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AS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TICS) E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA O COMPONENTE CURRICULAR

Educação

Análise sobre as tecnologias de informação e comunicação e suas contribuições para o componente curricular.

RESUMO

O presente artigo se desenvolveu através de pesquisas onde foram consultadas referências bibliográficas, a partir do viés qualitativo, na área de Educação, com ênfase na contribuição do docente ao utilizar a TICs, objetivando o  crescimento do conhecimento nessa área, buscando dialogar com diferentes contextos vivenciados e identificar diferentes possibilidades para uma melhor inserção dos estudantes da educação básica anos iniciais no espaço escolar, inclusive procurando lançar luz às práticas pedagógicas de educação nos termos gerais. Dessa forma, apresenta-se uma reflexão sobre quais, e como as tics estão sendo utilizadas dentro da Educação básica, anos iniciais nos dias de hoje? Verifica-se que o acesso às novas tecnologias na educação é meio de sensibilização pessoal que possibilita ao sujeito, apropriar-se de múltiplas linguagens tornando o indivíduo mais aberto em relação ao outro, como um meio de comunicação e expressão que auxiliam o desenvolvimento de habilidades e capacidades, e saber manipular as ferramentas tecnológicas. Inclui-se a isso, as reflexões e ações didáticas de modo a reestruturar a consciência do profissional numa sociedade tecnológica, inclusive procurando lançar luz às práticas pedagógicas, e, combinando prazer e aprendizado.

PALAVRAS-CHAVE: Recursos Tecnológicos. Apropriação.  Aprendizagem. Escola

INTRODUÇÃO

As novas tecnologias na educação representam um novo repertório de possibilidades que transformará dia após dia as aulas daqueles que se dispuserem a incorporá-la em sua prática docente principalmente nas séries iniciais, pois as crianças cada vez mais cedo são apresentadas ao mundo tecnológico e possuem habilidades natas para utilizar estes recursos.

Diante deste contexto a pesquisa tem como objetivo geral apresentar de forma sucinta como essas duas dimensões, a educação nas séries iniciais e os recursos tecnológicos  podem se encontrar  e de modo mais específico ampliar os conhecimentos sobre a tecnologia como um meio de comunicação e expressão que auxilia no desenvolvimento de habilidades e competências, refletir sobre ações didáticas reestruturando a consciência do profissional em uma sociedade tecnológica, e para finalizar averiguar quais tecnologias tem melhor aceitação dentro do contexto escolar para ajudar no aprendizado do estudante.

A pesquisa se justifica, pela importância de debater esse tema na atualidade, através de diferentes posicionamentos nos meios educacionais, analisando a temática, buscando compreender os parâmetros e estratégias para melhor inserção das tecnologias na escola. Tendo em vista a importância de um planejamento, por parte do professor para que consiga lidar com a diversidade cultural dos estudantes.

O problema da pesquisa passa a ser como identificar as contribuições que as tecnologias de informação e comunicação (TICs) trazem para o componente curricular nas séries iniciais da educação básica na aquisição das competências e habilidades necessárias para o desenvolvimento dos saberes para a formação integral do estudante, visto que o objetivo da educação é formar cidadãos para que se integrem na sociedade preparando para atuar diante da modernidade.

Este trabalho será apresentado por meio da pesquisa bibliográfica em teses e dissertações do periódico da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Scientific Electronic Library Online (SciELO) e Google Acadêmico, para realizar uma concisa de informações relativas ao entrave da utilização das TICs na escola e os desafios que muitos professores precisam enfrentar para a utilização das novas tecnologias, como projetar imagens, vídeos e jogos, para proporcionar ao educando uma forma diversificada e prazerosa de aprendizagem.

A fundamentação teórica será apresentada em capítulos, o primeiro capítulo irá contemplar discussões sobre a Base Nacional Comum Curricular e as TICs como práticas presentes no processo educacional, proporcionando experiências e aprendizagens diversificadas, contribuindo para uma aprendizagem efetiva na formação do estudante.

O segundo capítulo procura apresentar a importância do professor no cotidiano escolar diante da revolução tecnológica, com novas exigências para preparar o indivíduo durante o processo de conhecimento e necessita de ações que muitas vezes não são aprendidas pelos professores durante a sua formação.

O terceiro capítulo é um arrazoado teórico sobre a educação revolucionária, em um novo tempo dentro da era digital, vem para modificar o ensino dentro do meio social e educacional, rompendo com a verticalização onde o professor era o detentor do saber e o estudante mero ouvinte.

1. A BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) ALIADA ÀS TECNOLOGIAS, UMA INSPIRAÇÃO PARA CRIAR E APRENDER

A tecnologia é revolucionária, e vem para modificar o processo ensino e aprendizagem, reformulando o modo de pensar. Para que ela aconteça de fato é necessária uma conexão de diversos itens tecnológicos, inclusive a internet, para serem utilizados dentro do ambiente educacional.

A tecnologia vem para transformar o modo como os indivíduos adquirem conhecimentos e essa mudança possui como base o conceito learning by doing, que significa: aprender fazendo.

