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Bullying

Educação

Existem quatro tipos de bullyings. Clique e confira!

Nos últimos anos o tema Bullying vem ganhando espaço nos meios de comunicação e em toda a nossa sociedade. Quem nunca ouviu alguém falando sobre o assunto, nunca viu alguma reportagem ou, na pior das hipóteses, foi vítima deste abuso.

O bullying se figura como agressão física ou psicológica que ocorre repetida e intencionalmente contra uma criança, adolescente ou um jovem, praticada por um indivíduo ou um grupo de pessoas cujo objetivo é humilhar, intimidar, ridicularizar, ofender e até mesmo difamar outrem.

O principal local propício à prática é a escola, sendo o local de maior número de casos relatados. Dados revelam que 10% dos jovens sofrem algum tipo de bullying todos os dias nos Estados Unidos. No Brasil não é diferente, apesar do tema não ser tão explícito aqui, de acordo com o site Observatório da Infância, 60% dos alunos entrevistados relataram ter sofrido bullying em sala de aula, sendo que destes, 60% que sofreram a agressão são homens e 69% estão na faixa entre 12 e 14 anos.

Esta prática induz o agredido ao isolamento, sofrimento solitário, pois o mesmo não busca ajuda seja por vergonha ou medo, e em casos mais graves, ao suicídio.

Existem quatro tipos de bullyings:

Bullying Físico – caracteriza-se por agressão física contra alguém considerado mais fraco que seu agressor. É a forma mais visível e mais fácil de ser identificada dentre todas as outras.

Bullying Verbal – é a prática de humilhar a pessoa através de palavras, intimidá-la por ameaças e, até mesmo, difamá-la ou caluniá-la.

Bullying Relacional – trata-se de excluir uma pessoa socialmente a fim de que o agredido se isole do grupo do qual faz parte.

CyberBullying – esta é uma modalidade até pouco percebida, uma vez que, o agressor usa as redes sociais, como o Facebook e outras, para difamar, humilhar e cometer as outras práticas já descritas anteriormente.

O Cyberbullying vem ganhando espaço entre os jovens e se dá por meio da criação de um perfil falso ou “fake” que será utilizado para ridicularizar ou inventar mentiras sobre seu alvo. O canal de notícias R7 publicou, em 2010, um estudo no qual aponta que um em cada cinco estudantes já sofreu de bullying pela internet no Brasil.

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Maluh Duprat, psicóloga do Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da PUC de São Paulo explicou que, o agressor precisa derrubar alguém para se sentir forte, mais poderoso, ser mais popular e, principalmente, esconder suas próprias fraquezas através de seus ataques. Contudo, outros estudos já demonstraram que os atacantes são pessoas infelizes ou que já sofreram os ataques em épocas passadas.

Outro dado interessante suscitado é que as meninas costumam praticar mais o bullying verbal e relacional enquanto os meninos preferem o verbal e o físico como forma de agressão.

Bullying não é brincadeira é crime e, de acordo com o nosso ordenamento jurídico, pode ser considerado como lesão corporal, ofensa à honra, intimidade, imagem e privacidade ou calúnia e difamação, assegurado ao agredido o direito à indenização conforme descrito no art. 5, inciso X, da nossa Constituição Federal, onde “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Um caso que chamou atenção da mídia ocorreu em Minas Gerais, no ano de 2010, onde um juiz de direito estadual em Belo Horizonte condenou os pais de um agressor a indenizar a família da vítima em R$ 8.000,00 (oito mil reais) decorrente do dano moral sofrido pela vítima.

O que me consterna, mas não me surpreende é o modo como a sociedade sempre arranja novas formas de menosprezar o outro, diminuindo-o moralmente para se sentir superior e alimentar seu Ego de forma mais vil. Para finalizar, caso você venha sofrendo bullying não fique calado, conte aos seus pais, amigos e professores, busque ajuda o mais rápido possível, mas não guarde todo esse sofrimento calado. A maior arma contra o bullying é lutar contra ele.


Publicado por: Marco Aurélio Macei Duarte

O texto publicado foi encaminhado por um usuário do Brasil Escola, através do canal colaborativo Meu Artigo. Para acessar os textos produzidos pelo site, acesse: http://www.brasilescola.com.
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