. Capa
  2. Folha de Rosto
  3. Folha de Aprovação
  4. Dedicatória
  5. Agradecimento
  6. Epígrafe
  7. Resumo
  8. Resumo em Inglês
  9. Sumário
  10. Lista de ilustrações
  11. Lista de tabelas
  12. Lista de abreviaturas e siglas
  13. Lista de símbolos
  14. Textuais
    1. Introdução
    2. Desenvolvimento
    3. Conclusão
  15. Pós-Textuais
    1. Referências
    2. Apêndices
    3. Anexo

1.1 – Capa

A Capa é o primeiro elemento a ser observado e é, portanto o cartão de visitas do trabalho.

Uma Capa mal formatada é o tipo de primeira impressão que é melhor evitar. Elas devem contar o nome da instituição na primeira linha e o título do trabalho centralizado. Exatamente no meio do caminho entre o título da dissertação e o da universidade deve vir o autor. Nas duas últimas linhas, o local onde a publicação foi feita e o ano.

As margens da capa, bem como do restante de todo o trabalho, devem ser de 3 centímetros no topo e à esquerda e de dois centímetros abaixo e à direita.

Todo o texto da capa deve estar alinhado como centralizado.

1.2 – Folha de Rosto

A folha de rosto tem como função conter dados sobre o trabalho que poderiam estragar a estética da capa. O nome dessas informações é Nota de Indicação.

Para formatar a folha de rosto, basta copiar a capa e tirar a instituição do topo.

Coloca-se então a Nota de Indicação, que é uma descrição curta do trabalho, entre o título e os dados das linhas inferiores, subindo o nome do autor e o título na página.

A Nota de Indicação deve estar recuada cerca de sete ou oito centímetros da margem da esquerda.

1.3 – Folha de Aprovação

Normalmente é fornecida pela secretaria do departamento responsável pela sua pós-graduação. Contém espaços para os nomes dos professores da banca e para suas notas.

1.4 – Dedicatória

A Dedicatória ocupa uma folha própria e deve estar nas últimas linhas da folha, com um recuo de oito centímetros com relação à margem da esquerda. É onde o autor homenageia alguém ou algo sem o qual não poderia concluir seu trabalho.

1.5 – Agradecimentos

A folha seguinte à Dedicatória carrega os Agradecimentos. O autor deve listar todas as pessoas que acredita mereceram menção em sua dissertação de mestrado por terem sido relevantes em sua vida ou para sua pesquisa.

1.6 – Epígrafe

O autor da dissertação pode optar por fazer a epígrafe ou não. Trata-se de uma citação seguida de autoria, necessariamente relacionada com o assunto tratado no trabalho. Deve ser formatado nas normas ABNT da mesma forma que a Dedicatória.

1.7 – Resumo

O Resumo é uma explicação genérica do conteúdo da dissertação de mestrado.

Segundo as normas ABNT, você deve escrever Resumo no topo da folha, centralizado, e então pular dois espaços duplos.

Em seguida, deve fazer uma sequência de frases concisas e objetivas que não ultrapassem 500 caracteres totais, descrevendo o assunto abordado na dissertação.

Deve então pular mais dois espaços duplos e escrever “Palavras-chave:”, seguido de quaisquer palavras que possam descrever de forma ainda mais resumida o assunto do trabalho, facilitando o trabalho de pesquisa.

1.8 – Resumo em Inglês

Para fazer o Resumo em inglês, você pode simplesmente traduzir frase a frase seu Resumo. A formatação também é idêntica.

1.9 – Sumário

O Sumário é a paginação da dissertação de mestrado, descrevendo em que página pode ser encontrada as informações. Por isso costuma ser o último elemento a ser feito.

Para formatar o Sumário, você vai precisar listar mais do que simplesmente os elementos. Deve também descrever as páginas aonde vão se encontrar, por exemplo, cada capítulo dos elementos textuais, com seus títulos.

1.10 – Lista de Ilustrações

A Lista de Ilustrações funciona como um Sumário, mas ao invés de descrever onde encontrar o texto, descreve em que página da dissertação você vai achar cada uma das ilustrações utilizadas para auxiliar o trabalho acadêmico.

Só deve ser usado como elemento da dissertação se houver ilustrações.

1.11 – Lista de Tabelas

Assim como a Lista de Ilustrações, a de Tabelas também é um sumário específico e não obrigatório, dessa vez das tabulações de dados. Caso não se faça uso de tabelas de dados, ela pode ser retirada do trabalho acadêmico.

