Liderança para o Futuro

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O texto publicado foi encaminhado por um usuário do site por meio do canal colaborativo Meu Artigo. Brasil Escola não se responsabiliza pelo conteúdo do artigo publicado, que é de total responsabilidade do autor. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: https://www.brasilescola.com

A consciência da transitoriedade, de pessoas, corporações e até países, desperta a atenção para a ideia do legado, do que se deixará às gerações seguintes e sucessores; o que ficará para os filhos, para a sociedade. As empresas preocupam-se com seu legado, os governantes justificam muitos de seus atos em nome dele, artistas associam sua obra ao futuro.

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Pensar nos que virão depois de nós geralmente nos torna melhores, mas cabe sempre a reflexão sobre se estamos, de modo consequente, focados no que dizemos ser nossa preocupação, e dentre elas talvez a mais importante seja a sustentabilidade.

A Organização das Nações Unidas, ciente da importância do tema e de que este ocupa as atenções de muitas empresas, lançou em 2010 através do Pacto Global o “Plano para Liderança em Sustentabilidade”, com o objetivo de estabelecer um padrão de ação para as empresas membros, que melhore as habilidades e compromissos. A ONU constata que, embora o número de dirigentes participantes da agenda de sustentabilidade tenha aumentado, ainda são muitas as empresas que entendem conceitos como ambientalismo, solidariedade, tolerância, sustentabilidade, apenas como lugares comuns, meros rótulos a enfeitar discursos e constar em “missões” inscritas em catálogos.

Num momento em que o país enfrenta turbulências políticas e econômicas, precisa também resolver a urgente e sempre adiada melhoria de seu processo educacional; a internacionalização do sistema educativo brasileiro é urgente e necessária, troca de experiências é fundamental para atingir eficiência.

A formação de líderes sustentáveis, fiéis às suas diretrizes gerais de observação de valores éticos e manejo de recursos para a garantia de sobrevivência do planeta sem, não deve, no entanto, afetar a produtividade empresarial, essencial para atendimento às demandas crescentes de alimentos, vestuário e outros bens materiais.

Procurando resposta para a sempre fluida questão do que seria um líder sustentável, diversas pesquisas convergiram para a descrição de qualidades indispensáveis ao trabalho nesta área:

- Crença firme nos valores que estruturam o conceito de sustentabilidade. Talvez o atributo de maior importância. Algo que supera e transcende o mero pragmatismo utilitário e a busca de “agregar valor ao negócio”, apresentando-o como sustentável. Trata-se de crença real em valores como respeito ao outro, à natureza e ecossistemas, à justiça, ao diálogo e à transparência; e de vivenciar essa crença como norteadora das escolhas, simples e estratégicas, praticando na empresa a mesma ética e moral seguidas com amigos e familiares.

- Compreensão real de que os sistemas econômico, ambiental e social são interdependentes. Compreensão que leva o líder, e por extensão a empresa, a adotar valores menos autorreferentes, assumindo que a corporação não é o centro do universo, e que os negócios e o lucro não estão acima da sociedade e da natureza. Cria-se uma nova noção de prosperidade, na qual o verdadeiro bom negócio é bom para todas as partes nele envolvidas, num equilíbrio entre lucro justo, proteção ao meio ambiente e justiça social.

Um legado não é, absolutamente, um monumento autoglorificante como o que descreve o poeta inglês Shelley num soneto em que um viajante encontra no deserto os escombros de uma estátua imensa, em cujo pedestal ainda se podia ler: “Meu nome é Ozymandias, rei dos reis / contemplem minhas obras, ó poderosos, e desesperem!”. E nada mais resta: junto à decadência das ruínas colossais, ilimitadas e nuas, as areias solitárias e inacabáveis estendem-se longe.

Se deixaremos algo de valor para o mundo será o próprio mundo, melhor do que o encontramos, e para isso são fundamentais as lideranças comprometidas com a sustentabilidade.

Por Wanda Camargo – educadora e assessora da presidência do Complexo de Ensino Superior do Brasil - UniBrasil.

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Wanda Camargo

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