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Educando e Reciclando

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Os seres humanos utilizam o ambiente para se alimentar, para morar, para se divertir entre muitas outras coisas.

A questão ambiental vem sendo considerada cada vez mais urgente e importante para a sociedade, pois o futuro da humanidade depende da relação estabelecida entre a natureza e o uso pelo homem dos recursos naturais disponíveis.

Essa consciência já chegou à escola e muitas iniciativas têm sido desenvolvidas em torno desta questão, por educadores de todo país. Por estas razões, vê-se a importância de incluir a temática do meio ambiente como tema transversal nas escolas, permeando toda prática educacional.

À medida que a humanidade aumenta sua capacidade de intervir na natureza para satisfação de necessidades e desejos crescentes, surgem tensões e conflitos quanto ao uso do espaço e dos recursos em função da tecnologia disponível.

Nos últimos séculos, um modelo de civilização se impôs, trazendo a industrialização, com sua forma de produção e organização do trabalho, além da mecanização da agricultura, que inclui o uso intenso de agrotóxicos, e a urbanização como um processo de concentração populacional nas cidades.

Com todo o crescimento tecnológico as conseqüências indesejáveis também agravam com muita rapidez. A exploração dos recursos naturais passou a ser feita de forma demasiadamente intensa. De onde retirava uma árvore, agora retiram-se centenas. Onde moravam algumas famílias, consumindo alguma água e produzindo poucos detritos, agora moram milhões de famílias, exigindo imensos mananciais e gerando milhares de toneladas de lixo por dia. Essas diferenças são determinantes para a degradação do meio onde se insere o homem. Sistemas inteiros de vida vegetal e animal são tirados de seu equilíbrio. E a riqueza gerada num modelo econômico propicia a concentração da renda, não impede o crescimento da miséria e da fome. Algumas das conseqüências indesejáveis desse tipo de ação humana são, por exemplo, o esgotamento do solo, a contaminação da água e a crescente violência nos centros urbanos.

O problema do excesso de lixo é um assunto que preocupa muita gente e está presente em todos os lugares. O destino final do lixo é uma questão de educação e saúde pública. E cabe a cada cidadão fazer sua parte. Até pouco tempo a vida útil das coisas era maior e podia-se reaproveitar muita coisa.O lixo consistia praticamente em restos de comida, não havendo uso exagerado de papel e de plástico.

Segundo Pádua (1999, p. 78): “Com a industrialização, novos hábitos de consumo foram implantados e as pessoas foram se habituando às modernidades tornando praticamente tudo descartável”. O estilo de vida de hoje estimula as pessoas ao desperdício. Desde roupas, brinquedos, eletrodomésticos e até automóveis. Muitas vezes concertá-los fica mais cara do que se adquirir outro produto novo. A cada dia embalagens sofisticadas e produtos descartáveis não-recicláveis e não-biodegrádaveis entram em comercialização aumentando assim a quantidade de lixo.

“As estratégias para implementação de ações e programas de Educação Sócio-ambiental estão agrupadas em quatro conjuntos: estratégias gerais, estratégias do setor empresarial, estratégias do poder público e estratégias direcionadas aos catadores”. Trecho da Plataforma de Educação Sócio-ambiental do Programa Coleta Seletiva Solidária do instituto Polis[1].

Nas Estratégias gerais, propõe elaborar um glossário para unificar conceitos básicos e terminologias; formar, capacitar e valorizar os profissionais e agentes multiplicadores envolvidos nos programas educativos, nos diversos setores da sociedade e do governo; priorizar a capacitação dos participantes das iniciativas já existentes de coleta seletiva solidária; realizar gincanas, olimpíadas, feiras culturais, oficinas de artesanato e arte; elaborar campanhas e materiais para divulgação (folhetos, cartazes etc.); definir estratégias educativas de médio e de longo prazo; estimular ações que inibam o descarte ilegal; formular propostas para a Política Nacional de Resíduos Sólidos, de forma a responsabilizar os geradores de resíduos.

No setor empresarial a proposta é estimular parcerias entre empresas e catadores para a gestão de resíduos sólidos com educação sócio-ambiental; fornecer infra-estrutura para a implantação de Postos de Entrega Voluntária — PEVs de materiais recicláveis e contratar catadores para atuar como educadores nesses postos; apoiar programas públicos de formação de agentes sócio-ambientais; apoiar programas e ações educativas na esfera civil, coordenados por atores da sociedade, não vinculados a interesses de mercado, através da criação de um fundo empresarial e de outras modalidades de captação de recursos.

Nas Estratégias do poder público está na implantação de programas de capacitação para educadores da rede pública municipal e estadual; articular Programa de Educação Sócio-ambiental da Prefeitura com o do Governo do Estado; garantir recursos públicos para fazer diagnóstico participativo; participar da elaboração das Políticas Nacional, Estadual e Municipal de Resíduos Sólidos; envolver as entidades, ONGs, associações ambientalistas na divulgação das propostas da Plataforma de Educação Sócio-ambiental do Programa Coleta Seletiva Solidária; garantir a execução de programas educativos em todas as secretarias da Prefeitura e criar uma coordenação para programar os programas de educação sócio-ambiental nas Prefeituras; integrar outras atividades e programas das secretarias, relacionados com a questão. Estratégias para implementação de ações e programas de Educação Sócio-ambiental.