1.12 – Lista de Abreviaturas e Siglas

Diferente das listas anteriores, esta não apresenta número de páginas. É na verdade uma listagem em ordem alfabética de todas as abreviações e siglas usadas ao longo do trabalho para economizar espaço e tempo.

As explicações de suas origens são concentradas aqui para evitar que o leitor perca tempo procurando em meio ao texto o que cada uma significa.

1.13 – Lista de Símbolos

Funciona como a Lista de Abreviaturas, mas para os símbolos e signos visuais usados ao longo da dissertação para facilitar a passagem de informações, como por exemplo °C para Graus Celsius.

2.1 – Introdução

O primeiro dos elementos textuais é a Introdução, que pode ser dividida em capítulos.

Como todos os elementos textuais, ele deve dar início em uma página distinta e com o título do elemento na primeira linha. Após a palavra Introdução, deve-se pular um espaço de mais ou menos um centímetro e meio antes de começar a redigir o texto.

A numeração progressiva deve seguir como 1.1, 1.2 e assim por diante.

As margens dos elementos textuais continuam 3 centímetros acima e à esquerda e 2 centímetros à direita e abaixo.

2.2 – Desenvolvimento

As regras de formatação do Desenvolvimento são as mesmas da Introdução. Ele também deve ser iniciado em uma página distinta.

2.3 – Conclusão

Da mesma forma que os demais elementos textuais, a Conclusão deve começar em uma página própria. As mesmas regras de formatação se aplicam a esse elemento da dissertação.

3.1 – Referências

As Referências dizem respeito aos dados de onde as citações e dados foram retirados. Deve estar em ordem alfabética a partir do sobrenome do autor principal. Existem várias regras específicas para cada tipo de obra referenciado. Você pode verificar cada uma no nosso texto sobre o assunto.

3.2 – Apêndices

São textos feitos pelo autor que representam valor argumentativo com relação às ideias defendidas dentro dos elementos textuais, mas que caso fossem aplicados dentre eles acabariam atravancando o fluxo de texto.

Devem ser listados com um Sumário próprio, com o título de cada Apêndice seguido da página onde se encontra.

Os Apêndices podem ser usados, por exemplo, para explicar os aparatos utilizados na pesquisa de forma mais aprofundada ou de forma a explicar conceitos que exigem mais do que as referências para serem entendidos dentro da dissertação de mestrado.

3.3 – Anexos

Para as normas ABNT, a diferença de um anexo e um apêndice é que estes últimos são de autoria do mesmo responsável pela obra onde estão conectados, enquanto os primeiros são de outras autorias.

Você pode se utilizar de todo tipo de trabalho acadêmico ou artigo como anexo, desde que consiga a autorização do autor original dos textos. A formatação do elemento Anexos tem o mesmo formato que a dos Apêndices.

MODELO DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

NOME DO ALUNO

(Caixa alta, Times New Roman 18, negrito, centralizado, espaçamento 1,5)

TÍTULO

TERESINA-PI

ANO

(Times New Roman 12, negrito, centralizado, espaçamento 1,5)

NOME COMPLETO DO AUTOR

(Caixa alta, Times New Roman12, negrito, centralizado, espaçamento 1,5)

TÍTULO DA DISSERTAÇÃO

(Caixa alta, Times New Roman12, negrito, centralizado, espaçamento 1,5)

Dissertação apresentada à Universidade ..., como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em Nome do programa, área de concentração em Nome da área de concentração, para a obtenção do título de Mestre. (Times New Roman12, alinhado à direita a partir do centro da página, espaçamento simples)

Prof(a). Dr(a). Nome Completo do(a) Orientador(a)

Orientador(a)

(Times New Roman12, centralizado, espaçamento 1,5)

TERESINA-PI

ANO

NOME COMPLETO DO AUTOR

(Caixa alta, Times New Roman12, negrito, centralizado, espaçamento 1,5)

TÍTULO DA DISSERTAÇÃO

(Caixa alta, Times New Roman12, negrito, centralizado, espaçamento 1,5)

Dissertação apresentada à Universidade ..., como parte das exigências do Programa de Pós-Graduação em ..., área de concentração em ..., para a obtenção do título de Mestre. (Times New Roman12, alinhado à direita a partir do centro da página, espaçamento simples)

Aprovada em dia de mês de ano     (alinhado à direita)

Prof(a). Dr(a). Nome Completo do Membro da Banca – Sigla da Instituição onde atua

Prof(a). Dr(a). Nome Completo do Membro da Banca – Sigla da Instituição onde atua

Prof(a). Dr(a). Nome Completo do Orientador

Orientador(a)

(Times New Roman12, centralizado¸ espaçamento 1,5)

TERESINA-PI

ANO

Dedicatória

(Times New Roman 12, alinhada à direita)

AGRADECIMENTOS

(caixa alta, Times New Roman 12, negrito, centralizado)

Inserir os agradecimentos.                       