  • O uso das tecnologias contribui para romper com a verticalização da relação professor-aluno e com a linearidade de acesso à informação, tendo em vista que para aprender é fundamental a interação com o conhecimento e com outras pessoas, pois para transformar determinado grupo de informações em conhecimentos é necessário que eles sejam trabalhados, discutidos e comunicados. (KENSKI, 2012, p.82).

As novas metodologias educacionais daqui para diante estarão voltadas para a interação, ludicidade e coletividade, não serão mais somente recursos tecnológicos que estarão mudando a forma de ver e pensar do estudante a respeito do mundo. Todas as vivências serão valorizadas, serão desenvolvidas habilidades e competências para formação do cidadão, crítico e consciente.

No cenário atual, digital e acelerado, a educação não deverá simplesmente preparar o estudante apenas para replicarem receitas existentes, mas também para que consigam criar fórmulas para solucionar problemas e otimizar oportunidades  e dentro deste contexto, a criatividade passa a ser uma habilidade valiosa, assim o sistema educacional sofre com as constantes mudanças e a tecnologia entra, para proporcionar aos educadores meios de se adaptarem às novas realidades (TAROUCO; ABREU; ALVES, 2017).

É importante ressaltar que ter disponíveis recursos tecnológicos para a condução das aulas não necessariamente quer dizer que essa tecnologia está sendo utilizada como estratégia para o processo educacional. É essencial que esses recursos estejam adequados a um planejamento pedagógico com marcos definidos para que se consiga desenvolver um trabalho de sala de aula coerente e que seja significativo para o estudante e tranquilo para o professor.

O uso da tecnologia em sala de aula traz uma integração e interação entre professor e estudante, uma ampliação na relação entre os dois que passam ambos a serem sujeitos ativos do processo de ensino e aprendizagem. Uma relação pautada no comprometimento com a aprendizagem, no entendimento da diversidade das formas de aprender e na empatia.

A sociedade perdeu muito dos seus valores e necessita de novas perspectivas, trazendo para a educação a reflexão sobre o que aprender e para que aprender. Desde cedo é necessário um processo formativo, só que com significação onde o professor irá desenvolver o seu lado intelectual, emotivo e também o social e a educação aliada às novas tecnologias, através de metodologia diversificada poderão realmente atender as necessidades de cada estudante dentro do Campo da Experiência, de acordo com a Base Nacional Comum Curricular,

  • deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. (BRASIL, 2018)

A tecnologia e a educação na BNCC possuem relações diretas uma com a outra, a BNCC vem para atender as necessidades de modificar a educação neutra, aquela que não leva em consideração as questões sociais em educação transformadora, libertária, propondo uma ação problematizadora, trazendo ao centro das discussões elementos até então esquecidos pelo currículo da educação bancária, tais como: a participação das comunidades interna e externa à escola, a valorização da cultura popular, a democratização do conhecimento, a autonomia da escola em se constituir como espaço de formação de sujeitos autônomos e críticos e o diálogo na relação entre professores e estudantes (TAROUCO; ABREU; ALVES, 2017).

É importante salientar que a BNCC (BRASIL, 2018) destaca que a escola é um espaço formador que deve orientar para a cidadania consciente, crítica e participativa, fortalecendo autoria em diferentes âmbitos, na escrita, projetos, resolução de problemas, ideias, além de trazer a necessidade de fornecer uma educação com o princípio segundo o qual todos os indivíduos são iguais.

A BNCC também orienta sobre a melhoria do sistema de educação.  E a tecnologia é um dos alicerces da base, pois, é inegável que os estudantes atualmente possuem processos de aprendizagem conectados a informações na internet e mídias sociais, desta forma os professores também devem estar atentos aos novos modos de ensinar e aprender (FERNANDO, 2017).

Nesse sentido a BNCC traz duas competências nas quais é apontada a necessidade de desenvolver conhecimentos de tecnologia na educação, assim como o protagonismo dos estudantes na sociedade em que vive, a BNCC incentiva a modernização dos recursos e das práticas pedagógicas, com objetivos de formar as habilidades e competências necessárias para o século XXI.

É importante que a escola consiga incorporar novas linguagens tecnológicas e seus modos de funcionamento, para desvendar possibilidades de comunicação e educar para o uso mais democratizado das tecnologias e para participação consciente da cultura digital. 

Ao aproveitar o potencial de comunicação do universo digital, a escola pode instituir novos modos de promover a aprendizagem, a interação e o compartilhamento de significados entre professores e estudantes (BRASIL, 2018).

1.1 Tecnologias de Informação e Comunicação (TICS) e o Cenário Educacional.

As TICs estão sendo interpretadas como práticas ou circunstâncias sempre presentes na sociedade. Ao interpretá-las, percebe-se também a presença de processos de organização. Esses processos envolvem ensinar e aprender (MARTINS, 2017).