Nas Estratégias dos catadores propõe a conscientização e a valorização do catador; elaborar plano de educação sócio-ambiental tendo como referência exemplos concretos da atuação dos catadores e de suas associações e cooperativas; criar equipes, nas cooperativas e associações, para a formação dos catadores; desenvolver cursos de diversificação da coleta seletiva e de reaproveitamento de materiais sob a forma de arte e artesanato, para ampliar os ganhos dos catadores. Pádua (1999, p. 78): “Desde a década de 1980, a produção de embalagens e produtos descartáveis cresceu significativamente, assim como a produção de lixo, principalmente nos países industrializados”.

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No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera renda, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem ajuda a diminuir significativamente a poluição da água, do ar e do solo. Pádua (1999, p. 89) descreve: “Muitas empresas estão reciclando materiais como uma maneira de diminuir os custos de produção de seus produtos”.

A produção de resíduos é inerente à condição humana. Cada pessoa produz cerca de 300 quilos por ano e como um processo inexorável, tornou-se um problema de difícil resposta, que exige a reeducação e comprometimento do cidadão.

Não há como não produzir lixo, mas podemos diminuir essa produção reduzindo o desperdício, reutilizando sempre que possível e separando os materiais recicláveis para a coleta seletiva.

A importância da biodiversidade, assunto que os norte-americanos rejeitam a se comprometer através de compromissos com o resto do mundo. A preservação da biodiversidade é importante para que o homem tenha tempo de descobrir a utilidade das espécies, para a sua própria sobrevivência. A cura de muitos males que hoje existem e que ainda virão a existir, pode estar em plantas em extinção ou poderia estar em outras que já foram extintas.

No processo de reciclagem, que além de preservar o meio ambiente também gera riquezas, os materiais mais reciclados são o vidro, o alumínio, o papel e o plástico. Esta reciclagem contribui para a diminuição significativa da poluição do solo, da água e do ar. Muitas industrias estão reciclando materiais como uma forma de reduzir os custos de produção. Outro beneficio da reciclagem é a quantidade de empregos que ela tem gerado nas grandes cidades. Muitos desempregados estão buscando trabalho neste setor e conseguindo renda para manterem suas famílias. Cooperativas de catadores de papel e alumínio já são uma boa realidade nos centros urbanos do Brasil. Muitos materiais como, por exemplo, o alumínio pode ser reciclado com um nível de reaproveitamento de quase 100% derretido, ele retorna para as linhas de produção das industrias de embalagens, reduzindo os custos para as empresas.

Quando se pensa na questão do lixo, o mais difícil de equacionar, e o que vai demandar maior pesquisa, é a destinação. Afinal de nada adianta separar se não se conhece o processo como para onde vai o nosso lixo e se as alternativas de destinação atuais são ambientalmente satisfatórias. Elas devem ser o fio condutor tanto de um trabalho escolar quanto de uma proposta de logística. Afinal, querer participar deve-se conhecer a fundo esse processo de cidadania.

Não existem respostas universais. Dessa forma, não existe um sistema de coleta seletiva que possa ser considerado universal e aplicável a toda e qualquer situação. Cada caso é um caso, cada cidade tem a sua peculiaridade e as questões condicionantes devem ser minuciosamente estudadas antes de se escolher este ou aquele desenho de logística de coleta seletiva.

É preciso estar preparado para os 4 fatores: quantidade, qualidade, freqüência e forma de pagamento; leis de mercado que muitas vezes inviabilizam a continuidade do programa de coleta seletiva.

A população em geral, parece ainda não estar atenta para sua relação e responsabilidade com a qualidade de vida e o meio ambiente. Visto que em suas atividades profissionais, e domesticas têm freqüentemente negligenciado os princípios básicos de prevenção da poluição e da contaminação. Atitudes estas justificadas pelo argumento de que os problemas sanitários ambientais são de exclusiva responsabilidade do governo. Estudos e pesquisas demonstram que o Brasil joga nos lixões aproximadamente 500 milhões de dólares. Isto por que não recicla ou recicla muito pouco.

Através da educação ambiental realizada com este projeto, proporcionou aos seus destinatários as condições indispensáveis para o desenvolvimento da consciência ecológica e a compreensão da evolução do ambiente em sua totalidade. Pose-se ter uma visão mais ampla da valorização dos recursos naturais com que contam para a sua sobrevivência e a partir daí adotarem políticas para o uso responsável, conservação e preservação dos recursos para garantir que o desenvolvimento econômico se efetive com sustentabilidade

Aprender, ensinar e fazer reciclagem em sua própria casa, separando-o e colocando em local apropriado para a Coleta Seletiva. Aproveitando todo e qualquer material que possa ser reutilizável.

A consciência ecológica é inseparável da consciência social, como a luta pela proteção da natureza é inseparável da luta pela realização da condição humana. O conceito de cidadania envolve uma a outra.

Só assim estaremos realizando o direito e exercício desse direito nas práticas sociais, a cidadania pressupõe um ordenamento das relações dos homens entre si, da estrutura das relações sociais e deles com a natureza.

[1] Instituo de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais – uma Organização Não-Governamental.


Publicado por: RENATO LEONARDO FERREIRA RABELLO

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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