Os agradecimentos devem ocupar no máximo uma página.

Os parágrafos devem ser justificados na largura da página e com um afastamento de parágrafo na primeira linha de 1,27 cm.

O espaçamento entre linhas deve ser de 1,5.

Não deve haver espaçamento adicional entre parágrafos.

Deve ser utilizada a fonte Times New Roman, tamanho 12.

A dissertação deve ser paginada, com o número da página centralizado na parte inferior. A Lista de Símbolos e Abreviaturas (se houver), o Resumo e o Abstract deverão ser numerados em algarismos romanos em minúsculo, Por exemplo i, ii, iii. A página inicial do item Introdução receberá o número 1 e as subsequentes deverão seguir a ordem em algarismos arábicos.

Em todo o corpo da dissertação deverá ser obedecida a seguinte configuração: tamanho de papel A4; margens esquerda, superior e inferior = 30mm e margem direita = 20mm.

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS

LISTA DE TABELAS

RESUMO

(Caixa alta, Times New Roman 12, negrito, centralizado)

SOBRENOME (em maiúsculo), Xxxxx Xxxxx (primeiro, segundo... nome).Titulo da tese (primeira letra em maiúsculo e tudo em negrito).ANO. Dissertação (Mestrado em ...) – Universidade ... . Teresina -PI. ANO. (Justificado, Times New Roman, 12)

Texto corrido, sem parágrafo. O resumo deve conter a contextualização do problema, a lacuna do estudo, o objetivo principal, metodologia, resultados e conclusão principal. Devendo ser justificado na largura da página e escrito em um único parágrafo com um afastamento na primeira linha de 1,27 cm. O espaçamento entre linhas deve ser de 1,5. O resumo deve apresentar o que há de mais importante na pesquisa científica. Nunca exclua do resumo a conclusão do estudo. Máximo de uma página.

Palavras-Chave: no máximo 5 (diferentes das palavras utilizadas no título da dissertação). As palavras-chave não devem repetir termos do titulo e devem facilitar o rastreamento do trabalho.

ABSTRACT
SOBRENOME (em maiúsculo), Xxxxx Xxxxx (primeiro, segundo... nome).Titulo da tese em Inglês (primeira letra em maiúsculo e tudo em negrito).ANO. Dissertação (Mestrado em ...) – Universidade ...., .... Teresina -PI. ANO.

Em inglês e com a mesma formatação do resumo.

Key Words: em inglês (semelhante à página anterior), xxxx,  .

1. INTRODUÇÃO

(Títulos dos itens: caixa alta, Times New Roman 12, negrito, centralizado)

A introdução deve ter uma sequência lógica, ser clara e curta; indo diretamente ao objetivo ou conclusão do estudo. Fundamente todos os aspectos do objetivo. Apresente o objetivo teórico do estudo. Ressalte a novidade de sua pesquisa. Inclua apenas definições necessárias e as defina com objetividade e clareza. Uma breve descrição do estado da arte com justificativa do seu trabalho.

(máximo de 10 páginas)

2. OBJETIVOS

Deixe clara a lógica de seu estudo. Evite incluir níveis de variáveis independentes no objetivo. Ao ler seu objetivo, o leitor deve visualizá-lo com clareza e presumir a estrutura de seu estudo. Se sua pesquisa tem hipótese, ela estará dentro de seu objetivo. Não confunda objetivos específicos com passos metodológicos. Utilize fonte Times New Roman 12, espaçamento entre linhas de 1,5, parágrafo(s) justificado(s) na largura da página e com afastamento na primeira linha de 1,27 cm.

3. Objetivo geral:

XXXXXXXxxxx.