Como necessidade fundamental do ser humano, a aprendizagem tem percorrido todos os períodos de sua existência, em todos os tempos e partes do mundo, retratando a forma como um determinado grupo em um tempo específico se expressou e viveu. É as TICs facilitam a propagação do conhecimento, proporcionando amplas experiências, além de possuir a magia de levar as pessoas a ver o mundo através de um olhar mais sensível e inteligente.

Aqui cabe o papel do professor em ensinar os estudantes a ler, compreender, selecionar, avaliar e a manipular o conhecimento apresentado através do uso da tecnologia, para que o mesmo não seja envolto por algo que não seja real e verdadeiro, como temos conhecimento da disseminação de notícias falsas.

Muitas mudanças envolvem o cenário educacional, entre elas a globalização competitiva, os estudantes aprendem de outras maneiras, gostam da realidade digital, apreciam ambientes mais soltos e caóticos, mais barulhentos e movimentados, preferem trabalhar em grupo.  Diante de todas essas transformações é necessário reconhecer a importância da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (BRASIL, 1996), programa obrigatório onde se preconiza que o professor precisa estar em formação continuada, para se adequar aos avanços diante da modernidade.

Martins (2017) salienta que o educador possui a responsabilidade de alcançar uma educação efetiva e de qualidade, neste percurso muitas vezes encontram entraves que necessitam ser trabalhados com cuidado. Como a globalização e o acesso facilitado a ferramentas tecnológicas os estudantes acabam se afastando das atividades educacionais tradicionais, influenciados pelo computador, celular, jogos eletrônicos, desta forma a educação tradicional causa desinteresse no processo de aprendizagem dos estudantes.

“Este desinteresse pela aprendizagem é notório nas diversas fases da vivência do indivíduo de uma forma em geral, pois os estudantes vivem em um mundo globalizado” (MARTINS, 2017, p. 11), sendo impossível desconsiderar a tecnologia e o uso que se faz desta nos mais diversificados campos de conhecimento, a tecnologia vem para trazer novos comportamentos, raciocínios para uma aprendizagem mais ativa.

Na era tecnológica, não cabe mais ao professor ser o senhor do saber, o único detentor do conhecimento, pois existem plataformas digitais que consegue passar conhecimento com uma maestria, digno de aulas perfeitas, capazes de alcançar os mais variados perfis de pessoas, com diferentes interesses de conhecimento e trabalhando com uma interatividade única, onde cada pessoa avança ou retrocede a sua medida sobre o fato a ser analisado (MAURO et al, 2019).

Nota-se que o estudante aprende melhor se estudar com professores capacitados e atualizados tecnologicamente através da formação continuada, o educador é promovido a mudar sua visão e a prática da aprendizagem, contribuir para a aprendizagem efetiva do estudante.

2. A PRÁTICA PEDAGÓGICA NA ERA TECNOLÓGICA

A prática do professor no cotidiano escolar diante da revolução tecnológica exige algumas ações que muitas vezes não são aprendidas pelos professores durante a sua formação, seja ela inicial ou continuada e nem nos currículos impostos pelos governantes ou instituição escolar.

A prática docente permite escolhas, seguir as necessidades dos estudantes, trabalhar com aulas diversificadas, tecnológicas, dialógicas, trocas de experiências, leitura, o conhecimento sendo adquirido naturalmente auxiliado pelo professor mediador, o professor que aprende junto com os seus estudantes é o encontro dos quatro pilares da educação ou do conhecimento, que de acordo com Jacques Delors vem:

  • Para poder dar resposta ao conjunto das suas missões, a educação deve organizar-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais que, ao longo de toda a vida, serão de algum modo para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, isto é adquirir os instrumentos da compreensão; aprender a fazer, para poder agir sobre o meio envolvente; aprender a viver juntos, a fim de participar e cooperar com os outros em todas as atividades humanas; finalmente aprender a ser, via essencial que integra as três precedentes. (DELORS ET AL, 1998, p. 89 e 90)

Nota-se que os quatro pilares da educação acompanham o professor ao longo da trajetória e diante das dificuldades enfrentadas os saberes são produzidos e apropriados no dia a dia em sala de aula, de acordo com Tarfif (2016, p.48) estes saberes “não provém das instituições de formação nem dos currículos, não se encontram sistematizados em doutrinas ou teorias” é necessário para futuro educador práticas e experiências que serão adquiridas durante toda a sua trajetória dentro do ambiente escolar.

Para vivenciar experiências, o professor dá aos estudantes a possibilidade de usufruir de um patrimônio cultural que lhes pertence, propõe os encaminhamentos pedagógicos relacionados com a manifestação corporal que será focalizada, de forma contextualizada. Para analisar, o professor instiga reflexões sob diferentes olhares, abre espaço para críticas e para que sejam feitas mudanças, partindo de conflitos e tensões para o compartilhamento de informações, de ações de respeito e de inclusão, fomentando relações de igualdade por meio das trocas que as experiências.

