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Como fazer um ano letivo produtivo

Educação

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Professores mais satisfeitos com o que fazem e onde o fazem são elementos decisivos para a satisfação e a aprendizagem dos educandos. Para boa parte dos professores, o início do ano letivo é um peso considerável, pois significa voltar a uma rotina de trabalho- para eles- muitas vezes enfadonho ou emocionalmente desgastante. Encerrar as férias, o lazer, o descanso para retornar às atividades corriqueiras é uma transição que deveria acontecer normalmente. Quando isso não acontece, de quem é a culpa?

Há algumas respostas possíveis e cada caso é um caso, mas, em geral, o problema pode ser individual ou coletivo. No primeiro cenário, o professor está passando por uma fase difícil, e apesar de gostar do seu trabalho e do colégio na qual leciona, não consegue encontrar satisfação ali. Essa é uma questão pessoal. Mas na grande maioria das vezes o ambiente de trabalho não é motivador o suficiente para que o educador deseje voltar disposto a fazer seu melhor. Para ilustrar essa situação, podemos aproveitar o momento das férias e dá o seguinte exemplo para ilustrar um ambiente desagradável: como em uma viagem de férias na qual a família briga no carro - um reclama, outro quer que todos sigam seu roteiro, outro está cansado e frustrado, enquanto alguém faz questão de dizer que não queria estar ali - uma escola pode se tornar uma espécie de bolha tóxica, propícia à proliferação de comportamentos disfuncionais, transmitindo a negatividade aos professores, alunos e familiares.

É necessário que a gestão escolar transforme o ambiente de trabalho em um local agradável, produtivo e que nutra a criatividade, proporcionando as condições necessárias para o desenvolvimento das atividades propostas. Isso resultará em uma mudança que culminará em produtividade, iniciativas e ganhos de aprendizagens. Professores mais satisfeitos com o que fazem e onde o fazem são elementos decisivos para a satisfação e a aprendizagem dos educandos, contribuindo de forma eficaz para o sucesso da equipe que integram. Um ambiente motivador é aquele para o qual se deseja voltar toda segunda-feira e não apenas no final das férias.

Confira abaixo algumas das estratégias que farão você e sua equipe passarem a pensar que voltar das férias, continuar a ter um emprego e ser feliz no que faz não é tão difícil. Procure ter a iniciativa, seja ousado.

É preciso tomar a iniciativa de transformar a escola, a sala de aula, ainda que você não ocupe uma posição de liderança. Uma mudança de atitude em nível pessoal, acompanhada de persistência, pode desencadear uma transformação coletiva. Como fazer isso? Observe melhor o que tem sido feito e como foi feito cada dia letivo do ano anterior. Comece refletindo com os seus colegas sobre por onde anda o Projeto Político Pedagógico da escola. Lembre-se: ele é a bússola, o norte a ser seguido. Refaça o seu planejamento. Os alunos são outros, o ano mudou, aliás, já estamos no século XXI, cuidado!

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Coloque no papel o que precisa ser mudado e que tipo de comportamento deve ser substituído. Abolir atitudes prejudiciais é um ponto importante. Atente para os colegas que precisarão de ajuda para aceitar uma mudança, e se inclua nesse grupo, se for o caso. A honestidade com os outros e consigo próprio é a chave para identificar as áreas mais problemáticas do seu ambiente de trabalho, de forma que elas possam ser expostas para a equipe, com o objetivo de mostrar o quanto certas mudanças seriam benéficas para todos. Tenha humildade pedagógica: siga a máxima do Filósofo Mario Sergio Cortella: “só é bom ensinante quem for bom aprendente. Leia mais, estude mais. Você é professor, lida com o conhecimento e conhecimento tem prazo de validade. Trabalhamos em equipe, esse é o entendimento.

Quando colegas ou Equipe Pedagógica não procuram reconhecer os esforços e desempenhos uns dos outros, é difícil encontrar motivação para fazer um bom trabalho. Neste caso a frustração se torna constante e pode resultar em desânimo, inveja, insegurança, sentimentos que contribuem para que o ambiente continue tóxico e pesado.

Não espere as festas de final de ano para elogiar alguém, faça isso sempre que sentir vontade ou achar que convém. Comece pelos seus alunos na sala de aula. "Trate a todos da forma como gostaria de ser tratado e admita isso - como qualquer pessoa, você também gosta de receber elogios". Queira também receber aumento salarial. Felicidade não tem preço mas pode começar pelo reconhecimento monetário. Alimente boas expectativas com relação às pessoas à sua volta e recompense-as com reconhecimento e apreço verdadeiros. Mantenha uma comunicação aberta, dessa forma, será bem mais fácil tanto elogiar quanto fazer críticas construtivas, para que o ambiente seja agradável e inspire confiança. A escola pode ser alegre e o ano letivo mais produtivo. Acredite, faça!

 


Publicado por: Roberto Peixoto

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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