Objetivos específicos:

  1. Xxxxxxxxxxxxxx;
  2. Xxxxxxxxx;
  3. Xxxxxxxx.

4. METODOLOGIA

Seja minucioso, sem cair no exagero do detalhamento. Redija o texto no passado. Ao apresentar qualquer informação, permita que o leitor a entenda no momento que a lê, ou no máximo com a frase seguinte. Para estruturar os métodos, prefira ir do geral para o particular em uma sequência lógica. Apresente o texto em tópicos. Apresente o delineamento da pesquisa em um esquema. Não inclua nome e local do laboratório onde realizou a pesquisa. Descreva com exatidão. Use siglas de fácil entendimento e memorização.      

5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Redação dos resultados: Só inclua os resultados necessários para sustentar as conclusões. Apresente os resultados na sequência em que aparecerão na discussão. Redija os resultados no passado. Use abreviaturas convencionais. Não repita dados de figuras e tabelas no texto dos resultados. Limite-se a descrever resultados sem avançar em conceitos teóricos. Nas figuras e tabelas inclua apenas as informações essenciais. Não coloque valores numéricos sobre barras ou pontos nos gráficos. Figuras e tabelas devem ser autoexplicativas. Legendas de figuras e tabelas devem conter um título e explicações que não puderam ficar no corpo principal. Certifique-se de que os símbolos e textos das figuras estejam em tamanho adequado. Na estatística, para valores de tendência central, inclua sempre a variabilidade. Padronize os arredondamentos na média e no respectivo desvio-padrão. Sempre apresente a significância estatística dos dados. Não use tendências à significância. Prefira métodos estatísticos convencionais e amplamente aceitos na área. Apresente os resultados estatísticos dentro dos jargões da área.

Redação da discussão: Conduza a discussão como uma argumentação lógica. Exclua excesso de literatura. Redija as conclusões no presente. Inicie com as conclusões mais gerais do estudo. Para validar métodos e técnicas, mostre que são amplamente aceitos na literatura. Valide os resultados. Utilize todos os resultados para sustentar suas conclusões. Se seu objetivo foi descritivo, ressalte a importância dessa descrição. Fundamente as conclusões de associação. Fundamente as conclusões de interferência entre variáveis. Nas conclusões, mostre ao leitor que o objetivo foi atingido. Valide suas conclusões. Conclua baseando-se em premissas válidas e amplamente aceitas. Conclua a partir de evidências estatisticamente válidas.

6. CONCLUSÕES

Toda conclusão é teórica, mesmo que numérica. Conclua com base em seus dados e expanda com informação da literatura. Não foque na amostra. Foque seu estudo em poucas conclusões mais gerais, dando às conclusões mais específicas um caráter de resultados. As conclusões de estudos que usam amostras devem ser escritas no tempo presente. Conclusão não é sugestão e não é recomendação. A conclusão deve ser argumentada no sentido de que os leitores tenham que aceitá-la. A essência do trabalho são as conclusões. Ao usar literatura para sustentar conclusões, restrinja-se àquelas que incluem as evidencias (bases empíricas) que sustentam as informações citadas. As conclusões devem revelar a novidade de seu estudo.

8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

    1. norma da ABNT nas referências bibliográficas

Exemplos:

RODRIGUES, M. V. Qualidade de vida no trabalho. 1989. 180 f. Dissertação (Mestrado em Administração) - Faculdade de Ciências Econômicas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 1989.

Citações:

Citação indireta com autor incluído no texto: ... Rodrigues (1989)

Citação indireta com autor entre parênteses: ... (RODRIGUES, 1989)

APÊNDICE

APÊNDICE I

Caso seja usado, deve se referir a métodos de cálculos ou pesquisa etc.

ANEXOS

Referências bibliográficas

ALVES MAZZOTTI, A. J.; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. São Paulo: Pioneira, 1998.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

COLLADO, Carlos Fernandez; LUCIO, Maria Del Pilar Baptista; SAMPIERI, Roberto Hernandez. Metodologia de pesquisa. Porto Alegre: Penso - Artmed, 2013.

COULON, Alan. Etnometodologia. Trad. de Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis: Vozes, 1995.

GIL, A.C. Métodos e técnicas de pesquisa social. 4 ed. São Paulo: Atlas, 1994. 207 p.

RODRIGUES, André Figueiredo. Como elaborar referência bibliográfica. 7. ed. São Paulo: Humanitas, 2008.

SEVERINO, Antonio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 22ª ed. São Paulo: Cortez, 2001.


Publicado por: Benigno Núñez Novo

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