Para significar e, também, ressignificar o processo educacional, considera-se a possibilidade de imprimir novos significados quando necessário e estabelecer conexões entre a cultura da escola e a cultura a ser e praticada fora dela, para a fruição e partilha de uma formação cultural pautada em manifestações tecnológicas para adquirir conhecimento, interligados em processos de constituição e reconhecimento através de mecanismos de saber e poder presentes nos discursos enunciados nos materiais e recursos que circulam na escola ou no currículo que viabiliza a sua utilização.

Como um mecanismo que se retroalimenta, essas ações adquirem visibilidade nas práticas que investem em dar voz aos saberes originalmente excluídos da pauta escolar, através do processo de aprendizagem utilizando metodologias ativas que representam um conjunto de práticas pedagógicas que destacam a participação do estudante no processo de ensino-aprendizagem.

Lopes (2016, p. 71) afirma que “a aprendizagem ativa é geralmente definida como qualquer método instrucional que compromete e envolve os estudantes no processo de aprendizagem”. Através dessa definição fica evidente, que haja o envolvimento e comprometimento por parte dos estudantes para que a aprendizagem ativa aconteça utilizando as ferramentas tecnológicas.

Sob este enfoque, o papel da escola e a função educadora vão além da mera transmissão de conhecimentos e de valores morais. Eles são importantes na formação do pensamento crítico do indivíduo, afinal segundo Gonh (2006, p. 30) “a cidadania não se constrói por decretos ou intervenções externas. Ela se constrói como um processo interno, no interior da prática social em curso, com fruto do acúmulo das experiências engendradas”.

Na tentativa de trabalhar com os conteúdos de maneira que façam sentido para os estudantes, do "porquê aprender?”, muitos educadores buscam argumentos e práticas didático-pedagógicas tendo como aliadas às ferramentas tecnológicas, para que realmente façam sentido para os estudantes. E assim Nicolazzi (2018, p. 25) afirma que:                        

  • A tarefa não é fácil, ainda mais para professores que estão há muito tempo em sala de aula, já acostumados com certas estratégias e encaminhamentos. Como em todas as atividades humanas, esses profissionais tendem a repetir e reproduzir conteúdos preparados anteriormente e transmitidos com sucesso (muitas vezes, com algum acerto). Portanto, aventurar-se em busca de práticas didático-pedagógicas diferentes implica rever tudo aquilo que se faz por costume, sempre com um único objetivo: melhorar as aulas.

Nota-se ainda que os professores precisam enxergar o ambiente escolar e os estudantes que ali estão inseridos, observando através da realidade a qual todos pertencem, então é importante encontrar o verdadeiro sentido do espaço destinado para a educação no atual momento, o que exige muito dos professores em se reinventar, e adaptar toda uma teoria didática que utilizaram durante a sua trajetória no ensino, para se redescobrir em uma nova didática utilizando a tecnologia para a aprendizagem ativa,  o que “exige deixar a zona de conforto pela qual se transita com domínio e segurança” (NICOLAZZI, 2018, p. 25).

Para se envolver ativamente no processo de aprendizagem, segundo Barbosa e Moura (2013, p. 55), o estudante deve “ler, escrever, perguntar, discutir ou estar ocupado em resolver problemas e desenvolver projetos”. O autor ressalta ainda que é fundamental a realização de tarefas de alto nível, como análise, síntese e avaliação. Neste contexto, o docente atua como facilitador para que o estudante faça pesquisas utilizando plataformas digitais, reflita e decida por ele mesmo o que fazer para atingir os objetivos estabelecidos.

Ao se pensar na construção do pensamento crítico e objetivos estabelecidos durante processo de formação, se faz necessário compreender as diversificadas formas de aprendizagens ativas utilizando as ferramentas tecnológicas que veio para complementar à formação de um cidadão consciente que irá contribuir para a construção e transformação de uma sociedade mais justa, respeitando as diversidades culturais e a natureza ao seu redor.

A utilização da tecnologia em sala de aula não se estrutura sobre um método ou estratégia específica, mas é construída de forma flexível, podendo ser executada adotando diversas ferramentas digitais. Muitos autores e pesquisadores como Libâneo (2011), Caetano (2020), Nicolazzi (2018) entre outros defenderam por meio de estudos que o envolvimento e trocas de ideias é fundamental para que se retenha o conhecimento.

  • O professor que proporciona aos alunos a oportunidade de se interessaram por determinados assuntos a partir de várias abordagens e métodos pode garantir ao aluno o direito a oportunidade de se tornar uma pessoa autônoma e capaz de desenvolver-se com segurança naquilo que mais lhe chamar (CAETANO, 2020, p. 637)

Percebe-se a necessidade de um deslocamento do campo da retórica para o campo da prática visando a efetivação das intenções. Este investimento repercute na esfera escolar, tendo em vista que muitas vezes que o professor procura determinado livro para seu trabalho em sala de aula, tendo como estopim a demanda do currículo, seja ela explícita ou implícita. Currículo e escola são entrelaçados por movimentos diversos que deixam transparecer as marcas de significação que lhes são próprias, apontando lugares, valores, produzindo efeitos e indicando determinada ação pedagógica.

Diante deste contexto Tezani (2011) salienta que o processo educacional está acompanhando o ritmo do progresso tecnológico, que influencia na sociedade contemporânea, representando novas exigências no currículo e práticas pedagógicas, para preparar o indivíduo durante o processo de construção do conhecimento, possibilitando o desenvolvimento de metodologias que se articulam com as exigências sociais.

É importante destacar que o processo de ensinar e aprender não se limita à sala de aula, com lousa e giz. As tecnologias representam oportunidades e o docente deve saber explorar essas oportunidades em qualquer ambiente e contexto. Ensinar e aprender, atualmente, não é mais visto como um processo realizado de forma compartimentada, separado por disciplinas ou somente ambiente físico.

O ambiente educacional pode ser virtual, mental, físico e social. No entanto, é importante estabelecer objetivos pedagógicos e trabalhar estratégias de ensino e aprendizagem em ambientes virtuais. Ferramentas atualmente disponíveis e gratuitas permitem ao professor e ao estudante usufruir dessas oportunidades.

2.1 O professor, sua formação e os desafios do uso das TICs

Com as transformações pela qual passa a sociedade se faz necessário discutir sobre a formação dos professores, destacando a sua importância para as futuras décadas. Hoje com as constantes mudanças influenciada pela globalização, o professor precisa estar em constante formação com práticas voltadas para o desenvolvimento de atividades que permitam realizar um trabalho com eixos e articulação.

Atualmente, são necessárias competências que ultrapassem aquelas tradicionais da profissão, abrangendo outros campos, como pesquisa, criatividade, gestão de sala de aula, trabalhar em equipe multidisciplinar e interdisciplinar utilizando as ferramentas tecnológicas, pois tecnologia e educação precisam caminhar juntas, a educação está passando por muitas transformações e o ser humano está sempre em busca de novos conhecimentos e o professores também precisa se adaptar com as inovações, principalmente as tecnológicas e necessita estar em constante busca do saber e aprender.

A tecnologia é um instrumento novo usado para auxiliar na conexão do indivíduo com o mundo, possui vários focos sempre visando finalidades diferentes em busca de conhecimentos específicos chegando à sala de aula, como ferramenta prática, como por exemplo, o computador que vem para auxiliar nas pesquisas e na busca de novas informações, colaborando com a aprendizagem, sempre por meio de novas estratégias e conteúdos diversificados:

  • O ambiente escolar deverá incentivar o professor a manter esta experimentação permanente, dando ao discente a noção de que a escola é um lugar aberto à modernidade tecnológica, sem atingir um deslumbramento que segue a realidade permanente de que a aprendizagem exige trabalho reflexivo, disciplina e perseverança, e nunca se poderá reduzir em um jogo para entretenimento. (GOMES, 2014, p.20).

A tecnologia é uma forma diferenciada de comunicação, com a tecnologia, o estudante é capaz de captar informações essenciais, concretas para dar sentido a sua aprendizagem, de acordo com Públio Júnior (2018, p.197), “É preciso tecer entrelaçando as ideias de hoje às que se desenvolviam antes, para repensar a utilização das redes de computadores e das mídias como possibilidades de aprendizagem”.

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Masetto (2015, 786), cita que “no cenário da revolução das Tecnologias de Informação e Comunicação identificamos que novos desafios surgem no espaço – tempo “aula” onde e quando acontece integradamente a formação dos profissionais e à docência universitária”

Diante deste contexto e da revolução das tecnologias se faz necessário citar que as fontes de estudo são muitas como o aplicativo Evernote que é útil para os professores e estudantes, o Voki é um recurso que torna as aulas mais atraente, o Google Glass Room e se multiplicam por vários espaços e ambientes.

Portanto o professor se vê obrigado a mudar seus métodos de ensino, suas práticas em sala de aula, passando de um simples transmissor de conhecimentos a um agente transformador valorizando o processo de aprendizagem. Masetto (2015, p.787) menciona que “A mudança radical apontada é que o professor compreenda e assume tal concepção de aprendizagem, para que possa pensar como colaborar com seu aluno para desenvolvê-la”.

Os professores não podem mais ignorar os meios tecnológicos, pois os livros didáticos deixaram de serem as únicas fontes de conhecimento, precisam juntar a cultura geral, a especialização disciplinar e a busca de conhecimentos, pois além de formar os cidadãos irá ajudá-los a capacitar-se para lidar com problemas que surgirão nas mais variadas situações tanto no trabalho, quanto culturais, sociais e éticas.

  • Os requisitos da comunicação escolar já eram conhecidos dos educadores, antes mesmo que ocorresse maior aproximação entre teoria da educação e teoria da comunicação, assim como a adequação da linguagem conforme os significados a transmitir, adaptação ao nível de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, formulação dos conteúdos significativos, seleção, ordenação e sequência dos conteúdos em função dos resultados desejados, atenção à reação dos alunos etc.(LIBÂNEO, 2012, p.17).

A escola inclui também a dimensão afetiva, aprendizagem de conceitos, habilidades e valores envolvendo sentimentos, emoções, ligadas às relações familiares, escolares e em outros ambientes que o estudante frequenta parte do professor proporcionar uma aprendizagem significativa de modo a compreender interesses, necessidades de estudantes diferentes entre si, capacidade de comunicação com o outro e a sensibilidade para situar a relação professor no contexto físico, social e cultural do estudante.

Cunha (2009) argumenta sobre a necessidade de qualificação dos professores, aquisição de saberes e conhecimentos para sua formação geral e práticas inovadoras, deixando de ser como no passado, passando tradicional e passa ter competências que são transformadoras em ação no trabalho.

É importante que o professor seja o mediador entre o estudante e aprendizagem, aproveitando todas as vantagens que as TICs podem trazer para a sala de aula, como recursos audiovisuais, atividades lúdicas, músicas, desta forma o discente aprende com conteúdo diversificado.

A educação tem como ponto de partida desenvolver a capacidade dos indivíduos ao pensar conscientes, ser crítico capaz de tomar decisões perante os problemas que vão surgindo durante os anos, como afirmam Grosso e Pinheiro (2014, p.01) “Um dos objetivos da educação é desenvolver a capacidade de tomar decisões conscientes, formar o cidadão para a sociedade, tornando-os mais crítico sobre assuntos do cotidiano”.

Desta forma observa-se que a escola ainda possui muitos desafios para enfrentar, e o principal é compreender que o ensino tradicional não consegue envolver o estudante é necessário utilizar metodologia inovadora por meio da tecnologia, observando criteriosamente o conteúdo e principalmente desenvolver competências para enfrentar os desafios da atualidade.

Quando o assunto é tecnologia é necessário parar para refletir, pois esta nova ferramenta precisa caminhar junto com a educação. O ambiente educacional está passando por muitas transformações e o ser humano está sempre em busca de novos conhecimentos.

O professor também precisa se adaptar com as inovações, principalmente as tecnológicas e estar em constante busca do saber e aprender. É possível perceber que a tecnologia trouxe instabilidade para os professores, principalmente aqueles que ainda consideram o ensino tradicional o ensino perfeito.

  • É possível perceber que essas tecnologias trouxeram certas inquietações aos docentes, principalmente aqueles considerados tradicionais em seu tempo, pois, essas novas ferramentas de ensinar e aprender exigem práticas pedagógicas diferenciadas. (LIBÂNEO, 2011, p.42).

Faz-se necessário avaliar o papel do professor frente a esta nova ferramenta tecnológica, para ser aplicada à educação. Para o professor este pode ser um grande desafio, embora muitos ainda tratam esta ferramenta superficialmente, não observam a grande aliada que possuem.

O professor deve caminhar procurando se desenvolver e sempre pronto a se adaptar às mudanças e transformações frente a modernidade, desta forma ele será um profissional ativo, crítico e empenhado a encontrar uma metodologia diversificada para facilitar o ensinar, vivendo em busca do aprendizado para chegar ao ensino eficaz.

  • No mundo contemporâneo, o ritmo acelerado das mudanças provoca conflitos contínuos no docente diante de sua prática. O docente, hoje, coloca-se em contato, primeiramente, com novos conceitos no processo de aprendizagem; em segundo, com a introdução das TICs no ambiente escolar; e, por fim, com a formação do homem cidadão capaz de se identificar com seu tempo histórico. (PÚBLIO JÚNIOR, 2018, p.191).

Portanto as ferramentas tecnológicas, devem dar suporte para o professor, para que ele possa fomentar a sua aula, instigando a criatividade e a vontade de aprender, assim não há como excluir as tecnologias, pois elas estão presentes no dia a dia dos estudantes.

A tecnologia está possibilitando novas ferramentas para serem utilizadas em sala de aula, tornando o processo educativo mais dinâmico, eficiente e inovador, onde o discente passa a interagir com outras ferramentas e utilizar esquemas mentais mediando as informações, transformando os estudantes em protagonistas na aquisição de saberes.

Na contramão a respeito das tecnologias digitais, existe o argumento de que ao utilizar este equipamento os estudantes não irão prestar atenção a aula, deixando de lado a busca e apropriação dos saberes, então ainda é necessário identificar ações positivas e possíveis de serem aplicadas, para que o estudante utilize a tecnologia em benefício do conhecimento e com ela se apropriar dos valores culturais (OLIVEIRA; OLIVEIRA, 2021).

Portanto, o professor utilizando as TIC’S com uma visão mais atual, como ferramenta pedagógica poderá preparar uma sequência didática apropriada para a unidade temática proposta pela BNCC tendo como objeto de conhecimento formação de leitor, procurando desenvolver a habilidade (EF12LP02) buscar, selecionar e ler, com a mediação do professor, textos que circulam em meios impressos ou digitais, de acordo com as necessidades e interesses (BRASIL, 2018), desta forma é possível acreditar em uma educação inovadora com perspectivas as mudanças sempre que se fizer necessário

3. AS SÉRIES INICIAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA E AS TICS DESENVOLVENDO CONHECIMENTOS

Quando se fala sobre a educação básica, entre elas as séries iniciais é necessário um olhar, sensível e entrar no campo da experiência e planejamento, pois a educação nas séries iniciais são considerada por muitos pesquisadores o principal período do desenvolvimento do estudante, vista como a fase das descobertas, o ver, ouvir, sentir, tocar o mundo de formas diversificadas.

É necessário citar a Base Nacional Curricular (BNCC), pois foi através dela que a educação adquiriu forma e contexto, a Base Nacional vem com uma proposta visando uniformizar o aprendizado na Educação Básica em todo país, entre as propostas encontra-se as ferramentas tecnológicas:

  • Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva (BNCC, 2017).

Hoje o estudante é observado  através de outro olhar, um olhar individual, com definições diferentes dos adultos, o aprender se faz através da experimentação de novos métodos e materiais, são  vivências e expressões que irão modificar a atuação do mediador na educação, desta forma é justificável a composição do Campos de experiência como parte relevante para a educação, está parte que além de abranger novas experiência, ferramentas também envolve as brincadeiras, conviver em grupos e as TIC’S. Segundo Gomes (2016, p. 20):

  • O ambiente escolar deverá incentivar o professor a manter esta experimentação permanente, dando ao aluno a noção de que a escola é um lugar aberto à modernidade tecnológica, sem atingir um deslumbramento que segue a realidade permanente de que a aprendizagem exige trabalho reflexivo, disciplina e perseverança, e nunca se poderá reduzir em um jogo para entretenimento.

Falar em séries iniciais da educação básica é entram no campo da atenção pedagógica, principalmente quando o assunto é tecnologia em sala de aula. Desde cedo a criança deve se envolver na tarefa de conhecer melhor as novas ferramentas que estão ao alcance, pois essas ferramentas só vieram para acrescentar saberes em sala de aula colaborando com o processo ensino e aprendizagem.

Pois, os estudantes já sabem utilizar com agilidade muitos aparelhos informatizados, demonstrando terem habilidades e os que não tiveram contato aprendem com facilidade. A cada dia novos aparelhos digitais são inseridos na sociedade. Assim faz-se necessário atender as expectativas dos estudantes das séries iniciais, mas o professor precisa estar atento e buscar se atualizar e planejar as aulas de forma a inserir esta ferramenta com fins pedagógicos junto ao estudante.

Araújo et al (2020), afirma que as TIC 's, têm por finalidade desenvolver habilidades de resolução de problemas, pois possibilita o estabelecimento de planos para alcançar seus objetivos, agindo nessa busca e avaliando os resultados, assegurando assim a construção de conhecimentos mais elaborados.

Pasqualini e Lavoura (2020, p. 13) citam que é necessário observar que o momento de preparação de atividades necessita de esforço para conseguir promover o interesse voltado para a aprendizagem dos discente que estão ainda em processo de letramento a tecnologia vem colaborar, como um novo material pedagógico onde os estudantes assimilam com rapidez o conteúdo necessário.

O estudo de Pereira (2020) afirma que as discussões sobre as questões relacionadas às TIC 's, são importantes para a educação, pois é um recurso utilizado para se desenvolver a aprendizagem de forma significativa, e facilita a compreensão e a vivência dentro da sala de aula, despertando a imaginação dos estudantes.

3.1 As TIC’S Desenvolvendo Conhecimentos

As mídias com todos os seus recursos audiovisuais atraem mais o público em geral é necessário repensar como ela pode auxiliar na educação básica para desenvolver conhecimentos.  Gheller (2012, p. 23), afirma que “antes das crianças chegarem à escola já passaram por processos de educação importantes: elo familiar e pela mídia eletrônica”.

As mídias digitais estão à disposição dos indivíduos, trazem sempre novidades, e podem contribuir de forma abrangente a Educação, dando novas oportunidade de um mundo interativo, contribuindo com a liberdade de expressão dos estudantes dos anos iniciais da educação básica.

Através dos recursos midiáticos a socialização acontece e o universo diversificado cultural vem para contribuir com a educação e informação em tempo real. De acordo com Santos (2012, p. 12), “a educação básica nos anos iniciais não tem sido foco de estudos quando se trata da utilização de tecnologias em suas práticas, mostrando-se mais impermeável e resistente a essa inovação na prática professores que em outros níveis escolares”.

De acordo com Costa e Faria (2015), a escola é um espaço responsável por garantir o seu papel, transdisciplinar e universal, procurando desenvolver não apenas o cognitivo, mas também o desenvolvimento social e emocional do discente, utilizando novas tecnologias, saindo das aulas tradicionais.

Ao se falar em características das aulas tradicionais durante o processo do conhecer e constituir os indivíduos observa-se que neste modelo de aula não há desafios por parte do professores, não há desenvolvimento individual, restringindo a educação a um ensino com desenvolvimento limitado, o discente é tratado pelo professores como um indivíduo que não sabe nada, não há busca do conhecimento prévio, antecipação o social, sendo o professores o detentor do saber, muitas vezes levando o estudante já no início da educação básica ao fracasso escolar com seu modo de se estudar através de formas decorada (PASQUALINI; LAVOURA, 2020). Assim é fundamental incluir nas aulas recursos midiáticos.

Um dos problemas que se encontram com os recursos midiáticos na educação é o aproveitamento deste recurso dentro do planejamento escolar, muitos professores ainda se questionam qual realmente a finalidade da tecnologia na educação nas séries iniciais, esses recursos ainda são vistos como lazer e não como um investimento em conhecimento.

Desta forma, observa-se que os professores necessitam compreender que durante  o momento do ensinar e aprender existe um grande aliado as TIC’S, afinal trabalhar métodos educativos voltados para ensiná-lo através da tecnologia é valorizar o ensino, criar espaços para uma aprendizagem exploratória, estratégias e novas formas de aprendizagens, criando conceitos e não reprodução mecânica do conhecimento (LAPA, 2017).

Durante os anos iniciais da educação básica, o professor deve se propor a dar acesso à cultura com toda a diversidade, pois as TIC 'S estão repletas de possibilidades e significação, possuem novas visões, culturas, desta forma consegue despertar a curiosidade do discente. É a oportunidade de ensinar e aprender de forma diferenciada com prazer. São o construir novos conhecimentos e ainda contribuir para a compreensão de mundo das crianças para adquirirem autoconhecimento, confiança, para ser capaz de decidir e tomar decisões

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Este trabalho teve como alicerce, pesquisas que estavam diretamente relacionados à necessidade da adequação das novas ferramentas tecnológicas a educação atual dentro processo ensino e aprendizagem, mas para que esta ferramenta funcione, é necessário que os professores se conscientizem e procurem estar se aperfeiçoando a este novo material pedagógico, para obter bons resultados. Ainda se nota que há um longo caminho para se chegar a uma prática docente utilizado a tecnologia e aprendizagens efetivas dentro do ambiente escolar.

Com esta pesquisa espera-se auxiliar os profissionais que trabalham com a aprendizagem e que acreditam que a escola é um espaço para se desenvolver a reflexão sobre o estudante como um todo, auxiliando na contribuição do desenvolvimento de uma consciência crítica e transformadora, através de uma prática docente voltada para habilidades e competências necessárias para que o estudante tenha postura transformadora diante da sociedade.

Através das novas abordagens utilizando a tecnologia para desenvolver o trabalho foi possível compreender a importância da prática docente auxiliando na aprendizagem e contribuindo de forma positiva e ativa para o desenvolvimento de aprendizagem e formando laços afetivos entre o mediador e o estudante.

É importante ressaltar que o professor é ser um semeador do saber e busca todos os dias práticas metodológicas inovadoras para usar em sala de aula com propostas voltadas para a vida cotidiana do discente, unido saberes filosóficos, artísticos, morais, procurando um significado para que o discente consiga interagir com o saber que traz de casa, o educador é aquele que consegue defender uma educação que supera as limitações impostas pela vida e que contribui para que realmente o estudante consiga uma completa formação humana

Ainda se observa a necessidade de definir novas abordagens utilizando a ferramenta tecnológica que irá ser trabalhada dentro da sala de aula, apontando os princípios que guiarão as escolhas culturais dos professores, observando diretamente como serão desenvolvidos a prática docente favorecendo o desenvolvimento cultural através de práticas diversificadas e inovadoras.

Com as ferramentas tecnologias e aprendizagens ativas o professor se torna um mediador, trabalhando e orientando tendo em vista o histórico pessoal do discente e os conhecimentos que estão adquirindo. As relações entre colegas também são valorizadas, ajudando-o uns aos outros, trabalhando com ideias diferentes e criando um ambiente harmônico, onde todos os envolvidos possuem liberdade para expor seus pensamentos e aprender desde o individual, até o conjunto

É importante achar alternativa eficaz para propostas construtivas e inovadoras que devem ser lançadas para o que ocorra a integração entre escola, professor e estudante, ampliando a visão de mundo que o discente trás da escola e para a escola.

O desafio do professor é se transformar em um mediador para sair do conservadorismo e conservar a vontade que o estudante tem em aprender, romper as barreiras professor e estudante, estabelecer relações de afetividade, para que o educar se torne produtivo.

A escola é o ambiente em que devem ser desenvolvidas atitudes relacionadas ao pensamento e através do pensamento e metodologias ativas a escola irá fornecer uma educação emancipadora formando cidadão e contribuindo para a formação e a prática docente.

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Murilo Ribeiro - Professor dos Anos Iniciais na Rede Municipal de Educação de Florianópolis - SC. Artigo apresentado como requisito parcial para aprovação do Trabalho de Conclusão do Curso de Licenciatura em Pedagogia, na Faculdade Campos Elíseos - SP.


Publicado por: Murilo Ribeiro

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